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segunda-feira, 14 de maio de 2012

"É fundamental que a relação amorosa dos pais esteja em primeiro lugar, antes da relação dos pais com as crianças"
 Eduardo Sá

Sempre acreditei nisto e continuo a acreditar, mas confesso... na maior parte das vezes não consigo. O meu primeiro pensamento vai sempre para aquele que deveria ser o segundo. Assumo. Discordo de mim própria em pequenos gestos, mas às vezes o útero fala mais alto que o coração. Acredito que passe, não que o amor diminua, mas fica mais calmo.
A verdade é que precisamos de crescer um pouco em todas as fases da vida, e há dias em que "me falta um bocadinho assim"!

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Letras de livros #8

"O nascimento de uma criança doente é a morte do filho idealizado.
...
Seria tolice imaginar que é bom ter um filho deficiente, mas que pense duas vezes quem julgue poder determinar, com saber e autoridade, que vida merece ser vivida."

in Sinto Muito de Nuno Lobo Antunes

terça-feira, 8 de maio de 2012

Letras de livros #7

"Detesto lugares comuns. São uma espécie de outlets da inteligência onde, por preços muito mais baratos, se compram imitações do pensamento."

in Sinto Muito de Nuno Lobo Antunes

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Letras de livros #6

"Doutor: É de olhares. É de olhares que eu preciso. Tudo o que o médico diz sem olhar é bula de medicamento. Papel fininho, dividido em 8 partes, como instruções de montagem. Não... é d eolhares que eu preciso. De um certo olhar. Preciso doutor, que o azul dos seus olhos me faça companhia, que a cor, que é do céu e do mar me traga paz... não, minto, a planície onde se estenda tranquila a criança que trago nos meus braços. Percebo que desse lado da secretária, com os seus instrumentos e o seu saber, crie uma distância que o preserve da dor, e que derrame sobre o meu filho prognóstico sem esperança, abanos de cabeça onde chocalha a impotência. Pare! Nos seus olhos receba-o e a mim, que somso um só. Doutor, o senhor é homem...não compreende...mulher e filho têm o mesmo caule, a mesma raiz. Não se iluda doutor, somos o mesmo, matéria ou espírito, somos o mesmo. Toque-lhe e a mim me toca, beije-o, e a mim me beija, acaricie-o e a mim festeja. O meu filho doutor, não se esqueça, o Meu Filho. Por favor, olhe-me eno seu olhar prometa-me. Não, minto, jure pela saúde dos seus, que o saberei proteger, que viverá para sempre, criança sem mágoas junto a mim, que o meu peito é redondo como céu, a minha pele sem ruído como o mar. Jure que terá o conforto que o meu ventre prometeu. Mais, muito mais; que o meu ventre lhe jurou. Sim, porque dentro de mim existia um oceano, e a parede do meu útero era um universo sem estrelas, noite perfeita, que as estrelas, às vezes, não deixam dormir. Doutor, ele cresceu dentro de mim. Não anuncie desgraças, privações, troças, desamores. O meu corpo é um casulo, dele só nascem boboletas.
...
Quem veio de país tão misterioso, (as pessoas não sabem, mas a minha barriga é aquele país distante ond evivem príncipes sem medo, e princesas de cintura fina e virgindade guardada), decerto crescerá sem mazelas que um beijo não console, sem rodas vivas que o meu olhar não ampare, sem que se interrompa a minha promessa eterna de mulher. Não, de mãe, que ser mulher, é apenas uma desculpa, sim, uma desculpa para ser mãe. O senhor não sabe, não conhece... Não, doutor, não olhe assim para mim, não anuncie dores, mortes, imperfeições. Não finja saber o que de todo desconhece. Alguma vez sentiu dentro de si, a vida que justifica a vida. Não, agora a a sério... Doutor, que sabe o doutor da vida, se nunca, dentro de si, ela cresceu?

...

diga-me doutor, se alguma vez dos seus olhos nasceram rosas? Da sua barriga se abriram folhas, cresceram pétalas, espantos e encantos? Risos sequer? Mãos de criança? Diga doutor, já alguém se alimentou do seu seio, e, farto, adormeceu? Alguma vez dos seus olhos nasceu o Sol? Doutor, se dentro de si nada que se pareça com um jardim alguma vez brotou, se dentro de si nem risos nem choros, nem olhos nem mãos, nem esperança nem dor, nem nada do que nesta vida merece ser celebrado, alguma vez brotou, tire a gravata, doutor e por uma vez, peço-lhe, cale os seus olhos."

Crónica do olhar que anuncia a morte
in Sinto Muito de Nuno Lobo Antubes


quarta-feira, 2 de maio de 2012

Letras de livros #5

"Na verdade, havia nela qualquer coisa que era impossível não admirar, por aquelas razões que nos levam a apreciar as obras bem feitas, mesmo que sejam preversas."

in Travessuras da Menina Má de Mario Vargas Llosa

quinta-feira, 26 de abril de 2012


Quando ouvi nas notícias a morte de Miguel Portas, o meu primeiro pensamento foi para Helena Sacadura Cabral, mulher que não conheço pessoalmente, mas por quem nutro uma especial simpatia. Sempre acreditei que, alguém que tem 2 filhos, com ideologias tão diferentes, só pode ser uma excelente pessoa, porque os educou na liberdade, no respeito por quem eram, na aceitação das suas diferenças... um exemplo.
E, por isso, não resisti a copiar o texto da MAC!

"Uma mulher rasga a própria carne para pôr um filho no mundo. É assim o parto. Dores que não lembramos com ele nos braços. Dores que passamos para dar vida. Dores naturais pela vida. É assim. Cortam-nos o cordão de carne, o outro, o invisível, nunca, e carregamos os filhos ao colo pela vida. É tão natural. Não é natural que a vida nos leve um filho. Não há mortes justas, talvez só consiga aceitar quando já muito velhos nos faltam as forças, o corpo falha e nos deixamos morrer. Na natureza é assim. Nenhuma mãe deveria sobreviver a um filho. Não é natural. Nenhuma mãe deveria ter partos ao contrário. Nenhuma mãe deveria voltar a rasgar a carne. Nenhuma mãe deveria ter os braços vazios. Dói tanto. Não é natural.  

Porque não deveria haver partos ao contrário. Porque na morte de um Homem penso sempre na mãe. Em si, Helena, a mãe."


segunda-feira, 16 de abril de 2012

Letras de livros #4

"Nos arqueados peitos dos pés, a pele deixava transparecer umas veiazinhas azuis e enternecia-me imaginar o sangue a correr devagarinho por elas. Como da vez anterior, deixou-se acariciar com total passividade e escutou calada, fingindo uma exagerada atenção ou como se nada ouvisse e pensasse noutra coisa, as palavras intensas, atabalhoadas, que eu lhe dizia ao ouvido ou à boca ao mesmo tempoque lutava por lh descerrar os lábios."


in Travessuras da Menina Má de Mario Vargas Losa

sábado, 14 de abril de 2012

Porque não poderia concordar mais!

"Amo os meus filhos acima de tudo na vida. Um amor tão grande, que às vezes acho que já não me cabe. Não sei qual será a orientação sexual deles. Ainda não sei. Mas sei que se forem homossexuais, os amarei da mesma forma, sempre. Sei que os amarei sempre. Gerei-os. Ando com eles ao colo. Andarei sempre com eles ao colo pela vida. Mas não quero sequer imaginar que um dia, alguém, ou muitos, me tratem mal os filhos, seja como for, seja pelo que for.

Por isto, por tudo, mesmo antes de os ter, nunca me coube esta falta de amor só porque as pessoas não são heterossexuais. Não percebo que seja critério de opção em tantos corações. Não entendo este repudio.

E seja lá qual for a orientação deles, nunca os ensinarei a aceitar a diferença. Qual diferença? Não se trata de diferença, nem de opção, apenas natureza. Não têm de aceitar nada, nem maus tratos, nem benevolência, nem compaixão, nada. Nem dar a outra face. Nunca. Não os quero a sorrir para um mundo que não os quer. Quero que saibam ser, mais nada. Se calhar sou utópica. Acho que sou. Mas é nesta utopia que quero o mundo para os meus filhos.


Qualquer mãe não entende quem não lhe ama os filhos. Qualquer mãe não dá a outra face. Isso é muito bonito, politicamente correcto, socialmente comovente, apenas não cabe na natureza de uma mãe."



quinta-feira, 12 de abril de 2012

Letras de livros #3

"Entender os medos e as birras, saber a sua causa e a sua explicação, descodificar os sinais e ajudar a criança a ultrapassar estes sentimenos é tarefa para os adultos...

Mas que fique bem claro: se não se deve ter medo de dizer "não" e se deve educar com firmeza, pode-se fazê-lo acentuando sempre que o amor dos pais pelos filhos é incondicional, ou seja, que educar, apoiar, proteger, ser firme, dar sentido é uma forma de expressão desse amor.

Que este livro vos seja útil...e, quem sabe, para os leitores se compreenderem melhor a si próprios, aos seus medos, à sua atitude perante a morte e a frustração e, no fundo, entenderem porque é que fazem (fazemos!) birras, nós próprios, tantas e tantas vezes..."


in O grande Livro dos Medos e das Birras de Mário Cordeiro

últimas linhas

terça-feira, 10 de abril de 2012

Falar a verdade!!

"Falar a verdade com as crianças é, simultaneamente, um dos assuntos que mais me apaixona e, ao mesmo tempo, um dos mais complexos a explicar.
Complexo porque temos anos de história e de hábitos e de formas de fazer que nos levam a acreditar que uma criança não percebe, não ouve e não se lembra. Anos de condutas onde ‘para o teu bem’, eu decido fazer assim, tal e qual como os meus pais fizeram comigo. Anos de vezes em que escutámos ‘oh, que diferença faz?’ Por isso, ao querer explicar-te e ao fazer o apanhado daquilo que leio, tenho de considerar tudo isto. E para quê? Para que consiga passar, da melhor forma, o que é esta coisa do ‘falar verdade’ e ‘falar de verdade’.
Sabes, quando tomei consciência da importância e da urgência em educar para a felicidade, percebi que este é, claramente, o ponto de partida para tudo. Qualquer criança, seja em que idade for (mesmo de colo), tem a necessidade e também o direito que o adulto lhe diga a verdade. E esta verdade chuta para canto o silêncio mentiroso, as distrações piedosas ou as frases enganosas que criam angústias, falsas expectativas e uma obediência que assenta no medo de uma coisa que não se sabe exactamente o que é ou nem se domina. Esta verdade permite que aquele (pequeno) sujeito se construa plenamente e se possa humanizar.

Ao mesmo tempo, ‘falar de verdade’ com uma criança (e novamente sublinho, mesmo com as de colo), implica que as consideremos pessoas sensatas, respeitáveis e capazes de compreender o que lhes dizemos sem, no entanto, as tomarmos por adultos ou até mais maduras do que na verdade são. E tudo isto pode parecer confuso porque temos gerações e gerações atrás de nós que consideravam as crianças como seres menores. A maior parte de nós foi educado assim, como um ser menor, até uma determinada idade. E desmanchar este conceito, que está tão enraízado na cultura ocidental, é muito complicado.
(Repara: se te lembrares das tuas aulas de História, sabes que não há muito tempo atrás, as famílias eram muito numerosas e a mortalidade infantil também. Assim, olhar para uma criança e tratá-la como uma pessoa, como um ser humano, era uma coisa difícil de fazer porque não valia a pena, até uma determinada altura. Muitas delas, acabariam por morrer, entretanto. Era quase uma questão de sobrevivência emocional. Claro que as condições foram melhorando mas o tratamento que era dado aos miúdos, continuou a ser o mesmo. E isso foi-se arrastando e arrastando ao longo dos anos. )
Entretanto, a evolução da ciência e os estudo científicos vieram comprovar e provar uma série de coisas – as crianças percebem e sentem as coisas e merecem que a verdade lhes seja dita, convenientemente – para que possam entender o que se passa, ‘digerir’ os acontecimentos e avançar na vida. E é nesses estudos e leituras que me apoio para aquilo que vou escrever aqui e também na minha experiência pessoal.
Quando eu era pequena, e tinha febres e tosse, a minha mãe dava-me o xarope de cenoura. Aposto que tu também tomaste. E toda a gente sabia que eu não gostava nem um bocadinho. Então, e porque eu tinha mesmo de tomar aquela coisa, a minha mãe dizia que eram morangos com açucar. E eu choramingava e engolia e dizia ‘não, mamã, isto é o xarope de cenoura’. E do outro lado ouvia que não, que era parecido mas não era. Eram morangos! Eu sabia que tinha de tomar e tomava. Aquilo que eu pensava já na altura, talvez menos lucidamente que agora era ‘ora bolas, se eu estava a cooperar porque é que não me diziam a verdade?’
Outro exemplo é a história do homem do saco ou do bicho mau. Em minha casa era o homem do saco que vinha quando as meninas faziam asneiras. E eu tinha mesmo muito medo do homem do saco porque ele tinha levado uma das meninas que vivia na casa em frente à nossa. E como eu nunca tive a chance de tirar a história a limpo, fiquei anos a acreditar que o gajo podia vir, um dia. What a waste of time! Hoje, tenho a noção que algumas vezes agi por medo mais do que por ter compreendido a necessidade de fazer o que me era pedido. Apenas porque não houve explicação ou paciência para isso. E depois, porque a minha avó fez assim com a minha mãe e a mãe da minha avó fez assim com ela, and so on and so on. Hoje, à distância, sei que os meus pais fizeram como foram ensinados e, como no final as crianças se tornaram adultos bem formados e ‘normais’, não haveria nenhuma razão para fazer diferente.
Mas há e cada vez mais estudos científicos que mostram que devemos e podemos fazer diferente.
No livro ‘The whole-brain child’, o autor, um senhor de nome Daniel Siegel e outra de nome Tina Bryson, relembram-nos que quando os pais falam com os filhos sobre as experiências que eles (putos) tiveram, os miúdos têm um melhor acesso às memórias. Relembram-nos também que aqueles pais que falam com os filhos sobre os sentimentos, ajudam-nos a desenvolver a sua inteligência emocional. Aliás, se leste ‘A Inteligência Emocional’, do Daniel Goleman, sabes que mais importante que um elevado QI é um elevado QE – e esse, treina-se e cresce! (Sim, as boas notícias são que, mesmo quando formos todos muito velhinhos, quanto mais experiências tivermos, mais o nosso cérebro cresce e expande. É lógico que não vai explodir na nossa cabeça, por estar tão crescido! O que eu quero aqui dizer é que as células continuam a renascer e continuam a estabelecer conexões. )
Neste mesmo livro do Sr. Siegel e da Sra. Bryson, conta-se a história de um pequenito de pouco mais de dois anos. Ele ia de carro com a ama e a senhora teve um AVC e, por consequência, um acidente. A ama foi levada para o hospital e o miúdo assistiu, sem estar ferido, a tudo. Se a mãe do miúdo não o tivesse ajudado a compreender a história, os seus medos teriam ficado por resolver e poderiam vir à superfície de uma outra forma, como por exemplo, ter medo de andar de carro (e agora vais tu dizer ‘oh pá, agora desculpa-se tudo com ‘ai o puto vai ficar traumatizado’ – em algumas coisas sim, noutras, é apenas aprender e saber lidar com as frustrações – mas sobre isso irei falar num outro post). Voltando à história: a mãe, ao fazer isto, ajudou-o a integrar quer a história que tinha tido lugar quer as emoções e sentimentos do filho, acerca da mesma. Não lhe disse nunca ‘olha o que eu tenho aqui! O Noddy! Ai que bom, uma mota nova!’ Ajudou-o sim a voltar a ser um rapaz normal de 2 anos, que digeriu a situação (o autor aqui também explica a ligação entre o lado direito e esquerdo e isso, também, vou deixar para uma outra altura). E um cérebro onde esta ‘digestão’ é feita resulta em melhores decisões, num melhor controlo do corpo e das emoções, num melhor auto-conhecimento, em melhores relações e sucesso na escola. Txiiii! Já viste? E isto tudo está nas mãos dos pais e dos educadores que acompanham os nossos filhos.
Trocando isto por miúdos, o que aqui percebemos é que é contando a verdade que os ajudamos – e estes especialistas em desenvolvimento e psiquiatras infantis sabem-no e estudaram o suficiente para o dizerem, com todas as letras.
Mas se isto é verdade e nos parece sensato, vamos mais longe, então. Falar verdade? Mas que verdade? Toda? Ora bem, aquela que os miúdos precisam de saber e que lhes diz respeito (eu sou de opinião que as situações íntimas, como o teor de zangas e coisas do tipo devem ser guardadas – e poupar a criança a detalhes sujos, que não lhe acrescenta nada – e aí vê-se a maturidade dos pais).
Imagina que, depois das férias da Páscoa, o melhor amigo do teu filho não volta para a escola. Todos decidem não falar do acidente que houve e, em vez disso, dizer que ele mudou para outra escola. Que diferença faz? Faz uma diferença grande, do meu ponto de vista e do ponto de vista da maior parte dos autores.
É certo que é só mais à frente que as crianças percebem o carácter definitivo da morte mas têm direito à verdade, a saber que o melhor amigo teve um acidente e não volta mais e que foi para o céu. O céu é uma boa forma de explicar a situação. E esta situação tem de ser integrada e tem de lhe ser dita porque o amigo fez parte da vida do teu filho. Há autores que vão mais longe e que dizem que, se não o fizeres, estarás a tratar o teu filho como um animal doméstico. Eu percebo que a maior parte de nós não o façamos como forma de os proteger da dor e como forma de os poupar. E em nome de uma ‘verdade’ dura, podemos até esconder ou omitir ou até mentir. Eu sou de opinião (e esta é a minha forma de ver, atenção – tu tens a tua) que devemos dizer as coisas, adaptadas à idade e maturidade deles, com palavras adequadas. Os miúdos sabem que há alguma coisa que não está bem. Só não conseguem exprimirem-se e dizer que sabem. Mas o silêncio e os não ditos estão lá.
E o mesmo se aplica para todas aquelas frases que enunciei no meu texto anterior, sobre as birras dos pais. Dá trabalho, obrigada a que se páre, olhe para a criança, se respire fundo e se fale com ela. Com empatia e cuidado. E também com firmeza, em alguns casos.
E ao fazê-lo, aquilo que todos nós ganhamos, novamente e sempre, é saber que a casa é o sítio onde eu me sinto, enquanto criança, e mais tarde, enquanto adolescente, um ser humano protegido. E, como a Dra. Laura Markham disse na entrevista, acredita que vais querer que eles se sintam protegidos e que venham falar contigo quando forem adolescentes!"


domingo, 1 de abril de 2012

Letras de livros #2

"... mas deixou-se levar pela sua convicção de que os seres humanos não nascem para sempre o dia em que as suas mães os dão à luz, mas que a vida os obriga uma e outra vez ainda a parirem-se a si mesmos."


in O Amor nos Tempos de Cólera de Gabriel García Márquez

quinta-feira, 29 de março de 2012

Letras de livros #1

"Sem escolhas não há opções. Sem opções não há liberdade. Sem liberdade não há responsabilidade individual. Sem responsabilidade não há comportamente assertivos, solidariedade, empatia e tantas outras coisas que desejamos para os nosso filho."





in O Grande Livro dos Medos e das Birras de Mário Cordeiro

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Era mesmo isto que eu precisava! Este belo texto será imprimido, em letras garrafais, e colado em 2 locais estratégicos: na porta do frigorífico e à porta de casa!!



Mas, esquecendo o meu lado desorganizado (ás vezes por dentro e por fora), é mesmo assim que quero que o(s) meus(s) filho(s) me lembrem, como uma Mãe com tempo, com vontade e IMENSO jeito para brincar, para conversar e para dar abraços ou, para simplesmente estar ali! Tenho a meu favor o total desinteresse pela arrumação e aspiração do lar, não me faz comichões ter a máquina com loiça por lavar e se, em vez duma bela refeição, vier qualuqer coisita mais simples, não há o mínimo problema. Eu gosto é do tempo de sofá, de corridas à volta do mesmo, de atirar com bolas por todo o lado, de cantar a Machadinha e ver o Mickey!!



E também confesso que não sou fã de casas meticulosamente e imaculadamente arrumadas! falta-lhes vida e personalidade......



As coisas que eu invento para me justificar!!!



Já agora, as palavras sábias lá de cima foram sequestradas daqui

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012




"Não tenho filhos e tremo só de pensar. Os exemplos que vejo em volta não aconselham temeridades. Hordas de amigos constituem as respectivas proles e, apesar da benesse, não levam vidas descansadas. Pelo contrário: estão invariavelmente mergulhados numa angústia e numa ansiedade de contornos particularmente patológicos. Percebo porquê. Há cem ou duzentos anos..., a vida dependia do berço, da posição... social e da fortuna familiar. Hoje, não. A criança nasce, não numa família mas numa pista de atletismo, com as barreiras da praxe: jardim-escola aos três, natação aos quatro, lições de piano aos cinco, escola aos seis, e um exército de professores, explicadores, educadores e psicólogos, como se a criança fosse um potro de competição. Eis a ideologia criminosa que se instalou definitivamente nas sociedades modernas: a vida não é para ser vivida - mas construída com sucessos pessoais e profissionais, uns atrás dos outros, em progressão geométrica para o infinito. É preciso o emprego de sonho, a casa de sonho, o maridinho de sonho, os amigos de sonho, as férias de sonho, os restaurantes de sonho. Não admira que, até 2020, um terço da população mundial esteja a mamar forte no Prozac.É a velha história da cenoura e do burro: quanto mais temos, mais queremos. Quanto mais queremos, mais desesperamos.A meritocracia gera uma insatisfação insaciável que acabará por arrasar o mais leve traço de humanidade. O que não deixa de ser uma lástima.Se as pessoas voltassem a ler os clássicos, sobretudo Montaigne, saberiam que o fim último da vida não é a excelência, mas sim a felicidade!"





João Pereira Coutinho, jornalista

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Mães de FilhOs

As 25 regras para mães de meninos. "Roubei" às Maravilhas, porque me identifiquei com cada uma, me imaginei em várias delas e porque todas me soltaram um sorriso. Vale bem a pena perder uns minutinhos a ler.


1. Teach him the words for how he feels.

Your son will scream out of frustration and hide out of embarrassment. He'll cry from fear and bite out of excitement. Let his body move by the emotion, but also explain to him what the emotion is and the appropriate response to that emotion for future reference. Point out other people who are feeling the same thing and compare how they are showing that emotion. Talk him through your emotions so that someday when he is grown, he will know the difference between angry and embarrassed; between disappointment and grief.


2. Be a cheerleader for his life

There is no doubt that you are the loudest person in the stands at his t-ball games. There is no doubt that he will tell you to "stop, mom" when you sing along to his garage band's lyrics. There is no doubt that he will get red-faced when you show his prom date his pictures from boy scouts. There is no doubt that he is not telling his prom date about your blog where you've been bragging about his life from his first time on the potty to the citizenship award he won in ninth grade. He will tell you to stop. He will say he's embarrassed. But he will know that there is at least one person that is always rooting for him.


3. Teach him how to do laundry...

and load the dishwasher, and iron a shirt. He may not always choose to do it. He may not ever have to do it. But someday his wife will thank you.
4. Read to him and read with him.

Emilie Buchwald said, "Children become readers on the laps of their parents." Offer your son the opportunity to learn new things, believe in pretend places, and imagine bigger possibilities through books. Let him see you reading...reading the paper, reading novels, reading magazine articles. Help him understand that writing words down is a way to be present forever. Writers are the transcribers of history and memories. They keep a record of how we lived at that time; what we thought was interesting; how we spoke to each other; what was important. And Readers help preserve and pass along those memories.
5. Encourage him to dance.

Dance, rhythm, and music are cultural universals. No matter where you go, no matter who you meet - they have some form of the three. It doesn't have to be good. Just encourage your son that when he feels it, it's perfectly fine to go ahead and bust a move



6. Make sure he has examples of good men who are powerful because of their brains, their determination, and their integrity.

The examples of men with big muscles and a uniform (like Batman and LaMarr Woodley) will surround your son from birth. But make sure he also knows about men who kick a$s because of their brains (Albert Einstein), and their pen (Mark Twain), and their words (Dr. Martin Luther King Jr.), and their determination (Team Hoyt), and their ideas (The Wright Brothers), and their integrity (Officer Frank Shankwitz), and fearlessness (Neil Armstrong), and their ability to keep their mouths closed when everyone else is screaming (Jackie Robinson).


7. Make sure he has examples of women who are beautiful because of their brains, their determination, and their integrity

The examples of traditionally beautiful women (like Daphne Blake, Princess Jasmine, and Britney Spears) will surround your son from birth. But make sure he knows about women who are beautiful from the inside out because of their brains (Madame Marie Curie), and their pen (Harper Lee), and their words (Eleanor Roosevelt), and their determination (Anne Sullivan), and their ideas (Oprah Winfrey), and their integrity (Miep Gies), and fearlessness (Ameila Earhart), and their ability to open their mouths and take a stand when everyone else is silent (Aung San Suu Kyi).


8. Be an example of a beautiful woman with brains, determination, and integrity.

You already are all of those things. If you ever fear that you are somehow incapable of doing anything - remember this: If you have done any of the following: a) grew life b) impossibly and inconceivably got it out of your body c) taken care of a newborn d) made a pain go away with a kiss e) taught someone to read f) taught a toddler to eat with a utensil g) cleaned up diarrhea without gagging h) loved a child enough to be willing to give your life for them (regardless if they are your own) or i) found a way to be strong when that child is suffering...you are a superhero. do not doubt yourself for one second. Seriously.
9. Teach him to have manners

because its nice. and it will make the world a little better of a place.
10. Give him something to believe in

Because someday he will be afraid, or nervous, or heartbroken, or lost, or just need you, and you won't be able to be there. Give him something to turn to when it feels like he is alone, so that he knows that he will never be alone; never, never, never.
11. Teach him that there are times when you need to be gentle

like with babies, and flowers, and animals, and other people's feelings.
12. Let him ruin his clothes

Resolve to be cool about dirty and ruined clothes. You'll be fighting a losing battle if you get upset every time he ruins another piece of clothing. Don't waste your energy being angry about something inevitable. Boys tend to learn by destroying, jumping, spilling, falling, and making impossible messes. Dirty, ruined clothes are just par for the course.


13. Learn how to throw a football

or how to use a hockey stick, or read music, or draw panda bears (or in my case alpacas), or the names of different train engines, or learn to speak Elvish, or recognize the difference between Gryffindor and Slytherin, or the lyrics to his favorite song. Be in his life, not as an observer but as an active participant.
14. Go outside with him

turn off the television, unplug the video games, put your cellphone on the charger, even put your camera away. Just go outside and follow him around. Watch his face, explore his world, and let him ask questions. It's like magic.


15. Let him lose

Losing sucks. Everybody isn't always a winner. Even if you want to say, "You're a winner because you tried," don't. He doesn't feel like a winner, he feels sad and crappy and disappointed. And that's a good thing, because sometimes life also sucks, no matter how hard (as moms) we try to make it not suck for our kids. This practice will do him good later when he loses again (and again, and again, and again, and again.....) Instead make sure he understands that - sometimes you win - sometimes you lose. But that doesn't mean you ever give up.
16. Give him opportunities to help others

There is a big difference in giving someone the opportunity to help and forcing someone to help. Giving the opportunity lights a flame in the heart and once the help is done the flame shines brighter and asks for more opportunities. Be an example of helping others in your own actions and the way your family helps each other and helps others together.
17. Remind him that practice makes perfect.

This doesn't just apply to performance-based activities (like sports and music) but also applies to everything in life. You become a better writer by writing. You become a better listener by listening. You become better speaker by speaking. Show your son this when he is just young enough to understand (that means from birth, folks - they are making sense of the world as soon as they arrive), practice trick-or-treating at your own front door before the real thing. Practice how you will walk through airport security before a trip. Practice how you order your own food from the fast food cashier. Practice, practice, practice.


18. Answer him when he asks, "Why?

"Answer him, or search for the answer together. Show him the places to look for the answers (like his dad, or grandparents, or his aunts/uncles, or his books, or valid internet searches). Pose the question to him so he can begin thinking about answers himself. Someday, when he needs to ask questions he's too embarrassed to ask you - he'll know where to go to find the right answers.
19. Always carry band-aids and wipes on you.especially the wipes.
20. Let his dad teach him how to do things...

without interrupting about how to do it the 'right way.' If you let his dad show and teach and discover with your son while he is growing up, some day down the road (after a short period of your son believing his dad knows nothing), he will come to the realization that his dad knows everything. You will always be his mother, but in his grown-up man heart and mind, his dad will know the answers. And this will be how, when your son is too busy with life to call and chat with his mom, you will stay connected to what is happening in his life. Because he will call his dad for answers, and his dad will secretly come and ask you.
21. Give him something to release his energy

drums, a pen, a punching bag, wide open space, water, a dog. Give him something to go crazy with - or he will use your stuff. and then you'll be sorry.
22. Build him forts

Forts have the ability to make everyday normal stuff into magic. Throw the couch cushions, a couple blankets, and some clothespins and you can transform your living room into the cave of wonders. For the rest of his life, he'll be grateful to know that everyday normal stuff has the potential to be magical.
23. Take him to new places

Because it will make his brain and his heart open up wider, and the ideas and questions and memories will rush in.
24. Kiss him

Any mother of sons will tell you that little boys are so loving and sweet. They can be harsh and wild and destructive during most of the day. But there are these moments when they are so kind and sensitive and tender. So much so that it can cause you to look around at the inward, reserved grown men in your life and think, 'what happens in between that made you lose that?' Let's try to stop the cycle by kissing them when they're loving and kissing them even more when they're wild. Kissing them when they're 2 months and kissing them when they're 16 years old. You're the mom - you can go ahead and kiss him no matter how big he gets - and make sure he knows it. p.s. (this one is just as important for dad's too).
25. Be home base

You are home to him.

When he learns to walk, he will wobble a few feet away from you and then come back, then wobble away a little farther and then come back. When he tries something new, he will look for your proud smile. When he learns to read, he will repeat the same book to you twenty times in a row, because you're the only one who will listen that many times. When he plays his sport, he will search for your face in the stands. When he is sick, he will call you. When he really messes up, he will call you. When he is grown and strong and tough and big and he feels like crying, he will come to you; because a man can cry in front of his mother without feeling self-conscious. Even when he grows up and has a new woman in his life and gets a new home, you are still his mother; home base, the ever constant, like the sun. Know that in your heart and everything else will fall into place.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Presente da prima Raquel

"Tudo o que é pequenino, especial, frágil, perfeito, esculpido ou pintado, bordado ou cinzelado é frio e sem jeito comparado com uma criança.Possuis um tesouro mais precioso do que tudo na face da terra."
Pamela Dugdale