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segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Alegria é #26

...descobrir um novo dom maravilhoso no filho mais velho e ter plena certeza que vou abusar da sua boa vontade o máximo de vezes que conseguir. 
Não digam nada a ninguém, mas o Diogo faz umas massagens maravilhosas e, quem me conhece, sabe o quanto eu gosto de festinhas, miminhos, massagens, que me cocem as costas e afins.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Sou da partilha




Gosto de celebrar o meu aniversário e de juntar a mim todos os que me fazem feliz ao longo do ano, adorei o dia do meu casamento porque tive a sorte de o partilhar, de dividir a nossa alegria com todos os que aceitaram o convite, gosto de muita gente junta, não me assusta o barulho e a confusão, gosto de pretextos para jantares e almoçaradas de amigos. Gosto de contar as coisas boas e más que me acontecem, gosto de conversar, gosto de saber e ouvir e gosto também de falar. Gosto da partilha e só sou feliz nesse registo.
Quando engravidei do Diogo e do Miguel contei ao mundo no imediato, talvez nem as seis semanas ainda estivessem completas e, alheia à ideia de que nos devemos preservar no primeiro trimestre porque algo pode correr mal, sempre pensei que se alguma coisa corresse mal, quem partilhou a nossa alegria, partilharia a nossa tristeza. Mas desta vez fomos mais reservados e, pelos meninos, única e exclusivamente pelos meninos, resolvemos esperar pelas 12 semanas para contar. Com 6 e 4 anos já sabem o que é uma gravidez, conhecem mais ou menos a evolução, ou pelo menos sabem que a barriga cresce e mais tarde ou mais cedo dá para sentir o bebé e, assim sendo, achamos que não havia necessidade de colocar a hipótese deles terem de partilhar connosco uma eventual tristeza.
Confesso que não gostei de andar em segredo, de inventar desculpas e mentiras para algumas situações. Muitas vezes senti falta de partilhar o meu sono, o meu enjoo, a minha fome devoradora e as minhas angústias. Já disse muitas vezes que alegria partilhada duplica e tristeza partilhada vai para metade e por isso acho que não vivi estes três meses com a euforia que vivi das outras duas vezes. De cada vez que não aguentava mais e lá contava a uma ou outra pessoa parecia que me sentia ainda mais grávida, poder contar desde quando é que sabemos, como foram os primeiros dias, a descoberta do sexo, o nome, os planos... 
Contar aos meninos foi maravilhoso, andávamos ansiosos e parece que só aí me senti verdadeiramente grávida, saíram-me uns quilos dos ombros. Não que estivesse com medo das reacções, mas porque queria dividir as coisas do dia a dia com eles, contar-lhes o que sinto, mostrar as imagens das ecografias... E depois contar à familia foi ainda mais espectacular porque foi a "missão" dos pequenos e, dito por eles tem um impacto muito mais delicioso. Terceiro filho, neto e sobrinho para uns e quinto neto e sobrinho para outros, mas a alegria, euforia e a surpresa não diferem muito da vivida há 7 anos atrás quando soube que estava grávida do Diogo.
Oficialmente, tudo faz mais sentido na partilha.



segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Ano novo

Desde os tempos de escola que vivo o ano novo escolar de forma mais marcante do que o ano novo civil. Terminei os estudos há mais de dez anos e, mesmo assim, sinto sempre Setembro como um recomeço, apesar da minha vida nada mudar nessa altura, mas é o mês em que me escuto a ter planos, a encetar mudanças, a pensar em arrumações, projectos... 
Entretanto chega Setembro de 2017 e o mundo redondo que gira,  traz-me de volta o sentido dos recomeços de Setembro: o Diogo entra para o primeiro ano e  com isso uma imensidão de novas rotinas. Nova hora para despertar, preparação de lanches, arrumação de espaço no escritório para que possa ter o seu cantinho de trabalho, horário afixado no frigorífico, compra de material, livros, encadernação, etiquetar tudo e mais alguma coisa, reorganizar horários de dormir, refeições, actividades extra-curriculares... Adoro tudo isto, e acho que, mais uma vez, me vou emocionar na próxima quinta feira, quando o acompanhar à sala no seu primeiro dia do Primeira Ciclo, como agora se diz.
E já sonho com o momento em que será ele a ler-me a história ao deitar, deliro com a possibilidade de poder trocar recados escritos. Acho que ele ainda não sabe os super poderes que vai ganhar este ano, mas desejo que sinta a escrita e a leitura como tal, como uma ferramenta poderosa para toda a vida.
E que aventura comece!!

segunda-feira, 31 de julho de 2017

2B, 3B, 4B e 5B



Quatro anos, quatro etapas, a mesma segurança e felicidade.
Tudo o resto pouco importa. Sabe o nome de todos os planetas, e de outras entidades espaciais, devorou dinossauros de todos os tipos, sabia-lhes aqueles nomes complicados e a sua forma de vida, aprendeu sobre os animais da quinta e da floresta, sobre o fundo do mar, fez uma viagem pelo mundo e provou sabores de Espanha, França, Inglaterra México, Brasil e Estados Unidos, sabe tanto sobre os descobrimentos, como construir um castelo e uma caravela, sabe sobre Reis, sobre a descoberta de África, de Terras de Vera Cruz e sobre as especiarias da Índia, sabe músicas inteiras em inglês com uma pronúncia de fazer inveja a muitos adultos, aprendeu a fazer cambalhotas, saltar ao pé coxinho e a tocar instrumentos. E, em cada coisa nova que absorveu, o Diogo foi feliz. Acredito que, se lhe desse a escolher, reduzíamos as férias e os fins de semana para metade e eu não levo a mal, da mesma forma que até achei bonito a primeira vez que me chamou o nome da educadora. E que sorte tivemos nós nesse aspecto!! Com ele, estiveram duas pessoas maravilhosas que tão bem souberam contornar objectivos, metas e planos pedagógicos implícitos a um colégio privado, tornando tudo numa suave e deliciosa brincadeira, impondo as regras certas, sendo flexíveis com a desordem própria de tanta criança junta, promovendo uma deliciosa harmonia entre todos. Que sorte a nossa, poder "emprestar" os nossos filhos a quem tem os valores em sintonia com os nossos.
Hoje, ao deixá-lo pela última vez no polo I, pedi-lhe para me abraçar e perguntei-lhe: Foste muito feliz aqui, não foste? E ele, com aquele sorriso maroto, com aquela covinha mais fofa, disse-me que sim, que foi muito feliz ali. Era uma pergunta retórica, mas ele ainda não sabe o que isso é...

terça-feira, 4 de julho de 2017

Alegria é #25

Aos 6 anos e 4 meses acreditar na Fada dos Dentes. Esta inocência, que sei que tem os dias contados, é tão linda e, provavelmente, a melhor coisa da infância.

quinta-feira, 30 de março de 2017

Alegria é #23


Ter na minha mão estes bilhetinhos para a PRIMEIRA fila!!
Estar a planear um super fim de semana gastronómico-romântico-cultural em Lisboa para essa altura.

quarta-feira, 8 de março de 2017

Alegria é #22

Receber mensagens de várias mães de colegas do Diogo, após a partilha desde artigo que escrevi para E os filhos dos Outros, a contar aquilo que já tinham testado em casa e o que tinha sido mais apreciado. Alegria é ver a ser desenhado um "workshop" entre algumas dessas mães para que para o próximo ano os lanches a enviar para a escola sejam saudáveis, diferentes e apelativos.

sexta-feira, 3 de março de 2017

Adenda ao post anterior

Escrever a correr (não literalmente), fez com que eu me tivesse esquecido dum pormenor extremamente importante. É que estes treininhos do demónio fizeram-me também superar as dores nas costas, tornaram-me capaz de sobreviver a dias a fio longe da minha almofada XPTO sem qualquer desconforto. E isso, para quem traz defeitos de fabrico ao nível da coluna, é uma vantagem sem preço. A verdade é que o objectivo principal a que me propus foi de saúde, de fortalecimento de algumas partes que andavam maltratadas e me causavam dor e desconforto, mas obviamente que este fortalecimento traz ganhos estéticos (óbvio, óbvio) e que também eles me deixam muito feliz (óbvio, óbvio).
Para quem me perguntou, eu treino no Efit Porto e treinarei!!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Alegria é #21


Parar na berma duma rotunda (depois de ter dado duas voltas) para que eles pudessem ver, calmamente, o seu primeiro arco-íris. E depois, seguir por um caminho que não era o nosso, para termos onde parar o carro, sair das cadeirinhas para poder contar todas as cores. Alegria é ouvir o Miguel dizer, meio indignado, que o arco-íris não tem purple. 

sábado, 26 de novembro de 2016

Alegria é #19

Voltar. Regressar. Chegar.
Subir o elevador de madrugada e pensar "vou cheirá-los".
Encostar-me ao Diogo e dizer-lhe, bem baixinho enquanto ele dormia tão lindo, "já cheguei, meu amor" e, sem sequer abrir os olhos, agarrou-se a mim, deu-me beijos e sorriu Sorriu tanto e continuou a dormir. 
Cheirar o Miguel, dar-lhe beijos e ele manter-se num sono imperturbável.
Enfiar-me na minha cama e agarrar-me ao Pedro, tão quentinho.
Fazer a minha primeira granola caseira e deixar a cozinha com um delicioso cheiro a coco e canela.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Maternidades alheias

Ontem soube uma notícia boa e, caramba, quem não adora uma boa notícia?
A minha amiga Luisa está grávida. E a notícia é boa porque é o primeiro filho? Porque teve muita dificuldade em engravidar? Não. É o seu quarto filho, o terceiro rapaz. 
Andávamos nós na faculdade e, numa jantarada em casa de outro amigo,  e lembro.me da Luísa dizer que gostava de ter seis filhos. SEIS!! Na altura, fizemos o super científico teste da agulha e, lá apareciam os seis. Lembro-me da cara do namorado, agora marido, de enrascado e atrapalhado com a ideia, lá no meio dos seus sorrisos. Entretanto já passaram talvez uns dez anos desse jantar e a Luísa está no bom caminho e eu admiro-a muito por isso. Porque é uma Mãe divertida, com um sentido prático fora de série, corajosa,  meiga, extremamente rigorosa e muito, muito feliz nesse seu papel. A Luísa, anestesista de profissão mudou de cidade em busca dum horário de trabalho que a permita ser feliz enquanto Mãe e, também por isso a admiro.
Os meus amigos vão ter o quarto filho, vão ser seis em casa, a mesa vai estar repleta, o cesto da roupa suja vai ser sempre a transbordar, o carro vai ficar apertado, vão haver mais guerras e conflitos entre irmãos e depois abraços e brincadeiras barulhentas, o orçamento tem de ser mais controlado, mas a alegria volta a aumentar porque, naquela casa, vai bater mais um coração.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Fotografias

 
Fazer álbuns com dois ou três anos de atraso, é algo verdadeiramente delicioso. Para além da viagem no tempo, do avivar de memórias, é outra forma que a vida tem de me mostrar como é boa. E as fotos encerram em si essa importante missão, guardar momentos, expressões, dias que, no seu tempo foram importantes. Vendo e revendo fotos, fazendo montagens, percebo como tenho uma vida boa, recheada, com saúde e, assim passo à minha geração seguinte. É certo que não tenho fotos de discussões, gritos, birras e choros descontrolados, mas também não é bem disso que me quero lembrar daqui a alguns anos. E, assim sendo, cada lente capta aquilo que o olho de quem dispara a máquina quer guardar.
 
P.S.- os meus álbuns são feitos no programa Blurb.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Dicas avulso sobre S. Miguel

- Esqueçam a meteorologia dos sites do costume, vão desanimar sem necessidade. O tempo é sempre ameno e agradável, quer chova, quer faça sol, quer seja meio dia ou meia noite. Consultem a app Spotazores diariamente e vão ter acesso às câmaras, em directo, dos mais diversos pontos da ilha.
- Para os miúdos, não há calçado melhor do que este. Dão para praia, rochas, pisos com terra e pó e facilmente se limpam, podem molhar e não precisam de os tirar para nadar nas piscinas naturais.
- Alugar carro é, sem dúvida, a melhor opção para quem viaja com miúdos. Na mala do carro andou sempre uma muda de roupa para caso o tempo mudasse, calções de banho e toalhas de praia. As estradas são impecáveis, está tudo muito bem sinalizado e, tendo carro, a liberdade é toda na nossa na escolha de rotas, destinos e horários. Nós organizávamos o dia a de forma a que a viagem maior de carro ficasse para o meio da tarde, de forma a que os pequenos dormissem a sesta.
- As praias são de areia vulcânica, bem preta, o que dá fotos bem giras se tiverem as unhas dos pés coloridas.
- Locais de visita obrigatória: Lagoa das 7 cidades, lagoa do fogo (para mim a mais bonita), Lagoa das Furnas, Cacela Velha, Poças da Dona Beija, parque Terra Nostra, Ponta da Ferraria e piscinas dos Mosteiros.
- No Parque Terra Nostra não se limitem a mergulhar naquela água castanha, passeiem pelo parque, visitem as grutas, os nenúfares gigantes, alimentem os patos e procurem o maravilhoso jardim das Flores.
- Se tiverem tempo para um pic-nic façam-no na margem da Lagoa das Sete Cidades. Ao descer e chegar a ponte, virem à direita (antes da ponte) e façam a estrada de terra até ao final da lagoa. O sítio é maravilhoso.
- Visitem o Ilheu de Vila Franca do Campo. Se o tempo estiver bom, vão de manhã cedo para garantir bilhete, é uma reserva natural e só lá entram 400 pessoas por dia. Levem comida e bebida porque lá não há nadinha.
-Comam queijadas de Vila Franca na própria fábrica e vejam-na a funcionar. Há queijadas à venda em toda a ilha, mas aqui, saem do forno para a vossa boca. São deliciosas.
-Provem os iogurtes Yocor, com especial destaque para o de maracujá. A textura é única.
-Comam morcela de arroz com ananás. É uma entrada que aparece na grande maioria dos restaurantes.
- Restaurantes a ir: 
A Tasca, em Ponta Delgada, onde é tudo bom mas destaco o bife de atum braseado com sementes de sésamo.
Cais20 com extensa variedade de marisco, não saiam de lá sem comer a salada de búzios e o gelado de canela.
Cooperativa Agrícola, onde vão comer o bife mais incrível da vossa vida.
Terra Forneria, no Furnas Boutique Hotel, para além de ser um restaurante lindo, onde os pratos enchem o olho, acreditem que saem de lá com a barriga feliz e consolada. Peçam o que quiserem porque é tudo bom, mas a sobremesa de maracujá e iogurte é divinal.
-Passeiem à noite por Ponta Delgada. Em Agosto, cortam as estradas do centro da cidade ao transito, há concertos e espetáculos na rua e a temperatura é muito convidativa.
-Visitem o Louvre Michaelense, uma mercearia com produtos do mundo, mas com grande destaque dado aos produtos locais e com uma decoração peculiar.
-Se estiverem com uma meia horinha livre algures em Ponta Delgada, passem no Jardim António Borges apenas para ver a maravilhosa Figueira Australiana com as suas raízes imponentes.
- Façam o passeio de barco para ver baleias e golfinhos. Se forem com crianças escolhem os barcos mais rápidos para que a viagem não seja tão longa e, se acharem pertinente, tomem comprimido para o enjoo. Nós fomos com a empresa Futurismo e, apesar de não termos ido no barco super rápido, a viagem demorou, no total 3h e os miúdos aguentaram bastante bem, com direito a sesta pelo meio.
-A Praia Pequena de Água de Alte, para além de muito simpática, tem uma cascata à espera de ser descoberta, com água gelada, mas que vale a pena procurar.
-Visitem a fábrica de chá da Gorreana e a única plantação da Europa. Parámos lá por mero acaso e acabei por adorar. Andámos por dentro da fábrica enquanto ela funciona normalmente, vemos todo o processo de fabricação e empacotamento deste famoso chá e, no fim, podemos provar em três versões.
-No último dia passem no Mercado de Ponta Delgada, comprem ananás, pimenta da terra, queijos e vão à zona do peixe arregalar os olhos às lulas com mais de 1m de comprimento.

- Vão com tempo.













quarta-feira, 10 de agosto de 2016

E assim começam os 35

À meia noite fiquei com um nó na garganta porque, pela primeira vez, pensei: será que vou viver outros 35? Assustou-me, pela primeira vez, o número de velas a apagar e espero, que isto não volte a acontecer. Não gostei da sensação, não era eu com aqueles pensamentos.
Acordei com a voz de dois miúdos, os meus, a conversarem no quarto de banho e depois a enfiarem-se na minha cama com beijos.
Fiz mais de vinte panquecas de banana para o nosso pequeno almoço.
Vestimos roupa leve, calçamos chinelos e fomos ao quartel de bombeiros de Riba de Ave para saber o que estavam a precisar. Garrafas de água, fruta e barras de cereais.
E, no meio das nossas compras, carregamos o carrinho com estes pedidos para os irmos entregar, como prometido. Tivemos direito a uma super recepção de gente boa e simpática que ficou feliz por ver dois pequenos de mãos carregadas com os bens em falta. Subiram em todos os carros, ambulâncias e jipes de monte, ligaram luzes e sirenes, tiraram fotos e estavam eufóricos.
Espantei-me com a facilidade com que o Miguel foi ao  colo daquelas pessoas que tinha acabado de conhecer, não é nada habitual, mas as crianças reconhecem os corações bons, não é?
No carro, de regresso a casa, ganhei o dia com as frases que ouvi: "Estou tão feliz", "Nem acredito que agora tenho amigos bombeiros", "Estou tão impressionado!". What goes around, comes around!
Fiz sopa na bimby enquanto a minha tia adiantava o almoço.
Atendi muitos telefonemas, recebi imensas mensagens.
Fui para a piscina, brinquei na caixa de areia e almocei com a família que se juntou.
Deitei-me com os meus filhos e sobrinha para a sesta.
Fui nadar enquanto dormiam
Fiz as malas e voltamos para casa.
Lembrei-me que não ia ter os meus pais e as minhas amigas até à demência comigo neste dia.
Fui comprar 2 balões gigantes de 35, com a desculpa que o 3 seria para o Miguel e o 5 para o Diogo.
Banhos e roupas giras, tudo em grande correria.
Segui para um dos sítios mais bonitos da minha cidade, com vista para is Jardins das Virtudes, o rio, a Alfandega. 
Os amigos e a familia foram chegando, beijos, , parabéns, fotografias de grupo, fotografias com mousse nos dentes, com filhos, de mãos dadas à vizinha. Correrias e barulhos de criança como barulho de fundo e a alegria de juntar 46 pessoas numa quarta feira de Agosto.
Espetaculo de dança e variedades, já de madrugada, protagonizado por crianças que tinham tudo menos sono.
Regresso a casa.
Pronta para este novo ano.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

10 de Julho



Isto não é só futebol e hoje está longe de ser um dia igual aos outros em que a vida continua. Hoje é o dia em que o país acorda todo em uníssono, feliz, a achar-se capaz de muito mais do que se achava há uma semana atrás. O futebol, essa paixão, tem esse poder. Uma selecção que aumentou a auto-estima e o ego dum país inteiro e isso não é "só" futebol, isso é PAIXÃO, com tudo de irracional que rodeia esta intensidade. Hoje, todos os crítico se calam e nos batem palmas por essa Europa fora, hoje todos ficámos felizes quando o despertador tocou e corremos para o telemóvel para ver capas de jornais, ouvir o relato do golo pela centésima vez, ver todas as fotos possíveis, ver as reportagens, os festejos. Hoje é um dia histórico feito à custa de "11 marmarjos a correr atrás duma bola". E só quem não sente, não vibra, não grita e não chora é que pode pensar que se reduz a isto, a meia duzia de homens a corre atrás duma bola... É tão mais do que isto, é esforço, é trabalho, é coroar duma união enorme entre todos eles, uma liderança feita com cabeça, tronco e membros. É o exemplo a seguir, porque SONHAR É GRÁTIS, mas ninguém ficou a dormir porque quem quer que os sonhos se tornem realidade tem muito que trabalhar, que estudar, que unir e gerir. E, quando o engenheiro disse que só voltava para Portugal dia 11 e muitos se riram, e até sentiram alguma pena e desdém, eles todos acreditaram e remaram contra a maré. Não tem sido este o nosso fado?

Ontem, cumpriu-se Portugal!!

E depois temos um capitão à altura, que apoia, incentiva, grita, dá ordens, ajuda e cria o melhor hashtag de sempre #safoda!! Já gostava de Ronaldo, sempre gostei, por tudo aquilo que representa: dedicação, empenho, talento e determinação. Orgulhoso de si mesmo, como deve ser quem o merece e quem se esforça para ser o melhor do mundo. E não confundir com arrogância aquilo que é ser sabedor da realidade. Humildade não é dizer : ah e tal, sou mais ou menos bom, humildade é ser o melhor do mundo e continuar a trabalhar para ser ainda melhor! E ontem, aqueles últimos vinte minutos em que tivemos mais um treinador, fazem-me rir várias vezes porque não me canso de rever. Nós somos aquilo: inconformados, lutadores contra marés e gigantes, somos fortes quando unidos, a história assim o diz. E ontem fez-se história.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Fim de semana dos bons- parte II

Depois dum passeio pela praia, com direito a camaroeiros e águas a 2 escandalosos euros!! seguimos com amigos para o meu novo restaurante favorito: Panca, a primeira cevicheria da cidade, meticulosamente instalada no Parque da Cidade. 
Que delícia para os olhos, para o palato e para a alma. Dos chefs Camilo, do Cafeína, Ruy Leão, do Shiko e Diogo Formiga, do Frida, o Panca é um verdadeiro consolo. E diz isto quem já provou os cinco ceviches diferentes, as três variedades de empanadas, o pico de gallo com nachos caseiros, o chá de tomilho e canela e os picolés de manga, coco e banana. 
Sabores frescos, ao ar livre, com um toldo a proteger do sol, mesas feitas de portas pintadas a azul turquesa, bancos corridos, o nosso nome no megafone e muito espaço para os miúdos correrem. 
Era menina para estar lá batida todos os finais de semana...



Fim de semana dos bons- parte I

Este foi um fim de semana em cheio, comprido, com festas, amigos, jantares, passeios, carroceis, piscinas e claro, uma vitória de Portugal!! Assim sendo, vamos por partes.
Noite de S. João, quente como seria de esperar, mas não como a manhã chuvosa o fazia prever. Rumamos ao Porto ao entardecer, da Trindade aos Caldeireiros, fotos, compras de martelos e sentir o ambiente fabuloso que se vive na cidade. Uma mesa à nossa espera no meio da rua, música pimba como se quer para o bailarico e amigos. Muitos amigos que chegam, sentam connosco e outros que passam, dão as suas marteladas (salvo seja) e seguem caminho. dançamos muito, fizemos comboinhos, comemos sardinhas, caldo verde, pimentos assados e rematamos com um gelado do Santini que, segundo o Diogo, já é tradição. 
Depois vieram os balões e, confesso, que é uma coisa que me fascina. Fascina-me a alegria e entusiasmo de quem espera pacientemente que o fogo os encha, de quem o larga com palmas e gritos, como se aquele fosse o primeiro e único balão de S. João da vida. Nem que o anterior tenha sido cinco minutos antes, cada balão que sobe é especial. E o céu enche-se de pontinhos luminosos, a música dos martelinhos faz eco em todas as ruas e becos e vamos para casa cedo, mas felizes, com a certeza de que, em 2017, estaremos à mesma hora e no mesmo lugar.


quarta-feira, 22 de junho de 2016

Já não era sem tempo

 

Já cá faltava, eu sei, eu sei. Há tantos anos a escrever um blogue e nem um Giveaway?? Como pode isso ser possível minha gente? Não se apoquentem mais, porque é já hoje que eu faço a minha primeira oferta neste que é o nosso(vosso) blogue de referência na área do entretenimento idiota.
Pois bem, e o que tens tu para oferecer Ana? 
Nada mais, nada menos do que...
Tchan, tchan, tcha, tchan!!!

Três maravilhosos quilos de pura gordura abdominal!!

Sim, este quisto sebáceo que carrego em mim pode ser todo o vosso!!
UAU, YEAHHH!!
Que mãos largas que tu és Ana, pensam vocês!! Pois bem, eu prefiro ser mãos largas do que pança larga!!
E o que precisam fazer para se habilitar a este prémio tão único?
Simples, basta fazer um like na página do facebook do blogue, partilhar com 74 amigos, fazer 20 burpees e  uma frase que inclua as seguintes palavras: panícula adiposa, pançolas e six pack.

Agora, toca a participar até dia tal às tantas horas!!

Boa sorte!!

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Ser Mãe com vários parafusos a menos é...

Num intervalo entre consultas da manhã (uma hora e meia para ser precisa), fazer o trajecto Porto-Maia (trabalho-casa), fazer três fornadas de bolachas de avelã em forma de T-Rex, Diplodocos, Estegossauro e Triceratops para o lanche da festa de fim de ano do filho mais velho. Massa, corte e forno de três tabuleiros feitos de saia e tacões de 10cm porque uma pessoa é maluca mas não perde a pose!
E o melhor de tudo, é alegria que sinto com esta maluqueira, só de pensar na surpresa que lhe vou fazer.

P.S.- as bolachas feitas com farinha de avelã ficam deliciosas e, mal acabe de afinar a receita (ainda não atinei com a quantidade de gordura necessária, mas suspeito que seja nenhuma) coloco-a a aqui. As safadas sabem a chocolate sem terem sequer uma graminha do mesmo,

terça-feira, 31 de maio de 2016

Um euro por cada

- Diogo, senta-te à mesa.
- Miguel, anda jantar.
- Parem com isso.
- Dá-me um beijinho.
- Eu falo numa língua que vocês não entendem?
- Diogo, mastiga o pão.
- Quem é o meu amor'
- Já chamei para vir para a mesa.
- Diogo, assunto encerrado, acabou.
- Encosta a tua carinha à minha.
- Anda cá. Anda cá. Anda cá.
- A próxima vez que tiver de dizer isto já não vai ser com voz meiguinha.
- Ai, que filho tão bom que eu tenho.
- E o que é que tu achas disso?
- Se sabes que é errado, porque é que fizeste?
- Quem amas?
- Miguel, vai ao chão, chega de colo.
- Não quero ouvir nem mais um pio, é para dormir.
- Chega de conversa.
- Já chamei três vezes para irem para o banho.
- Já chega de banho, desliguem a água.
- Diogo veste-te.
- Diogo despe-te.
- Miguel para de ser bruto para o teu irmão.
- Quem é que me dá um abracinho?
- Sim Miguel, eu também vou ter muitas saudades tuas.


E não precisava de trabalhar nunquinha na vida.