Apesar de tantos serem os dias que me enchem as férias deste ano, aqueles passados na Herdade da Matinha merecem todo o destaque e, ano após ano, o Alentejo vai ganhando mais e mais destaque, mais e mais dias. Pelo silêncio, mesmo com 2 crianças de 2 anos a brincar, pela simpatia, pela praia, pelo pão (oh céus aquele pão devia ser proibido), pelos petiscos, pelo calor do dia e o frio que traz a noite.
A Matinha é um sítio para voltar, que me ficou no coração pelos recantos e pelas cores, pelo pão do pequeno almoço (não quero ser repetitiva...), pelo burro preto de máscara castanha que encontrávamos diariamente no caminho, pelas maças que iam da árvore para a boca, pela rudeza de alguns pormenores, e claro, pelos cavalos. Pela paixão do meu filho por cavalos que, suspeito que nos irá contagiar a todos!
Matinha é Natureza bruta, é liberdade, é preguiça, é sopa com cheiro de oregãos, é jazz e bossa nova pelos cantos.
Fui feliz ali! Porque a companhia era doce, os meninos encharcavam-se em brincadeiras no tanque, corriam, nadavam, gritavam, choravam, abraçavam-se e empurravam-se, porque o tempo ali é lento, porque quem ali trabalha é uma familia, porque a cozinha era aberta e porque o Alentejo é tudo isso e muito mais.
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