segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Projecto 365+1

Acabei de ver Janeiro!

Se não fosse informáticamente naba partilhava já este primeiro mês!

Que ideia fantástica, que projecto tão bom! Quase que dá vontade que o ano passe todo só para ver 366 fotos da vida do meu rapaz!

Puxa! Fiquei tão feliz de ver este mês passar cheio de sorrisos, de roupa suja de andar no chão, de descobertas. E, em cada foto, vi o dia, aquele momento.

Tivesse eu tempo e todos os dias postava a foto e sua pequena história... só para não esquecer!

Caramba, este meia leca enche-me o coraçao e os dias!

Andorinhas da Marta - o concurso!

Andorinha e Zé Pequena!

(Isa)



Uma ave feliz!

(Michele)






Ai se eu te pego! Ai! Ai! Ai!

(Lina)




" Andorinha Oliveira, como a dona!"

(Miriam)






"A minha andorinha pousa na minha rua... E traz-me o mar com ela!"

(Mafas)



"A minha andorinha anda no mundo, migra por entre outros destinos... Mas volta sempre a casa"

(Pitú)



"A minha andorinha escolheu a ginkbo biloba para fazer o ninho. Nenhum sítio é tão perfeito. A longevidade e a paz que esta árvore representam abraçam os valores da andorinha cá por casa. É isso que eu tento, para sempre..."

(Ana A.)

Depois do meu filho me partir a bichinha a meio, a minha tia achou por bem colocar a dita no lixo! E achou mal, claro está!

(Ana Melancia)


O meu fim de semana teve demasiados momentos destes...

Espera-se uma semana carregadinha de sopa até aos olhos! Alegria! Alegria!

domingo, 29 de janeiro de 2012

Lições de uma vida #2




Quando tapámos um olho (ou mesmo só meio) estamos totalmente escondidos!

aprendi com o Diogo e com o Pedro... esses sábios de 10 meses

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Quando for grande quero ser médica!



Muito bem! Que profissão tão linda e tão nobre! Ajudar os doentinhos a ficarem cheios de saudínha e, no entrentanto, lá se vai a minha!

Pois bem, queres ser doutora?

Então estuda que nem uma cadela para teres tudo dezanoves e vintes para entrares na faculdade e, se não for à primeira, tentas a segunda e a terceira vez, que isto não é para quem desiste. Depois tens um bom punhado de cadeiras que não interessam nem ao próprio do Menino Jesus, só para uns quantos terem tachos e serem professores universitários. Mas para as fazeres vais queimar a pestaninha bem queimada. Depois começas o ciclo clínico, vês doentinhos, tens orientadores que se estão a cagar (lá do alto mesmo) para ti e, ás vezes nem aparecem como combinado. És tratada como ser menor por toda e qualquer enfermeira chefe que, acha que só atrapalhas, levas com uns berros daqui e dali e ficas de boquinha calada.

Depois acabas o curso e, ficas com aquela sensação que, se te deixam sozinha com um doente, não sabes fazer a ponta dum corno, porque, de cada vez que havia um para observar, eras tu e mais 15 coleguinhas!!! Ai, que se aprende tanto em grupo....

E agora vais trabalhar a sério!!! O tanas é que vais...

Agora, depois do curso acabado, fechas o teu corpinho em casa, tipo ermita, alternas entre todos os teus fatos de treino, deixas de saber em que dia e em que mês estás e decoras dois calhamaços de mil e tal páginas, fácil, fácil!! Esqueces que há mundo para além da tua secretária durante uns bons 4 meses, fazes o exame de acesso à especialidade e és feliz!!! Tão feliz, tão feliz que choras durante 2 dias a lembrar o quão mal te correu o filho da put@ do exame.

Mas pronto, durante um ano não pensas mais nisso e vais trabalhar para um hospital distrital, a tua 15ª opção, e toda a gente acha que tu já sabes tudo que há para saber de Medicina!!

Depois escolhes a especialidade, consoante a notinha do dito exame e voltas a chorar 3 dias por teres sido colocada um bocadinho mais adiante do cruzamento onde Judas perdeu as botas!

Mas aí enganas-te e tens 3 anos felizes. Se conseguires esquecer o facto de que és obrigada a fazer 23 mil trabalhos, na suas mais variadas formas, investigação, garantia da qualidade, revisões baseadas na evidência, o diabo a 4 e a tia micas.

A especialidade chega ao fim, e tu ficas muito contente porque, finalmente vais ser doutora de verdade, vais ter uma listinha de doentinhos só para ti e acabaram-se os trabalhos.... Sim, sim minha menina... Mas entretanto, trata de fazer o teu Curriculum Vitae e descreve, ao pormenor, cada pum que deste durante os anos de internato, transcreve todos os trabalhinhos por extenso, diz aos senhores do júri quantas caganeiras viste e trataste, quantos diabéticos fizeram tudo direitinho que mandaste e quantas malucas histéricas viste na consulta com aquela dor fininha que começa numa coxa, dá 3 voltas á cintura e desaparece na forma de arroto!

E depois disto vais a exame.... Coisa pouca, são só 3 dias que te vão esmiuçar até ao osso e te vão perguntar aquilo que bem entenderem!!




Ah, minha linda, queres ser Médica!! Que bem escolhido, vais ter sempre emprego e vais ganhar muito dinheiro...




Ah, ah, ah.... esta agora fui eu a rir!!






27 de janeiro



A Ana e o Miguel fazem 5 anos de casados, a somar a 9 anos de namoro!

E eu fico tão feliz por eles! Fico genuinamente feliz por aqueles dois (três) que se amam, quase desde sempre. Desde que íamos à Queima, desde aquela altura que tínhamos borbulhas na cara, desde o tempo em que a Ana tinha um "Miguel" no cabelo.

E eles são fantásticos, em separado e em conjunto!

E por isso o Pedro sorri tanto... porque, do alto dos seus 10 meses, vive com a certeza de estar no meio de um amor que dura desde sempre e, ele sabe, que será para sempre.

Parabéns a vocês!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Vi no blog da Pipoca


































algumas pecinhas da nova colecção da Zilian e estou capaz de gastar uma obscenidade em sapatos... em prol da economia nacional, entenda-se.

Miriti, quando rumamos a Braga para sermos felizes?








Mais maneiras de cozinhar que o bacalhau!



Amor ao Pai e à Mãe, aos avós, tios, tias e primos.

Amor de Irmãs

Amor do Homem da minha vida.

Amor a um filho.

Amor aos amigos

Amor aos dias e ás noites.

Amor ao Sol e aos dias frios.

Amor à preguiça, ao sofá e à cama.

Amor ao trabalho e aos meus doentes.

Amor aos livros e às palavras dos outros.

Amor ao chocolate, ao majericão e à canela.

Amor ao Carnaval, ao Natal e ás férias na praia.

Amor aos bichos.

Amor às orquídeas e às tulipas brancas.

Amor à Ciência.

Amor às coincidências e à cumplicidade.

Amor à espontaneidade.

Amor à música e à dança.

Amor à cidade do Porto e ao azul e branco.

Amor demais e uns dias só mais ou menos.

Amor às fotografias e suas memórias.

Amor da minha casa, e ao ananás da minha avó.

Amor à Bimby e ao senhor que a inventou.

Amor às havaianas e às botas de cano alto.

Amor aos laços que unem quase desconhecidos.

Amor a projectos e sonhos.

Amor aos vestidos de Verão.

Amor às montanhas-russas.

Amor à cusquice e aos segredos bem guardados.

Amor às cerejas, aos morangos, aos mirtílios e às amoras.

Amor eterno e amor fugaz.

Amor às paixões.

Amor às cores.

Amor aos brinquedos de criança.

Amor aos bosn valores, ao respeito, à educação e à generosidade.

Amor a ontem.

Amor às viagens, aos passeios e às escapadelas.

Amor às artes.


E amor próprio, que sem ele, todos os outros são só metade.

O meu computador, de tanto conviver comigo nos últimos meses, anda com flutuações hormonais e, resolveu voltar a funcionar.

Até quando, amigo Vaio? Até quando?

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Apetece-me entrar pela televisão dentro #1

Quando vejo as histéricas das americanas a serem seleccionadas para ser "assistent of the day" do Dr. Ozz.

A alegria por ir mexer em fígados de mortos é mesmo bonita de se ver...(ou não)


E não são necessariamente maus. Mesmo que ás vezes o pareçam.

Sou do fogo, dizem os astros, e detesto que me apaguem. Quando fico em lume brando, viro dúvida, viro medo de deixar de amar. Mas acho que serei sempre assim, acima e abaixo, o muito e o receio do pouco. E, para serenar, preciso de um terramoto, ou mesmo só de um pequeno abalo, sem tradução na Escala de Richter.

E o meu lado esquerdo do peito ás vezes dá-me cabo do que que está acima do pescoço. Anatomias que se confundem e se misturam sem pedir autorização. Mas fazem bem, porque sou só uma. Uma tola.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012


Hoje aconteceu-me, uma das piores coisas possíveis nesta minha maravilhosa fase de elaboração do delicado Curriculum Vitae do meu coração: o meu melhor amigo, o meu Vaio branquinho entrou em coma, o prognóstico é reservado, ronca, mas não fala nada de jeito e não lhe arranco a informação que preciso. Ocorrem-me 3 palavras: merd@, merd@ e merdinh@! Desde já agradeço á Nossa Senhora dos não sei quantos, padroeira dos internos em final de especialidade. Também gosto muito de ti!

Mas depois ouvi isto e passou-me (metade) da neura... O meu adorado e maravilhoso Johninho com a poderosa Adele. Como sou narcissta e egocêntrica (diz o meu signo), aposto que eles se juntaram apenas para que eu os ouvisse num dia que ameaçava ser cinzento. Obrigado meus amores!

Lições de uma vida #1

As crianças de 10 meses, acordam á mesma hora do costume, independentemente da hora que os pais delas vão para a cama.

domingo, 22 de janeiro de 2012

O meu fim de semana



"Começou na sexta ao final da tarde... peguei no pequeno e brincamos com os cubos até o Pai chegar para irmos jantar fora. Sábado de manhã, o Diogo acordou, dei-lhe a papinha e trouxe-o para a nossa cama onde ficamos os 3 a brincar e depois adormecemos até ser hora de almoço! Fomos depois passear ao Fluvial, tiramos fotos, comemos um croissant na Tavi e voltamos para casa. Sábado á noite esperava-me um jantar em casa de amigos, onde ficamos até a horas obscenas! Domingo foi dia de ronha total e fomos alternando entre o sofá, a cama e o chão da casa toda a gatinhar uns atrásdos outros. Fizemos pipocas e vimos aqueles filmes parvos até adormecermos os 3 no sofá, enrolados em mantas e uns nos outros! Chegou a hora de jantar e de voltar a dormir. Simples, bom e quentinho...."




Em Março, isto vai ser a sério!


A devorar


A adorar


E a aconselhar

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Passatempo "Andorinhas da Marta"

"A famosa andorinha desenhada por Rafael Bordalo Pinheiro nasceu em 1891. A andorinha, por voltar quase sempre ao local onde, anteriormente, fizera o ninho, simboliza valores como Lar, Família, Amor, Fidelidade e Lealdade"

A nossa Marta ofereceu-nos andorinhas, porque ela é uma querida e porque era Natal! E, nos meandros de parvoíces facebookianas, com piu pius à mistura, lançou-se um passatempo e, eu como sou uma "roubona", resolvi guarda-lo aqui.

E a modos que é assim: cada menina que teve a sorte de ter uma andorinha deve fotografá-la e publicar a foto no mural da Marta. A melhor foto recebe outra andorinha de presente!!

Dentro de dias coloco as fotos a concurso e a senhora jurada diz de sua justiça!

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

As coisas que ligam os homens....



Babyzoológico #2

Corre-me a casa toda em "4 patas"

Morde-me como um cãozinho.

Bate palmas como uma foca.

E agora imita, a pedido, uma águia e um sapo.

(saber o som do cão e do gato? não, isso é para meninos, eu é mais animais exóticos)

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

o 8, o 80 e o resto que lá vai no meio

Sinto-me uma maluca, confusa, indecisa, sem certezas e, ao mesmo tempo, cheia delas. E esta loucura toda vem na sequência do post anterior.

Nos últimos tempos tenho lido imensos sites, artigos, blogs, maioritariamente mummy blogs e seus links para aqui e para acolá. Gosto de saber com0 educam as crias, como brincam, que dificuldades sentem e como lhes dão a volta. Gosto de ler que passam, ou passaram, por situações iguais às minhas, gosto de saber que as resolveram bem, que os rebentos estão felizes e saudáveis. Esta coisa da maternidade parece que nos faz precisar do sentido de "identificação" (ou então sou só eu que sou insegura).

Mas, quanto mais leio, mais me embrulho em sentimentos de culpa, misturados com medos, e ao mesmo tempo com a certeza de ser uma Mãe do melhor que sei e posso. Ás vezes sinto que concordo com tudo que leio, mesmo que sejam opostos. Se por um lado sei que as crianças precisam de regras e firmeza, que isso lhes traz segurança, também me corta o coração em pedaços deixar o Diogo chorar. Concordo que não há melhor forma de educar que o amor, o colo, o carinho e a pele, mas também me parece importante que ele crie a sua autonomia, que aprenda que quando acordar eu vou lá estar. Sei que, acima de tudo, devo confiar no meu instinto, no meu coração, mas este malandro ordena-me logo para lhe pegar no colo e embala-lo até adormecer, mesmo sabendo que estou a ser chantageada com um choro sem lágrimas. E depois leio que o choro é o único sinal de alerta que os bebés sabem dar, já o faziam no Paleolítico quando se sentiam ameaçados, a levar com chuva ou a ser picados por formigas e, esse choro, servia para desencadear a protecção da Mãe. E, ignorando este choro, dizem alguns, estamos a ensinar aos nossos filhos que não podem contar connosco. Leio estudos que falam das maravilhas de deixar a criança no quarto dos pais até tarde, e, melhor ainda na cama dos pais, o co-sleeping, que une a família, que acalma bebés agitados e depois lembro-me dos adolescentes que vi na Pedopsiquiatria com depressões por não saberem lidar com as suas frustrações, por serem dependentes e, uma grande, grande, maioria partilhou a cama com os pais, ou só com a mãe, até bem, bem tarde.

Adoro adormecer o meu filho no colo, aquela carinha quente e macia junto à minha, os braços à volta do meu pescoço e aquela respiração lenta e pausada. O cheirinho doce a aveia, os sorrisos que dá quando adormece, tudo isso me enche o coração de alegria, mas quando, a meio da noite, tenho de ficar 30 ou 40 minutos a embala-lo, quando me apercebo que não adormece no coque ou no carrinho enquanto passeamos porque apenas adormece ao colo, a coisa complica. Se calhar, quando ele tiver 14 anos e me mandar dar 2 voltas de cada vez que lhe pedir um beijo ou um xi, talvez me arrependa de não ter aproveitado enquanto me cabia entre os braços.

Aiiiiii iiiiiiiii........(em modo grito mesmo)

Talvez ande a ler demais, talvez seja uma fase mais insegura, talvez seja o sono, mas estas pequenas decisões deixa-me indecisa (??!!). Não quero um filho inseguro, não lhe quero fomentar medos, mas também o quero autónomo e com a certeza que me vai encontrar sempre.

Raisparta (eu sei que não se escreve assim) os míúdos que não vêm com livro de instruções, com dicas de consulta rápida, algoritmos e guidelines.

Estou com esta confusão toda e a criança tem 10 meses, nem me quero imaginar quando ele entrar na idade da parvoeira... vou ser um ponto de interrogação com pernas!

Houston, we have a problem



Uma das (muitas) resoluções de 2012 era (re)ensinar o Diogo a adormecer sozinho. Andava progressivamente a demorar mais tempo a adormecer, o peso já não é propriamente de um recém nascido e era também para o bem dele.

O enganador portou-se lindandamente nos primeiros 4 dias, choramingou um bocadinho à primeira e à segunda, mas depois começou a adormecer sem problemas e, eu, encantada da vidinha porque tinha um filhinho muito esperto e bonzinho, cheio de amor pelas costas da sua Mãe.

Ao 4º dia, vai-se lá saber porque carga de água, a história mudou. Quando o preparo para dormir e ele se vê próximo da cama agarra-se ao meu pescoço até me cravar as unhas e, com uma cara de pobre e abandonado, pede-me para não o deitar. Cedi e deixei-o adormecer no meu colo, sentadinhos e agarradinhos no nosso cadeirão. Mal o deito, começa o verdadeiro berreiro, mas desta vez já não me enganou... lá chorou, chorou até adormecer.

Os dias que se seguiram (os últimos 5) foram duma sinfonia sem igual, choros de 40minutos, vómitos provocados, madrugadas de loucura em que ninguém dormia nesta casa durante 1 a 2 horas e, mal se pegava no menino, havia dedinhos esticados a apontar para brinquedos, os sonzinhos do costume e lágrimas que é bom, nem uma para amostra.

Pois é, manipulação pura duma meia leca de 73cm...

Consultei a pediatra oficial e a pediatra amiga (ai Babi, o que seria de mim sem ti!!!) e ambas foram unanimes: não cedam, não peguem ao colo depois de deitar, entrem no quarto várias vezes para o confortar, ele está a medir forças, normalmente fazem mais com mãe do que com o pai (confere), é a ansiedade de separação normal desta idade, and so on, and so on...

O meu coração tinha medo de ele ter medo, ter pesadelos ou afins, mas, segundo os entendidos, o choro de medo e de pânico não termina mal se pega no colo, a aflição mantém-se mesmo quando se sentem protegidos e, além do mais, ainda não tem idade para essas coisas!

Posto isto, decidi que os próximos dias o pequeno não sai de casa e mantém-se aos cuidados de sua Mãe, que se irá transformar num cubo de gelo surdo de cada vez que for hora de ir dormir. Mas sempre com a certeza que estou (estamos) a fazer o melhor por ele, que a segurança que lhe transmito ao deita-lo na cama irá ser sentida por ele, irá dormir melhor porque de cada vez que acordar de noite saberá readormecer sozinho e, uma criança que dorme bem tem maiores probabilidades de tornar num adulto sem problemas de sono!

Desde já agradeço sugestões para marcas de tampões para ouvidos e anti-olheiras de categoria.

(valha-me o sentido de humor)

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Cidadania, ou a falta dela

Dos vários (imensos) exemplos de falta de cidadania que me incomodam, aquele me que faz mais espécie (andava há séculos para escrever esta expressão), é a ausência de sentido ecológico, ou simples sentido de limpeza. Fico doente quando vejo o pessoal a mandar coisas pela janela fora do carro, regra geral buzino e insulto. Não vou mais além dum "porco", mas insulto. Sou incapaz de deitar, seja o que for para o chão e, à conta disso, as minhas carteiras e o meu carro são o verdadeiro acumular de papeis, papelinhos, talões, frascos de iogurtes vazios e afins. Não há necessidade, fica feio, é sujo, demora anos a desaparecer e os passarinhos comem, engasgam-se e morrem. Não é apenas uma questão ecológica, é o respeito por todos os outros que passam naquela rua, é o ter noção que a cidade não é só minha e, essa falta de senso, mais tarde ou mais cedo reflecte-se em outras áreas.

Ontem, fui mais além. Estava à porta do Pingo Doce, dentro do carro, enquanto o Pedro foi satisfazer o seu desejo de chocolate de leite Nestlé(!!!!) e um miúdo, nos seus 15/16 anos, skate na mão, cabelo à foda-se (não há outra maneira de o dizer), senta-se num banquinho á saída do supermercado a comer uma sandocha e manda o talão para o chão. Aquilo mesmo à minha frente... Não me contive, saí do carro, peguei no papel e, como o meu ar mais calmo, disse :"É só par tu veres que não custa nada deitar o papel no lixo" e coloquei o dito, num balde a 2 metros (sim, eu disse DOIS metros) do menino. Menino este, que ficou a olhar para mim, sem abrir a boca (ao menos sabia que falar de boca cheia é feio) com um ar meio envergonhado, meio chateado

Regressei ao carro, com sensação de missão cumprida e, com a certeza, que o meu pequeno Diogo começa desde cedo a aprender com o exemplo.

(apesar dele estar a dormir profundamente no banco de trás)

Quero TAAANTOOOO #2

Mas talvez fosse doce demais...