Ando com estas palavras escritas na cabeça há mais dum mês, mas por isto ou por aquilo, não saem do sítio. Mas ontem, ao ler a sequência de posts da Ana (primeiro este e depois este) todas as ideias fizeram mais sentido e ganharam uma nova dimensão...
Vamos então aos factos...
Andava eu bastante preocupada, algures em Novembro e Dezembro com a dependência do Diogo a mim: a mamã veste, a mamã muda a fralda, a mamã deita, a mamã lê a história, a mamã era obrigatória para tudo e, quando não era eu, tinhamos berreiro na certa. E isto angustiava-me porque em Maio, este que agora não dá trabalho nenhum, estará cá fora, a precisar do meu tempo, da minha dedicação, do meu colo... Negar a um para dar a outro era coisa que me consumia, que me preocupava muito. Chamava a atenção ao Pedro, por vezes até lhe ralhava, que era urgente que investisse mais na relação com o Diogo para que a minha presença não fosse tão obrigatória, pressionava-o para isto e para aquilo, com um medo latente do mês de maio e seguintes... E, em Janeiro chegam as férias no Brasil, calor, praia, piscina e eu com uma barrigaaaaaaa! Houve dias em que o cansaço me fez ficar em casa e não ir à praia, mas ia o Pedro com ele, as minhas brincadeiras com o Diogo na piscina eram mais calmas, mas as do pai eram mais malucas e divertidas. Chegámos a casa e, no final do dia, eu que, para além da mega barriga tenho o dobro das consultas, chego mais cansada e sem grande agilidade para correrias pela casa, para brincar aos cavalos e afins. E, de repente tudo muda e, para minha felicidade, já não sou tão ultra necessária para o seu bem estar. Continua apenas a imperativa necessidade de "a mamã deita", a "mamã lê" e "mamã canta o nana bem" e, isso parece-me justo...
E depois dos factos, a análise...
A verdade, é que o tempo serve para isto mesmo e, para que um dia após o outro nos acalme as angústias e, para nos mostrar que, quase tudo vai tendo solução. Não adiantam ansiedades e sofrimentos por antecipação, porque amanhã vai ser sempre diferente. Talvez seja por isto mesmo que, se houvem com frequência, pessoas mais velhas a dizer que não trocavam a serenidade dos 40 pela loucura dos 20. Estes pequenos acontecimentos (se formos capazes de os pensar assim) trazem calma para futuros medos e angústias e, acredito que isso não tenha preço. E os posts da Ana fizeram-me pensar nisto mesmo, que um dia acalma o anterior e nos ajuda a ver com outros olhos.
Gosto disto de ser uma menina crescida!














