Ir ao ginásio, correr, fazer qualquer tipo de exercício, queima mais se postarmos foto do cardiofrequencimetro, das calorias perdidas, dos kms percorridos, do que simplesmente ir?
quinta-feira, 21 de abril de 2016
quarta-feira, 20 de abril de 2016
segunda-feira, 18 de abril de 2016
Aos 5 também se sabe muito da vida
Conversa no carro, a caminho da escola, eu e o Diogo
- A Tité não vai poder ficar com vocês no fim de semana, tem muitos meninos para dar explicações. Sabes, a Tité ensina Matemática, os números, contas e coisas muito difíceis. Quando eu era mais pequena, a Tité também me ensinava Matemática a mim.
- Oh (num tom de desdém), mas eu já te ensinei coisas bem melhores.
- Ai foi? O quê?
- Ensinei-te a ser Mãe.
Aos cinco anos também se sabe o que realmente importa e, que as contas dos números são pouco ou nada comparados com uma exponencial de amor por um filho, que fracções e logaritmos perdem todo o interesse quando na equação entra o infinito de ter um filho no colo. O meu filho, sabe bem que o Teorema de Pitágoras nunca foi importante para mim e, tudo aquilo que ele me tem vindo a ensinar nestes cinco anos não se arredonda a nenhuma casa décimal, mas eleva-me todos os dias à minha potência máxima.
(Com os anos, ele também vai perceber que a Tité, minha tia, minha madrinha e madrinha dele, me ensinou muito mais do que os números e, também nela, vi o infinito de amor)
segunda-feira, 11 de abril de 2016
Ontem foi dia dos irmãos
E eu acho que está na altura de me retratar de todo o mal que fiz à minha.
Desculpa por te ter maquilhado, vestido e fotografado em poses com gosto duvidoso quando tinhas uns cinco, seis anos. Quem conhece a minha habilidade actual para a maquilhagem, pode imaginar o jeito que tinha pelos meus quinze anos.
Desculpa por tantas vezes te ter insultado de "beautiful". Tu choravas porque não fazias a mínima ideia do que eu dizia e eu ria-me como uma perdida.
Desculpa por ter abusado do teu enorme jeito para inventar histórias. Sentava-te no sofá e, juntamente com amigas, ríamos à tua custa.
Desculpa de um dia te ter cortado um pedaço de dedo enquanto te tentava cortar as unhas.
Desculpa usar-te como minha Nenuca e enfeitar-te com praticamente todos os colares da mãe, enquanto ainda nem eras capaz de te sentar sozinha.
Desculpa falar contigo naquela pronúncia de quem mora no bairro do Cerco enquanto te dava "bainho".
Desculpa por teres que usar a minha roupa, mesmo 10 anos depois de eu a ter usado.
Desculpa por todas as vezes que te disse que eras adoptada, ou na versão mais agressiva, que foste encontrada num baldinho do lixo.
Eu sei, eu sei... Não tenho perdão.
Amo-te miúda.
Questões para lá de pertinentes #22
Quando, como e porquê começou a moda dos meninos, quando fazem anos, levarem um presente para os amigos da escola?
Quando, como e porquê alguém achou que uma saco de gomas seria boa opção?
sexta-feira, 8 de abril de 2016
Alegria é #18
Adormecer na cama dos meus filhos.
Não há melhor remédio para a insónia do que abraçar aqueles corpos pequenos e quentinhos.
quarta-feira, 6 de abril de 2016
Não digam que eu não sou vossa amiga #9
Descobri a base da minha vida.
E pode ser da vossa também no caso de:
- não gostarem de ter aquele aspecto de quem colocou meio frasco de betume;
- gostarem de ter uma cobertura total de poros;
- se a vossa pele for oleosa (esta base é oil free);
- se não fizerem grande questão em gastar balúrdios ( custa 35 euros e todos os dias gasto apenas uma gota para a cara toda porque é muito fluída).
Post não patrocinado (infelizmente)
terça-feira, 29 de março de 2016
É sempre tudo feito às pressas
Tudo bem que o senhor não devia ter agendado a extracção dos dois molares cariados para o dia da gravação do spot publicitário, mas podiam, pelo menos, ter esperado que o efeito da anestesia passasse.
Quem tiver a sorte de ouvir o anúncio que passa na rádio, percebe logo que foi gravado mesmo à porta do consultório.
quinta-feira, 24 de março de 2016
Aleatoriedades minhas #28
Posso medir o meu grau de felicidade pelo volume da música no carro. E pelas belas figuras que faço a cantar como se não houvesse amanhã.
sexta-feira, 18 de março de 2016
Generosidade infinita
Quando alguma coisa é infinita significa que é imensa, inteira, presente quando menos se espera e é assim a generosidade das crianças, a forma como nos amam e nos lembram, tantas vezes, que o amor incondicional nos vem deles.
Todas as noites, quando o deito para dormir e me enrosco um pouco, o Miguel diz, de sorriso na boca e olhos entreabertos com meiguice, "Mamã linda. Mamã boa". Nunca lhe ensinei tal coisa e já o faz há vários meses. E diz isto, às vezes depois de meia dúzia de ralhetes para que se deite e fique sossegada, depois de eu ter sido tudo menos linda e boa. Diz-me isto mesmo depois daqueles momentos em que não tive paciência, fui mais fria. E aquele momento de doçura dele lembra-me que eu sou "linda e boa", lembra-me que sei fazer melhor e, às vezes, fico com a sensação de que ele sabe disto muito melhor do que eu. Aquelas frases dele funcionam como pequenos post-it que colo na minha memória para que, no dia seguinte eu seja efectivamente "linda e boa". E sou, porque ele assim o diz.
Também há uns dias o Diogo me deu uma lição de generosidade. Depois de vinte (ou terão sido trinta?) vezes que o chamei para vir tomar banho e ele me ignorava enquanto brincava, eu, munida duma dor de cabeça gigante, e uma total ausência de paciência, agarrei-o de forma firme bem bruta no braço e arrastei-o até à banheira enquanto disparava meia dúzia de frases azedas e de forma também firme bruta e agressiva coloquei-o no quarto de banho. Ele agarra-se a mim e de sorriso na cara diz tranquilamente: "Mesmo quando és bruta comigo e me empurras eu adoro-te para sempre".
Bem sei que "children see, children do" e este é reflexo de todas as vezes que lhe disse que o amo muito até quando ele faz a maior birra, quando faz a maior asneira, mas não deixa de ser maravilhoso assistir à facilidade com que o amor lhes sai.
Apesar de não viver envolta em culpas e ressentimentos comigo própria quando não me sai a melhor frase ou o gesto mais meigo, estas frases e atitudes destas pessoas pequenas são puros ensinamentos. Porque todas as crianças são assim, não é mérito cá de casa, é a essência da infância e, o nosso mérito é manter esta generosidade no seu todo ao longo da vida, permitir que sejam felizes neste amor que sentem e espalhá-lo um pouco todos os dias. O nosso trabalho está em fazer com que o adulto que está a caminho não anule esta simplicidade no sentir.
Aleatoriedades minhas #27
Adoro, adoro, adoro, do fundo, fundinho do meu coração, pessoas que assinam posts no facebook. Imagino sempre que são daquele tipo de pessoas que voltam duas vezes atrás para ver se o carro está fechado, se o ferro está desligado... Aquele tipo de pessoas que gosta mesmo, mesmo, mesmo de ter a certeza daquilo que faz.
sexta-feira, 11 de março de 2016
Aleatoriedades minhas #26
Eu não tenho tendencia para engordar.
Tenho é tendência para comer coisas que engordam.
quinta-feira, 10 de março de 2016
5
Podia dizer muita, muita coisa acerca do que o dia de hoje representa, mas só me ocorre isto:
Hoje, sinto-me cinco anos mais feliz.
quarta-feira, 9 de março de 2016
A propósito de amanhã
Enquanto beijava, de forma chata e semi-obsessiva, o Diogo, pedia-lhe que não fizesse anos, que parasse de crescer e que, a partir de agora, não havia mais aniversários e ficaria sempre com 4 anos. Ele riu-se e disse:
- Oh mamã, mas mesmo quando eu tiver 5 anos ainda vou caber no teu colo.
E eu fiquei feliz por estarmos em perfeita sintonia no que toca às prioridades desta vida.
terça-feira, 8 de março de 2016
Ando para escrever isto há uns tempos
Irritam-me pessoas que se maquilham, já estando maquilhadas. Irrita-me que simulem que se desmaquilham, limitando-se a passar, ao de leve, o algodão. Eu até entendo que é bonito vender sonhos, ver imagens perfeitas, de dias cheios de sol, roupas que encaixam na perfeição, crianças lindas impecavelmente arranjadas e felizes.Eu também gosto de, ocasionalmente, ir para uma dimensão à parte em que apenas existem coisas bonitas e, por isso, entendo bem o conceito. Não me choca que o foco esteja no belo.
Choca-me é a mentira que faz perpetuar o descontentamento alheio e a ilusão de que com os outros é tudo mais bonito e mais fácil.
Não me lixem... Eu consigo andar com muito boa cara durante o dia, com um ar fresco e fofo, uma pele de cor bonita e textura suave, mas não acordo assim diariamente. Quando, à noite, retiro o rímel ( e até é com o tal bifásico da sephora), na primeira passagem fico toda borratada e com ar de panda e depois continuo a limpar. Quando retiro a base, a minha pele não fica exactamente igual. É que se ficasse eu nem a punha.
Depois vão lá meia dúzia de inocentes (mais as outras tantas que nada dizem) comentar em como é fabuloso que ela acorde com tão bom ar e que quase nem se nota que retirou a maquilhagem. Essas inocentes ficam a remoer no porquê de também elas não terem uma pele perfeita e não acordarem com um ar fabuloso, ao invés da típica cara de cú matinal.
Gosto de coisas bonitas, mas há poucas coisas mais lindas do que a verdade. E a verdade é que, a esmagadora maioria das mulheres não tem a pele imaculada e resplandecente quando acorda e, a verdade, é que não há nada de errado nisso.
Assumir defeitos requer coragem e auto-estima no ponto de rebuçado e, neste plano, lembro-me sempre da Tyra Banks (que é a Tyra Banks e não outra qualquer) que se mostrou sem qualquer produto, sem perucas, pestanas e afins e, acredito que, com este gesto, retirou muitas minhocas da cabeça de senhoras inocentes que, coitadas, sofriam por não serem sempre fabulosas, no que toca à imagem, obviamente.
Acredito que devemos tentar sempre ser a melhor versão de nós mesmas, em tudo, mas sem mentiras e esforços irrealistas que causam angústias completamente desnecessárias.
E, posto isto, sai uma salva de palmas para todas as mulheres que acordam, praticamente todos os dias, com cara de fim de festa! clap! clap! clap!
sexta-feira, 4 de março de 2016
Leis de Murphy adaptada a mim #4
Uma pessoa vai ao shopping. Uma pessoa almoça lá e toma o seu cafézinho com canela, como tanto gosta.
Qual a probabilidade da pessoa passear uma meia horita pelo dito shopping com uma mega mancha de canela no nariz?
100%, obviamente.
quarta-feira, 2 de março de 2016
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
Detesto hormonas
Com especial destaque para as minhas, que teimam em me controlar o humor, entre outras coisas. Detesto este lado demasiado biológico, que me faz lembrar todos os meses que, apesar de racional, sou um animal.
E o que quero eu dizer com isto?
Que tenho um Síndrome Pré Menstrual f@di#d!
Fico com uma depressão a cada 28 dias, mal humorada, irritada, sensível, chata, achar que tudo na minha vida está errado, que só tomei decisões erradas, que os meus filhos são uns mal educados, que o meu marido não me serve, o meu apetite para comida triplica e o outro desaparece. Mas eu afinal sou o quê?? Não deveria eu, enquanto pessoa (humana) ser superior à minha biologia e usar a diferenciação da minha massa encefálica para não me deixar afectar desta forma? Trocava, mil vezes, estes sintomas por umas brutas dumas cólicas porque a sua resolução era bem mais simples e objectiva. Agora isto não tem solução. Pior, eu até podia já estar de sobreaviso para o mau humor e conseguir racionalizar porque sei de onde vem, mas não. Todos os meses me deixo enganar e acho sempre que estou coberta de razão para me queixar, chatear e implicar.
Odeio isto, juro que odeio.
(P.S.- que este post nunca te sirva, a ti Pedro Costa, para num qualquer momento de discussão, lançares a frase: ui, deves estar com o período. Serás um homem morto.)
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016
Questões para lá de pertinentes #21
Entre mim e a minha irmã acontece uma coisa engraçada, eu trato-a pelo nome e ela trata-me por mana. Pensei que se devia aos nossos 10 anos de diferença, mas o mesmo acontece com os meus filhos. O Diogo, mais velho, trata o irmão pelo nome e o Miguel, trata o irmão por mano.
Digam-me, pessoas com irmãos e/ou com mais de um filho, convosco acontece a mesma coisa?
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
Eu achava que já tinha visto (quase) tudo
...mas entretanto, no grupo de Mães do facebook, deparo-me com não uma, não duas, mas muitas mães a sugerirem que outra levasse o filho a um medium ou a um curandeiro, enquanto a primeira se queixava do seu filho ter comportamentos mais violentos quando falava e brincava sozinho.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016
Lei de Murphy adaptada a mim #4.1
Como se estudar bioestatistica com TPM não fosse azar o suficiente, hoje tratei de bater com o carro.
É todo um universo a conspirar a meu favor.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016
Lei de Murphy adaptada a mim #4
Deixas o pior exame do mestrado para a época de recurso e o filho da mãe calha mesmo em cima dos teus dias de TPM.
Alegria é #17
"Depenar" um molho de espinafres, sozinha na cozinha, a ouvir a playlist "Acoustic covers" do spotify.
(momento gata borralheira no relax)
terça-feira, 9 de fevereiro de 2016
Irrita-me profundamente que me digam que eu vou fazer o exame de bioestatística na boa, que não tenho nada com que stressar, mimimi mimimi.
Eu ando em estado de semi-pânico bem disfarçado, porque só eu sei como o meu raciocínio lógico-matemático está ao nível duma hiena. Eu juro, que preferia cair dum lanço de escadas do que ter de estudar esta treta e ainda ser submetida a exame. Assim caía e já estava. Assunto arrumado. Podia doer um bocado no imediato mas depois passava. Ninguém me compreende...
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016
Lei de Murphy adaptada a mim #3
Depois duma odisseia para arranjar o explicador para a cadeira de Bioestatistica (a.k.a. tortura medieval para o meu pobre cérebro limitado em tudo que às matemáticas diz respeito), marco a primeira explicação com dez dias de antecedência, envio todos os slides das aulas e um exame tipo. Chego na hora marcada e a primeira coisa que oiço é:
-Qual é a disciplina mesmo?
Tem tudo para correr bem, não tem?
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