sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Mixed feelings!
Hoje o Diogo começa a comer a papa! Já temos cadeira ( que ocupa 70% do espaço livre da cozinha), temos prato, colherzinha, aventais e babetes grandes...
Temos também uma mistura de sentimentos... Se andava ansiosa por ve-lo experimentar texturas e sabores, perceber aquilo que mais gosta, vê-lo todo sujo com papa e sopa até aos olhos, também fico triste por "eu" já não bastar para o meu pequeno.
Amamentar em exclusivo até aos 6 meses sempre foi o meu objectivo, mas, pelos vistos, as necessidades nutricionais do rapaz já aumentaram! É um facto que o Diogo é mais activo que o normal, até a mamar dá ás pernas, já se pões de pé só agarrado as minhas mãos e tem uma força enorme e, assim sendo, maminha só não basta! É outro facto que o rapaz gosta mais de conversar e brincar do que comer e, á mais pequena distração, lá se vai a fome e não há quem o convença a voltar a comer... O Diogo tem fome de risadas, brincadeiras e de sílabas novas!
Por outro lado, ao olhar para aquela cadeira montada na minha cozinha, penso como ele já cresceu, e aos poucos vai precisando um bocadinhoooo menos de mim!
Está um homem o meu pequeno...
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
sábado, 16 de julho de 2011
longe de imaginar
Ontem fez um ano que te soube em mim! Que te soube em nós!
Foi uma manhã louca e um dia interminável, enquanto esperávamos pela tua confirmação!
Felizes, felizes, felizes...
longe de imaginar como ia ser tão maravilhosa esta viagem e tu,
longe de imaginares o mimo e amor que ias receber dentro e fora de mim!
Quando te vi pela primeira vez, estava longe de imaginar como ia ser a melhor coisa das nossas vidas.
Ontem estava longe de imaginar como te ia amar ainda mais hoje
segunda-feira, 27 de junho de 2011
quinta-feira, 23 de junho de 2011
quarta-feira, 15 de junho de 2011
O Diogo está em panico
Chegaram os 3 meses, os tão esperados 3 meses!! Altura na qual eu prometi começar a "educar" o meu filho. Tenho-o vindo a ameaçar progressivamente que o tempo de rei estava a acabar, que ia desenvolver bem aqueles pulmões, ou seja, ia chorar no berço e ia-se acabar o colinho só porque sim. Achei que estava na altura de aprender a adormecer sozinho, sem ser preciso colo, abananços, passeios pela casa e palmadinhas no rabo...
A verdade é que o cachopito já tem 6 kilos e, se de cada vez que lher der o sono eu andar com o menino ao colo, a passear dum lado para o outro, dentro em breve a minha coluna vertebral desmembra-se em pedacinhos. No entanto, ainda não fui capaz de medida tão drástica. Tadito, tão pequenino e a a chorar abandonado num berço frio e distante... nem sei o que me parece.
Mas não desisti da "educação" do menino!! Os 3 meses trouxeram 2 mudanças importantes, a transição para o próprio quarto e o fim do "colo em pé". A primeira foi pacífica, tal como previa, e foi-lhe completamente indiferente, o ingrato nem notou a minha ausência. A segunda mudança é que já acarretou choros, birra, "esperneanços" e desgaste da minha pessoa. Facto é que à segunda, o choro foi menos duradouro e o sono veio mais rápido... haja paciência e preserverança!
Preve-se, num futuro próximo, o adormecimento em sede própria, que é como quem diz, o berço!
(tenho a certeza que ninguém vai comentar o que escrevi, tendo em conta a foto acima colocada)
terça-feira, 14 de junho de 2011
Sou Mãe
E, ao pensar naquilo que sou, acho graça e curioso, o facto de eu ser Mãe.
Sou desarrumada, desorganizada, preguiçosa, desleixada, esquecida, cabeça de vento, muito descontraída, impulsiva, sujo-me a comer, sou tudo menos fada do lar, infantil e, agora, sou Mãe!
Aparentemente não combina, mas dizem que a maternidade nos muda, no entanto, faço brincadeiras ridículas com o meu filho, esqueço-me de lhe por babete para comer e ele suja-se todo, as gavetas do quarto dele estão por arrumar há um mês, raramente levo uma muda de roupa extra para ele quando saio, já me esqueci de levar dodots, já levei com diversos xixis em cima por me esquecer que tenho um menino e é suposto tapar a pilinha enquanto mudamos a fralda, a chupeta está tudo menos esterelizada, as vitaminas são tomadas dia sim, dia não, dia não, dia sim, dia sim, as gotas para as cólicas nunca foram para o frigorifico, and so on , and so on!!
Enfim, a maternidade muda-nos, mas não muito...
a.k.a. Diogo
Pinto Pipi
Velhotinho
Piriquito
Pequenote
Finguelinhas
Sapinho
Tomy Teepe ( com a variante Tomy Teepe duma figa)
Anjinho
Escovinha
Pestinha
Nenuquinho
Pilocas
Pato
Lobisomem
Dioguixo
Moreninho
Tropinha americano
Diindío
Pestanudo
sábado, 11 de junho de 2011
Amamentar
Alimentar o meu filho...
Enche-lo com os "meus" nutrientes e anticorpos...
Amamentar é muito mais do que isto para mim, é uma outra forma de dar e receber amor. Enquanto estava grávida tinha muito medo de não ter leite, era um assunto que me consumia bastante o pensamento, mas, felizmente, mil vezes, felizmente, já passaram 3 meses e continuo a amamentar o meu filho.
Sabia que ia adorar, mas é tão melhor do que imaginei... Adoro ver a boquinha dele, tão sofrega, quando o ponho em posição e ele começa a sentir o meu cheiro, adoro ouvi-lo mamar, adoro quando adormece enquanto mama, adoro os sorrisos que me dá.
AMO os nossos olhos nos olhos, não há preço para aqueles 10 minutos de troca de carinho! Tê-lo colado a mim, com a mão a segurar a mama, aqueles olhos arregalados colados aos meus, o ar de satisfeito no final... nem sei descrever a alegria que me dá.
Confesso que sou despodurada no que toca a alimentar a criança em público e, assim sendo, o meu filho já comeu nos melhores restaurantes da cidade, Shis, 44, Terra e DOP, na paragem do autocarro dos Aliados em pleno Cortejo da Queima das Fitas, na piscina do ginásio, num banco de rua do Passeio Alegre no Marshoping e no CorteIngles. Entendo quem não tenha tanta facilidade em colocar os "biberões" de fora e não tenho nunca o objectivo de chocar ninguém, mas vejo o amamentar como uma coisa muito natural.
Com esta conversa toda, não quero dizer que vou ser daquelas que amamenta até a criança ter barba, mas sei que me vou sentir o coração espremido quando o deixar de fazer.
Enfim... adoro, adoro, adoro... e é das "tarefas" que mais me realiza como Mãe.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Não há nada melhor do que...
Passar a minha cara na dele
Dormir agarradinha a ele quando o pai sai para trabalhar
Vê-lo sorrir
Perceber que me segue com os olhos
O barulhinho que faz com a chupeta
Olhos nos olhos enquanto o amamento
O choro de miminho que acalma mal pego nele
Dar-lhe beijos no pescoço
As nossas "conversas"
Levá-lo para todo lado
Ouvir toda a gente a dizer que é lindo
Sentir que está cheio de saúde
A boquinha sofrega quando sente o cheiro da minha mama
Dar-lhe banho e ver aquela carinha serena dentro da banheira
Morder-lhe as bochechas
Dar-lhe a mão e sentir que a aperta com força
Vê-lo dormir
quinta-feira, 28 de abril de 2011
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Preciso renovar o stock

Babetes tamanho XL precisam-se e com grande capacidade de absorção. É verdade que o menino é tão lindo que nem se aguenta, mas a baba e adoração está a tomar enormes proporções nesta família.
O avô Beto diz para não fazer mais nenhum porque dificilmente consigo fazer outro tão perfeito e pede-me para um dia lhe levar o biberão para ser ele a dar, o avô Bino liga-me a avisar que já tem cama para ele dormir em casa dele e não descansa enquanto não o tiver no colo, as avós falam com a criança daquela maneira estranha, inventam desculpas para vir várias e várias vezes cá a casa, a tia Rita pega nele e esconde-se dentro de casa, na nossa hora de ir embora na esperança que nos cansemos de o procurar, o tio João finalmente pegou num bebé e gostou tanto que não quer outra coisa, a tia Ju vem sempre dar beijinhos e a tia Catarina acha sempre que ele está maior de todas as vezes que o vê!
Está mais que visto que me vão estragar a criança com mimo e, daqui a uns anitos, o Diogo faz gato sapato desta gente toda!! E eles vão adorar!
Nova forma de pesar bebés!
Coisas que penso enquanto o olho
"Como fomos capazes de fazer alguma coisa tão perfeita."
"Neste corpo tão pequeno não cabe todo o amor que sinto por ele."
"Pensar que dependes de mim aperta-me o peito, mas imaginar que um dia isso deixa de acontecer aperta ainda mais."
"Estarei à tua altura, filho? Vou ser capaz de te dar tudo que precisas para seres feliz?"
" Minha maior riqueza, meu anjo, meu tudo."
"Amo-te tanto MEU FILHO"
(e pronunciar estas duas palavras é o suficiente para os meus olhos se encherem de água e o meu coração de alegria)
terça-feira, 22 de março de 2011
As minhas novas coisas favoritas
-Almofada de amamentação;
-Arejadores de mamilos (a.k.a. tuperwares de mamas)
-Cocós, puzinhos e arrotos;
-Balde para armazenamento hermético de fraldas;
-Actimel as 4h da manhã;
-Sorrisos pós mamadas;
-O milagre anti-cólicas do colo do pai;
-Ursinho com sons do útero;
-Banheira shantala;
sábado, 19 de março de 2011
quinta-feira, 17 de março de 2011
quarta-feira, 16 de março de 2011
Sentimentos ao minuto
Desconfiança
Quinta, 18.30h, sala de espera do Obstetra. A consulta era para "dar uma ajudinha", de forma a que o Diogo nascesse entre sexta e sábado, mas algo me dizia que tal não ia acontecer.
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Surpresa
Ao levantar do sofá para me dirigir ao consultório tenho ruptura de membranas, o Diogo queria oficialmente nascer. Ficamos felizes, ríamos...
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Calma, muita calma
Recebi instruções para ir a casa, pegar nas malas e rumar ao hospital. Sentia uma calma que me fazia confusão, o meu filho ia nascer e eu era a mais calma do grupo (pai, avó e tia). Confesso que senti que era falta de consideração com o Diogo, eu estava como se a coisa mais importante da minha vida não estivesse prestes acontecer... Mesmo quando as contrações começaram e aumentaram e aumentaram, eu mantinha-me calma. Estranho...
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Turbilhão. Loucura. Esforço.
E é assim que descrevo o "nosso trabalho de parto". Rápido e intenso, sem margem para sentimentos elaborados ou muito pensados. Os movimentos eram puramente instintivos, o corpo pedia-os e eu obedecia, sem o mínimo de raciocínio.
O meu cérebro e o meu coração eram o Pedro.
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Calor
Foi o que senti quando me puseram aquele corpo quente, pequeno, húmido e MEU no colo. Confesso que sempre achei que seria nesta hora que o meu coração explodia de amor e de felicidade plena, mas não... O cansaço era tal ( e a falta de oxigenação cerebral, segundo o Pedro) que os meus sentimentos estavam anestesiados, confusos, dormentes. Lembro-me do toque da pele dele, húmida, no meu peito, o choro forte...
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Explosão de amor
Depois de todos os procedimentos necessários, depois do Pai o vestir, o Diogo veio de novo para o meu colo, para mamar. No exacto momento em que, aquela boquinha mínima e perfeita agarra o meu peito, com uma força voraz, o meu coração explodiu, os meus olhos encheram-se de água e a minha vida cresceu. Cem anos passem e este instante será eterno na minha memória.
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Paz
Não há outro sentimento possível quando se olha para aquele anjo a dormir ao meu lado. Fomos para o quarto, exausta, com corpo a pedir sono e eu a lutar contra... Não queria dormir um segundo, de forma a não perder cada instante, cada expressão, cada movimento sereno. Que tranquilidade...
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Responsabilidade vs Medo
E foi o que senti, domingo a noite, enquanto subiamos, os 3, o elevador para ir para nossa casa. Agora éramos só nós... Aquela vidinha cheia de futuro era nossa, total e absoluta responsabilidade, uma dependência maior que o mundo. Que medo incrível de falhar. E o banho? E as noites compridas? Será que ele vai mamar bem? Vai ter dores? Vamos estar á altura do que aquele meio metro de gente precisa? Que aperto no peito, entre e a cave e o oitavo andar!
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Felicidade imensa
E assim são agora os meus dias!
quinta-feira, 10 de março de 2011
O que aprendi
Paciência
Com o passar dos 9 meses, as nossas capacidades físicas diminuem gradualmente, os nossos movimentos vão lentificando e isso serve para nos irmos habituando a um novo ritmo que aí vem. Quando agora digo, "vou-me despachar num instantinho", significa, pelo menos, o dobro do tempo de antigamente. Auto-obrigo-me a ter calma e paciência comigo mesmo e imagino que me irá ser muito útil. Quando demoro uns largos minutos a calçar-me e termino a tarefa mais ofegante que depois duma aula de cycle, penso que já estou preparada para aquelas manhãs em que preparar a criança para a escola, exigem mais que uma resistência física e psicológica dum maratonista.
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Gostar ainda mais de mim
Nunca tive propriamente, probelmas de auto-estima, mas obriguei-me a gostar de mim de uma forma diferente. Gostar e cuidar de mim, durante os últimos tempos era bem mais do que isso, era cuidar também do meu bebé. Gostar de mim ao ponto de comer o melhor, de descansar sempre que o corpo pedia, de admirar as minhas novas formas voluptuosas, de fazer (ainda mais) tudo aquilo que gosto, com o pretexto de aproveitar ao máximo. Gostar ainda mais de mim, foi o início do amor pelo meu filho.
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A pele é uma coisa fantástica
Já sabia que era o nosso maior órgão, sabia que tinha uma capacidade imensa de crescimento, mas entre o que li nos livros e o que fui vendo no espelho, há uma grande diferença. Quando, em Dezembro, fui para o Brasil e, orgulhosamente, exibi o que eu achava ser um barrigão, estava longe de imaginar o estado que me encontraria em Março. E esticou, esticou, esticou para acolher um Diogo, que nestes últimos 3 meses, cresceu, cresceu, cresceu..
(E agora tudo a fazer figas, bem apertadinhas, para que, da mesma maneira que esticou, a coisa também encolha)
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Os homens são mais Homens
Falo, em especial, pelo meu, mas também por outros pais e futuros pais, com quem tenho o prazer de conviver. Envolvem-se como se também eles carregassem a criança durante nove meses, participam, questionam, mimam-nos e apoiam-nos, como nunca... Há umas décadas atrás seria impensável e mal visto até, um homem em aulas de preparação para o parto, a acompanhar todas as consultas, a ler livros e a pesquisar na net. O que há uns anos os diminuía, na sua condição masculina, hoje só os engradece! Não duvido que serão pais mais felizes, mais capazes e maridos mais maravilhosos por toda esta entrega!
Obrigado Pedro.
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As mulheres são seres iluminados
Se há mil e uma coisas que nos tornam fantásticamente especiais, ter a capacidade de, durante 40 semanas, sermos fiéis depositárias dum ser em formação e crescimento, é, sem dúvida, uma delas. E não me refiro apenas ao lado sentimental da coisa, falo também em termos físicos. Damos o melhor de nós para que a pessoinha que está cá dentro, venha na sua melhor condição. O nosso corpo sofre transformações incríveis, suportamos um peso enorme, as nossas pernas incham, os aneis deixam de servir, o peito parece que explode, o umbigo salta, andamos como se fossemos patos e, no fim de tudo, temos o projecto de por um ser de 3.500kg a passar por um local estreito... E tudo isto, com uma alegria enorme!
No mínimo, não somos deste mundo!
quarta-feira, 9 de março de 2011
Nas vésperas...
Pois, dias antes de trazer o Diogo ao mundo exterior, foi isto que os paizinhos andaram a fazer. A dançar, rir muito, deitar tarde, fazer comboinhos, comer preguinhos às 3h da manhã, trocar de roupa na casa de banho, tirar fotos, dançar mais um bocadinho, agredir pessoas com cacetetes e dispositivos de lançar confetis, beber shots de cereveja com desconhecidos carecas e com mais de 60 anos...
Enfim, a quebrar mitos! Porque parece que não é suposto, as 39 semanas de gravidez, andar neste forrobodó! Mas nós somos assim, fixes como tudo e é bom que, desde muito cedo, o Diogo perceba que
"é isto que se leva desta vida".
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