quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Para que serve o tempo dos relógios


Ando com estas palavras escritas na cabeça há mais dum mês, mas por isto ou por aquilo, não saem do sítio. Mas ontem, ao ler a sequência de posts da Ana (primeiro este e depois este) todas as ideias fizeram mais sentido e ganharam uma nova dimensão...
Vamos então aos factos...
Andava eu bastante preocupada, algures em Novembro e Dezembro com a dependência do Diogo a mim: a mamã veste, a mamã muda a fralda, a mamã deita, a mamã lê a história, a mamã era obrigatória para tudo e, quando não era eu, tinhamos berreiro na certa. E isto angustiava-me porque em Maio, este que agora não dá trabalho nenhum, estará cá fora, a precisar do meu tempo, da minha dedicação, do meu colo... Negar a um para dar a outro era coisa que me consumia, que me preocupava muito. Chamava a atenção ao Pedro, por vezes até lhe ralhava, que era urgente que investisse mais na relação com o Diogo para que a minha presença não fosse tão obrigatória, pressionava-o para isto e  para aquilo, com um medo latente do mês de maio e seguintes... E, em Janeiro chegam as férias no Brasil, calor, praia, piscina e eu com uma barrigaaaaaaa! Houve dias em que o cansaço me fez ficar em casa e não ir à praia, mas ia o Pedro com ele, as minhas brincadeiras com o Diogo na piscina eram mais calmas, mas as do pai eram mais malucas e divertidas. Chegámos a casa e, no final do dia, eu que, para além da mega barriga tenho o dobro das consultas, chego mais cansada e sem grande agilidade para correrias pela casa, para brincar aos cavalos e afins. E, de repente tudo muda e, para minha felicidade, já não sou tão ultra necessária para o seu bem estar. Continua apenas a imperativa necessidade de "a mamã deita", a "mamã lê" e "mamã canta o nana bem" e, isso parece-me justo...
E depois dos factos, a análise...
A verdade, é que o tempo serve para isto mesmo e, para que um dia após o outro nos acalme as angústias e, para nos mostrar que, quase tudo vai tendo solução. Não adiantam ansiedades e sofrimentos por antecipação, porque amanhã vai ser sempre diferente. Talvez seja por isto mesmo que, se houvem com frequência, pessoas mais velhas a dizer que não trocavam a serenidade dos 40 pela loucura dos 20. Estes pequenos acontecimentos (se formos capazes de os pensar assim) trazem calma para futuros medos e angústias e, acredito que isso não tenha preço. E os posts da Ana fizeram-me pensar nisto mesmo, que um dia acalma o anterior e nos ajuda a ver com outros olhos.
Gosto disto de ser uma menina crescida!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Dos sonhos que espero que não virem realidade

Esta noite, mais uma vez, sonhei com o nascimento do Miguel! Sonhei que aconteceu a 29 de Março, que ele tinha 2.900kg (o pararleismo numérico é muito bom) e que ao fim de 2 dias estávamos a vir para casa. Sonhei também que, nos primeiros 15 dias o Diogo o ignorou por completo.
Acordei confusa, incomodada e, só fazia contas às semanas que teria nessa data: 34!
Muito pouco, poucochinho, apesar de ter corrido tudo muito bem. Demorei para adormecer, fiquei com esta data a passear-me pelas ideias e com o medo de que isto se possa vir a tornar realidade.
Sei bem o porquê deste sonho (sou uma Freud em potência)... está relacionado, nada mais, na da menos, com o facto de me ter assustado ontem, quando me vi nua ao espelho. A minha barriga está gigante!!! Até o Pedro se assusta... À custa disto vou virar lord na minha casa e os esforços vão ser reduzidos ao mínimo e, assim sendo, frases como: Pedro, chega-me um copo de água, Pedro, pendura-me o casaco, Pedro, tira-me as botas, Pedro, blá blá bla... (Tadito!!)

A parte boa deste sonho, foi mesmo a alegria e amor que senti quando peguei no Miguel e, em sonhos, pensei que, ao contrário do que esperava, a emoção de ter um segundo filho nos braços era igualzinha à primeira vez!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Alegria é #5


 receber esta mensagem da minha filha:
"Há quem goste das mães, e há que não viva sem elas, eu sou a segunda opção! És o meu pilar , amo -te"
 
 
by Estela, a.k.a minha Madrinha, a.k.a. Madrinha do meu filho, a.k.a TITÉ

Alegria é #4


Um pão tigre com fiambre e um sumo de laranja natural saboreados no silêncio do sofá, numa manhã solarenga de Domingo

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Alegria é #3


Ver o meu filho a dançar... no carnaval ou num dia banal...
Sozinho ou acompanhado...
Com ou sem música...
Simplesmente porque gosta... simplesmente porque é feliz!
 
 
by Cindy

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Vozes dum consultório que é meu #6

E, no dia em que dizem ser aquele em que se celebra o amor, fui mensageira de um dos piores diagnósticos.
23 anos, simpático,  e, agora, com a doença que se transmite também pelo amor..
Faça quantos cursos fizer de "como dar más notícias" e, o murro que levei no estômago ninguém me tira. Olhei para aquelas análises durante segundos intermináveis, li cada letra ao pormenor, não fossem os meus olhos estar enganados...E não estavam.
Que grande merda. Apeteceu-me dizer isto ao B., mas não pude. Expliquei o que tinha a explicar, dei a resposta possível a todas as questões que me colocou, disse-lhe para aparecer quando quisesse, que hoje era muita informação para digerir. Fiz aquilo, que dizem que deve ser feito e, no entanto, a sensação de impotência é muito grande.
Gostei do B. logo na primeira consulta, há um mês atrás, falei dele em casa, a empatia foi mesmo imediata e fui eu que sugeri as análises "especiais" porque, segundo ele, nada havia a temer...
Que merda.
O B. não saiu com uma sentença de morte, como seria há uns 20 ou 30 anos atrás, mas saiu do consultório com um peso pesado que nunca o irá largar.

Não passou assim tanto tempo...

...e eu já não me lembrava como era tremenda a azia da gravidez.
...e eu já não me lembrava das noites de sono recortado, como descrevi aqui.
...e eu já não me lembrava de como o aumento progressivo de tamanho, com consequente diminuição progressiva da mobilidade, eram apenas uma forma da natureza nos treinar a paciência para o que aí vem.

E se eu já não me lembrava, só quer dizer que depois volto a esquecer!! E isso é bom!

Tudo o resto está maravilha!!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Alegria é #2



... algo tão simples como estrear uma echárpe nova (e linda, linda!) oferecida pela mamãe, por nenhuma ocasião especial, só porque sim, porque sabia que eu ia gostar.

by Macaca

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Alegria é #1


Os três, acabados de sair do banho (e por isso com muito pouca roupa) a dançar no quarto ao som de "eu quero Txu, eu quero txa, eu quero txutxatxutxatxatxa" enquanto damos valentes gargalhadas com os passos de dança do mais novo.

Pois que é Carnaval e, ao que consta, ninguém leva a mal.
Pois eu levo.
Levo a mal ter que acordar as 6.45h da madrugada manhã para vir trabalhar porque alguém achou que o país precisa de produtividade, de gente que trabalhe e que se faça muito dinheiro para deixarmos de ser uns pobrezinhos da Troika.
Pois muito bem... E ontem, muitos restaurantes tiveram mesas vazias porque os habituais grupos de amigos que se juntavam para brincar, viram metade dos seus membros obrigados a deitar cedo para trabalhar. Ontem muitos bares ficaram mais vazios porque terça era dia de trabalho. Ontem mais hoteis tiveram quartos vagos porque, como se trabalha, não dá para ir ver o Carnaval fora. E, goste-se ou não (NOT), cidades como Ovar, Mealhada, Torres Vedras e afins viram os seus lucros mais pequeneninos porque menos gente se desloca, menos gente que compra, que lancha aqui ou ali, que faz o dinheiro circular.
Porque portugueses não trabalham só nas fábricas, nas repartições públicas ou nos Centros de Saúde, também os há  a viver dos serviços e do turismo. E esses ficaram  a perder.
E, para que conste, estou há hora e meia sem ver um único utente... todos os marcados faltaram até então.

(primeiro e, provavelmente, último post reacionário-político-manifestante do blogue)

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Coisas que sim e coisas que não

A D. Magda "obrigou-me" a fazer uma listinha de 10 coisas qeu gosto e 10 coisas de que não gosto! Ainda pensei resgastar as que fiz no meu blog antiguinho, antiguinho (que nem deixa por o link dos posts) e que datam de Abril e Junho 2006... Continuo com os mesmos gostos e desgostos dede então, mas muita coisa mudou e, achei que a senhora merecia uma actualização. Ora atentem:

10 COISAS DE QUE GOSTO MUITO

1- do olhar meigo do meu filho e das meiguices constantes com que me inunda o coração;
2- da nossa casa;
3- de pessoas despachadas, bem dispostas e autênticas;
4- das minhas amigas de sempre e para sempre;
5- dos beijos do Pedro;
6- de estar grávida;
7- de fazer e comer sobremesas;
8- de acompanhar as gravidezes das minhas utentes e depois os seus bebés;
9- de viajar;
10- que gostem de mim!


10 COISAS DE QUE NÃO GOSTO NADA

1- acordar a meio da noite e demorar para adormecer;
2- ter frio nos pés;
3- pessoas que se vitimizam a cada instante;
4- bacalhau à espanhola;
5- burocracias e tudo o que envolva preencher papeis e formulários;
5- atrasos compridos;
6- os momentos de choraminguice pegada do Diogo;
7- piquinhices;
8- acordar cedo;
9- a azia da gravidez;
10- dos meus gémeos.

E porque isto não fica por aqui, passo a bola à Pitú, à Liliana e à Macaca!

Nova rúbrica para 2013

Não sei se isnpirada pela ideia da Mums the Boss, ou se simplesmente por coisas que acontecem, a verdade é que já ando há umas semanas para arrancar com esta nova rúbrica.

ALEGRIA É

Detalhes, músicas, momentos, ideias ou alucinações boas que devem ser registados. Coisas pequenas que me enchem o coração e os dias.
Mas não há melhor alegria do que aquela que é partilhada e, assim sendo, esta rúbrica não será só minha. Gostava de receber coisas que vos dão alegria, via email, para despois publicar, com os devidos créditos, claro está. Por isso, se hoje ficaste feliz com aquele bolo de chocolate, com os minutos a mais quentinha na cama, ou com aquele beijo bem bom manda-me um email (anapovoas81@gmail.com) e vamos alegrar-nos uns aos outros!


terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Perguntas importantes

"Depois de um dia de merda, é com essa pessoa que querem estar?


Depois de um dia cheio de alegrias, é essa pessoa que desejam abraçar?

Depois de um dia cheio de frustrações, o vosso desejo é desferirem golpes com a caçarola, ou cafeteira elétrica na tola dessa pessoa? Se sim, isso é bom, pois nós descarregamos naqueles que nos são mais importantes. É evidente que é uma cena profundamente injusta, uma vez que deveríamos descarregar naqueles que nos fazem a vida negra, mas enfim, há que aceitar as coisas como são e isto não sei se mudará algum dia.

Riem-se das mesmas idiotices, reparam nas pequenas cretinices em que mais ninguém repara e dividem a cerveja, quando há só uma mini no frigorífico?

Podia continuar aqui o dia inteiro e desbravar todo um futuro a elaborar testes de revistas femininas, mas se já chegaram até aqui com respostas positivas, esqueçam lá a merda que vos deixou furiosos, aquele pequeno detalhe de insensibilidade que vos feriu de morte a alma.

Se chegaram até aqui, acho que estão num nível bem promissor com quem divide o vosso espaço. Abram essa mini e celebrem."

Roubado, descaradamente, daqui


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Questões para lá de pertinentes #9

Qual é mesmo o objectivo dos foguetes?
 Não falo em fogo de artificio  mas sim naqueles estrondos que se ouvem (com frequência superior à desejada) nas manhãs de fim de semana desta terra. 
Para que servem?

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Ele é #5

MEDROSO

O meu rapaz é um cagarolas, com especial destaque para tudo que envolva barulho e com especialíssimo destaque para tudo o que envolva barulhos repentinos. Assusta-se com a campainha, com o papagaio, com um carro que passe por nós. Não gosta de grandes confusões, e muito menos quando a confusão inclui muitas crianças juntas que berram e choram e lutam por brinquedos e caem e voltam a chorar and so on...
O Diogo tem fases em que quer andar ao colo na rua, que se agarra as minhas pernas, que corre para mim quando se apercebe que um carro está a entrar na nossa garagem.
Desde há uns meses que fomos verbalizando o medo, fui dizendo que não faz mal ter medo, que a mamã e o papá ás vezes também têm, mas que estamos por perto e não deixamos que nada aconteça. À medida que foi verbalizando, as situações foram sendo menos frequentes, com excepção dos "ajuntamentos". De cada vez que lhe digo que temos uma festa deste ou daquela pessoa (e não são poucas as vezes que isso acontece) a primeira pergunta é: e vai ter baruio? Se digo que sim, começa logo uma choraminguice a dizer que não quer ir, que tem medo dos Parabéns e repete a pergunta vezes sem conta. Já chegamos a estar em festas, e o rapaz agarradoàs minhas pernas a pedir para ir para casa (a sério???) e, o que fui notando, é que, quanto mais seguidas eram as festas, pior o rapaz ficava... 
Foguetes então é o sonho para este rapaz... ainda eu não os ouvi e já está ele a correr para o meu colo a dizer: tem medo dos puguetes...
E isto às vezes dá-me voltas na cabeça, porque me questiono se ele é apenas medroso ou é mesmo inseguro. E claro, bate a questão típica: onde se falhou para que este rapaz não se sinta seguro e tenha sempre tanta atenção ao que o rodeia e uma noção exagerada daquilo que pode ser mau? 

Questões para lá de pertinentes #8


Para quando a invenção duns collants resistentes ao velcro da sapatilha infantil?
Juro, eu não ganho para meias...

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Infantários

Começamos esta semana a tratar das visitas a infantários para o Diogo e, obviamente, para o Pedro! Acordei com um nervoso miudinho, daqueles que sentimos quando sabemos que o dia vai ser importante.
Chegamos na hora do movimento, um rebuliço de pais e filhos que se despediam na sala de acolhimento. Deu-me um aperto, uma mini depressão intantanea só de me imaginar, em Setembro, naquele cenário. Patetice, eu sei... Até porque todos os dias me despeço dele e regresso no final do trabalho, mas aqueles instantes em que aguardávamos por quem nos acompanhasse na visita, lembraram-me que o rapaz está cada vez mais crescido, que um dia vai aprender a ler e escrever, vai trazer trabalhos de casa, marcações testes e exames... Enfim, angústias parvas!
Angústias que cedo se dissiparam durante a visita e, confesso, que passei o resto do dia a imaginá-los a brincar, no ginásio, nas actividades e, por momentos, desejei que o tempo pasasse rápido. Maluquinha esquizofrénica, é o que é!
A verdade é que adorei (adoramos) a visita do início ao fim. As salas amplas, todas com espaço exterior correspondente, os brinquedos maioritariamente feitos manuelamente, as salas cheias de cartão pintado, fantoches com rolos de papel, patchwork e muito poucos daqueles brinquedos que se compram. Gostei de todo o conceito, dos projectos que cada sala elabora, da flexibilidade dos mesmos, da tranquilidade que se respirava nos corredores, da segurança, da organização do espaço, das sanitas pequeninas... E depois encantei-me com alguns pormenores: máximo de 15 meninos na sala dos 2 anos (não é pouco, mas também não é multidão), a avaliação do comportamento diário, a partir dos 4 anos, é feita pelos próprios e não pelas educadoras, sessões, aos 4/5 anos daquilo a que chamam "Filosofia para crianças", em que, esporadicamente e consoante as necessidades da turma, se sentam para discutir temas importantes, como a chegada dum irmão, a morte dum familiar, etc..
Não sou, de todo, daquelas que iam adorar que o filho aos 4 anos já saiba escrever isto e aquilo e aos 5 já conheça os números e faça contas de somar e subtraiar, acredito que tudo tem o seu timing e, para mim, infantário é sinónimo de brincadeira, picotados, colagene s e plasticinas. e por tudo isto sempre olhei de lado quando me falavam em "projecto educativo". Preconceito e ignorancia minha... Pois bastou 1 hora d evisita e tudo aquilo fez sentido, o projecto era coerente, sem grandes ambições académicas, mas adaptado, fléxivel, era um projecto feliz!
A decisão não está tomada, mas está mesmo muito encaminhadinha...

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Cenas de Homens #7


O homem cá de casa é muito jeitoso a adormecer crianças. 
Não se lembra como adormeceram neste momento da foto, e tinham entrado no quarto 10 minutos antes de eu apanhar este cenário... e foram para brincar!
De referir também que é igualmente jeitoso a adormecer crianças in utero: pequeno Miguel mexe como um desalmado e ás vezes não me deixa adormecer com tanta correria que vai na minha barriga, mas o papá põe a mão e, para decsonsolo do próprio, o Miguel para de mexer e eu durmo.
Pronto, afinal ele é jeitoso a adormecer tudo e todos. O próprio inclusive.

E foram assim os primeiros dias de 2013







sexta-feira, 18 de janeiro de 2013


Janeiro 2011
29 semanas
Diogo no interior!


Janeiro 2013
23 semanas
Miguel no interior!


Letras de livros #9

"Eu era uma excelente mãe antes de ter filhos. era especialista nos motivos por que os outros pais tinham problemas com os filhos. Depois tive três meus."

(primeira frase do livro... presságio de bom senso)

in Como falar para as crianças ouvirem e ouvir para as crianças falarem de Adele Faber e Elaine Mazlish

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Sabes que a tua barriga é desproporcional ao tempo de gestação quando, na mesma semana, 3 utentes, com nova consulta agendada para Janeiro/Ferevereiro, te desejam
"uma boa horinha"