terça-feira, 3 de abril de 2012

Sobre a arte

Foi-me oferecido pela Ana, (há séculos e séculos atrás), este selo com a implícita missão de falar sobre arte. Pouco percebo ou entendo sobre arte, mas para mim, arte é a capacidade de fazer algo que está fora do alcance do comum mortal e, com isso fazer pensar, sonhar, refletir, chorar, rir , talvez até invejar. Assim, é arte um quadro de Picasso ou Goya, como o é uma finta do Messi. Porque, por mais que qualquer um de nós passe anos a praticar, a treinar com afinco, a estudar, nunca seremos capazes de fazer igual.

No que toca às artes plásticas, sou pessoa com largo défice e, o trabalho manual é coisa que não me assiste. Não tenho jeito para desenho, para pintura (nem a dos olhos), escultura ou outras que tais. O meu pensamento abstracto é foleiro e a minha capacidade de transpor para imagem sentimentos ou ideias é reduzida. No entanto safo-me bem no Pictionary, mas duvido que alguém considere arte o desenho dum elefante a que todos aplidaram de "mochila". Adiante.

Se pudesse escolher uma arte para mim seria, sem dúvida, a da representação. Fiz Teatro durante 3 anos e deu-me um gozo imenso, deixou-me saudades e pena de não ter explorado mais esse meu lado. Gostava dos ensaios, da escolha da caracterização das nossas personagens, dos nervos antes de cada representação, mas gostava ainda mais do "durante", dos risos que suscitávamos e das palmas no final. Tivesse eu investido na minha formação e, em vez de estar num consultório, estaria nos Morangos com Açucar. Uma peninha mesmo...

O meu bebé

Há um ano atrás o meu pequeno era, efectivamente, pequeno, como se vê pela foto. Mamava de 2 em 2h de noite, ficávamos juntos na cama até ao meio dia, dava os seus primeiros sorrisos, era indefeso, gostava de dormir no colo, fazia cocós até aos ombros...


... e agora já anda!


Não sei se estava preparada para isto!


O meu bebé, que há um ano atrás se perdia entre os braços, já anda, já sobe e desce escorregas, já sobe e desce lanços de escadas, já sabe descer sozinho do sofá e ás vezes quer comer sozinho. O meu bebé cresce e, na minha cabeça ecoam todas as vozes que diziam: "aproveita, eles crescem tão depressa, passa tão rápido".


O meu bebé!

segunda-feira, 2 de abril de 2012

O robot escravo



A pobrezinha deve estar prestes a pedir-me a reforma antecipada. Depois deste fim de semana em que trabalhou como uma moura (o que eu discordo desta expressão!!!), ou pede para trocar de dona ou finge que se avaria só para ter descanso. É que só lhe faltou lavar a loiçinha!!

A bichinha fez 2 tortas de merengue, bateu 2 pacotes de natas, fez a sopa do Diogo, ovos moles, bom-bons de chocolate negro recheados com os ovos moles no sabado e mais uma remessa no domingo, fez limonada, fez 2 fornadas de bolachas de chocolate com frutos secos e aveia e ainda teve de levar com uma sopa de peixe para terminar o domingo em beleza.

O que seria de mim sem ela?

domingo, 1 de abril de 2012

Letras de livros #2

"... mas deixou-se levar pela sua convicção de que os seres humanos não nascem para sempre o dia em que as suas mães os dão à luz, mas que a vida os obriga uma e outra vez ainda a parirem-se a si mesmos."


in O Amor nos Tempos de Cólera de Gabriel García Márquez

Apetece-me entrar pela televisão dentro #5

Quando a senhora fechione do "Doutor preciso de ajusa" (ou qualquer coisa deste género) fala desta fora acerca duns sapatos (horrendos por sinal)


"Não achaste eles super confortáveis?"


Detesto ver senhoras bem vestidas a falar como o Jorge Jesus

Blhec

Pintei as unhas desta cor, vê-se mal, mas é a minha cor favorita: verde tropa.

Mas não sei o que me parece.

Quer dizer, até sei. Parece que o meu filho teve um dessarranjo intestinal mesmo em cima das minhas nails. Até me dá um certo engodo quando olho para as mãos.

No entanto, pretendo aguentar até ao final do dia, que isto de se ser fechione exige sacrifício.

sábado, 31 de março de 2012

Gosto

"... de dormir na praia ao fim da tarde. ... de gelado com sabor a frutas. ... de tomar banho de mangueira. ... de ouvir música alto quando ando sozinha de carro. ... de azul turquesa. ... do sinal que tenho no canto inferior esquerdo da barriga. ... de bolinhos de tapioca com gelado de canela, feitos pela baiana da Praia do Forte. ... de escrever com canetas de ponta fina. ... de pegar em bebés ao colo e sentir aquele cheirinho bom. ... de estrelas. ... de gatos de madeira. ... de pessoas que me fazem rir. ... do angulo da mandíbula do Vítor Baía. ... de dançar. ... do cheiro a relva cortada. ... de festinhas nos braços, nas costas, na cabeça. ... de sumo de limão com pouquinho açucar. ... de ser criançola. ... de dizer palavrões quando estou no estádio. ... de andar descalça. ... de acordar sem despertador. ... de chá de menta. ... de beijos na boca. ... de jogar conversa fora com as minhas amigas. ... das minhas amigas. ... de dias de chuva torrencial enquanto fico deitada no sofá, à lareira. ... da minha almofada de penas. ... conhecer pessoas novas e criar cumplicidades. ... da música “Fade” dos Solu Music. ... de falar e rir sozinha. ... do ronronar dos gatos. ... de untar as formas dos bolos com a mão. ... que gostem de mim. ... de fazer caras feias, tipo porquinho ou gato assanhado, quando tiram fotografias. ... do sentido de humor da minha irmã. ... de acordar a meio da noite e ver que ainda falta muito para tocar o despertador. ... de encontrar pessoas que não estava à espera. ... de comer nabo e cenoura crus. ... de dar beijinhos no pescoço da minha avó e vê-la toda arrepiada e a rir. ... dos golos do Porto. ... de fins de tarde em Setembro. ... do cheiro, do sabor e da cor das melancias. ... de ler. ... de ter aprendido a pedir desculpa. ... das sobrancelhas do Ricardo Pereira. ... do filme “Green mile”. ... de comer brigadeiro de panela. ... de estar com pessoas mais novas. ... de ter razão. ... de calças de ganga de cinta muito descida. ... de fazer amor de manhã. ... de saber as letras das músicas. ... de caipirinha de coco feita pela mulher do Papada. ... de pessoas com paciência. ... de surpresas. "

8 de Abril de 2006


Post resgatado das "Palavras de Mentes" por, na altura, ser o preferido do então meu namorado. Por várias vezes, ao longo destes anos, me falou de como gostou deste post. E para ele, aqui está!

Qualquer dia faço uma nova edição.

Bom fim de semana....sempre de braços abertos!

sexta-feira, 30 de março de 2012

Apetece-me entrar pela televisão dentro #4





Quando oiço a voz deste bicho. E, cá em casa, não há nada melhor para a criatura pequena do que o Mickey! Seja em imagens, em peluche que dança, em mega peluche maior do que ele, em livros com vozes...



Aguenta Ana, aguenta...

Questões para lá de pertinentes #2

Porque é que passamos a semana inteirinha com um sol maravilhoso, um calor bom e um vento que até apetece e, as previsões para o fim de semana são de nuvens, baixa de temperatura e chuva?

Porquê?

Porquê?

quinta-feira, 29 de março de 2012

Ora dá cá um! Ora dá cá outro! E depois mais um, que só dois é pouco!







Escrevo para não ir lá

Está, desde há 30 minutos, uma Mãe e seu filho de, aproximadamente, 12-15 meses, na sala de espera. A mãe não brinca nem conversa com ele, nem uma única vez, nem uma música, nem um passeio, nada. O pequeno está sentado no colo e a senhora exige que ele fique quieto, que se sente direito no colo, que não deixe cair o brinquedo ao chão, sob a ameaça, constante de "levar tau tau". O rapazito chora, choraminga e conforma-se depois de ouvir um "és memso chorão".

Não é nada comigo, não é minha utente, nunca a vi mais gorda, mas, se eu fosse dada a responder aos meus impulsos, já lá estava na sala de espera, a dizer àquela senhora que o filho era um santo por não estar aos berros de impaciência, que brincar com o menino ajuda a passar o tempo, falar com ele com meiguice não lhe traz nenhuma doença e passear com ele pelos corredores também não lhe vai causar danos.

E penso que, aqueles livros que tenho em cima da mesa de cabeceira, deveriam ser de leitura obrigatória, nem que fosse assim por alto, para certas e determinadas pessoas que um dia decidiram parar de tomar a pílula. Bem sei que o comportamento desta senhora não é a coisa mais grave deste mundo, mas acredito que também há "violência" na omissão, no desprezo (talvez este termo seja muito forte, mas não me ocorre outro melhor) e na falta de cuidados com amor.

Vozes de um consultório que é meu #2



Considero-me bastante tolerante e compreensiva com os meus doentes, mesmo quando ouço coisas do arco da velha. Nunca tive, nem terei, por hábito dar sermões ou puxões de orelhas e tento sempre fugir da postura paternalista.

Mas há uma coisa que me tira verdadeiramente do sério e, regra geral, sai-me uma resposta mais séria e mais torta. Quando ouço os paizinhos, em plena consulta de Saúde Infantil a ameaçar os filhos:


"Ou te portas bem ou a Senhora Doutora dá-te uma pica"

A sério? Isso acalma de imediato as criancinhas, como podem imaginar e, da próxima vez que vierem à consulta, choram logo à porta do Centro de Saúde. E que tal se eu lhe desse uma pica a si? E se for no meio do cérebro, pode ser?



"Ou paras de mexer em tudo ou a Senhora Doutora dá-te tau tau"

Nada como apaziguar todos os medos das criancinhas, daquela estranha que os despe e lhes toca no corpo com instrumentos metálicos e frios (leia-se estetoscópio), com a ameaça dum enxerto de porrada dado pela mesma! A inteligência é coisa que não assiste a certos pais. A minha vontade, que obviamente contrario, é perguntar se, em vez de bater na criancinha, posso dar duas chapadas ao papá e à mamã, para ver se ficam calados ou se apenas abrem a boca para dizer coisas que realmente acalmem os seus filhos.

Letras de livros #1

"Sem escolhas não há opções. Sem opções não há liberdade. Sem liberdade não há responsabilidade individual. Sem responsabilidade não há comportamente assertivos, solidariedade, empatia e tantas outras coisas que desejamos para os nosso filho."





in O Grande Livro dos Medos e das Birras de Mário Cordeiro


O meu novo local de trabalho tem 3 pisos.

O meu consultório é no terceiro!

Há elevador.

E, eu juro solenemente, que só em caso de extrema emergência é que lá ponho os pés.

terça-feira, 27 de março de 2012

Vou ter saudades

E esta deixa de ser uma das muitas imagens que vejo a caminho do trabalho. Alpendorada não é mais o meu (longínquo) destino de todas as manhãs. Uns 56kms que me habituei a fazer de bom grado mas que agora terminaram.

Será sempre com saudade e profundo agradecimento que irei recordar aqueles médicos que tratam pessoas e não doenças, aqueles enfermeiros dinâmicos e sempre empenhados, os administrativos que não viram a cara ao trabalho e têm sempre um sorriso para dar, o segurança que animava os nossos almoços e as auxiliares que tão bem cuidam de todos.

E no meu coração vão todos aqueles a quem prestei cuidados (melhor ou pior), uns com um espaço maior que outros, mas todos irão um pouco comigo.

Alpendorada foi a minha casa durante 4 anos e, nas casas moram famílias!

sábado, 24 de março de 2012

Vozes de um consultório que é meu #1

Conheci a M. logo no início da minha especialidade: olhos verdes, sotaque inconfundível, menos 2 ou 3 anos do que eu, trabalhava numa fábrica téxtil. Muito perguntadora, gostava de se informar, ansiosa q.b. Muitas vezes recorreu à nossa consulta por problemas diversos, maioritariamente do foro ginecológico e, poucas foram as vezes que lhe conseguimos dar o alívio que gostaríamos, infelizmente.


Engravidou e pouco tempo depois, teve um aborto espontâneo. Nada de preocupante, para nós comuns médicos, porque sabemos que a Natureza faz o seu melhor na grande maioria das vezes, mas uma tristeza enorme para a M. e um medo ainda maior de uma próxima gravidez que andou a adiar. Depois de tantas conversas, lá se convenceu que a probabilidade de voltar a acontecer era mínima e, pouco tempo depois engravidou.


Viveu o primeiro trimestre em sobressalto, achamos mesmo melhor que ficasse em casa durante umas semanas para que andasse calma (longe das incompatibilidades que trazia com os patrões) e, depois dos 3 meses passados voltou ao trabalho. No entanto, aquela ansiedade pequenina nunca a largou e, achamos que seria bom para ela e para o seu bebé, que fizesse preparação para o parto e, isso implicou, que no final da sua gravidez retornasse a casa.


A filha da M. nasceu, o parto correu bem e a M. estava feliz.


Começaram as febres, uma bronquiolite aqui e ali, e uma virose ou outra com noites passadas no hospital. Acompanhei de perto uma boa parte destes processos e depois, em Dezembro, enfiei-me em casa para estudar.


Quando, no início de Março regressei, o novo interno contou-me do internamento de uma utente que, pela descrição, era a M.


Um surto psicótico causado por uma depressão pós parto leve que se arrastou... A M. foi a uma consulta aberta pedir ajuda, que só pensava em morte, que não acreditava que a sua Mãe (que mora longe) estivesse viva, que via sangue e que imaginava a sua filha morta. Frase de alerta, de perigo eminente e, nesse mesmo instante, a M. foi de ambulância para o Hospital a fim de ser internada.


Na semana passada voltei a vê-la. Disse sentir-se melhor, pensava em morte de vez em quando, mas conseguia rapidamente afastar esses pensamentos da sua cabeça. Disse que teve de mentir para se vir embora do hospital, porque o ambiente daquela enfermaria lhe estava a fazer pior e não a quiseram transferir. Disse que sentia a alma vazia e o coração cinzento, enquanto os olhos se enchiam de água, mas as lágrimas não caíam. Disse que nada lhe trazia alegria e que não conseguia sentir prazer em nada do que antes gostava de fazer.


E disse que, o pior de tudo, era a culpa. A culpa por não estar capaz de cuidar da sua filha, a culpa porque nos dias anteriores ao seu internamento ohava para ela e não sentia amor, a culpa por durante aqueles 15 dias que esteve internada, ter sido outra pessoa a cuidar da sua pequena e não ela, a culpa por, neste momento não estar capaz de lhe dar tudo o que ela precisa...


E, enquanto a M. falava, o meu coração ia gradualmente apertando e, acho que também eu fiquei com os olhos em água. Deu-me uma pena imensa da M., que tanto gosto, e imaginei mesmo o que tudo aquilo lhe estava a custar. Ouvi-la dizer que, em 15 dias, se perde tanto de um filho e, que a maior alegria dela tinha sido no dia em que chegou a casa a filha ter começado a andar, a médica que há em mim, fugiu para longe e vim eu, a Ana Mãe, que lhe deu a mão, respirou fundo para se conter e lhe garantiu que a entendia, que tudo o que ela tinha sentido era normal, que não conheço uma só Mãe que não passe por horas e dias de culpa e que, na grande maioria das vezes, sem motivo nenhum.


A M., que não tem mais que o 9º ano, descreveu-me a Depressão melhor do que qualquer compêndio de psiquiatria, falou de uma forma tão clara e elucidativa ao mesmo tempo que aqueles grandes olhos verdes não diziam nada. A M. tem um longo caminho pela frente e eu, infelizmente, não vou lá estar para a acompanhar, para conversar um bocadinho mais com ela, para ler tudo aquilo que lhe pedi que escrevesse, para lhe garantir que a sua filha se sente amada e que, no futuro, não se vai lembrar de nada.


E, para a M., que desde sexta feira não é mais minha utente, ficam as saudades que vou ter e um carinho e respeito enorme por tudo o que passou (e ainda há-de passar)


quinta-feira, 15 de março de 2012

E, na semana passada, aconteceu-me a maior injustiça da minha vida. Senti-a como se sente uma dor leve, uma moedeira que fica a remoer-nos a cabeça, a barriga ou os ossos durante todo o tempo. E foi assim o meu exame de final de especialidade.

Termino a especialidade do meu coração, à qual dediquei os meus últimos 4 anos, com uma porcaria duma nota. Diz, quem não sabe e não é da área que a nota é bem boa, mas essa nota "bem boa" faz-me ficar no lugar 31 de 35! Faz-me diferença em termos práticos? Não. Mas faz-me diferença no orgulho, no meu e no daqueles que contribuiram para a minha formação, que tanta coisa me ensinaram em 4 anos, que tantas vezes depositaram em mim uma confiança total.

Tenho o meu exame todo decoradinho, de uma ponta a outra, cada frase, cara expressão facial, cada pergunta e, anexada a toda essa memória está a sensação de injustiça.

Injusto porque não reflete o que sei, o que fiz e a dedicação com que o fiz. Injusto por cotações estranhas e por perguntas parvas que em nada se relacionam com o dia a dia. Injusto pelas palavras finais de "condolências" falsas, pela postura de "ai não estamos aqui para prejudicar niguém..." conjugada depois com perguntas descabidas...

Depois de tantas vezes contar o meu exame de trás para a frente, ouvi outras tantas "sabes, um nome ás vezes prejudica", "muita gente acha que passaste a vida com cunhas e nunca tiveste de te esforçar muito", "a inveja ás vezes é assim". Ouvi isto de gente da área e fora dela, novos e mais velhos, homens e mulheres.

Lamento, mas não acredito. Não concebo a vida assim e, gosto de acreditar que os outros também não, especialmente aqueles outros que, em algum momento das suas vidas, possuem poder sobre a vida de alguém.

E, independentemente de tudo, o sabor a injustiça não me larga. Mas vai ficando, gradualmente mais suave, e para isso contribui aquilo e aqueles que verdadeiramente importam: os meus! A sensação de tristeza desparece momentaneamente quando ouvimos as pessoas com quem trabalhamos durante 4 anos, dizer: "Oh Doutora, esqueça isso, para nós continua a ser a melhor médica do Mundo", "Ana, podes ter a certeza que te escolheria como minha médica, a nossa opinião sobre ti não muda". E estas frases enchem-me o coração, especialmente a última, dita pelo "Chefe", homem com mais de 30 anos de profissão, sempre actualizado, um verdadeiro líder, um verdadeiro gestor de pessoas, uma referência como médico e Homem.

São os meus que importam, mas é também por eles que irei lutar um bocadinho mais!

sábado, 10 de março de 2012



E hoje faz um ano que as nossas vidas receberam um presente, que fomos desembrulhando ao longo de 12 maravilhosos meses!


Obrigado Diogo, por todos os teus sorrisos, os teus abraços meigos, as tuas conquistas diárias, as tuas aprendizagens e o amor que nos dás! Obrigado seres tão nosso!

Parabéns Filho!

segunda-feira, 5 de março de 2012

meu menino

Estava a remexer em fotos e, derreti a olhar para esta, que já leva com mais 5 meses em cima!

Estes olhos meigos enchem-me de... de... de qualquer coisa que não possui uma palavra que a defina. Sinto que respiro bem fundo quando vejo esta rosto doce, este olhar tão meigo e, ao mesmo tempo, tão curioso, tão malandro!

Este menino, que está quase a completar 1 ano, virou a minha vida do avesso da melhor maneira possível. Há 3 semanas que não me deixa dormir como preciso, mas é de madrugada que ganho forças com ele ao colo. As costas doem, a cabeça pesa, mas o coração sorri e sente-se mais do que cheio. Este amor que parece não saber parar de crescer, dá-me uma energia diferente, uma motivação superior e uma calma nas horas mais difíceis! Custa tanto este meu cansaço, mas custa bem mais saber que alguma coisa te perturba o sono, meu menino.

Meu menino, meu maravilhoso menino que teimas em crescer e absorver o mundo a uma velocidade que me impressiona, que me surpreende a cada dia com um gesto novo, um som! Oh, meu menino, o que eu desejo que mantenhas essa tua doçura, o teu sorriso apetrechado com uma sedutora covinha à direita, esses teus abraços fáceis! Tão fáceis, que até abraças bolas quando te peço e fazes aquele som delicioso: xiiiiiii!

E agora que fazes beicinho quando te digo "Não"? Cedo logo, derreto-me, abraço-te, beijo-te e, na loucura, até te repito o "não" só para ver a tua boquinha dobrar de novo. És tão lindo quando és mimalho, meu menino! E quando me abraças e me apertas com força? Chegas a agarrar-me os cabelos de tanta força que fazes para me apertar, como se eu pudesse fugir! Fosse eu louca...


Dás, todos os dias, um novo sentido á palavra "perfeição"!


E tudo isto a propósito daquela foto...