quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Estou em Alpendorada. São 18.40h e estou desde as 9h sem o meu pequeno. O coração começou a apertar lentamente, aos pouquinhos como se a saudade estivesse a querer ser discreta. Mas agora já não dá para não pensar, não ir ver fotos ao iphone, não ligar para saber como está. Isto está a custar. Não deia sopa nem a papa, não o pus para dormir nem brincamos com a bola ou com os livros. Ainda não lhe cantei a música da minhoca hoje para ver o sorrir de imediato e abanar os braços.
Ai que saudades, que saudades, que mil saudades gigantes.
Vou-te apertar tanto, vou-te dar tanto beijo, vou-te cheirar todinho e vou explodir quando abrires os braços e saltares para o meu colo!

domingo, 11 de setembro de 2011

Amor de Mãe

É o meu amor por ti, igual a nenhum outro que sinto, igual a nenhum outro que alguém sentiu. Cada Mãe ama de um jeito, do melhor jeito que sabe e pode. E eu amo-te como se ama! De forma simples, pura, sem segredos ou complexos, sem esperas, sem pressa. Amo-te instintiva e irracionalmente. Está-me no sangue amar-te, esta-me nas mãos e nos braços que são teus. O meu amor de Mãe vem do mais dentro de mim, vem-me das entranhas, do útero e do cordão que ninguém corta. Não tem fim, não faz pausas, não estremece, não acalma nem se esconde... só cresce. Cresces tu. Á custa do meu leite e do meu amor, dos meus dedos e do meu colo. Encharco-te de amor em cada olhar que te lanço, em cada sequência de beijos intermináveis, em cada vez que penso em ti. Amor de Mãe é respirar amor, é saber que sou a pessoa mais importante do mundo porque precisas de mim, é sentir medo de falhar, é achar que aquele beijo que te dou enquanto dormes é essencial para que sonhes, é sentir que o meu coração bate fora do meu peito e não querer viver de outra maneira,é ficar a preparar uma festa de 6 meses até as 2h da madrugada sabendo que não mais dar valor, mas que te mostrarei as fotos no futuro, é despedir-me de ti de cada vez que me ausento (nem que sejam 2 minutos) e ligar de meia em meia hora para saber como estás, é ter a certeza de que conheço cada olhar, cada gesto teu porque passo a maior parte do meu dia a observar-te, é explodir de felicidade porque te atiras para o meu colo, é ganhar o dia quando me sorris, é achar que a vida dificilmente é melhor quando te enroscas em mim para dormires, é mostrar as tuas fotografias a qualquer pessoa minimamente conhecida, é cheirar-te para te guardar em mim, é imaginar todos os nossos diálogos quando cresceres, é ter vontade que nãos cresças mais para que me caibas sempre no colo e, ao mesmo tempo, ficar felicíssima por cada centímetro a mais, é sentir um orgulho infinito só porque és meu,é pensar nas brincadeiras que vamos fazer daqui a um ano, a dois, dez ou vinte, é saber que todos os meus desejos se viram para ti, é sentir que mal nasceste e já eu não sabi viver sem ti. Uma Mãe não explica o amor, apenas sente um filho como se de uma parte do seu corpo se tratasse. Porque és mais meu do que este coração que trago no peito.


Meio ano de nós



E seis meses volvidos o mundo ficou melhor! Não o meu, mas o mundo inteiro, porque o teu sorriso é poderoso demais para apenas influenciar os meus metros quadrados.

Tantas vezes ouvi: "Aproveita, o tempo passa a correr", "quando deres por ela ele já cresceu tanto"... E o tempo correu, voou, mas não me fujiu entre os dedos. Aproveitei cada segundo destes nosso, nossos, nossos 6 meses. Foram medos e inseguranças, descobertas diárias, gracinhas, sorrisos, gargalhadas, manobras difíceis, muitas fraldas, colo, abraços, mimo e mimo e mimo e mais mimo, algumas noites mal dormidas, choros (pouquinhos, pouquinhos), baba, brinquedos e pele.

A tua pele na minha. Sentir-te juntinho, colado a mim, encostado, apoiado, agarrado, abraçado, adormecido ou acordado.

Estás tão grande, meu pequeno!

Parabéns a nós os 3!

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Mama Mama Mama

É oficial, há registos multimédia e já muita gente ouviu!

E a Mama sou eu!
A Medicina actual não contempla as excepções!

Quero com isto dizer, que a pilinha do meu filho é maior do que se espera!

Ontem teve de fazer análise á urina e para isso tive de lhe colocar um saquinho colector pediátrico colado á volta do pirilau! Pois bem, não foi tarefa fácil e mais não digo!

Mixed feelings!

Hoje o Diogo começa a comer a papa! Já temos cadeira ( que ocupa 70% do espaço livre da cozinha), temos prato, colherzinha, aventais e babetes grandes...

Temos também uma mistura de sentimentos... Se andava ansiosa por ve-lo experimentar texturas e sabores, perceber aquilo que mais gosta, vê-lo todo sujo com papa e sopa até aos olhos, também fico triste por "eu" já não bastar para o meu pequeno.

Amamentar em exclusivo até aos 6 meses sempre foi o meu objectivo, mas, pelos vistos, as necessidades nutricionais do rapaz já aumentaram! É um facto que o Diogo é mais activo que o normal, até a mamar dá ás pernas, já se pões de pé só agarrado as minhas mãos e tem uma força enorme e, assim sendo, maminha só não basta! É outro facto que o rapaz gosta mais de conversar e brincar do que comer e, á mais pequena distração, lá se vai a fome e não há quem o convença a voltar a comer... O Diogo tem fome de risadas, brincadeiras e de sílabas novas!

Por outro lado, ao olhar para aquela cadeira montada na minha cozinha, penso como ele já cresceu, e aos poucos vai precisando um bocadinhoooo menos de mim!


Está um homem o meu pequeno...

sábado, 16 de julho de 2011

longe de imaginar

Ontem fez um ano que te soube em mim! Que te soube em nós!

Foi uma manhã louca e um dia interminável, enquanto esperávamos pela tua confirmação!

Felizes, felizes, felizes...

longe de imaginar como ia ser tão maravilhosa esta viagem e tu,

longe de imaginares o mimo e amor que ias receber dentro e fora de mim!

Quando te vi pela primeira vez, estava longe de imaginar como ia ser a melhor coisa das nossas vidas.

Ontem estava longe de imaginar como te ia amar ainda mais hoje

segunda-feira, 27 de junho de 2011

quarta-feira, 15 de junho de 2011



E o meu mundo pula e avança quando ele me olha assim!

O Diogo está em panico





Chegaram os 3 meses, os tão esperados 3 meses!! Altura na qual eu prometi começar a "educar" o meu filho. Tenho-o vindo a ameaçar progressivamente que o tempo de rei estava a acabar, que ia desenvolver bem aqueles pulmões, ou seja, ia chorar no berço e ia-se acabar o colinho só porque sim. Achei que estava na altura de aprender a adormecer sozinho, sem ser preciso colo, abananços, passeios pela casa e palmadinhas no rabo...

A verdade é que o cachopito já tem 6 kilos e, se de cada vez que lher der o sono eu andar com o menino ao colo, a passear dum lado para o outro, dentro em breve a minha coluna vertebral desmembra-se em pedacinhos. No entanto, ainda não fui capaz de medida tão drástica. Tadito, tão pequenino e a a chorar abandonado num berço frio e distante... nem sei o que me parece.

Mas não desisti da "educação" do menino!! Os 3 meses trouxeram 2 mudanças importantes, a transição para o próprio quarto e o fim do "colo em pé". A primeira foi pacífica, tal como previa, e foi-lhe completamente indiferente, o ingrato nem notou a minha ausência. A segunda mudança é que já acarretou choros, birra, "esperneanços" e desgaste da minha pessoa. Facto é que à segunda, o choro foi menos duradouro e o sono veio mais rápido... haja paciência e preserverança!

Preve-se, num futuro próximo, o adormecimento em sede própria, que é como quem diz, o berço!




(tenho a certeza que ninguém vai comentar o que escrevi, tendo em conta a foto acima colocada)






terça-feira, 14 de junho de 2011

Sou Mãe

Já passaram 3 meses de convivência intensa entre mim e o meu pequenote, o verdadeiro Big Brother da vida materna (24h sobre 24 horas) e mesmo assim, ainda me acontece o fenómeno "surpresa", olho para o Diogo e penso: puxa, ele é mesmo MEU FILHO! Não é um bebé fofo que vem cá a casa de vez em quando, não é filho de uma amiga ou de uma prima, não, ele é mesmo MEU!

E, ao pensar naquilo que sou, acho graça e curioso, o facto de eu ser Mãe.

Sou desarrumada, desorganizada, preguiçosa, desleixada, esquecida, cabeça de vento, muito descontraída, impulsiva, sujo-me a comer, sou tudo menos fada do lar, infantil e, agora, sou Mãe!

Aparentemente não combina, mas dizem que a maternidade nos muda, no entanto, faço brincadeiras ridículas com o meu filho, esqueço-me de lhe por babete para comer e ele suja-se todo, as gavetas do quarto dele estão por arrumar há um mês, raramente levo uma muda de roupa extra para ele quando saio, já me esqueci de levar dodots, já levei com diversos xixis em cima por me esquecer que tenho um menino e é suposto tapar a pilinha enquanto mudamos a fralda, a chupeta está tudo menos esterelizada, as vitaminas são tomadas dia sim, dia não, dia não, dia sim, dia sim, as gotas para as cólicas nunca foram para o frigorifico, and so on , and so on!!

Enfim, a maternidade muda-nos, mas não muito...

a.k.a. Diogo

Pinto Pipi

Velhotinho

Piriquito

Pequenote

Finguelinhas

Sapinho

Tomy Teepe ( com a variante Tomy Teepe duma figa)

Anjinho

Escovinha

Pestinha

Nenuquinho

Pilocas

Pato

Lobisomem

Dioguixo

Moreninho

Tropinha americano

Diindío

Pestanudo

sábado, 11 de junho de 2011

Amamentar











Alimentar o meu filho...


Enche-lo com os "meus" nutrientes e anticorpos...


Amamentar é muito mais do que isto para mim, é uma outra forma de dar e receber amor. Enquanto estava grávida tinha muito medo de não ter leite, era um assunto que me consumia bastante o pensamento, mas, felizmente, mil vezes, felizmente, já passaram 3 meses e continuo a amamentar o meu filho.


Sabia que ia adorar, mas é tão melhor do que imaginei... Adoro ver a boquinha dele, tão sofrega, quando o ponho em posição e ele começa a sentir o meu cheiro, adoro ouvi-lo mamar, adoro quando adormece enquanto mama, adoro os sorrisos que me dá.


AMO os nossos olhos nos olhos, não há preço para aqueles 10 minutos de troca de carinho! Tê-lo colado a mim, com a mão a segurar a mama, aqueles olhos arregalados colados aos meus, o ar de satisfeito no final... nem sei descrever a alegria que me dá.


Confesso que sou despodurada no que toca a alimentar a criança em público e, assim sendo, o meu filho já comeu nos melhores restaurantes da cidade, Shis, 44, Terra e DOP, na paragem do autocarro dos Aliados em pleno Cortejo da Queima das Fitas, na piscina do ginásio, num banco de rua do Passeio Alegre no Marshoping e no CorteIngles. Entendo quem não tenha tanta facilidade em colocar os "biberões" de fora e não tenho nunca o objectivo de chocar ninguém, mas vejo o amamentar como uma coisa muito natural.


Com esta conversa toda, não quero dizer que vou ser daquelas que amamenta até a criança ter barba, mas sei que me vou sentir o coração espremido quando o deixar de fazer.


Enfim... adoro, adoro, adoro... e é das "tarefas" que mais me realiza como Mãe.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Não há nada melhor do que...

Sentir este cheirinho

Passar a minha cara na dele

Dormir agarradinha a ele quando o pai sai para trabalhar

Vê-lo sorrir

Perceber que me segue com os olhos

O barulhinho que faz com a chupeta

Olhos nos olhos enquanto o amamento

O choro de miminho que acalma mal pego nele

Dar-lhe beijos no pescoço

As nossas "conversas"

Levá-lo para todo lado

Ouvir toda a gente a dizer que é lindo

Sentir que está cheio de saúde

A boquinha sofrega quando sente o cheiro da minha mama

Dar-lhe banho e ver aquela carinha serena dentro da banheira

Morder-lhe as bochechas

Dar-lhe a mão e sentir que a aperta com força

Vê-lo dormir


quinta-feira, 28 de abril de 2011

Agora escolha!





Tão lindo, tão lindo que fica bem nas 2 versões : alegria matinal e beicinho vespertino!

Sou só eu, ou este meu filho dá muita vontade de trincar?

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Preciso renovar o stock



Babetes tamanho XL precisam-se e com grande capacidade de absorção. É verdade que o menino é tão lindo que nem se aguenta, mas a baba e adoração está a tomar enormes proporções nesta família.

O avô Beto diz para não fazer mais nenhum porque dificilmente consigo fazer outro tão perfeito e pede-me para um dia lhe levar o biberão para ser ele a dar, o avô Bino liga-me a avisar que já tem cama para ele dormir em casa dele e não descansa enquanto não o tiver no colo, as avós falam com a criança daquela maneira estranha, inventam desculpas para vir várias e várias vezes cá a casa, a tia Rita pega nele e esconde-se dentro de casa, na nossa hora de ir embora na esperança que nos cansemos de o procurar, o tio João finalmente pegou num bebé e gostou tanto que não quer outra coisa, a tia Ju vem sempre dar beijinhos e a tia Catarina acha sempre que ele está maior de todas as vezes que o vê!

Está mais que visto que me vão estragar a criança com mimo e, daqui a uns anitos, o Diogo faz gato sapato desta gente toda!! E eles vão adorar!

Nova forma de pesar bebés!



E como disse a minha amiga, estava-me a preparar para fazer uma sobremesa, porque este menino é um doce!


P.S.- Como dá para ver pela imagem, não resulta..

Coisas que penso enquanto o olho

"Não há nada nesta vida tão meu."

"Como fomos capazes de fazer alguma coisa tão perfeita."

"Neste corpo tão pequeno não cabe todo o amor que sinto por ele."

"Pensar que dependes de mim aperta-me o peito, mas imaginar que um dia isso deixa de acontecer aperta ainda mais."

"Estarei à tua altura, filho? Vou ser capaz de te dar tudo que precisas para seres feliz?"

" Minha maior riqueza, meu anjo, meu tudo."

"Amo-te tanto MEU FILHO"

(e pronunciar estas duas palavras é o suficiente para os meus olhos se encherem de água e o meu coração de alegria)


terça-feira, 22 de março de 2011

As minhas novas coisas favoritas

-Almofada de amamentação;
-Arejadores de mamilos (a.k.a. tuperwares de mamas)
-Cocós, puzinhos e arrotos;
-Balde para armazenamento hermético de fraldas;
-Actimel as 4h da manhã;
-Sorrisos pós mamadas;
-O milagre anti-cólicas do colo do pai;
-Ursinho com sons do útero;
-Banheira shantala;

quarta-feira, 16 de março de 2011

Sentimentos ao minuto

Desconfiança
Quinta, 18.30h, sala de espera do Obstetra. A consulta era para "dar uma ajudinha", de forma a que o Diogo nascesse entre sexta e sábado, mas algo me dizia que tal não ia acontecer.
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Surpresa
Ao levantar do sofá para me dirigir ao consultório tenho ruptura de membranas, o Diogo queria oficialmente nascer. Ficamos felizes, ríamos...
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Calma, muita calma
Recebi instruções para ir a casa, pegar nas malas e rumar ao hospital. Sentia uma calma que me fazia confusão, o meu filho ia nascer e eu era a mais calma do grupo (pai, avó e tia). Confesso que senti que era falta de consideração com o Diogo, eu estava como se a coisa mais importante da minha vida não estivesse prestes acontecer... Mesmo quando as contrações começaram e aumentaram e aumentaram, eu mantinha-me calma. Estranho...
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Turbilhão. Loucura. Esforço.
E é assim que descrevo o "nosso trabalho de parto". Rápido e intenso, sem margem para sentimentos elaborados ou muito pensados. Os movimentos eram puramente instintivos, o corpo pedia-os e eu obedecia, sem o mínimo de raciocínio.
O meu cérebro e o meu coração eram o Pedro.
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Calor
Foi o que senti quando me puseram aquele corpo quente, pequeno, húmido e MEU no colo. Confesso que sempre achei que seria nesta hora que o meu coração explodia de amor e de felicidade plena, mas não... O cansaço era tal ( e a falta de oxigenação cerebral, segundo o Pedro) que os meus sentimentos estavam anestesiados, confusos, dormentes. Lembro-me do toque da pele dele, húmida, no meu peito, o choro forte...
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Explosão de amor
Depois de todos os procedimentos necessários, depois do Pai o vestir, o Diogo veio de novo para o meu colo, para mamar. No exacto momento em que, aquela boquinha mínima e perfeita agarra o meu peito, com uma força voraz, o meu coração explodiu, os meus olhos encheram-se de água e a minha vida cresceu. Cem anos passem e este instante será eterno na minha memória.
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Paz
Não há outro sentimento possível quando se olha para aquele anjo a dormir ao meu lado. Fomos para o quarto, exausta, com corpo a pedir sono e eu a lutar contra... Não queria dormir um segundo, de forma a não perder cada instante, cada expressão, cada movimento sereno. Que tranquilidade...
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Responsabilidade vs Medo
E foi o que senti, domingo a noite, enquanto subiamos, os 3, o elevador para ir para nossa casa. Agora éramos só nós... Aquela vidinha cheia de futuro era nossa, total e absoluta responsabilidade, uma dependência maior que o mundo. Que medo incrível de falhar. E o banho? E as noites compridas? Será que ele vai mamar bem? Vai ter dores? Vamos estar á altura do que aquele meio metro de gente precisa? Que aperto no peito, entre e a cave e o oitavo andar!
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Felicidade imensa
E assim são agora os meus dias!

A nossa vida cresceu



10 Março 2011
22.50h
Hospital de São João- Porto
3515kg
52cm