A senhora dona macaca, de vez em quando dá-me destas prendas e, como tenho aqui duas pacientes a falar vou-me dedicar a fazer-lhe a vontade. Afinal, nunca se contraria uma mulher grávida.
1. Gostavas ou vês-te a viver do blogue?
Não consigo responder um sim nem um não definitivos. Se escrever estas palermices, sem pressões ou prazos, me desse dinheiro, não deixava de ter o seu interesse. Mas, se este fosse o meu único trabalho talvez não tivesse metade para dizer. O que eu penso e escrevo vem-me da rotina do dia a dia, do trânsito para o trabalho, das pessoas com quem falo e, claro está, da minha dinâmica familiar. No fundo, tinha de ser alguém muito louco para me pagar fosse o que fosse por o que aqui se escreve. Sinceramente, e com todod o respeito por quem o faz, não me imagino a fazer posts "a pedido" sobre esta ou aquela marca.
2. Qual o primeiro blogue que abres quando te sentas ao PC (o teu não conta)?
Regra geral vou pela ordem que está à direita no meu blogue e esta é uma ordem cronológica de posts. Curiosamente, vejo que a pipoca até nem está ali á direita, mas até gosto de ir lá espreitar.
3. Três objectivos que tenhas para o teu blogue em 2016.
Nenhum.
Nenhum.
Nenhum.
mentira, apenas espero que ele continue a ser um reflexo do meu dia a dia, bem disposto, apalermado aqui e ali e com muito amor.
4. Se pudesses trocar de blogue com alguém, com quem seria?
Trocava com uma qualquer blogger de viagens. Mas há dúvidas?
5. Porque é que começaste um blogue? E porque o mantens?
Comecei, algures em 2005/2006 o Palavras Dementes que me entreteve durante uns anos. Entretanto deixei de lá escrever e, quando engravidei do Diogo apeteceu-me voltar a escrever e partilhar. Mantenho por isso mesmo, porque gosto da partilha no geral. Gosto de partilhar uma palermice qualquer que me surge porque sei que alguém se vai rir com isso, gosto de partilhar dúvidas que são até muito minhas, mas sei que vai haver alguém com um dilema semelhante e se vai sentir melhor por se saber acompanhada na dúvida, gosto de partilhar as peripécias dos meus filhos porque são meus e isso basta, gosto de partilhar o que sinto por eles porque acho um sentimento bonito demais para ficar guardado.
6. Gostavas de conhecer pessoalmente os autores dos blogues que segues?
Conheci duas bloggers que seguia, a Kiki do Familia 3e meio e a Magda do Mums the Boss. As experiências não podiam ter sido melhores e, se a primeira mora longe de mim e mesmo assim vamos mantendo um contacto ocasional ( e até já me arranjou bilhetes para um concerto do Seu Jorge), a segunda virou amiga do coração, com quem falo quase todos os dias, nem que sejam 2 ou 3 frases no whats app. Uma troca de emails a propósito de blogues que terminou com uma admiração e respeito mútuo enormes, ao ponto dela me ter convidado para fazer a apresentação do seu livro. Assim sendo, a julgar por esta amostra, acho que gostava de os conhecer a todos. (Ah, já me esquecia que também conheço a Ursa, do quadripolaridades e, tal como no blogue, a pessoa é tola como uma casa, mas com uma capacidade de mobilizar pessoas para o bem que admiro bastante.)
7. Define o meu blogue em meia dúzia de palavras... ou numa, vá!
Simples. Objectivo. Verdadeiro mas também misterioso.
8. O que te faz fechar imediatamente um blogue e nunca mais lá voltar?
Demasiado cor de rosa, no sentido da cor e no sentido da forma como se descreve os dias. mas também não gosto deles demasiado negros e amargurados. Não gosto de pseudo pessoas. Não gosto de demasiados pontos de exclamação. Não gosto de 356 fotos do filho a babar-se. Não gosto de pseudo fashionistas nem demasiados must have matchy matchy wanna be a jumpsuit. (é macacão minha gente).
9. Qual a tua maior fonte de inspiração para escrever no teu blogue?
Resposta básica e simplista, mas verdadeira: a vida simples do dia a dia.
10. Que características te prendem a um blogue?
As imagens, a pessoa que escreve, o sentido de humor, o sarcasmo simpático, os posts publiciários de coisas que gosto, as histórias reais escritas em poucos parágrafos, o sentido de humor, as receitas fáceis e bonitas, o facto de escreverem com regularidade, as vidas como a minha, ou seja, gosto de ler coisas que podiam ter acontecido comigo, por exemplo. No fundo, a sensação de identificação.