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quarta-feira, 16 de novembro de 2016

De quem é a culpa?

Ontem tive reunião dos representantes dos pais das turmas de creche e pré-escolar com o respectivo coordenador e directora do colégio. É suposto que cada representante de turma questione todos os outros pais acerca de eventuais dúvidas, críticas ou sugestões, para que depois sejam transmitidas à direcção.
Depois de duas horas de reunião, saí de lá a pensar que talvez o estado da educação, os programas cada vez mais exigentes, a pressão que os miúdos sofrem por terem mais e mais trabalho, a falta de tempo para brincar, não seja apenas culpa do sistema, da forma que está montado. Há pais com uma responsabilidade GIGANTE nas proporções que isto está a tomar. Naquela reunião, foram levantadas questões do arco da velha, vindas de pais de crianças de 5 anos, que sofrem duma ansiedade antecipatória para a entrada para a primária que a mim me assustou. Não me considero especialmente desleixada ou demasiado relaxada com a educação/aprendizagens/conquistas dos meus filhos mas, perante aquele montão de dúvidas e medos, fiquei seriamente a pensar.  Aqueles pais que queriam melhorias no ensino do inglês e queriam esmiuçar o que estava a ser feito para tal, queriam saber acerca do corpo docente para o ensino primário, queriam saber quais as "limitações" dos seus filhos em termos de memória, concentração e afins para o poderem trabalhar em casa ao longo deste ano, vão ser os pais que irão pressionar professores, directores e filhos para fazerem mais e melhor a toda a hora. É legítimo querermos que os nosso filhos usufruam ao máximo das suas capacidades, que as potenciem, mas é preciso pensar a que preço. Porque, nada mais certo do que todas as crianças, filhas de pais ansiosos em Novembro com o que vai acontecer em Setembro do ano seguinte, sofrerem na pele a ansiedade, a pressão e o medo de falhar. 
Enquanto meio mundo de pais se vai queixar do excesso de matéria, de trabalhos de casa, o outro meio irá exigir o oposto aos professores, aos coordenadores e directores de escolas e, em cadeia, a informação chega  a quem decide. O nosso mundo mudou, as exigências da sociedade são diferentes daquelas que existiam há vinte ou trinta anos atrás, mas a adaptação não pode acontecer a qualquer preço. E, assim sendo, eu vou-me continuar a borrifar para o facto do Diogo cantar músicas inteiras em inglês comigo a perceber apenas duas ou três palavras e vou ficando é muito satisfeita porque ele as quer cantar para mim, porque ele vem entusiasmado porque as aprendeu.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Amor e legumes

A propósito post aqui, lembrei-me dum episódio que já aconteceu há algum tempo em minha casa, mas que me faz todo o sentido. Como disse, apesar de não serem particularmente esquisitos, os meus filhos não deixam de ser crianças e, geneticamente, possuem uma "alergia" às "coisas verdes" no prato. No entanto, como os pais gostam bastante, em praticamente todas as refeições, há legumes a acompanhar o prato, e umas vezes mais discretos do que outras. Num jantar, o Diogo, em modo resmungão, perguntou porque é que a comida tinha sempre legumes e, eu respondi: 

- Porque eu te adoro mesmo muito e, por isso, quero que tu comas coisas que te fazem muito bem, que te fazem crescer forte e que te ajudem a ficar poucas vezes doente. Eu gosto tanto, tanto de ti que quero que tu comas o que há de melhor e mais saudável.

A resposta foi surpreendentemente bem recebida e não voltou a questionar a existência frequente de legumes no prato. (não que não torça o nariz de longe a longe)
E, no fundo, a resposta é mesmo verdadeira e, alimentar bem é uma forma de amor e de cuidado, tal e qual como os protegemos do calor ou do frio com roupa adequada, como quando acordamos a meio da noite para dar o antibiótico, como quando brincámos com eles para que eles se sintam importantes. Não quero com isto dizer que quem "vacila" mais vezes na alimentação dos filhos não os ame como eu amo os meus mas, para mim, sabendo o que sei, não fazia sentido ser de outra forma.


segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Futebol e legumes

Cá em casa, regra geral, não grandes guerras para comer legumes dentro e fora das refeições, cada um tem as suas preferências, nuns dias comem mais e noutros torcem o nariz, como "boas" crianças que são, mas poucas são as refeições em que não os comem, para além da sopa. Sei bem que não é assim em todas as casas e que alguns pais precisam puxar da imaginação e truques e outros há que desistem rápido. São escolhas, e a minha é ir oferecendo, insistindo e persistindo, sem ser chata. Ou pelo menos tento não ser muito chata.
Hoje foi dia da selecção jogar e, depois do Europeu, a loucura pelo futebol instalou-se nesta casa e, logo pela manhã, a caminho da escola com os dois rapazes, tratei de "preparar o jantar". Foi fácil o acordo para que o jantar fosse pizza em frente a televisão e fácil foi também decidir que iríamos fazer uma Pizza Portugal, com as cores da nossa bandeira. Alegria, alegria!! E depois foi só deixá-los ter ideias para o que seria a parte verde, a vermelha e a amarela. Et voilá, aqui está o resultado.


Estas belezas demoram uns cinco minutos a ser feitas. Fiz um molho de tomate com tomate e cebola picados uns minutinhos na panela até escurecer. A base das pizzas é aquela massa de wraps que se compra já feita e gosto de comprar as mais fininhas porque ficam mais estaladiças. Espalhamos o molho na base e o queijo mozarella pode ser colocado antes ou depois do recheio. Depois deixo os meninos "fazer magia" e colocarem os ingredientes à escolha, orégãos e vai uns dois ou três minutos à sertã, sem nenhuma gordura, e com um texto grande de panela em cima. 
E assim se põe duas crianças a comer legumes, cheios de sabor e felizes da vida por terem sido eles a escolher e fazer.


sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Saber de Amor

Há umas semanas levamos o Diogo, em modo filho único, a ver a selecção jogar no Estádio do Bessa. Alegria e concentração total, descrição de todos os lances que via com direito a efeitos sonoros. Ao chegar a casa, pergunta-me se pode ir um bocado para a minha cama. Disse que sim e, se quisesse, até podia adormecer lá. Depois de muito abraço e beijo, eu e Pedro começamos numa "guerra" pela posse do Diogo.
- É meu, dizia enquanto o puxava para mim.
-Não ele é todo o meu.
- Parem com isso. Eu sou dos dois.
- És metade da mamã e metade do papá?
- Não. Sou TODO da mamã e TODO  do papá.
 
Amar por inteiro é isto mesmo e, aos 5 anos, também se sabe que o amor não divide. Nunca.
 

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Espaço

As crianças foram programadas para ter espaço, cada vez me convenço mais disso. Não foram feitas para apartamentos, para salas e quartos, as crianças precisam de chão imenso. E quando são dois juntos todos os dias na mesma sala, no mesmo quarto de dormir, o espaço aberto vale ouro.
Havendo chão, relva, rua, estes dois entendem-se mil vezes melhor, brincam mais do que na sua sala com os seus brinquedos, soltam gargalhadas, dançam, empurram-se e riem-se ainda mais porque um acaba por cair e rebolar, correm, correm muito, até demais, mas correm felizes. 
E por isto, e bastava apenas isto, é que eu adoro o Verão e a liberdade que nos dá. 



quarta-feira, 29 de junho de 2016

Questões para lá de pertinentes #24


Qual é a cena dos miúdos com bolachas partidas??? O que os impede de as comer? Qual é o drama? Sabem pior? Eles por acaso nãos as partem com os dentes ou, na sua inocência, acham-se capazes de a engolir inteirinha, ao melhor estilo do Monstro das Bolachas?

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Fim de semana dos bons- parte II

Depois dum passeio pela praia, com direito a camaroeiros e águas a 2 escandalosos euros!! seguimos com amigos para o meu novo restaurante favorito: Panca, a primeira cevicheria da cidade, meticulosamente instalada no Parque da Cidade. 
Que delícia para os olhos, para o palato e para a alma. Dos chefs Camilo, do Cafeína, Ruy Leão, do Shiko e Diogo Formiga, do Frida, o Panca é um verdadeiro consolo. E diz isto quem já provou os cinco ceviches diferentes, as três variedades de empanadas, o pico de gallo com nachos caseiros, o chá de tomilho e canela e os picolés de manga, coco e banana. 
Sabores frescos, ao ar livre, com um toldo a proteger do sol, mesas feitas de portas pintadas a azul turquesa, bancos corridos, o nosso nome no megafone e muito espaço para os miúdos correrem. 
Era menina para estar lá batida todos os finais de semana...



Fim de semana dos bons- parte I

Este foi um fim de semana em cheio, comprido, com festas, amigos, jantares, passeios, carroceis, piscinas e claro, uma vitória de Portugal!! Assim sendo, vamos por partes.
Noite de S. João, quente como seria de esperar, mas não como a manhã chuvosa o fazia prever. Rumamos ao Porto ao entardecer, da Trindade aos Caldeireiros, fotos, compras de martelos e sentir o ambiente fabuloso que se vive na cidade. Uma mesa à nossa espera no meio da rua, música pimba como se quer para o bailarico e amigos. Muitos amigos que chegam, sentam connosco e outros que passam, dão as suas marteladas (salvo seja) e seguem caminho. dançamos muito, fizemos comboinhos, comemos sardinhas, caldo verde, pimentos assados e rematamos com um gelado do Santini que, segundo o Diogo, já é tradição. 
Depois vieram os balões e, confesso, que é uma coisa que me fascina. Fascina-me a alegria e entusiasmo de quem espera pacientemente que o fogo os encha, de quem o larga com palmas e gritos, como se aquele fosse o primeiro e único balão de S. João da vida. Nem que o anterior tenha sido cinco minutos antes, cada balão que sobe é especial. E o céu enche-se de pontinhos luminosos, a música dos martelinhos faz eco em todas as ruas e becos e vamos para casa cedo, mas felizes, com a certeza de que, em 2017, estaremos à mesma hora e no mesmo lugar.


segunda-feira, 20 de junho de 2016

Ser Mãe com vários parafusos a menos é...

Num intervalo entre consultas da manhã (uma hora e meia para ser precisa), fazer o trajecto Porto-Maia (trabalho-casa), fazer três fornadas de bolachas de avelã em forma de T-Rex, Diplodocos, Estegossauro e Triceratops para o lanche da festa de fim de ano do filho mais velho. Massa, corte e forno de três tabuleiros feitos de saia e tacões de 10cm porque uma pessoa é maluca mas não perde a pose!
E o melhor de tudo, é alegria que sinto com esta maluqueira, só de pensar na surpresa que lhe vou fazer.

P.S.- as bolachas feitas com farinha de avelã ficam deliciosas e, mal acabe de afinar a receita (ainda não atinei com a quantidade de gordura necessária, mas suspeito que seja nenhuma) coloco-a a aqui. As safadas sabem a chocolate sem terem sequer uma graminha do mesmo,

terça-feira, 31 de maio de 2016

Um euro por cada

- Diogo, senta-te à mesa.
- Miguel, anda jantar.
- Parem com isso.
- Dá-me um beijinho.
- Eu falo numa língua que vocês não entendem?
- Diogo, mastiga o pão.
- Quem é o meu amor'
- Já chamei para vir para a mesa.
- Diogo, assunto encerrado, acabou.
- Encosta a tua carinha à minha.
- Anda cá. Anda cá. Anda cá.
- A próxima vez que tiver de dizer isto já não vai ser com voz meiguinha.
- Ai, que filho tão bom que eu tenho.
- E o que é que tu achas disso?
- Se sabes que é errado, porque é que fizeste?
- Quem amas?
- Miguel, vai ao chão, chega de colo.
- Não quero ouvir nem mais um pio, é para dormir.
- Chega de conversa.
- Já chamei três vezes para irem para o banho.
- Já chega de banho, desliguem a água.
- Diogo veste-te.
- Diogo despe-te.
- Miguel para de ser bruto para o teu irmão.
- Quem é que me dá um abracinho?
- Sim Miguel, eu também vou ter muitas saudades tuas.


E não precisava de trabalhar nunquinha na vida.





quarta-feira, 20 de abril de 2016

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Aos 5 também se sabe muito da vida

Conversa no carro, a caminho da escola, eu e o Diogo

- A Tité não vai poder ficar com vocês no fim de semana, tem muitos meninos para dar explicações. Sabes, a Tité ensina Matemática, os números, contas e coisas muito difíceis. Quando eu era mais pequena, a Tité também me ensinava Matemática a mim.
- Oh (num tom de desdém), mas eu já te ensinei coisas bem melhores.
- Ai foi? O quê?
- Ensinei-te a ser Mãe.

Aos cinco anos também se sabe o que realmente importa e, que as contas dos números são pouco ou nada comparados com uma exponencial de amor por um filho, que fracções e logaritmos perdem todo o interesse quando na equação entra o infinito de ter um filho no colo. O meu filho, sabe bem que o Teorema de Pitágoras nunca foi importante para mim e, tudo aquilo que ele me tem vindo a ensinar nestes cinco anos não se arredonda a nenhuma casa décimal, mas eleva-me todos os dias à minha potência máxima.

(Com os anos, ele também vai perceber que a Tité, minha tia, minha madrinha e madrinha dele, me ensinou muito mais do que os números e, também nela, vi o infinito de amor)

sexta-feira, 18 de março de 2016

Generosidade infinita

Quando alguma coisa é infinita significa que é imensa, inteira, presente quando menos se espera e é assim a generosidade das crianças, a forma como nos amam e nos lembram, tantas vezes, que o amor incondicional nos vem deles.
Todas as noites, quando o deito para dormir e me enrosco um pouco, o Miguel diz, de sorriso na boca e olhos entreabertos com meiguice, "Mamã linda. Mamã boa". Nunca lhe ensinei tal coisa e já o faz há vários meses. E diz isto, às vezes depois de meia dúzia de ralhetes para que se deite e fique sossegada, depois de eu ter sido tudo menos linda e boa. Diz-me isto mesmo depois daqueles momentos em que não tive paciência, fui mais fria. E aquele momento de doçura dele lembra-me que eu sou "linda e boa", lembra-me que sei fazer melhor e, às vezes, fico com a sensação de que ele sabe disto muito melhor do que eu. Aquelas frases dele funcionam como pequenos post-it que colo na minha memória para que, no dia seguinte eu seja efectivamente "linda e boa". E sou, porque ele assim o diz.
Também há uns dias o Diogo me deu uma lição de generosidade. Depois de vinte (ou terão sido trinta?) vezes que o chamei para vir tomar banho e ele me ignorava enquanto brincava, eu, munida duma dor de cabeça gigante, e uma total ausência de paciência, agarrei-o de forma firme bem bruta no braço e arrastei-o até à banheira enquanto disparava meia dúzia de frases azedas e de forma também firme bruta e agressiva coloquei-o no quarto de banho. Ele agarra-se a mim e de sorriso na cara diz tranquilamente: "Mesmo quando és bruta comigo e me empurras eu adoro-te para sempre".
Bem sei que "children see, children do" e este é reflexo de todas as vezes que lhe disse que o amo muito até quando ele faz a maior birra, quando faz a maior asneira, mas não deixa de ser maravilhoso assistir à facilidade com que o amor lhes sai. 
Apesar de não viver envolta em culpas e ressentimentos comigo própria quando não me sai a melhor frase ou o gesto mais meigo, estas frases e atitudes destas pessoas pequenas são puros ensinamentos. Porque todas as crianças são assim, não é mérito cá de casa, é a essência da infância e, o nosso mérito é manter esta generosidade no seu todo ao longo da vida, permitir que sejam felizes neste amor que sentem e espalhá-lo um pouco todos os dias. O nosso trabalho está em fazer com que o adulto que está a caminho não anule esta simplicidade no sentir.

quinta-feira, 10 de março de 2016

5

Podia dizer muita, muita coisa acerca do que o dia de hoje representa, mas só me ocorre isto:

Hoje, sinto-me cinco anos mais feliz.

quarta-feira, 9 de março de 2016

A propósito de amanhã

Enquanto beijava, de forma chata e semi-obsessiva, o Diogo, pedia-lhe que não fizesse anos, que parasse de crescer e que, a partir de agora, não havia mais aniversários e ficaria sempre com 4 anos. Ele riu-se e disse:

- Oh mamã, mas mesmo quando eu tiver 5 anos ainda vou caber no teu colo.

E eu fiquei feliz por estarmos em perfeita sintonia no que toca às prioridades desta vida.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Pó de fada.... no AR!!!

As Mães são fadas, toda a gente sabe disso. E eu acho um desperdício aquelas que não usam os seus poderes com mais frequência, acho até criminoso. Toda a gente sabe que um beijinho de Mãe num dói-dói tem um efeito três vezes mais potente que uma colher de sobremesa de Ben-U-Ron (eu sou médica e leio estudos científicos duplamente cegos e afirmo isto com toda a propriedade). Mas há mais para além do beijinho, há infinitos poderes desconhecidos e à espera de serem explorados.
Lá em casa funciona, os meus poderes são musicais, apesar de eu cantar mal como o raio. Descobri esta minha magia com o Diogo, rapaz dado ao drama quando se magoa, e eu inventei uma música carregada de analgésico e anti inflamatório que funciona em segundos. Aliás, já o apanhei (secretamente) a cantar sozinho, para si próprio essa música depois de se magoar e também a cantar para o irmão. O meu truque canta-se assim: 

Sai, sai, sai, 
vai embora dói-dói.
Sai, sai, sai
Da cabeça (ou local magoado) do Diogo (ou do Miguel)
(segue-se um beijinho no local)

Entretanto, achei que era um mundo a explorar e, com o Miguel, rapaz dado à má disposição matinal e à telha em geral, descobri que o truque musical também traz sorrisos. No fundo é um Prozac que actua em segundos, sem efeitos laterais, com excepção dum belo sorriso, tal como pede a minha música.
As Mães são fadas mascaradas de pessoas mas, às vezes, são tão pessoas, tão pessoas , tão pessoas que se esquecem que são fadas com poderes mágicos, truques infalíveis e pós de perlim pim pim na ponta dos dedos. Eu também me esqueço, mas felizmente tenho filhos que sabem disto melhor do que eu e me lembram de vez em quando. Lembram-me que sou uma fada quando me pedem a música do dói-dói, quando me dizem, em momentos de semi-discussão, que aquilo que lhes falta para estarem bem dispostos é miminhos nas costas com as unhas (dito pelo Diogo) ou um abraço meu (dito pelo Miguel).
E segue um beijo mágico e cheio de estrelinhas para todas as fadas com que me cruzo que, com poucos adereços fazem a magia acontecer!

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Quatro

Foi o número de horas que o rapaz dormiu. Convém referir três coisas: primeiro, não estava com febre,segundo, não lhe dei qualquer tipo de medicação e terceiro, só acordou porque alguém saiu de casa e a porta bateu.

De salientar também que o facto da mãe dele escrever dois posts seguidos sobre uma única sesta é um  excelente indicador do seu nível de inveja.
Quando o Diogo crescer e virar adolescente (ai jasus) e vier com conversas do tipo: ai quem me dera ser adulto e tal, os crescidos fazem o que lhes apetece e mandam na sua vida e tal, , vou-lhe lembrar o dia de hoje, sexta feita 27 de novembro, black friday até, e vou-lhe dizer que, enquanto ele dorme uma sesta que já vai em três boas horas (mas ainda não acordou), a mãe dele, adulta e autónoma que manda na sua vida, está agarrada ao power point a fazer uma apresentação sobre um artigo que fala do impacto da vitamina D em senhoras velhinhas em lares.
Realmente, ser adulto é mesmo do melhor que há!! Yupii

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Leis (quase) absolutas da maternidade #8

Os miúdos são más pessoas. Muito más pessoas que detestam e são contra o descanso dos pais, porque, se durante a semana, é preciso fazer o pino e um mortal encarpado para que saiam da cama entre as 8.15/8.30h, ao fim de semana acordam frescos e fofos às 7.30h.
Más pessoas.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Amor de filho

Tanto se fala no amor de mãe pelos filhos, que não se ama igual dois filhos, que não se educa de maneira igual porque nos surgem em fases diferentes da vida, são duas pessoas diferentes. E depois há quem insista em dizer que não, que o amor da mãe é igual para todos, ocupam lugar idêntico no coração. Mas, a verdade, é que ninguém fala do amor de filho. Os meus filhos amam-me e "vivem-me" de formas tão distintas e perfeitas. 
O Diogo tem-me amor no olhar, na intenção e nos gestos. É um amor tranquilo, sereno e seguro e, aquilo que ele sente por mim é o suficiente para que adormeça tranquilo no meu abraço. O amor do Diogo é passivo, sou eu que o agarro antes de adormecer e ele deixa-se ir no embalo das minhas mãos nas suas costas. O Miguel tem-me amor na pele, um amor ansioso, turbulento e que precisa de toque. O Miguel esfrega as bochechas nas minhas mãos quando o vou buscar à escola, enrosca-se nos meus braços, procura o meu calor. O amor do Miguel é intenso, por vezes raivoso e descontrolado, quando me aperta a cara e cerra os dentes. O amor do Miguel é activo, é ela que me abraça antes de dormir, é ele que me acaricia a face e diz "tu é muito uinda" e depois me dá beijos. 
E eu sou feliz nestes dois amores, neles me encontro. E, se há dias em que tudo o que preciso é dum amor tranquilo, noutros a exigência também me sabe bem, porque me faz sentir querida. Sou suspeita, é certo, mas acho que tenho a combinação perfeita.