Ontem o dia, que estava planeado ser maravilhoso, foi mau.
Estava frio onde não era suposto, houve sonos fora dos planos e eu fiz birra. Amuei como se amua aos 5 anos, mas também aos 30. Fiquei fula, danada, trinquei os dedos até ficar com sangue em alguns deles. Falei torto, não respondi a perguntas. A frustração tomou conta de mim e não a soube mandar embora a tempo e horas. E depois, tu não me fizeste a vontade. Era o mínimo, era fazer-me uma porcaria duma vontade de ir almoçar áquele restaurante. Então amuei mais ainda, mais birra. Só me faltou bater com o pé, mas tive vergonha, Chorei por detrás dos óculos de sol que nem tirei no elevador!
Passei a tarde de cara amarrada, contrariada, não me apeteceu estudar. Que fula que fiquei!
Mas porque tinha de estar frio? Mas porque tinha ele de dormir quando era suposto estar acordado? Mas porque é que não fomos onde eu queria?
Mas porque não soube eu ultrapassar isso e fazer o que me pediste?
Assinei, há quase um ano atrás, que o faria e não o fiz. Não te disse aquilo que o papel pediu! Pois digo agora, porque estamos sempre a tempo de nos emendar... A ordem é aleatória
os beijos
os olhos sérios e convictos
a responsabilidade
a segurança
a certeza em tudo o que fazes
a honestidade
o sentido de humor parvo
a intensidade
o romantismo sempre
as surpresas
a seriedade
a amizade
as promessas
a falsa dureza
a persistência em me conquistares
o tinteiro da impressora
o sentido de família
as tuas inseguranças
o achares que eu sou fantástica, bonita, inteligente e que consigo sempre tudo, que faço tudo muito bem, desde a escrita à dança.
e os beijos
(é possível que não gostes que eu tenha escrito isto aqui, mas estava lançada e não resisti)






