segunda-feira, 25 de março de 2013

Obesidade fetal

Há uma semana fomos à nossa consulta das 32 semanas. O senhor doutor olhou para mim e nem boa tarde, nem boa noite. Saiu-se com um:
Isso é barriga de 32 semanas? Só? Ui... tu deves ter muito líquido amniótico. Vamos ver!
Barriguinha de fora e sonda na mesma, começam as medições e oiço: Txiii... não tens muito líquido, tens é muita criança!
Dois kilos e meio de gente às 32 semanas (fui fazer pesquisas ao blogue e descobri que este era o peso do Diogo às 35) e, senhor Doutor, mandou-me preparar para o texugo de 4kilos.
Ao nível dos "fashion kits" fico satisfeita, porque assim os 2 meses que separam o irmão serão imperceptíveis e toda a roupa será reutilizável!
Ao nível do parto eutócito fico mais apreensiva, por motivos anatomicamente óbvios!
Cheira-me que vamos ter menino para envergonhar o avô!

Children see, children do

E por isso, ontem depois da história, da música e dos miminhos, quando já estava de pé para sair do quarto para que dormisse, ouço:
- Mamã, beijinho!
Baixo-me, recebo um beijo lento, com direito a mãos à volta do pescoço e sou brindada com um:
- Mamã, amo-te!

Independentemente do tamanho do cliché, não há mesmo nada melhor na vida do que sentir este amor pequenino a manifestar-se a cada dia.

terça-feira, 19 de março de 2013

Aleatoriedades minhas #9


Detesto quando pessoas, que até nem me são próximas, insistem em falar demasiado perto, mesmo que à medida que a conversa segue, eu me vá, subtilmente, afastando.

(especial destaque para Delegados de informação médica. A sério que me querem enfiar os vossos produtos pela a cara a dentro?)

segunda-feira, 18 de março de 2013

Aos 2 anos...

festeja-se a dobrar: no dia com a família que a vida escolheu e, uma semana depois, com a família que nós (tão bem) escolhemos ao longo da vida!
e festeja-se a "dobrar em dobro" porque se partilha a alegria com o melhor amigo, com aquele que cresce e brinca ao nosso lado;
enche-se a casa com os doces mais bonitos, balões com uma foto por mês,  bolo do Mickey e outro dos Piratas, bandeirolas e bandeirinhas, pompons coloridos para que tudo combine com a alegria que se sente.
festeja-se até à última hora, até as costas doerem, o sono ser um monstro grande, mas o excitamento do dia ser muito, muito maior!
tiram-se e expõem-se fotos para que todos vejam como o nosso orgulho ultrapassa a maior das molduras.
vivem-se dias de azáfama, mas termina-se a festa com o sentido de "missão cumprida" porque quem nos acompanha nestes 2 anos também merece tudo de nós!

...

E aos 2 anos, o Diogo enche os pais e o mano de mimo sem pedir, de beijos e abraços porque sim! Porque é um menino sensível (para o bem e para o mal) e, sabe distinguir cada suspiro meu, perguntando se estou cansada, chateada ou triste, e nunca errando o palpite. E aos 2 anos o Diogo brinca tão bem sozinho, vendo fotos, alinhando os seus animais,montando puzzles, inventando histórias e diálogos maravilhosos, cantando músicas, mas é claramente mais feliz quando partilha as brincadeiras com os amigos que lhe vamos apresentando! Aos 2 anos o Diogo fala pelos cotovelos, questiona cada passo nosso (Onde vais? Onde fote? O que vais fazê? Já papaste tudo? Quem é ao tepóne? Tá bonita? O remédio pésta?...) Aos 2 anos, a criatividade dele espanta-nos a cada dia, com as letras de músicas que reinventa, com aquilo que diz que desenha, com as brincadeiras, com as actividades que me diz que fez ao longo do dia. Aos 2 anos, o Diogo decora letras de músicas como gente grande e gosta de as ouvir até à náusea (minha, note-se). Aos 2 anos o Diogo tem uma paixão enorme pelos avós e pelos tios e recebe esse amor em dobro a cada dia. Aos 2 anos é o maior sacana do mundo a  cada asneira que faz, pois termina sempre com uma cara de maior arrependimento, seguido de um ndesarmante "Cucupa mamã pela aneira". Aos 2 anos os brinquedos favoritos incluem, obrigatoriamente, animais e, nunca, se sai de casa com a mochilinha recheada com a sua extensa colecção, dando sempre prioridade aos cavalos. Aos 2 anos lê-se uma história antes de ir dormir, leio eu e depois lê ele exactamente a mesma, com prefência pelos livros pop-up e sempre com a ideia de que pode entrar por eles a dentro. Aos 2 anos devoram-se azeitonas, pepino, milho, ervilhas e pipocas,faz-se a maior cara de nojo ao chocolate e a praticamente tudo o que é doce (a quem sais tu meu filho?) mas come-se toda e qualquer comida sem problema d emaior. Aos 2 anos o Diogo adora fazer "macacadas" na cama dos pais, saltar, rebolar e levar com cócegas sem parar vindas do pai. Delira com o andar de metro e autocarro, actividade que se repete todas as quintas feiras. Aos 2 anos o Diogo dorme muito, com 11 horas nocturas e mais 3h divididas por 2 sestas ao longo do dia, sempre coma "pepé" e o Pópi. Aos 2 anos não se gosta do redutor e o pote também não parece que se vá tornar num bom amigo para breve.  Aos 2 anos o Diogo quer a independência, gosta e apertar os botões do pijama, de tirar o casaco sozinho, de ser ele a carregar no botão do elevador porque já é "muito gaaande", gosta de comer sozinho, de (tentar) calçar os sapatos, de (tentar) abrir a porta de casa com a chave, de ser ele a desligar os electrodomésticos quando apitam e de crescer até ao tecto!

Aos 2 anos emociona-nos a cada instante, enche-nos os dias de amor e duma felicidade que não se explica com as letras do alfabeto.


(prometo actualizar este post com fotos, o mais breve possível)

terça-feira, 12 de março de 2013

Ele é #6

MACAQUINHO DE IMITAÇÃO

Desde muito cedo que o Diogo gostava de nos imitar, dentro das suas possibilidades. Começou a falar muito cedo e, muito em parte à constante imitação que fazia dos adultos, porque dificilmente tínhamos uma conversa sem o "eco" repetir o que conseguia, conversas telefónicas idem aspas. Mas, ao contrário do que seria de pensar, o Diogo não era, nem é, uma "boa influência" para crianças mais novas ou que falem menos, pois basta meio segundo de convivência para o Diogo imitar os vocábulos ou sons que os outros pequenotes façam e isto pode durar uma tarde, ou umas férias inteiras.
Quando, emJjaneiro fomos para o Brasil, a minha amiga, mãe dum Lourenço com menos 6 meses, disse no aeroporto: este convívio vai ser muito bom para o Lourenço porque vai aprender a falar com o Diogo". Ahahahahahah, foi o que eu pensei, mas não disse. Pois meu rico filho, passou 10 dias a imitar o Lourenço em tudo, nas palavras, nos gestos, nas brincadeiras e, até nas quedas. Era ver o Lourenço cair, chorar por magoar a cabeça e, logo de seguida o Diogo atirava-se para o chão e punha as mãos à cabeça. Disse umas boas vezes para o Diogo: filho, tens de ser tu próprio!!!
O expoente máximo da sua macaquice de imitação é, obviamente com o Pedo pimo, o seu ídolo! O Pedro corre e bate com as mãos numa porta, o Diogo corre atrás e bate com as mãos na porta, o Pedro foge e rebola no chão, o Diogo segue e rebola no chão, o Pedro solta uma gargalhada e o Diogo solta a segunda!
Em casa vai imitando frases das  nossas conversas, os nossos gestos, as nossas posições... Adoro, quando me ponho de cócoras para estar ao nível dele e ele põe-se imediatamente na mesma posição e lá se vai o falar ao nível dos olhos. É também, quase impossível, ir no carro a falar ao telefone em voz alta e não ter o eco a repetir o que eu digo. Nem preciso dizer como se comporta o meu filho quando vamos ver os cavalos...
Nestes últimos tempos, desde que ando com os cds de músicas infantis no carro,  a imitação tem-lhe valido aprender, pelo menos, uma parte de quase todas as que gosta (são 3 cds com 20 músicas cada um... um suplício) porque noto, muitas e muitas vezes, que ele, baixinho vai repetindo exactamente o que ouve, ao ritmo da música e, quando já sabe canta a música alto.
Acredito que esta característica o ajude na fala, mas também seja uma forma de, naquela cabecinha, ser empático e agradar ao outro, fazendo o raciocínio : vês, eu sou igual a ti!!

segunda-feira, 11 de março de 2013

Entre tantas outras coisas da gravidez, adoro todo e qualquer movimento que sinto nesta minha barriga crescida e empinada. Gosto daqueles movimentos suaves, como quem dança para depois se aninhar todo a um dos lados, fazendo uma pressão louca e deixando a barriga torta. Gosto daqueles pontapés (ou murros) fortes, vigorosos e despachados que quase me fazem saltar da cadeira no meio das minhas horas de consulta. Gosto dos movimentos do diafragma, ou seja, dos soluços, que desfruto por uns bons minutos. Gosto daquelas mudanças ténues de posição, como uma "formiguinha" aqui e outra ali. Gosto daqueles movimentos que fazem tentar adivinhar a parte do corpo pela forma como os sinto. Gosto de o sentir bem aqui. E o Miguel faz-me essa vontade a toda a hora. É mexido, sem hora própria, sem qualquer relação com mais ou menos açucar que lhe dou e mexe, mexe, mexe. Incomparávelmente mais do que o irmão mais velho... Só espero que isto não signifique absolutamente nada!

É sabido que adoro fotos, sessões de fotos mais ou menos profissionais, auto-retratos e fotos colectivas, álbuns de fotos organizados são a minha mais recente paixão e, assim sendo, foi com uma alegria e um espanto que, ontem à noite, recebemos este "presente" no meu facebook! Eu, e o pai das crianças, olhámos para a foto uma boa meia dúzia de vezes, partilhamos em faceboks e instagrams e agora aqui!
Estou in love!!

quinta-feira, 7 de março de 2013

Mamã, ooiiaaaa

Presentes



No Domingo o Diogo faz 2 anos. 2 anos, caramba!! Será possível??
Adiante...
No primeiro aniversário do Diogo, que foi também baptizado, eu e o pai não lhe comprámos nenhum presente. Nenhum mesmo. Mas organizamos uma festa com todas as pessoas importantes para nós e que, sem dúvida, também têm sido importantes para ele.
Este ano vai ser diferente e, o Diogo vai ter um presente atípico dos pais: 3 albúns digitais de fotografias do seu primeiro ano de vida (não consegui terminar o segundo...). Ele adora ver fotografias de pessoas que conhece, todos os dias revira os albuns em casa dos meus pais, gosta de ver as fotos no iphone (praticamnete todas dele). Não é propriamente o melhor brinquedo do mundo, mas vai cumprir 2 funções importantes: primeiro, obrigou-me a mim a organizar o que estava em atraso e, segundo, e muuuuito mais importante, os albúns têm como objectivo o Diogo ver que passou por tudo o que o mano irá passar: dormir no bercinho no quarto dos pais, "beber leitinho nas maminhas da mama", como ele diz, tomar banho na shantala, andar de colo em colo... Enfim, queremos que ele veja como toda a história se repete com o mano.
Confesso que não tenho a mínima dúvida de que ele vai gostar e vai folherar até à exaustão E, para ainda me encher mais de razão, ontem chegaram outros 4 albúns que encomendei (fotos do meu casamento tiradas pelos amigos, 2 albúns da lua de mel, e o projecto 365+1) e, no espaço de meio dia, o Diogo viu os albúns 4 vezes! Sucesso garantido!!

quarta-feira, 6 de março de 2013

It´s a boy!


Das tantas vezes que respondi o que esperava e, me perguntavam de seguida (quando não sabiam) o que é que eu já tinha e se apercebiam que iria ter "cromo repetido", muitas coisas ouvi, entre elas:

- Oh que pena!
-Está triste por não ser uma menina?
- Agora tens de ir ao terceiro para ver se tens a menina...
- Lá se foi o casalinho!!

Ou não respondo, ou discordo de tudo, a cada letra e vírgula!
Quem me conhece há muitos anos, sabe que sempre me imaginei como mãe apenas de meninas, tinha já 2 nomes escolhidos e, apenas um para menino. Sempre me imaginei rodeada d elaços e cor de rosa, a pintar unhas e a vestir e despir Barbies.
Às 12 semanas de gravidez do Diogo, soube que vinha um rapaz e fiquei, genuinamente feliz, como, estou certa, teria ficado se fosse uma Beatriz. Quando, em Agosto soube que estava grávida, senti que novo rapaz estava a caminho e, quando se confirmou, novamente às 12 semanas, mais feliz fiquei. Juro, juro! E, se algum dia tiver um terceiro, ou mesmo um quarto filho, tenho a certeza que ficarei encantada se vier novamente um rapaz. Ser mãe de meninos é maravilhoso. Sou, oficialmnete, a rainha da casa e gosto!
Gosto de me imaginar, daqui a uns anos, a viver rodeada com 4 homens (um marido e 3 filhos, entenda-se!), a ser a menina da casa e, obrigatoriamente, mimada por todos!
Por isso, se tivermos um terceiro filho não será para tentar a menina, mas sim porque me agrada a ideia de muita gente à minha volta, do sofá cheio ao final do dia, da confusão e do tanto mimo que um filho nos dá!

terça-feira, 5 de março de 2013

Soluçando

O Miguel já tem soluços!
E isso deixa-me feliz, porque, tal como escrevi nesta altura, os soluços são sinal de desenvolvimento neurológico.
E eu gosto muito de ter filhos neurologicamnete desenvolvidos!

segunda-feira, 4 de março de 2013


E ontem à noite percebi que, esta mulher, é muito pouco sem estes 2 homens por perto!

Em resposta a este post, a minha prima Raquel respondeu-me isto:

"É claro que vai correr tudo bem!
Agora pergunto-te: e quando estás acordada, não pensas como eu pensava qd esperava o Diogo: "pouco provavél sair 1 coisa tão linda como o primeiro..."

E, a minha resposta é Não!!! eheheheh!
Ouço vezes sem conta que o Diogo é lindo e lindo e lindo e ás vezes questiono-me acerca da minha capacidade para analisar tal característica. Tenho plena noção de que não consigo ter uma opinião acerca da sua beleza, porque o acho imensamente maravilhoso e acho que isso não conta. Acho que nunca vi bebé (será que ainda posso dizer bebé?) tão perfeito, com olhos escuros mais profundos, com pestanas mais invejáveis, com boca mais desenhada, com bochechas mais beijáveis, com covinha á direita quando sorri que me derrete, com orelhas mais lindas (apesar duma ser torta), com pele mais suave  e cor de avelã.  Basicamente, sou quem menos pode opinar sobre tudo isto...
Mas confesso, penso muitas vezes: que saia uma coisinha tão meiga, tão conversadora, tão dorminhoca, tão boa de alimentar, tão meiga, tão fácil de lidar no dia a dia, tão bem disposta, e, não sei se já disse, tão meiga?



segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Alegria é #7

demorar-me um pouco mais à segunda-feira de manhã, tomar o pequeno almoço com calma, sentar-me a brincar com o pequeno e ouvir da sua boquinha, apesar de não ser verdade, "a mamã não vai trabalhar hoje". 


by Ana

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Alegria é #6


Deitar o pequeno e, ouvi-lo cantar comigo a sua música para dormir, ensinada pela avó.
"Nana, nana meu menino
que a mãezinha logo vem.
Foi lavar os teus paninhos
ao riinho de Belém"

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Para que serve o tempo dos relógios


Ando com estas palavras escritas na cabeça há mais dum mês, mas por isto ou por aquilo, não saem do sítio. Mas ontem, ao ler a sequência de posts da Ana (primeiro este e depois este) todas as ideias fizeram mais sentido e ganharam uma nova dimensão...
Vamos então aos factos...
Andava eu bastante preocupada, algures em Novembro e Dezembro com a dependência do Diogo a mim: a mamã veste, a mamã muda a fralda, a mamã deita, a mamã lê a história, a mamã era obrigatória para tudo e, quando não era eu, tinhamos berreiro na certa. E isto angustiava-me porque em Maio, este que agora não dá trabalho nenhum, estará cá fora, a precisar do meu tempo, da minha dedicação, do meu colo... Negar a um para dar a outro era coisa que me consumia, que me preocupava muito. Chamava a atenção ao Pedro, por vezes até lhe ralhava, que era urgente que investisse mais na relação com o Diogo para que a minha presença não fosse tão obrigatória, pressionava-o para isto e  para aquilo, com um medo latente do mês de maio e seguintes... E, em Janeiro chegam as férias no Brasil, calor, praia, piscina e eu com uma barrigaaaaaaa! Houve dias em que o cansaço me fez ficar em casa e não ir à praia, mas ia o Pedro com ele, as minhas brincadeiras com o Diogo na piscina eram mais calmas, mas as do pai eram mais malucas e divertidas. Chegámos a casa e, no final do dia, eu que, para além da mega barriga tenho o dobro das consultas, chego mais cansada e sem grande agilidade para correrias pela casa, para brincar aos cavalos e afins. E, de repente tudo muda e, para minha felicidade, já não sou tão ultra necessária para o seu bem estar. Continua apenas a imperativa necessidade de "a mamã deita", a "mamã lê" e "mamã canta o nana bem" e, isso parece-me justo...
E depois dos factos, a análise...
A verdade, é que o tempo serve para isto mesmo e, para que um dia após o outro nos acalme as angústias e, para nos mostrar que, quase tudo vai tendo solução. Não adiantam ansiedades e sofrimentos por antecipação, porque amanhã vai ser sempre diferente. Talvez seja por isto mesmo que, se houvem com frequência, pessoas mais velhas a dizer que não trocavam a serenidade dos 40 pela loucura dos 20. Estes pequenos acontecimentos (se formos capazes de os pensar assim) trazem calma para futuros medos e angústias e, acredito que isso não tenha preço. E os posts da Ana fizeram-me pensar nisto mesmo, que um dia acalma o anterior e nos ajuda a ver com outros olhos.
Gosto disto de ser uma menina crescida!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Dos sonhos que espero que não virem realidade

Esta noite, mais uma vez, sonhei com o nascimento do Miguel! Sonhei que aconteceu a 29 de Março, que ele tinha 2.900kg (o pararleismo numérico é muito bom) e que ao fim de 2 dias estávamos a vir para casa. Sonhei também que, nos primeiros 15 dias o Diogo o ignorou por completo.
Acordei confusa, incomodada e, só fazia contas às semanas que teria nessa data: 34!
Muito pouco, poucochinho, apesar de ter corrido tudo muito bem. Demorei para adormecer, fiquei com esta data a passear-me pelas ideias e com o medo de que isto se possa vir a tornar realidade.
Sei bem o porquê deste sonho (sou uma Freud em potência)... está relacionado, nada mais, na da menos, com o facto de me ter assustado ontem, quando me vi nua ao espelho. A minha barriga está gigante!!! Até o Pedro se assusta... À custa disto vou virar lord na minha casa e os esforços vão ser reduzidos ao mínimo e, assim sendo, frases como: Pedro, chega-me um copo de água, Pedro, pendura-me o casaco, Pedro, tira-me as botas, Pedro, blá blá bla... (Tadito!!)

A parte boa deste sonho, foi mesmo a alegria e amor que senti quando peguei no Miguel e, em sonhos, pensei que, ao contrário do que esperava, a emoção de ter um segundo filho nos braços era igualzinha à primeira vez!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Alegria é #5


 receber esta mensagem da minha filha:
"Há quem goste das mães, e há que não viva sem elas, eu sou a segunda opção! És o meu pilar , amo -te"
 
 
by Estela, a.k.a minha Madrinha, a.k.a. Madrinha do meu filho, a.k.a TITÉ

Alegria é #4


Um pão tigre com fiambre e um sumo de laranja natural saboreados no silêncio do sofá, numa manhã solarenga de Domingo

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Alegria é #3


Ver o meu filho a dançar... no carnaval ou num dia banal...
Sozinho ou acompanhado...
Com ou sem música...
Simplesmente porque gosta... simplesmente porque é feliz!
 
 
by Cindy

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Vozes dum consultório que é meu #6

E, no dia em que dizem ser aquele em que se celebra o amor, fui mensageira de um dos piores diagnósticos.
23 anos, simpático,  e, agora, com a doença que se transmite também pelo amor..
Faça quantos cursos fizer de "como dar más notícias" e, o murro que levei no estômago ninguém me tira. Olhei para aquelas análises durante segundos intermináveis, li cada letra ao pormenor, não fossem os meus olhos estar enganados...E não estavam.
Que grande merda. Apeteceu-me dizer isto ao B., mas não pude. Expliquei o que tinha a explicar, dei a resposta possível a todas as questões que me colocou, disse-lhe para aparecer quando quisesse, que hoje era muita informação para digerir. Fiz aquilo, que dizem que deve ser feito e, no entanto, a sensação de impotência é muito grande.
Gostei do B. logo na primeira consulta, há um mês atrás, falei dele em casa, a empatia foi mesmo imediata e fui eu que sugeri as análises "especiais" porque, segundo ele, nada havia a temer...
Que merda.
O B. não saiu com uma sentença de morte, como seria há uns 20 ou 30 anos atrás, mas saiu do consultório com um peso pesado que nunca o irá largar.

Não passou assim tanto tempo...

...e eu já não me lembrava como era tremenda a azia da gravidez.
...e eu já não me lembrava das noites de sono recortado, como descrevi aqui.
...e eu já não me lembrava de como o aumento progressivo de tamanho, com consequente diminuição progressiva da mobilidade, eram apenas uma forma da natureza nos treinar a paciência para o que aí vem.

E se eu já não me lembrava, só quer dizer que depois volto a esquecer!! E isso é bom!

Tudo o resto está maravilha!!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Alegria é #2



... algo tão simples como estrear uma echárpe nova (e linda, linda!) oferecida pela mamãe, por nenhuma ocasião especial, só porque sim, porque sabia que eu ia gostar.

by Macaca

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Alegria é #1


Os três, acabados de sair do banho (e por isso com muito pouca roupa) a dançar no quarto ao som de "eu quero Txu, eu quero txa, eu quero txutxatxutxatxatxa" enquanto damos valentes gargalhadas com os passos de dança do mais novo.

Pois que é Carnaval e, ao que consta, ninguém leva a mal.
Pois eu levo.
Levo a mal ter que acordar as 6.45h da madrugada manhã para vir trabalhar porque alguém achou que o país precisa de produtividade, de gente que trabalhe e que se faça muito dinheiro para deixarmos de ser uns pobrezinhos da Troika.
Pois muito bem... E ontem, muitos restaurantes tiveram mesas vazias porque os habituais grupos de amigos que se juntavam para brincar, viram metade dos seus membros obrigados a deitar cedo para trabalhar. Ontem muitos bares ficaram mais vazios porque terça era dia de trabalho. Ontem mais hoteis tiveram quartos vagos porque, como se trabalha, não dá para ir ver o Carnaval fora. E, goste-se ou não (NOT), cidades como Ovar, Mealhada, Torres Vedras e afins viram os seus lucros mais pequeneninos porque menos gente se desloca, menos gente que compra, que lancha aqui ou ali, que faz o dinheiro circular.
Porque portugueses não trabalham só nas fábricas, nas repartições públicas ou nos Centros de Saúde, também os há  a viver dos serviços e do turismo. E esses ficaram  a perder.
E, para que conste, estou há hora e meia sem ver um único utente... todos os marcados faltaram até então.

(primeiro e, provavelmente, último post reacionário-político-manifestante do blogue)