sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Alegria é #21


Parar na berma duma rotunda (depois de ter dado duas voltas) para que eles pudessem ver, calmamente, o seu primeiro arco-íris. E depois, seguir por um caminho que não era o nosso, para termos onde parar o carro, sair das cadeirinhas para poder contar todas as cores. Alegria é ouvir o Miguel dizer, meio indignado, que o arco-íris não tem purple. 

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Quéquinhos

Gosto de inventar receitas simples, saudáveis e docinhas para os rapazes e, estes queques, são uma das últimas invenções. Uso para pequeno almoço (deles e meu), para lanches ou para fomes inesperadas!!


A receita é simples, basta juntar uma banana grande ou duas médias, dois ovos, quatro colheres de sopa de farinha de aveia e, de vez em quando, junto também uma colher de sopa de iogurte grego e coco ralado a olho. Depois é só colocar em formas e rechear com o que a dispensa e a imaginação permitirem, como por exemplo: framboesas, mirtilos, pepitas de chocolate preto, manteiga de amendoim, compota, and so on, and so on. Cozinham em pouco mais de 10 minutos num forno aquecido a 150-180º. São tão rápidos que hoje acordei, misturei tudo na varinha mágica, pus no forno e fui-me arranjar enquanto estavam no forno.
Bom apetite!!


terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Cheiros e paixões

Cheiras-me a filho!
Disse-lhe enquanto o beijava, num destes dias ao regressar da escola. E, desde então que lhe digo esta frase mais do que uma vez ao dia. Sei que ele não a entende, mas também sei que acha alguma graça porque, não raras vezes, me passa a mão na cara cheio de mimo.
Não sei se todas as mães de mais do que um passam por isto, mas eu tenho fases de paixão por cada um deles. Não gosto sempre igual dos dois, ou pelo menos não os sinto sempre da mesma forma. E, nos últimos tempos ando apaixonada pelo Diogo e sinto-lhe o cheiro a filho com mais intensidade. Não é que me desleixe do Miguel, não é isso, mas o amor é uma coisa e a paixão é outra. Amo todos os dias e todas as horas aqueles dois, mas tenho alturas de paixão separadas para cada um. E, nessas alturas, o cheiro a filho vem mais intenso do pescoço daquele para quem a minha paixão se dirige. Nestes períodos, acho-o ainda mais bonito,  mais engraçado, confesso até que me sinto mais paciente com ele, mais fácil a ceder. Não sei se isto faz sentido para mais alguém, mas eu até acho alguma piada a estes enamoramentos temporários, porque sei que são isso mesmo, temporários e que. logo a  seguir, há-de vir uma paixão assolapada pelo outro e assim sucessivamente. No fundo, é um caso de poliamor maternal!!


E, por estes dias, é este que mais em cheira a filho.


Standing ovation please


segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Alegria é #20

Ter os meus dois filhos de 5 e 3 anos a brincarem juntos durante quase uma hora. E eu, enquanto faço malas, vou ouvindo gargalhadas, conversas e cumplicidades.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Amor azul


Tinha mesmo de vir, estava a pedir desde ontem para vir ao Dragão. Ontem chorou, revoltado, porque eu lhe explicava que não ia poder vir ao jogo com o seu equipamento do Dragon Force, leia-se t-shirt de manga curta, calções e meias até ao joelho. Hoje, mal entrou no carro, vindo da escola, a primeira coisa que fez foi começar a despir a sua roupa para vestir o equipamento. Consegui convence-lo a vestir a t-shirt por cima das outras duas camisolas. Mas, e o casaco? Quando vestir o casaco ninguém vê. Toca de arranjar uma camisola de adulto para por por cima do kispo. Tentei dissuadi-lo ao chegar a casa e perguntei se ficava muito chateado caso eu lhe dissesse que não me apetecia nada ir ao futebol. Respondeu-me, num tom doce e só dele: chateado não fico mamã, mas fico só assim um bocadinho triste.

E eu, mesmo depois de ter acordado as 6.45h da madrugada para ir a uma aula de cycle, de ter trabalhado 8h, achei que era capaz de, por ele, enfrentar um transito de final de dia e um frio de gelar. Amor de mãe é pouco mais do que isto.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Fotografia

Fiz, este domingo que passou, um workshop de fotografia para nabos. Nabos bem equipados, é certo, mas para quem não percebe nada de técnica fotográfica, tem uma máquina boa e não tira proveito dela. O workshop foi dado pela Isabel Saldanha e, apesar de não ser uma seguidora assídua do trabalho dela, ia lendo coisas aqui e ali que me faziam pensar que seria o tipo de pessoa que gostaria de conhecer. Descomplexada, aberta, pura, sem desconfianças pelas pessoas e pela vida, feliz.
E ela é mesmo assim, tal como imaginei que fosse. Ela é tal e qual aquilo que escreve, e essa foi a melhor parte do dia. Só a apresentação dela, que durou uns bons dez minutos, foram o suficiente para ter a certeza que o dia ia ser bom. A Isabel dá-se e, nos dias que correm, é uma raridade. Diria mais, é uma preciosidade.  E eu adoro pessoas assim, que não estão de pé atrás no primeiro encontro, que acreditam em inocentes até prova em contrário, que se mostram sem receios, que vivem a vida sem nada a esconder e acreditam, muito, na partilha de tudo. Em metáfora fotográfica que a Isabel usou, uma fotografia é bem melhor quando tem mais luz, e a luz depende da abertura, quem tem maior abertura é mais iluminado. Na fotografia e na vida.
E, dois dias depois, recebo a apresentação integral do workshop com uns extras cheios de dicas. Precisava de o fazer? Não. É trabalho dela, esforço dela dado assim de mão beijada, correndo o risco de ser copiado. E ela nas tintas para isso, tenho a certeza. A abertura também é isto...
Fotografia é técnica, é geometria, é conhecimento teórico. Fotografia é guardar para sempre momentos, congelar memórias e isso só se consegue com uma sensibilidade e entrega que não se aprende em manuais. Do meu domingo trouxe inspiração, acima de tudo, inspiração.

sábado, 10 de dezembro de 2016

Não consigo.
Não consigo ver imagens, reportagens do que se passa em Aleppo. Não consigo abrir aqueles vídeos que andam pelo facebook como forma de sensibilização e, quando abro, não chego a ver meia dúzia de segundos. Mudo de canal, ao fim de escassos minutos, quando vejo aquelas grandes reportagens com imagens demasiado reais, demasiado explícitas, demasiado angustiantes.
Confesso, não consigo mesmo.
Lido mal com a minha impotência, muito mal mesmo.

sábado, 26 de novembro de 2016

Alegria é #19

Voltar. Regressar. Chegar.
Subir o elevador de madrugada e pensar "vou cheirá-los".
Encostar-me ao Diogo e dizer-lhe, bem baixinho enquanto ele dormia tão lindo, "já cheguei, meu amor" e, sem sequer abrir os olhos, agarrou-se a mim, deu-me beijos e sorriu Sorriu tanto e continuou a dormir. 
Cheirar o Miguel, dar-lhe beijos e ele manter-se num sono imperturbável.
Enfiar-me na minha cama e agarrar-me ao Pedro, tão quentinho.
Fazer a minha primeira granola caseira e deixar a cozinha com um delicioso cheiro a coco e canela.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Love me now



Conheci o John Legend há mais de dez anos, por mero acaso. Naquela altura, de forma mais ou menos regular cometia a ilegalidade de fazer o download de músicas e álbuns inteiros de um qualquer programa cujo nome já não me recordo, e , ao engano foi-me parar ao computador o álbum "Live at the knitting factory". Fiquei maravilhada, viciada e apaixonada por este senhor. Depois apaixonei-me pelo Pedro e a música "Refuge", desse mesmo álbum, tornou-se "a nossa música", aquela que juntos cantávamos alto nas viagens de carro, a que nos fez delirar no nosso casamento, a que ainda hoje ouço com a mesma emoção.  Desde então não há álbum que saia que eu não compre, já o vi em concerto em Portugal por duas vezes e, estivemos quase para o ir ver a Londres também.
Até há um, dois anos, não sabia nada da vida pessoal dele, limitava-me a ouvi-lo em repeat, não lhe conhecia a mulher, acho até que nem sabia que era casado. Conheci-a (sacana do caraças) e ainda fiquei a gostar mais daquele universo. A sacana é gira que se farta, tem uma página de instagram com um sentido de humor fora de série, é completamente autêntica, formam um casal para lá de maravilhoso, lidaram publicamente com a infertilidade de uma forma naturalíssima e agora têm uma filha que dá vontade de trincar. A bem dizer, são as únicas celebridades que sigo no instagram e, da mesma forma que o Pedro tem direito aos seus "free pass" o Johinho é o meu.
A verdade é que, mais de dez anos a ouvi-lo e o senhor ainda me surpreende e lança mais uma música deliciosa e com um videoclip cheio de histórias de amor, incluindo a dele. 
 

domingo, 20 de novembro de 2016

Estou sozinha no aeroporto, pronta para embarcar para cinco dias longe deles. Primeira vez que nos afastamos tantos dias, no máximo tinham sido três. Vim porque quis, porque assim o decidi, e mesmo sendo de livre vontade, chorei pela primeira vez num aeroporto. O Diogo foi o primeiro, agarrou-se a mim e não me queria largar. O Miguel seguiu-lhes os passos e o meu coração encolhia a cada beijo, a cada "vou ter muitas saudades tuas". Dissemos adeus, enviamos beijos ao longe em todos as janelas possíveis e, caramba, como eu amo aqueles três...
Como fazem aqueles e aquelas que, sem outra hipótese, se afastam dos seus por semanas, meses? Como fazem?

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

De quem é a culpa?

Ontem tive reunião dos representantes dos pais das turmas de creche e pré-escolar com o respectivo coordenador e directora do colégio. É suposto que cada representante de turma questione todos os outros pais acerca de eventuais dúvidas, críticas ou sugestões, para que depois sejam transmitidas à direcção.
Depois de duas horas de reunião, saí de lá a pensar que talvez o estado da educação, os programas cada vez mais exigentes, a pressão que os miúdos sofrem por terem mais e mais trabalho, a falta de tempo para brincar, não seja apenas culpa do sistema, da forma que está montado. Há pais com uma responsabilidade GIGANTE nas proporções que isto está a tomar. Naquela reunião, foram levantadas questões do arco da velha, vindas de pais de crianças de 5 anos, que sofrem duma ansiedade antecipatória para a entrada para a primária que a mim me assustou. Não me considero especialmente desleixada ou demasiado relaxada com a educação/aprendizagens/conquistas dos meus filhos mas, perante aquele montão de dúvidas e medos, fiquei seriamente a pensar.  Aqueles pais que queriam melhorias no ensino do inglês e queriam esmiuçar o que estava a ser feito para tal, queriam saber acerca do corpo docente para o ensino primário, queriam saber quais as "limitações" dos seus filhos em termos de memória, concentração e afins para o poderem trabalhar em casa ao longo deste ano, vão ser os pais que irão pressionar professores, directores e filhos para fazerem mais e melhor a toda a hora. É legítimo querermos que os nosso filhos usufruam ao máximo das suas capacidades, que as potenciem, mas é preciso pensar a que preço. Porque, nada mais certo do que todas as crianças, filhas de pais ansiosos em Novembro com o que vai acontecer em Setembro do ano seguinte, sofrerem na pele a ansiedade, a pressão e o medo de falhar. 
Enquanto meio mundo de pais se vai queixar do excesso de matéria, de trabalhos de casa, o outro meio irá exigir o oposto aos professores, aos coordenadores e directores de escolas e, em cadeia, a informação chega  a quem decide. O nosso mundo mudou, as exigências da sociedade são diferentes daquelas que existiam há vinte ou trinta anos atrás, mas a adaptação não pode acontecer a qualquer preço. E, assim sendo, eu vou-me continuar a borrifar para o facto do Diogo cantar músicas inteiras em inglês comigo a perceber apenas duas ou três palavras e vou ficando é muito satisfeita porque ele as quer cantar para mim, porque ele vem entusiasmado porque as aprendeu.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Lei de Murphy adaptada a mim #5

Qual é o melhor dia para o frigorífico avariar?
Ao fim de semana, obviamente, e depois duma ida ao supermercado com o bicho atestado de iogurtes, queijo e legumes para quinze dias.

Tenho uma amiga #17

Que anda a fazer demasiada questão em evidenciar que é magra sem fazer qualquer tipo de restrição alimentar e que até come uns docinhos e uns pãezinhos e "ah e tal dieta não é comigo".
Até aqui muito bem, não fosse eu saber que isto é mentira.
Até aqui muito bem, não fosse ela dizer isto à frente de pessoas que há anos lutam contra a balança.
Até aqui muito bem, não fosse ninguém lhe ter perguntado nada.
E, assim sendo, não está nada bem. Está tudo errado. Errado na sua essência mentirosa e injusta, na necessidade de estúpida de querer parecer qualquer coisa que não se é, de se demarcar dos comuns mortais que, para perder peso, precisam obrigatoriamente de fazer restrições, tal como dizem as mais básicas leis da matemática. 
No fundo, as inseguranças manifestam-se das mais variadas formas e esta é uma delas.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Sonos de mãe

A maternidade está envolta em clichés e um deles é, sem dúvida, a célebre frase "dorme tudo agora enquanto o tens na barriga porque depois nunca vais dormir igual". Dizem as entendidas e experientes mães que, depois de termos filhos, nunca mais se dorme em condições, mesmo que a criança durma a noite inteira sem dar um ai na sua cama. E, muitas vezes ouvi gente a confirmar essa teoria, alegando que, depois de ter filhos, nunca mais tiveram aquele sono profundo, nunca mais conseguiram dormir até tarde, mesmo sem as crianças em casa e, mesmo se eles estiverem a dormir em casa dos avós, vão acordando ao longo da a noite a achar que a criança está a fazer barulhinhos no seu quarto.
Pois bem, eu nessa não alinhei. Sinto que durmo igualzinho ao que dormia antes, sem tirar nem por. Óbvio que desperto se eles chamarem ou chorarem com pesadelos, mas mais nada. E, tendo a sorte de ter um jantar com amigos, que se prolonga até madrugada, tranquilamente durmo até ao meio dia se me deixarem. Seria fácil de pensar que isto me acontece porque passei 22 meses da minha vida a despertar uma média de 4 a 5 vezes por noite, mas não é verdade. Antes do Miguel nascer, e já tendo o Diogo que começou a dormir 12 horas seguidas pelos 6 meses, já eu dormia muito bem. 
Por isso, meninas grávidas deste meu país, nada temam, há esperança em manter boas noites de sono, caso o vosso filho faça o mesmo.

sábado, 12 de novembro de 2016

Questões para lá de pertinentes #26

Porque será que, de cada vez que o Pedro, pai dos meus filhos, se ausenta por 2 ou 3 dias ninguém me questiona nada e, agora que eu vou estar fora 5 dias, toda a gente me pergunta onde vão ficar os meninos??

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Maternidades alheias

Ontem soube uma notícia boa e, caramba, quem não adora uma boa notícia?
A minha amiga Luisa está grávida. E a notícia é boa porque é o primeiro filho? Porque teve muita dificuldade em engravidar? Não. É o seu quarto filho, o terceiro rapaz. 
Andávamos nós na faculdade e, numa jantarada em casa de outro amigo,  e lembro.me da Luísa dizer que gostava de ter seis filhos. SEIS!! Na altura, fizemos o super científico teste da agulha e, lá apareciam os seis. Lembro-me da cara do namorado, agora marido, de enrascado e atrapalhado com a ideia, lá no meio dos seus sorrisos. Entretanto já passaram talvez uns dez anos desse jantar e a Luísa está no bom caminho e eu admiro-a muito por isso. Porque é uma Mãe divertida, com um sentido prático fora de série, corajosa,  meiga, extremamente rigorosa e muito, muito feliz nesse seu papel. A Luísa, anestesista de profissão mudou de cidade em busca dum horário de trabalho que a permita ser feliz enquanto Mãe e, também por isso a admiro.
Os meus amigos vão ter o quarto filho, vão ser seis em casa, a mesa vai estar repleta, o cesto da roupa suja vai ser sempre a transbordar, o carro vai ficar apertado, vão haver mais guerras e conflitos entre irmãos e depois abraços e brincadeiras barulhentas, o orçamento tem de ser mais controlado, mas a alegria volta a aumentar porque, naquela casa, vai bater mais um coração.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Combinações do meu coração (e do meu estômago também)

Diospiro com canela
Beterraba com maçã reineta
Abacate e coentros
Rúcula com lascas de parmesão e vinagre balsámico
Queijo flamengo e banana
Laranja laminada com canela e amêndoas raladas
Abóbora hokaido e cebolinho
Abacaxi e hortelã
Morcela de arroz e ananás grelhado
Chocolate e avelã
 Mel e queijo brie derretido
Salsa e cebola
 Queijo halloumi grelhado, mel e figos
Iogurte natural e framboesas 
Tamaras e bacon

Sintam-se à vontade para me dar mais sugestões de combinações felizes.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Amor e legumes

A propósito post aqui, lembrei-me dum episódio que já aconteceu há algum tempo em minha casa, mas que me faz todo o sentido. Como disse, apesar de não serem particularmente esquisitos, os meus filhos não deixam de ser crianças e, geneticamente, possuem uma "alergia" às "coisas verdes" no prato. No entanto, como os pais gostam bastante, em praticamente todas as refeições, há legumes a acompanhar o prato, e umas vezes mais discretos do que outras. Num jantar, o Diogo, em modo resmungão, perguntou porque é que a comida tinha sempre legumes e, eu respondi: 

- Porque eu te adoro mesmo muito e, por isso, quero que tu comas coisas que te fazem muito bem, que te fazem crescer forte e que te ajudem a ficar poucas vezes doente. Eu gosto tanto, tanto de ti que quero que tu comas o que há de melhor e mais saudável.

A resposta foi surpreendentemente bem recebida e não voltou a questionar a existência frequente de legumes no prato. (não que não torça o nariz de longe a longe)
E, no fundo, a resposta é mesmo verdadeira e, alimentar bem é uma forma de amor e de cuidado, tal e qual como os protegemos do calor ou do frio com roupa adequada, como quando acordamos a meio da noite para dar o antibiótico, como quando brincámos com eles para que eles se sintam importantes. Não quero com isto dizer que quem "vacila" mais vezes na alimentação dos filhos não os ame como eu amo os meus mas, para mim, sabendo o que sei, não fazia sentido ser de outra forma.


segunda-feira, 17 de outubro de 2016

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Futebol e legumes

Cá em casa, regra geral, não grandes guerras para comer legumes dentro e fora das refeições, cada um tem as suas preferências, nuns dias comem mais e noutros torcem o nariz, como "boas" crianças que são, mas poucas são as refeições em que não os comem, para além da sopa. Sei bem que não é assim em todas as casas e que alguns pais precisam puxar da imaginação e truques e outros há que desistem rápido. São escolhas, e a minha é ir oferecendo, insistindo e persistindo, sem ser chata. Ou pelo menos tento não ser muito chata.
Hoje foi dia da selecção jogar e, depois do Europeu, a loucura pelo futebol instalou-se nesta casa e, logo pela manhã, a caminho da escola com os dois rapazes, tratei de "preparar o jantar". Foi fácil o acordo para que o jantar fosse pizza em frente a televisão e fácil foi também decidir que iríamos fazer uma Pizza Portugal, com as cores da nossa bandeira. Alegria, alegria!! E depois foi só deixá-los ter ideias para o que seria a parte verde, a vermelha e a amarela. Et voilá, aqui está o resultado.


Estas belezas demoram uns cinco minutos a ser feitas. Fiz um molho de tomate com tomate e cebola picados uns minutinhos na panela até escurecer. A base das pizzas é aquela massa de wraps que se compra já feita e gosto de comprar as mais fininhas porque ficam mais estaladiças. Espalhamos o molho na base e o queijo mozarella pode ser colocado antes ou depois do recheio. Depois deixo os meninos "fazer magia" e colocarem os ingredientes à escolha, orégãos e vai uns dois ou três minutos à sertã, sem nenhuma gordura, e com um texto grande de panela em cima. 
E assim se põe duas crianças a comer legumes, cheios de sabor e felizes da vida por terem sido eles a escolher e fazer.


quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Associações estranhas

Hoje fiz um peeling à minha cara para ver se lhe passa a ideia de que ainda é adolescente. O tratamento terminou e, quando me olhei ao espelho gostei de imediato do aspecto da minha pele. Estava fresca, brilhante sem ser oleosa. A palavra que me saltava à cabeça de cada vez que me vejo ao espelho é que estou com a  pele LUZIDIA. E isto é bom. No entanto, a associação imediata que me surge nesta mente estranha é mesmo o sketch do Gato Fedorento. 

 

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

I`m not your friend kid, because i love you

 
BINGO

Não digam que eu não sou vossa amiga #10

Desde há algum tempo que não se compram produtos específicos para a máquina de lavar loiça. Descobri que, com 3 ou 4 gotas de Fairy no recipiente da pastilha, fazem o verdadeiro milagre na lavagem da loiça. Fiquem-se é mesmo pelas 3 ou 4 gotas, caso contrário acontece-vos como aconteceu a uma certa pessoa que eu cá sei (e que está a escrever isto agorinha) que, ao ver-se sem pastilhas para a máquina, achou por bem enfiar umas litradas de Fairy no recipiente da pastilha e, quando abriu a máquina.... Bem, quando eu abri a máquina ia morrendo afogada em espuma.

Fotografias

 
Fazer álbuns com dois ou três anos de atraso, é algo verdadeiramente delicioso. Para além da viagem no tempo, do avivar de memórias, é outra forma que a vida tem de me mostrar como é boa. E as fotos encerram em si essa importante missão, guardar momentos, expressões, dias que, no seu tempo foram importantes. Vendo e revendo fotos, fazendo montagens, percebo como tenho uma vida boa, recheada, com saúde e, assim passo à minha geração seguinte. É certo que não tenho fotos de discussões, gritos, birras e choros descontrolados, mas também não é bem disso que me quero lembrar daqui a alguns anos. E, assim sendo, cada lente capta aquilo que o olho de quem dispara a máquina quer guardar.
 
P.S.- os meus álbuns são feitos no programa Blurb.