sexta-feira, 18 de janeiro de 2013


Janeiro 2011
29 semanas
Diogo no interior!


Janeiro 2013
23 semanas
Miguel no interior!


Letras de livros #9

"Eu era uma excelente mãe antes de ter filhos. era especialista nos motivos por que os outros pais tinham problemas com os filhos. Depois tive três meus."

(primeira frase do livro... presságio de bom senso)

in Como falar para as crianças ouvirem e ouvir para as crianças falarem de Adele Faber e Elaine Mazlish

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Sabes que a tua barriga é desproporcional ao tempo de gestação quando, na mesma semana, 3 utentes, com nova consulta agendada para Janeiro/Ferevereiro, te desejam
"uma boa horinha"

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Aleatoriedades minhas #8



Nunca consegui estudar em cafés ou sítios públicos. Tenho, já de mim, dificuldades de concentração e, os meus olhos fogem, com enorme facilidade, para as outras pessoas e arrastam a minha mente. Se há coisa que gosto em cafés é olhar, ver o que vestem, como falam uns com os outros, se se tocam, o que comem...
  Não é cusquice, é sociologia.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

A egoista que sou

Ponho-me a pensar no porquê de gostar de certas coisas e, apenas chego a uma conclusão: por puro egoismo.
Ora vejamos:
Adoro andar grávida, saber-me responsável por um filho que é nosso, mas que só eu protejo e alimento. Só eu o sinto, e mesmo que coloquem a mão na minha barriga, é em mim que ele mexe, é contra o meu corpo que o dele se empurra. Durante 9 meses, é só meu, digam o que disserem...
Adorei amamentar, fiz questão (e tive a sorte) de amamentar em exclusivo até praticamente aos 6 meses. Aqueles momentos eram só meus. O seu crescimento e sustento, durante aqueles meses apenas a mim cabiam, sentia aquela responsabilidade, e gozo confesso, de precisar de mim. Aquela dependêcia sabia-me a mel e terminou, algures nos 8 meses.
Sem intenção de tal, mas de forma natural (rima e é verdade), criou-se a rotina do deitar, comigo . Ora com a música, ora os livros, ou novamente as músicas que invento à sua escolha, a verdade, é que, de vez em quando, o pai quer "meter o bedelho" neste nosso momento e, sempre se ouve o Diogo: a mamã deita o menino! Não nego que gosto desta frase, mas resisto ao meu impulso de o roubar do colo do pai... Gosto de saber que sou a última a quem sente o cheiro, bem agarradinhos, no cadeirão, para duas ou três músicas, e depois na cama para os miminho nas costas e um "até amanhã filho-até amanhã mamã".
Se na gravidez e na mama não há como não ceder a este egoismo, em tudo o resto sou obrigada a virar altruista! Nada que não se consiga.
Sou só eu que sou assim?

Chegamos ao meio

E já se passaram outras 20 semanas, já se fez a ecografia morfológica, já se faz festas e conversas de barriga, já se sonha com o que vai acontecer daqui a outras 20.
E é verdade, verdadinha, quando dizem que não há duas gravidezes iguais. Sobram-me os enjoos e as dores de costas que, por esta altura, nas outras 20, já se tinham ido embora. Mas, felizmente, a balança agora é mais simpática e levo menos 3 kilos. Quer dizer, a balança mantém-se justa, eu é que ganhei juízo!
A barriga está imensa, as 2 meninas acima dela então, nem se fala... estão explosivas, e de cada vez que as vejo, só um pensamento me ocorre: Onde é que eu vou meter a subida do leite???

(atentem bem no volume da barriga na foto em baixo... e, sim, vamos a meio)

Diogo e o Mano



Na véspera de fazer o teste de gravidez, perguntei ao Diogo o que é que a mamã tinha na barriga, sendo que a sua resposta habitual era "um bigo", mas nessa noite disse-me "um bebé", em paralelo ao que costumava dizer quando falávamos da Tia Ju ou da Tia Pitú. O meu coração acelarou naquele momento e, na manhã seguinte, comprovamos que estava certo.
Poucas semanas se passaram (duas ou três), para que o Diogo me emocionasse, pela primeira vez, com o seu carinho pelo mano. Estava sentada no chão da cozinha, a falar ao telemóvel, enquanto o Diogo brincava à minha frente. De repente, vem até mim, levanta-me a camisola e fala para minha barriga: "Olá mano! Miminhos", enquanto me dava beijos e fazia festinhas. Não foi um gesto de imitação porque até à data ninguém o fizera, nunca lhe disse para o fazer e, aquele gesto derreteu-me por inteiro.
Raros são os dias em que o Diogo não me pergunta pelo mano Miguéu, especialmente se me vir de barriga de fora, inunda-me a barriga de beijos, miminhos, espeta a chupeta dele contra o meu umbigo, levanta-me os vestidos em qualquer sítio para ver o mano, oferece-lhe leitinho... Enfim, este meu filho não existe.
Raramente lhe falo do mano ou lhe peço beijos na barriga, raramente lhe lembro a existência dum bebé na minha barriga, mas ele está em constante lembrança.
Ontem, fomos à consulta e, ao chegar a casa, o Pedro disse-lhe que tinhamos ido ver o mano. Foi a loucura da informação! Não me chegam os dedos das mãos (nem dos pés), para contabilizar o número de vezes que o Diogo me perguntou pelo mano, me mexeu na barriga, me obrigou a levantar a camisola. Ele ficou confuso, perguntou-me outras tantas vezes "Mamã, onde viste o mano?" enquanto olhava para a minha barriga e apenas via um umbigo... Foi, sem dúvida, informação a mais para aquele carequinha!
Não tenho dúvidas que ele já percebeu o que se está a passar, que entende que, qualquer dia, o mano estará cá fora, tal como aconteceu com a prima Matilde, agora com um mês. E tive essa certeza com a seguinte situação: ao chegar a casa dos meus pais para o ir buscar, a minha mãe pergunta ao Diogo "Diz à mamã onde é que a Matilde bebe leitinho" e ele responde "Nas maminhas da Ju". Achei graça e resolvi perguntar: " e o mano, onde é que vai beber o leitinho?" ao que ele, rapidamente me responde "Nas maminhas da mamã".
Agora, só resta esperar, para ver se todo o mimo que dá à minha barriga será em dobro ou em triplo quando o Miguel estiver lá por casa... Sim, porque a minha dúvida é só mesmo quanto à quantidade e, nunca, quanto à sua existência!!

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

E desde há 2 semanas que já sinto o corpo do Miguel em movimento. Começou por ser só à noite, quando me deitava para dormir, colocava  a minha mão nesta imensa barriga e lá ia sentindo um gesto ou outro do meu "mais pequeno". Tudo suave, leve, bem bom de recordar...
E ontem o rapaz arrebitou durante a tarde e, enquanto dava as consultas, ia levando com pontapés e cambalhotas tropegas de quem se balança na água. Gosto tanto desta nova fase, em que, mesmo que eu me esqueça que ele ali está, levo logo uma "palmada interior" para me lembrar, e sei que pouco faltará para que deseje que fique quieto, só um bocadinho!

Curioso lembrar que, mesmo quando me queixava de mim mesma, como mãe negligente do seu segundo filho, o meu inconsciente não me deixava se-lo. Dei por mim, tantas e tantas vezes, em pequenos despertares nocturnos, daqueles que quase nem notamos, com as duas mãos sempre (sempre mesmo) pousadas sobre a barriga. Podia não tirar fotos à barriga, escrever posts ou mesmo pensar muito no Miguel durante o dia, mas mãos com mimo já ninguém lhe tira...

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Aleatoriedades minhas #7


Ao contrário da maior parte das pessoas que conheço, eu adoro o cheiro que as tangerinas e laranjas deixam nas mãos ao descascar.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Descubra as diferenças

ONTEM


HOJE


Sinto como se tivesse um filho novo. Já lhe perguntei imensas vezes: Quem és tu? e já me assustei quando o fui buscar à cama após o sono da tarde.
Umas vezes adoro, outras não tenho a certeza e, continuo sem saber se parece um homenzinho em ponto pequeno ou um rufia (apesar da foto de baixo não dar a entender).
O pai adorou, os avós estão confusos.
Enfim, é só cabelo e, tendo em conta o crescer do mesmo no último ano, palpita-me que em março estará igual à foto de cima. Vai uma aposta?

Um dia dos grandes


O dia começou cedo, com o rapaz a choramingar às 7 da manhã. Foi fácil de acalmar, voltou a adormecer, mas eu não. Levantei-me, morta de fome, e preparei umas deliciosas papas de aveia com passas e canela. Vesti uma roupa catita ( ou talvez não) e fui para o meu primeiro compromisso: Praça da Alegria- RTP com o objectivo de promover a Mala solidária da Rufel para a minha Make a Wish! E em modo Make a Wish me mantive, rumei ao IPO, para conversar, mais uma vez, com a simpática, mas tímida Vanessa. Saí feliz, porque já sei como tornar o desejo dela mais especial!
Almoço com o meu filho, mimos e beijos do costume. Roupa catita, também para ele, e fomos buscar a Tia Marta (pilauuuuuu) para rumarmos a Braga. A viagem foi carregada de música e, se antigamente, na nossa adolescência tardia, cantávamos Shakiras e ritmos semelhantes, agora é tempo do Balão do João, Parabéns e afins. Mudam as letras, mas a nossas vozes continuam a soar bem juntas, não é Tia Marta?
 A ideia era comprar uns botins de pele pretos na Zilian e saí de lá com uns de camurça azul marinho! Ser mulher tem destas maravilhas...  Nos entretantos, pequeno Diogo portou-se como um príncipe  tirou foto com o Pai Natal, deu-lhe beijos, andou de comboio, escolheu sapatos para a mamã e para a Marta (tão bom gosto que ele tem...) e bebeu leite e comeu pão como gente grande. E, o lanche fez-me pensar como está crescido: já não preciso sair de casa artilhada de almoços, lanches e lanchinhos. O rapaz está crescido e já se senta à mesa a comer como um rapazinho, escolhendo o seu próprio menú: "pão com mantêga e teitinho".
Centro de Braga, passeio a pé por entre lojas e restaurantes com pinta, ilimuniação de Natal maravilhosa que deixou mãe e filhos maravilhados (passo a repetição). O rapaz correu as ruas encantado com as "estrelas" e o fumo do assador de castanhas. Novo lanche na Spirito, agora tempo para aquecer o corpo com um Cinamon Latte e o meu rapaz deliciar-se com a "espuminha" do mesmo. 
Regresso a casa, ao som de música calma o Diogo adormece tranquilo, depois de me repetir vinte vezes a mesma pergunta. Chegamos a casa da avó e desperta, sono pequeno.
Terminamos o dia com mergulhos, jogos de bolas escondidas, bolinhas com o nariz e alguma ginástica para mim e, claro, choro para sair da piscina: Não qué mama, o Diogo qué nadá muito!

Gosto de dias assim, cheios ao  minuto, em que me deito cansada, mas satisfeita por horas tão cheias. Gosto de passear sem horas ou compromissos, de deitar conversa fora e perceber que tenho um filho crescido, simpático e que, também ele gosta do passeio. De cada vez que o colocava no carro a pergunta vinha rápido: ondi bamos mamã?
E

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Coisas que aprendi aqui


- A felicidade aprende-se, herda-se, treina-se, pratica-se e ensina-se;
- Sabem o que é que as pessoas felizes têm em comum: fortes e boas relações de amizade;
- O nosso cérebro só se encontra totalmente formado por volta dos 22 anos ( o que faz com que tenha uma tolerência de 9 meses para com a minha irmã);
- As birras do meu filho são (quase) todas do "andar de cima" e, aprendi a não negociar com terroristas! Trata-se portanto, dum rapaz emocionalmente inteligente, com bom controle das suas emoções e boa capacidade de resistencia à frustração, mas manipulador!
-Dar nome aos sentimentos ajuda os pequenos a entende-los e axpressa-los no futuro;
- Evitar o "não" que, ao que parece, desperta zonas maléficas do cérebro. Ou seja, em vez de andarmos metade do nosso dia: não faças isto", "não te quero aí",  trocamos por: "faz antes assim", "anda para aqui". Dizemos aquilo que queremos que façam, em vez de dizer o que não queremos que façam;
-Os rituais e as rotinas dão segurança, criam memórias, laços e sentimentos de pertença.
- A expressão "olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço" não podia ser mais desajustada no que toca a educação, a maneira mais forte de vincular comportamentos é por modelagem;
- Quando repetimos vezes sem conta a mesma ordem e os pequenos parecem que ganham uma surdez aguda, nada como baixar ao nível dos olhos e tocar (sim, tocar) e voltar a repetir a ordem - funciona!!!!!!
- Brincar é coisa séria e 15 minutos por dia (parece pouco, eu sei) fazem milagres. Mas não são 15 minutos quaisquer! São minutos de dedicação total, em que se desligam telemóveis, em que se faz a brincadeira à escolha da criança e não se pensa em mais nada. Brincar, brincar!
- Uma forma de estimular a criatividade dos filhos (e dos pais) é oferecer variedade de brincadeiras (eu disse brincadeiras, não brinquedos) e perceber quais funcionam, quais são do agrado e repetir. A melhor forma de não ficarmos às aranhas na hora, é antecipar e escolher, por exemplo, uma brincadeira para cada dia da semana;
-Não se educam crianças felizes se os pais não estão felizes. Deixar as culpas e os anseios do lado de fora da porta e, termos a capaciddae de nos permitir fazer aquilo que realmente gostamos e nos enche a alma- lembram-se da modelagem lá em cima? Seja correr, fazer dança, um curso ou uma formação... whatever!
- Bolas de praia são bem boas;
- Quando chegamos àquela fase do : Então o que fizeste hoje? Como correu o teu dia na escolinha? e a respostas não vão além de um: Nada de especial, Nada... Uma boa técnica é começarmos nós a falar do nosso dia, carregadas de entusiasmo. A tal da modelagem que falei.
- As birras fazem parte do crescimento, não se resolvem com berros ou palmadas e são momentos de puro descontrolo (estou a falar daquelas à séria, com direito a gritos e mergulhos para o chão) . Reconhecer que há ali uma impulsividade que lhes foge ao controlo torna tudo mais fácil de gerir, descemos ao nível deles e, com calma, tiramos os catraios do sítio da birra e, só depois da tempestade passar é que vale a pena conversar. Acima de tudo, as birras evitam-se não expondo os pequenos a situações de stress (supermercado com fome ao final do dia sem ter dormido a sesta =loucura assassina);
- A Magda, muito dificilmente atende o telefone depois das 20h;
-Somos humanos, erramos e reconhecemos e também aí estamos a ensinar;
-Consequências em vez de castigos. A consequência ensina e tem ligação directa com o acto, criando responsabilidade pelos próprios comportamentos.
- No Gallery Hostel fazem um bolo de maçã e canela para o coffe break delicioso.   Está-me a faltar alguma coisa Ana, Patrícia, Marta, Michele, Liliana, Rita? Magda, falei bem ou gaguejei?

Sabes que és uma pessoa antiga quando achas horrível tudo que é ecografia 3D e, durante a realização da mesma, te saem as seguintes frases para descrever o teu próprio filho:
-Credo, parece um feto de uma galinha, daqueles que estudei em Embriologia
- Ai! parece um filme de ficção científica, o meu filho parece um alien;
- Que horror, vou deitar esta foto fora porque parece uma caveirinha.

(mas depois não contem nada disto ao menino)
(não, a foto não é minha, gamei no google)

Cenas de Homens #6

Há cerca de mês e meio o Diogo lembrou-se de passar o nome das pessoas da família para diminutivos: mamazinha, papazinho, vovó Aninha e vovo Betinho, vovó Laidinha, Bininho e por aí fora. Um amor, uma dçura para os ouvidos... Foi então que decidiu transportar a ideia para quase tudo o resto: livrinho, o metrinho, o Popinho, oh que peninha... e por aí fora.
Meu rico marido, achou por bem ensina-lo a dizer: PAPAZÃO! E, enquanto o diz cerra os punhos e mexe energica e convictamente os braços, como quem dá um murro na mesa, para tornar a coisa mais máscula!!!
Isto durou uns dias e, quando perguntávamos ao Diogocomo s echamava a mamã e o papá, a resposta era: mamazinha e PAPAZÃO! E, pai macho, ficava orgulhoso!
Mas a essência doce e meiga do meu rapaz não aguentou mais e, agora é vê-lo chamar pela casa:
PAPAZÃOZINHO!

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Confissões duma segunda viagem


Há muito que me imagino como Mãe de muitos (leia-se 3 ou 4). Tenho um primeiro filho fácil e doce, sinto que ser Mãe é a coisa que faço melhor na vida,  ajudas não me faltam e amigas na mesma fase de vida (parecendo que não, facilita) e, todos estes factores juntos me incentivaram para o segundo.
E o segundo veio para a minha barriga... barriga que cresce e se faz notar a uma velocidade louca! E, como já falei aqui, com a barriga, crescem alguns medos, em nada semelhantes aos de uma primeira vez. Não sinto as ansiedades nas ecografias, nos exames e rastreios, não sinto medo de fazer este ou aquele esforço.
Eu, que sempre disse e repeti que amor de mãe não se divide e que, mesmo que toda a paixão que sinto pelo Diogo fosse para dividir por 3 ou 4, ainda dava muito, agora sinto medos de amor.
Medo de não amar igual, de forma tão intensa como amo o meu mais velho(!) Quando o abraço ou o deito, penso que o meu coração pode explodir e questiono-me como se vai aguentar a sentir isso em dobro. E será em dobro?
Assusto-me com o tal desleixo de que falei, da ausência de fotos a esta barriga (com excepção daquela acima) e com o medo que isso se reflita no fim dos 9 meses. Assusta-me não sentir a euforia de tantas primeiras vezes que já vivi e de as sentir como repetidas e não únicas, como deveria ser. Assusta-me não ter novamente paciência, nem vontade ou disponibilidade para um novo Projecto 365.
Medos de amor.
Em conversa com a  minha prima (mãe de 2 exactamente com a mesma diferença que os meus irão ter) ela perguntou-me se eu já tinha tido "sentimentos de culpa" em relação ao Diogo, se já me tinham ocorrido pensamentos de "mas o que é que eu lhe vou fazer?" e, curiosamente sinto tudo ao contrário. Sinto que vou dar o melhor presente possível ao Diogo (ainda que ele não o perceba logo), mas assusta-me não poder dar ao Miguel a mesma "exclusividade" que dei ao primeiro.
Depois de por os pés no chão, e a razão voltar a mim, sei que tudo não passam de medos sem lógica e lembro-me da "pontada de amor" que senti no peito ao ver este vídeo aqui, e logo me veio a emoção de ter um ser de meio metro no colo, a dar banho na shantala, o bem que me vai saber amamentar de novo e tudo que irei viver outra vez. Só de pensar em tudo isso o coração disparou, o que mostra que os primeiros parágrafos deste post não passam de devaneios...

(mães e pais de muitos façam-se ouvir)

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

.

Sexta a tarde.
Sesta da tarde com a mamã
A dada altura tenho uma cara macia e quente totalmente encostada à minha e um braço em cima da cabeça. Sobra-me pouco espaço para respirar, cabeça já fora da almofada e impossível dormir naquela posição. Mas não me mexo e, dificilmente, encontro lugar melhor no mundo.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Vozes dum consultório que é meu #5

Eu sou nova, ando nesta profissão há escassa meia dúzia de anos (já???), mas há coisas para as quais já não tenho ponta de paciência. A saber:

- Marmanjões e marmanjonas de 30 anos que pedem uma consulta aberta, entram na consultório e dizem que têm gripe porque estão com o nariz entupido. Minha gente, a minha vontade é perguntar: mas e veio aqui por causa dessa merda? Mas não digo, sou uma doutora educada. Faltar ao emprego por ter a porra do nariz a pingar umas dorzitas no corpo há 2 dias? Apetece logo passar Atarax de 6/6h para irem pingar para a cama.

- Paizinhos que ameaçam os filhos em plena consult:. se não paras quieto a doutora dá-te uma pica. Não, não dou picas, e trato logo de o dizer. Adoro gente que não tem autoridade sobre os pequenos e a atira para cima de mim.

- Mãezinhas que, insitem, em responder às questões que eu coloco directamente a adolescentes, não os deixando abrir a boca e acabam, a consulta a acusa-los de não serem responsáveis. Realy??

-Gente que come que nem alarves, fuma, não faz desporto, mas tem obrigatoriamennte que fazer umas análises todos os anos porque "preocupo-me muito com a minha saúde e tenho muito medo que não esteja tudo bem". Really?

- Mãezinhas e paizinhos que solicitam uma consulta aberta muito urgente porque a sua cria de 6/7 ou mais anos vomitou. E pergunto eu: quantas vezes? E respondem eles: uma vez. Really? E já estão com o rabo no centro de saúde porque o "bebé" vomitou uma vez??

E pronto, ficar no centro de saúde 12 horas dá nisto.... mas eu até sou uma tipa porreira!

Calendários do Advento


Desde que me lembro que, em casa dos meus pais, havia sempre este presente a 1 de Dezembro. Entretanto cresci, virei moça casadoira e já lá vão 4 Natais sem calendário para mim. No entanto, a minha irmã, com os seus 21 anos, vai receber este fim de semana, o seu calendário directamente em Espanha, onde se encontra em Erasmus! Lá porque está longe, não se rompe a tradição!!
Como gosto destes pequenos rituais, pensei iniciar este ano com o Diogo, mas surge um problema: o rapaz não gosta de "chocolata" e a magia da coisa é terminar o dia com alguma coisa que nos sabe bem e nos conforta. Assim sendo, estou seriamente a pensar construir um calendário para o Diogo com... azeitonas!

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Ele é #4

SORTUDO

(os 4 avós enfiados na casinha!!!)

Não é uma característica de personalidade que o define, mas é uma circunstância da vida que, de certeza,  o vai marcar para sempre. O Diogo tem 4 avós sempre disponíveis, que alimentam, vão ao paqrue, cantam, dançam, rebolam no chão (literalmente), ficam suados e de rastos por correrem com ele. Tem 4 tios e tias que o adoram, que lhe fazem as vontades, as palhaçadas, que rebolam no chão (literalmente), que o visistam, que ficam tristes e com medo de ser esquecidos quando não podem estar mais vezes. Tem a Mina que o acha um pequeno génio, que diz, constantemente que nunca viu menino igual, que dá gargalhadas com todas as suas habilidades, que lhe ensina todo um novo vocabulário, que rebola no chão (literalmente), que se enfia com ele na casinha e faz "a quinta" com todos os animaizinhos. Tem a Tia Paminha (Carminha para a restante familia) que o leva a andar de metro e autocarro todas as quintas feiras, que trata da roupa dele antes de tudo o resto, que lhe canta e que rebola com ele no chão (literalmente).
E estas são as pessoas dele do dia a dia.
 Depois tem uma madrinha maluca (que também é minha) que o ensina a regar, a plantar ervinha, a dar comida aos gatos, a lavar paninhos no tanque  e a varrer o pátio (dito assim até soa a exploração), que lhe faz palhaçadas, que lhe ensina regras, que o acha sempre capaz de mais e que rebola com ele no chão (literalmente). Tem um padrinho que ele adora, que fala com ele como fala com qualquer um de nós, que lhe faz as vontades quando a madrinha diz que não e se ri ainda por cima e que, se preciso for, rebola com ele no chão (literalmente).
E tem todos os amigos do pai e da mãe que o adoram, que perguntam por ele quando não vem, que brincam, que tomam conta quando precisamos, que gostam de falar com ele ao telefone, que o fazem rir e que, basta pedir, para rebolarem com ele no chão.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Mães de meninos

"Moms of Boys


Most moms would do anything to enhance their child’s quality of life. Even with this great level of devotion, many moms of boys admit raising boys is both a joy and a challenge. As a mom of three boys, I have learned - boys love to make messes, run, climb, swing, make loud noises, tease siblings, laugh, and challenge rules. But what do boys really need from moms? Research is now proving, what most of us already know, that boys need moms in order to grow into healthy, well-adjusted men.

According to William Pollack, Ph.D., “Far from making boys weaker, the love of a mother can and does actually make boys stronger, emotionally, and psychologically. Far from making boys dependent, the base of safety a loving mother can create...provides a boy with the courage to explore the outside world. But most important, far from making a boy act in ‘girl-like’ ways, a loving mother actually plays an integral role in helping a boy develop his masculinity.”

New brain imaging research shows how important it is that moms of boys regularly hug, hold, and nurture their boys. This research has found that the amount of nurturing a child receives from his or her mother early in life may lead to a larger hippocampus (the area of the brain responsible for handling stress and building memory). Dr. Joan Luby, lead researcher of this study and psychiatrist at the Washington University School of Medicine in St. Louis said, “We can now say with confidence that the psychosocial environment has a material impact on the way the human brain develops.”

Moms of boys teach their sons the first lessons they learn about love, support, comfort, and trust. The bond boys have with their mothers can help them to be more successful in many different areas of life."


Nada como uma boa desculpa científica para entupir o meu rapaz de beijos e braços: filhinho, eu sei que a mãe é chata, mas estou apenas a desenvolver o teu hipocampo! Espero que isto resulte também na adolescência

Ele é #3

VAIDOSO

O meu menino adora vestir-se e ver ao espelho. Dizemos que está cheio de pinta, que está lindo e afins e faz, de imediato, aquele sorriso meio orgulhoso, meio envergonhado. É com a ajuda do espelho, que tenho no meu quarto que consigo que ele use aquilo que eu quero e que, inicialmente, ele resiste. Resultou para os chapéus e boinas no Verão, para os óculos de sol que exibia orgulhoso, para os lenços ao pescoço e, mais recentemente, com os gorros e chapéus mais quentinhos.
Sempre que a expressão "que pinta" é dita, ele fica feliz da vida e não se importa de vestir e despir.
A vaidade funciona igualmente bem com o "cheirinho", que é como quem diz, com os discos de algodão embebidos na 1ª Água da Uriage, com o secador de cabelo, com as havaianas que, inicialmente detestava, com a touca da piscina...
Enfim, vou ter outro igual ao paizinho cá em casa! (sorry pela denúncia)

Tenho uma amiga #12


Que fala com imensa paixão daquilo que faz e (também) por isso o trabalho lhe corre tão bem!