sábado, 10 de dezembro de 2016

Não consigo.
Não consigo ver imagens, reportagens do que se passa em Aleppo. Não consigo abrir aqueles vídeos que andam pelo facebook como forma de sensibilização e, quando abro, não chego a ver meia dúzia de segundos. Mudo de canal, ao fim de escassos minutos, quando vejo aquelas grandes reportagens com imagens demasiado reais, demasiado explícitas, demasiado angustiantes.
Confesso, não consigo mesmo.
Lido mal com a minha impotência, muito mal mesmo.

sábado, 26 de novembro de 2016

Alegria é #19

Voltar. Regressar. Chegar.
Subir o elevador de madrugada e pensar "vou cheirá-los".
Encostar-me ao Diogo e dizer-lhe, bem baixinho enquanto ele dormia tão lindo, "já cheguei, meu amor" e, sem sequer abrir os olhos, agarrou-se a mim, deu-me beijos e sorriu Sorriu tanto e continuou a dormir. 
Cheirar o Miguel, dar-lhe beijos e ele manter-se num sono imperturbável.
Enfiar-me na minha cama e agarrar-me ao Pedro, tão quentinho.
Fazer a minha primeira granola caseira e deixar a cozinha com um delicioso cheiro a coco e canela.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Love me now



Conheci o John Legend há mais de dez anos, por mero acaso. Naquela altura, de forma mais ou menos regular cometia a ilegalidade de fazer o download de músicas e álbuns inteiros de um qualquer programa cujo nome já não me recordo, e , ao engano foi-me parar ao computador o álbum "Live at the knitting factory". Fiquei maravilhada, viciada e apaixonada por este senhor. Depois apaixonei-me pelo Pedro e a música "Refuge", desse mesmo álbum, tornou-se "a nossa música", aquela que juntos cantávamos alto nas viagens de carro, a que nos fez delirar no nosso casamento, a que ainda hoje ouço com a mesma emoção.  Desde então não há álbum que saia que eu não compre, já o vi em concerto em Portugal por duas vezes e, estivemos quase para o ir ver a Londres também.
Até há um, dois anos, não sabia nada da vida pessoal dele, limitava-me a ouvi-lo em repeat, não lhe conhecia a mulher, acho até que nem sabia que era casado. Conheci-a (sacana do caraças) e ainda fiquei a gostar mais daquele universo. A sacana é gira que se farta, tem uma página de instagram com um sentido de humor fora de série, é completamente autêntica, formam um casal para lá de maravilhoso, lidaram publicamente com a infertilidade de uma forma naturalíssima e agora têm uma filha que dá vontade de trincar. A bem dizer, são as únicas celebridades que sigo no instagram e, da mesma forma que o Pedro tem direito aos seus "free pass" o Johinho é o meu.
A verdade é que, mais de dez anos a ouvi-lo e o senhor ainda me surpreende e lança mais uma música deliciosa e com um videoclip cheio de histórias de amor, incluindo a dele. 
 

domingo, 20 de novembro de 2016

Estou sozinha no aeroporto, pronta para embarcar para cinco dias longe deles. Primeira vez que nos afastamos tantos dias, no máximo tinham sido três. Vim porque quis, porque assim o decidi, e mesmo sendo de livre vontade, chorei pela primeira vez num aeroporto. O Diogo foi o primeiro, agarrou-se a mim e não me queria largar. O Miguel seguiu-lhes os passos e o meu coração encolhia a cada beijo, a cada "vou ter muitas saudades tuas". Dissemos adeus, enviamos beijos ao longe em todos as janelas possíveis e, caramba, como eu amo aqueles três...
Como fazem aqueles e aquelas que, sem outra hipótese, se afastam dos seus por semanas, meses? Como fazem?

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

De quem é a culpa?

Ontem tive reunião dos representantes dos pais das turmas de creche e pré-escolar com o respectivo coordenador e directora do colégio. É suposto que cada representante de turma questione todos os outros pais acerca de eventuais dúvidas, críticas ou sugestões, para que depois sejam transmitidas à direcção.
Depois de duas horas de reunião, saí de lá a pensar que talvez o estado da educação, os programas cada vez mais exigentes, a pressão que os miúdos sofrem por terem mais e mais trabalho, a falta de tempo para brincar, não seja apenas culpa do sistema, da forma que está montado. Há pais com uma responsabilidade GIGANTE nas proporções que isto está a tomar. Naquela reunião, foram levantadas questões do arco da velha, vindas de pais de crianças de 5 anos, que sofrem duma ansiedade antecipatória para a entrada para a primária que a mim me assustou. Não me considero especialmente desleixada ou demasiado relaxada com a educação/aprendizagens/conquistas dos meus filhos mas, perante aquele montão de dúvidas e medos, fiquei seriamente a pensar.  Aqueles pais que queriam melhorias no ensino do inglês e queriam esmiuçar o que estava a ser feito para tal, queriam saber acerca do corpo docente para o ensino primário, queriam saber quais as "limitações" dos seus filhos em termos de memória, concentração e afins para o poderem trabalhar em casa ao longo deste ano, vão ser os pais que irão pressionar professores, directores e filhos para fazerem mais e melhor a toda a hora. É legítimo querermos que os nosso filhos usufruam ao máximo das suas capacidades, que as potenciem, mas é preciso pensar a que preço. Porque, nada mais certo do que todas as crianças, filhas de pais ansiosos em Novembro com o que vai acontecer em Setembro do ano seguinte, sofrerem na pele a ansiedade, a pressão e o medo de falhar. 
Enquanto meio mundo de pais se vai queixar do excesso de matéria, de trabalhos de casa, o outro meio irá exigir o oposto aos professores, aos coordenadores e directores de escolas e, em cadeia, a informação chega  a quem decide. O nosso mundo mudou, as exigências da sociedade são diferentes daquelas que existiam há vinte ou trinta anos atrás, mas a adaptação não pode acontecer a qualquer preço. E, assim sendo, eu vou-me continuar a borrifar para o facto do Diogo cantar músicas inteiras em inglês comigo a perceber apenas duas ou três palavras e vou ficando é muito satisfeita porque ele as quer cantar para mim, porque ele vem entusiasmado porque as aprendeu.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Lei de Murphy adaptada a mim #5

Qual é o melhor dia para o frigorífico avariar?
Ao fim de semana, obviamente, e depois duma ida ao supermercado com o bicho atestado de iogurtes, queijo e legumes para quinze dias.

Tenho uma amiga #17

Que anda a fazer demasiada questão em evidenciar que é magra sem fazer qualquer tipo de restrição alimentar e que até come uns docinhos e uns pãezinhos e "ah e tal dieta não é comigo".
Até aqui muito bem, não fosse eu saber que isto é mentira.
Até aqui muito bem, não fosse ela dizer isto à frente de pessoas que há anos lutam contra a balança.
Até aqui muito bem, não fosse ninguém lhe ter perguntado nada.
E, assim sendo, não está nada bem. Está tudo errado. Errado na sua essência mentirosa e injusta, na necessidade de estúpida de querer parecer qualquer coisa que não se é, de se demarcar dos comuns mortais que, para perder peso, precisam obrigatoriamente de fazer restrições, tal como dizem as mais básicas leis da matemática. 
No fundo, as inseguranças manifestam-se das mais variadas formas e esta é uma delas.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Sonos de mãe

A maternidade está envolta em clichés e um deles é, sem dúvida, a célebre frase "dorme tudo agora enquanto o tens na barriga porque depois nunca vais dormir igual". Dizem as entendidas e experientes mães que, depois de termos filhos, nunca mais se dorme em condições, mesmo que a criança durma a noite inteira sem dar um ai na sua cama. E, muitas vezes ouvi gente a confirmar essa teoria, alegando que, depois de ter filhos, nunca mais tiveram aquele sono profundo, nunca mais conseguiram dormir até tarde, mesmo sem as crianças em casa e, mesmo se eles estiverem a dormir em casa dos avós, vão acordando ao longo da a noite a achar que a criança está a fazer barulhinhos no seu quarto.
Pois bem, eu nessa não alinhei. Sinto que durmo igualzinho ao que dormia antes, sem tirar nem por. Óbvio que desperto se eles chamarem ou chorarem com pesadelos, mas mais nada. E, tendo a sorte de ter um jantar com amigos, que se prolonga até madrugada, tranquilamente durmo até ao meio dia se me deixarem. Seria fácil de pensar que isto me acontece porque passei 22 meses da minha vida a despertar uma média de 4 a 5 vezes por noite, mas não é verdade. Antes do Miguel nascer, e já tendo o Diogo que começou a dormir 12 horas seguidas pelos 6 meses, já eu dormia muito bem. 
Por isso, meninas grávidas deste meu país, nada temam, há esperança em manter boas noites de sono, caso o vosso filho faça o mesmo.

sábado, 12 de novembro de 2016

Questões para lá de pertinentes #26

Porque será que, de cada vez que o Pedro, pai dos meus filhos, se ausenta por 2 ou 3 dias ninguém me questiona nada e, agora que eu vou estar fora 5 dias, toda a gente me pergunta onde vão ficar os meninos??

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Maternidades alheias

Ontem soube uma notícia boa e, caramba, quem não adora uma boa notícia?
A minha amiga Luisa está grávida. E a notícia é boa porque é o primeiro filho? Porque teve muita dificuldade em engravidar? Não. É o seu quarto filho, o terceiro rapaz. 
Andávamos nós na faculdade e, numa jantarada em casa de outro amigo,  e lembro.me da Luísa dizer que gostava de ter seis filhos. SEIS!! Na altura, fizemos o super científico teste da agulha e, lá apareciam os seis. Lembro-me da cara do namorado, agora marido, de enrascado e atrapalhado com a ideia, lá no meio dos seus sorrisos. Entretanto já passaram talvez uns dez anos desse jantar e a Luísa está no bom caminho e eu admiro-a muito por isso. Porque é uma Mãe divertida, com um sentido prático fora de série, corajosa,  meiga, extremamente rigorosa e muito, muito feliz nesse seu papel. A Luísa, anestesista de profissão mudou de cidade em busca dum horário de trabalho que a permita ser feliz enquanto Mãe e, também por isso a admiro.
Os meus amigos vão ter o quarto filho, vão ser seis em casa, a mesa vai estar repleta, o cesto da roupa suja vai ser sempre a transbordar, o carro vai ficar apertado, vão haver mais guerras e conflitos entre irmãos e depois abraços e brincadeiras barulhentas, o orçamento tem de ser mais controlado, mas a alegria volta a aumentar porque, naquela casa, vai bater mais um coração.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Combinações do meu coração (e do meu estômago também)

Diospiro com canela
Beterraba com maçã reineta
Abacate e coentros
Rúcula com lascas de parmesão e vinagre balsámico
Queijo flamengo e banana
Laranja laminada com canela e amêndoas raladas
Abóbora hokaido e cebolinho
Abacaxi e hortelã
Morcela de arroz e ananás grelhado
Chocolate e avelã
 Mel e queijo brie derretido
Salsa e cebola
 Queijo halloumi grelhado, mel e figos
Iogurte natural e framboesas 
Tamaras e bacon

Sintam-se à vontade para me dar mais sugestões de combinações felizes.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Amor e legumes

A propósito post aqui, lembrei-me dum episódio que já aconteceu há algum tempo em minha casa, mas que me faz todo o sentido. Como disse, apesar de não serem particularmente esquisitos, os meus filhos não deixam de ser crianças e, geneticamente, possuem uma "alergia" às "coisas verdes" no prato. No entanto, como os pais gostam bastante, em praticamente todas as refeições, há legumes a acompanhar o prato, e umas vezes mais discretos do que outras. Num jantar, o Diogo, em modo resmungão, perguntou porque é que a comida tinha sempre legumes e, eu respondi: 

- Porque eu te adoro mesmo muito e, por isso, quero que tu comas coisas que te fazem muito bem, que te fazem crescer forte e que te ajudem a ficar poucas vezes doente. Eu gosto tanto, tanto de ti que quero que tu comas o que há de melhor e mais saudável.

A resposta foi surpreendentemente bem recebida e não voltou a questionar a existência frequente de legumes no prato. (não que não torça o nariz de longe a longe)
E, no fundo, a resposta é mesmo verdadeira e, alimentar bem é uma forma de amor e de cuidado, tal e qual como os protegemos do calor ou do frio com roupa adequada, como quando acordamos a meio da noite para dar o antibiótico, como quando brincámos com eles para que eles se sintam importantes. Não quero com isto dizer que quem "vacila" mais vezes na alimentação dos filhos não os ame como eu amo os meus mas, para mim, sabendo o que sei, não fazia sentido ser de outra forma.


segunda-feira, 17 de outubro de 2016

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Futebol e legumes

Cá em casa, regra geral, não grandes guerras para comer legumes dentro e fora das refeições, cada um tem as suas preferências, nuns dias comem mais e noutros torcem o nariz, como "boas" crianças que são, mas poucas são as refeições em que não os comem, para além da sopa. Sei bem que não é assim em todas as casas e que alguns pais precisam puxar da imaginação e truques e outros há que desistem rápido. São escolhas, e a minha é ir oferecendo, insistindo e persistindo, sem ser chata. Ou pelo menos tento não ser muito chata.
Hoje foi dia da selecção jogar e, depois do Europeu, a loucura pelo futebol instalou-se nesta casa e, logo pela manhã, a caminho da escola com os dois rapazes, tratei de "preparar o jantar". Foi fácil o acordo para que o jantar fosse pizza em frente a televisão e fácil foi também decidir que iríamos fazer uma Pizza Portugal, com as cores da nossa bandeira. Alegria, alegria!! E depois foi só deixá-los ter ideias para o que seria a parte verde, a vermelha e a amarela. Et voilá, aqui está o resultado.


Estas belezas demoram uns cinco minutos a ser feitas. Fiz um molho de tomate com tomate e cebola picados uns minutinhos na panela até escurecer. A base das pizzas é aquela massa de wraps que se compra já feita e gosto de comprar as mais fininhas porque ficam mais estaladiças. Espalhamos o molho na base e o queijo mozarella pode ser colocado antes ou depois do recheio. Depois deixo os meninos "fazer magia" e colocarem os ingredientes à escolha, orégãos e vai uns dois ou três minutos à sertã, sem nenhuma gordura, e com um texto grande de panela em cima. 
E assim se põe duas crianças a comer legumes, cheios de sabor e felizes da vida por terem sido eles a escolher e fazer.


quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Associações estranhas

Hoje fiz um peeling à minha cara para ver se lhe passa a ideia de que ainda é adolescente. O tratamento terminou e, quando me olhei ao espelho gostei de imediato do aspecto da minha pele. Estava fresca, brilhante sem ser oleosa. A palavra que me saltava à cabeça de cada vez que me vejo ao espelho é que estou com a  pele LUZIDIA. E isto é bom. No entanto, a associação imediata que me surge nesta mente estranha é mesmo o sketch do Gato Fedorento. 

 

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

I`m not your friend kid, because i love you

 
BINGO

Não digam que eu não sou vossa amiga #10

Desde há algum tempo que não se compram produtos específicos para a máquina de lavar loiça. Descobri que, com 3 ou 4 gotas de Fairy no recipiente da pastilha, fazem o verdadeiro milagre na lavagem da loiça. Fiquem-se é mesmo pelas 3 ou 4 gotas, caso contrário acontece-vos como aconteceu a uma certa pessoa que eu cá sei (e que está a escrever isto agorinha) que, ao ver-se sem pastilhas para a máquina, achou por bem enfiar umas litradas de Fairy no recipiente da pastilha e, quando abriu a máquina.... Bem, quando eu abri a máquina ia morrendo afogada em espuma.

Fotografias

 
Fazer álbuns com dois ou três anos de atraso, é algo verdadeiramente delicioso. Para além da viagem no tempo, do avivar de memórias, é outra forma que a vida tem de me mostrar como é boa. E as fotos encerram em si essa importante missão, guardar momentos, expressões, dias que, no seu tempo foram importantes. Vendo e revendo fotos, fazendo montagens, percebo como tenho uma vida boa, recheada, com saúde e, assim passo à minha geração seguinte. É certo que não tenho fotos de discussões, gritos, birras e choros descontrolados, mas também não é bem disso que me quero lembrar daqui a alguns anos. E, assim sendo, cada lente capta aquilo que o olho de quem dispara a máquina quer guardar.
 
P.S.- os meus álbuns são feitos no programa Blurb.

Outra forma de egoísmo

Acontece, com mais frequência do que seria de esperar, que o egoísmo se manifeste de forma totalmente contrária à sua definição normal. Longe da atitude do "não quero saber", "só penso em mim", há o outro egoísmo, que, apesar de assumir uma forma oposta, a essência é a mesma. E este vê-se naqueles momentos em que alguém diz que não lhe apetece abordar este ou aquele assunto e, nós, egoístas, assumimos que isso não é verdade e, como nos vamos sentir muito melhor por mostrarmos a nossa (genuína) preocupação e interesse, abordamos a questão, falamos, interrogamos, queremos saber mais, para depois despejarmos meia dúzia de frases simpáticas e de tentativa de conforto. Não é má intenção na verdade, é só egoísmo. Aquele egoísmo que não permite respeitar a vontade do outro, a vontade de se manter em silêncio por tempo indeterminado.
Na tentativa de "ser simpático", fica pelo caminho o "ser empático" que, para mim, seria bem mais interessante e reconfortante.
 

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Querida pele

Sei que não tenho sido a melhor cuidadora, prometi-te anti-rugas aos 30 anos e só agora pelos 35 te comecei a dar. Não fui a mais cuidadosa com a protecção solar e muito menos com aquela coisa que tu adoras, o tal de "desmaquilhar e limpar à noite". No entanto nunca fumei, sempre te hidratei muito (com a água que bebo), dei-te descanso e, verdade seja dita, nunca te besuntei com muita base no dia a dia. No fundo, uma coisa compensa a outra.
Sei que ainda és jovem, quanto mais não seja de espírito, mas se fazes tanta questão de ainda viver na adolescência, porque não optaste por te manter fresca, luminosa e pulposa em vez de me brindares com um acne estúpido? Achas mesmo que estes pequenos furúnculos fazem com que todos pensem que eu afinal ainda tenho 15 anos? Não, não pensam.
Vê lá se tomas juízo que eu já tomei. Se eu agora te limpo antes de ir para cama, até ponho um creme de noite, exfolio-te semanalmente, dou-te um belo dum creme hidratante ao acordar, o mínimo que podes fazer é comportar-te como uma senhora e deixar de ter erupções. Combinado?

Um beijo, da sempre tua, Ana.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Aleatoriedades minhas #29

Admiro, profundamente, pessoas que assinam as coisas que escrevem no facebook. Aposto que são o mesmo tipo de pessoa que verifica duas vezes se o carro está fechado, que volta atrás para se certificar que o ferro não ficou ligado. Nunca fiando...

Saber de Amor

Há umas semanas levamos o Diogo, em modo filho único, a ver a selecção jogar no Estádio do Bessa. Alegria e concentração total, descrição de todos os lances que via com direito a efeitos sonoros. Ao chegar a casa, pergunta-me se pode ir um bocado para a minha cama. Disse que sim e, se quisesse, até podia adormecer lá. Depois de muito abraço e beijo, eu e Pedro começamos numa "guerra" pela posse do Diogo.
- É meu, dizia enquanto o puxava para mim.
-Não ele é todo o meu.
- Parem com isso. Eu sou dos dois.
- És metade da mamã e metade do papá?
- Não. Sou TODO da mamã e TODO  do papá.
 
Amar por inteiro é isto mesmo e, aos 5 anos, também se sabe que o amor não divide. Nunca.
 

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Questões para lá de pertinentes #25

O espelho do elevador serve para por baton, ver os pelos das sobrancelhas mal arranjados e aquela ruga fininha que já aparece na testa. É, não é?

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Setembro

Ainda sinto que é em Setembro que começa o ano, o ano escolar, é certo, mas sinto este mês como um novo início. E, este ano deu-me para destralhar, limpar, dar, simplificar. Não sou dada a arrumações e limpezas no dia a dia, aliás, muito pelo contrário, mas há alturas em que viro furacão da arrumação, como agora.
E, longe de ser coincidência, ou fruto do acaso, a arrumação da casa segue em paralelo com a arrumação de ideias, de histórias. É uma limpeza a fundo, tirar o lixo mais entranhado, rejeitar o que não interessa e ficar apenas com o que realmente importa.
Na casa, na cabeça. Na vida.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Dicas avulso sobre S. Miguel

- Esqueçam a meteorologia dos sites do costume, vão desanimar sem necessidade. O tempo é sempre ameno e agradável, quer chova, quer faça sol, quer seja meio dia ou meia noite. Consultem a app Spotazores diariamente e vão ter acesso às câmaras, em directo, dos mais diversos pontos da ilha.
- Para os miúdos, não há calçado melhor do que este. Dão para praia, rochas, pisos com terra e pó e facilmente se limpam, podem molhar e não precisam de os tirar para nadar nas piscinas naturais.
- Alugar carro é, sem dúvida, a melhor opção para quem viaja com miúdos. Na mala do carro andou sempre uma muda de roupa para caso o tempo mudasse, calções de banho e toalhas de praia. As estradas são impecáveis, está tudo muito bem sinalizado e, tendo carro, a liberdade é toda na nossa na escolha de rotas, destinos e horários. Nós organizávamos o dia a de forma a que a viagem maior de carro ficasse para o meio da tarde, de forma a que os pequenos dormissem a sesta.
- As praias são de areia vulcânica, bem preta, o que dá fotos bem giras se tiverem as unhas dos pés coloridas.
- Locais de visita obrigatória: Lagoa das 7 cidades, lagoa do fogo (para mim a mais bonita), Lagoa das Furnas, Cacela Velha, Poças da Dona Beija, parque Terra Nostra, Ponta da Ferraria e piscinas dos Mosteiros.
- No Parque Terra Nostra não se limitem a mergulhar naquela água castanha, passeiem pelo parque, visitem as grutas, os nenúfares gigantes, alimentem os patos e procurem o maravilhoso jardim das Flores.
- Se tiverem tempo para um pic-nic façam-no na margem da Lagoa das Sete Cidades. Ao descer e chegar a ponte, virem à direita (antes da ponte) e façam a estrada de terra até ao final da lagoa. O sítio é maravilhoso.
- Visitem o Ilheu de Vila Franca do Campo. Se o tempo estiver bom, vão de manhã cedo para garantir bilhete, é uma reserva natural e só lá entram 400 pessoas por dia. Levem comida e bebida porque lá não há nadinha.
-Comam queijadas de Vila Franca na própria fábrica e vejam-na a funcionar. Há queijadas à venda em toda a ilha, mas aqui, saem do forno para a vossa boca. São deliciosas.
-Provem os iogurtes Yocor, com especial destaque para o de maracujá. A textura é única.
-Comam morcela de arroz com ananás. É uma entrada que aparece na grande maioria dos restaurantes.
- Restaurantes a ir: 
A Tasca, em Ponta Delgada, onde é tudo bom mas destaco o bife de atum braseado com sementes de sésamo.
Cais20 com extensa variedade de marisco, não saiam de lá sem comer a salada de búzios e o gelado de canela.
Cooperativa Agrícola, onde vão comer o bife mais incrível da vossa vida.
Terra Forneria, no Furnas Boutique Hotel, para além de ser um restaurante lindo, onde os pratos enchem o olho, acreditem que saem de lá com a barriga feliz e consolada. Peçam o que quiserem porque é tudo bom, mas a sobremesa de maracujá e iogurte é divinal.
-Passeiem à noite por Ponta Delgada. Em Agosto, cortam as estradas do centro da cidade ao transito, há concertos e espetáculos na rua e a temperatura é muito convidativa.
-Visitem o Louvre Michaelense, uma mercearia com produtos do mundo, mas com grande destaque dado aos produtos locais e com uma decoração peculiar.
-Se estiverem com uma meia horinha livre algures em Ponta Delgada, passem no Jardim António Borges apenas para ver a maravilhosa Figueira Australiana com as suas raízes imponentes.
- Façam o passeio de barco para ver baleias e golfinhos. Se forem com crianças escolhem os barcos mais rápidos para que a viagem não seja tão longa e, se acharem pertinente, tomem comprimido para o enjoo. Nós fomos com a empresa Futurismo e, apesar de não termos ido no barco super rápido, a viagem demorou, no total 3h e os miúdos aguentaram bastante bem, com direito a sesta pelo meio.
-A Praia Pequena de Água de Alte, para além de muito simpática, tem uma cascata à espera de ser descoberta, com água gelada, mas que vale a pena procurar.
-Visitem a fábrica de chá da Gorreana e a única plantação da Europa. Parámos lá por mero acaso e acabei por adorar. Andámos por dentro da fábrica enquanto ela funciona normalmente, vemos todo o processo de fabricação e empacotamento deste famoso chá e, no fim, podemos provar em três versões.
-No último dia passem no Mercado de Ponta Delgada, comprem ananás, pimenta da terra, queijos e vão à zona do peixe arregalar os olhos às lulas com mais de 1m de comprimento.

- Vão com tempo.