quinta-feira, 8 de junho de 2017

Alegria é #24


... a educadora de um destes dois me dizer que se nota que eles têm uma relação muito especial. Que se abraçam, se cumprimentam e trocam olhares cúmplices quando se encontram pelo colégio, que ficam numa alegria enorme quando o outro grita o nome dele ao longe.
Nada que eu não sabia, é certo, mas dito e visto por outros sabe sempre bem.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

A Disney, as filas de espera e as apps de fotos

Fui à Eurodisney com a família há uma semana atrás e podia escrever sobre como aquilo é espectacular, como os miúdos adoraram, como nos divertimos, como aquilo é bem organizado e blá blá blá, mas prefiro discorrer sobre uma coisinha que me fez muita confusão. 
Ora bem, estávamos nós numa fila mais comprida para uma montanha russa e, mesmo à nossa frente, iam duas adolescentes/jovens adultas, amigas, agarradas cada uma ao seu telemóvel, sem abrirem a boca uma para a outra durante aqueles trinta a quarenta minutos. Até aqui, tudo bem, a questão é o que faziam elas agarradas ao telemóvel? Pois bem, as meninas alteravam as suas fotos, com apps que desconheço, mas punham-se com coxas mais magras, faces mais morenas, pernas lisinhas sem celulite, sem barriga, com os olhos mais abertos, sobrancelhas mais levantadas... Eram cirurgias atrás de cirurgias naqueles dedinhos. A questão é que aquelas duas raparigas, vestidas de calções curtinhos, com pernas roliças e cheias de celulite preocupavam-se mais com a sua imagem nas redes sociais do que propriamente com a sua imagem real. A mim não me faz a mínima diferença que não estivessem magras e pele perfeita, não me faz confusão nenhuma que usem calções curtinhos, o que me choca é o valor dado à imagem online. Aquilo que se parece é bem mais importante do que aquilo que se é. Eu também coloco filtros no instagram, escolho fotos onde fico melhor (nem sempre, mas ok), mas tenho a plena a noção de que há pessoas com vidas paralelas em redes sociais, ou seja, que se preocupam em passar uma imagem, um estilo de vida completamente diferente do que realmente são.
Chamem-me velha, antiquada, mas isto faz-me mesmo muita confusão...

terça-feira, 9 de maio de 2017

Difícil ser pessoa

Ser boa mãe, não demasiado autoritária para que se expressem livremente, não demasiado permissiva porque os miúdos precisam de regras. Ser flexível com a alimentação, mas maioritariamente saudável e nutritiva. Ter sempre sopa feita. Reciclar. Manter a casa organizada, mas sem perder o aspecto de ser uma casa vivida. Arrumar brinquedos. Deixar brinquedos disponíveis. Ensiná-los a arrumar as próprias coisas. Sair com os amigos. Saber dizer não a programas que não quero realmente ir. Fechar as torneiras enquanto lavo os dentes e a loiça para não gastar água. Estudar, actualizar, pesquisar. Fazer exercício, mas atenção ao descanso que é importantíssimo. Por creme de dia, de noite, e reafirmante. Passar tempo com a família. Ter frutas e legumes frescos. Cuidar de mim. Fazer voluntariado, ajudar quem precisa, seleccionar roupas e bens para enviar para os refugiados. Ler livros, estar a par das notícias. Ver filmes, séries e desenhos animados com os miúdos. Acompanhar o campeonato nacional.  Namorar, ser companheira, sair em casal. Brincar com os miúdos, mas dar-lhes espaço para que também aprendam a brincar sozinhos. Não chegar atrasada ao trabalho nem a encontros. Viajar. Desfrutar da minha cidade. Estar a par do panorama político. Ser poupada, mas sem ser forreta. Tentar ser o melhor possível em qualquer área. Não ser demasiado perfeccionista. Ouvir música. Saber relaxar. Ouvir tudo e mais alguma coisa que os meus pacientes têm para dizer mas saber fazê-los parar sem sentirem que estão a ser interrompidos. Ser empática, prestável mas nunca deixar que abusem de mim. Ser prática. Estar presente quando sou precisa. Juntar tampinhas para o projecto da eco escola. Organizar refeições variadas e equilibradas. Não impor demasiado a minha opinião. Ir de férias para a praia. Ir de férias culturais. Conhecer novos países e culturas. Explorar Portugal. Ser boa filha, boa irmã, boa prima, sobrinha, nora, cunhada. Saber priorizar. Fazer exfoliação de vez em quando para não ficar com pele de cobra. Saber ouvir sem opinar ou julgar. Alongar. Não esquecer de dar o suplemento de vitamina D aos miúdos. Não enviar os trabalhos da escola atrasados porque dá mau exemplo, mas também não ser fundamentalista porque ainda só andam na pré. Ir a concertos, teatros, cinema. Desfrutar de momentos em que não se faz nada. Ser empática. Ser simpática. Arrumar minimamente a loiça do pequeno almoço antes de ir trabalhar. Beber um copo de vinho ocasionalmente porque faz bem ao coração. Ir a congressos que valham a pena. Ir gradualmente preparando a adolescência dos meus filhos mas sem sofrer por antecipação. Não mentir. Escrever no blogue. Ter as unhas das mãos e dos pés arranjadas. Diminuir ao máximo a pegada ecológica em pequenos gestos do dia a dia. Conhecer sítios novos para tomar o pequeno almoço. Proporcionar actividades extra curriculares enriquecedoras aos putos mas sem lhes entupir o tempo. Cuidar da minha saúde física. Lavar os dentes e retirar a maquilhagem sempre antes de ir para a cama, mesmo estando a cair para o lado de sono.  Ter rotinas. Organizar as fotografias em álbuns. Falar a minha verdade sempre mas sem magoar ninguém. Cuidar dum animal de estimação. Fazer os outros sentirem-se respeitados. Beber dois litros de água por dia.  Cuidar da minha saúde mental. Ser fléxivel. Ligar para a amigos com quem não se fala há muito tempo.
Viver devagar. Viver tudo.  


(sintam-se à vontade para expor as vossas dificuldades)


quinta-feira, 27 de abril de 2017

Sobre os salvamentos indevidos


"Educamos para quê?

 Para formarmos jovens que sejam autónomos, com bom carácter e pessoas que possam ser cidadãos que acrescentem valor. Escrevo, com frequência sobre a educação autoritária mas passarei a escrever mais sobre aquela em que a ausência de regras - ou pior, aquela onde hoje há regras e amanha já não - é mais comum. Lido cada vez mais com famílias que têm dificuldade em colocar regras porque sentem que estão a impor-se e a agredir, de certa forma, os filhos. Ora é urgente colocarmos os pontos nos "is" e distinguir o que é a função parental de uma agressão. Talvez o primeiro passo passe por sabermos que nem sempre os nossos filhos vão estar de acordo com as nossas decisões. E por isso irão ficar frustrados e zangados connosco. No entanto se soubermos que aquilo que estamos a fazer é justo e em nada coloca em risco o crescimento emocional dos nossos filhos, então é a nossa função fazermos aquilo que temos de fazer. Seja para pedir que os miúdos comam "como deve de ser" (sendo que explicamos o que é que o deve de ser é para nós) sendo para pararem de fazer barulho as 21,30 porque na casa ao lado há vizinhos que têm direito ao repouso. Nunca se falou tanto de educação como hoje, contudo parece haver tantas correntes e opiniões que por vezes é difícil identificarmos a que é a mais certa para nós. Sim, as crianças, tal como todos nós, precisamos de regras e limites porque é isso que nos dá segurança. Um mundo sem limites é um mundo profundamente angustiante porque sem eles a criança sente que não consegue crescer em segurança. Mais do que isso: é errado pensarmos que quando permitimos que uma criança tudo faça lhe estamos a mostrar mais amor. Porque aquilo que ela vai sentir é justamente o contrario. Se os meus pais deixam tudo é porque pouco se importam. O Caetano Veloso diz, e bem, quando a gente ama, a gente cuida. Por isso, como Dreykus diz, é necessário trabalharmos a autonomia da criança, ajudando-a a tornar-se mais responsável, não a salvando sempre."


Texto e imagem retirados do instagram de Mums the Boss

E isto a propósito deste meu post aqui enquanto as questões difíceis têm sido uma constante e, eu por lado quero-lhes poupar o sofrimento, mas não os quero poupar de aprender, crescer e processar a tristeza que da verdade possa vir.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Uma espécie de mindfulness, mas ao contrário.

Na semana passada fui a Lisboa ao concerto do Bruno Mars e ouve uma coisa que me saltou de imediato à vista: a quantidade de gente que filma e fotografa cada instante., cada música, cada movimento. Aliás, a senhora que estava à minha frente filmou o concerto praticamente  todo com  a sua máquina fotográfica. Na mesma tarde tinha estado num café na baixa lisboeta e, ao nosso lado, duas raparigas no final da sua adolescência, fotografavam as panquecas, faziam boomerangs do mel a cair, fotografavam-se a beber os seus sumos verdes e a refeição delas ainda não ia a meio e nós já tínhamos terminado o nosso lanche (ok, estávamos mortinhos de fome), porque entre cada garfada que davam, teclavam qualquer coisa ao telemóvel.
O que eu quero dizer com isto, e não querendo parecer uma velha do Restelo, é que hoje em dia não se vive, filma-se fotografa-se para se viver depois. Atenção que eu adoro fotografia, ando quase sempre de máquina atrás de mim, tenho a minha conta do instagram que gosto de actualizar, filmo os meus filhos em momentos que em parecem interessantes e sei bem o impacto maravilhoso que estes registos possuem à posteriori, mas vejo à minha volta muito boa gente sem bom senso nesta área. Ver aquela gente durante um concerto brutal a assistir a tudo através do ecrã do telemóvel faz-me imensa confusão. A senhora que estava a minha frente, dançava de forma controlada para que o vídeo não ficasse tremido. Filmam para depois mostrar como foi tão bom, fotografam para depois mostrar como aquela panqueca era fofa, fazem vídeos para depois mostar como estavam felizes naquele momento enquanto o mel caia do frasquinho para o prato. Fotografam, gravam, registam para que depois se lembrem como aquele momento foi bom. E contra mim falo, que vejo nos meus álbuns de fotografia uma alegria imensa, que me deleito a fazer pijaminhas de fotos no facebook para os aniversários de quem eu gosto. Para mim, a fotografia é isso mesmo, um depósito de memórias para o futuro, mas o futuro não me faz sentido se eu no "agora" estiver apenas a planear o quanto vou desfrutar dele. Apesar de ser uma optimista por natureza, acredito que esta é o caminho que estamos a tomar, e apesar de detestar o discurso do "antigamente é que era bom" nesta caso vou ter mesmo de o usar. Acredito ser profundamente mais saudável viver as coisas, os momentos, as pessoas agora e não guardá-las, sistematicamente, para as viver intensamente depois.

karma is a bitch

Lembro-me perfeitamente de, algures na minha infância, ver a cara de enfado dos meus pais quando eu queria mostrar a maravilhosa habilidade de contar até 100. 
Nas última semanas, o Diogo tem-me feito perdoar os meus pais e entender o tédio que é ouvir alguém, mesmo que pequeno e fofo e lindo, a recitar os números TODINHOS de 1 a 100.

quinta-feira, 30 de março de 2017

Alegria é #23


Ter na minha mão estes bilhetinhos para a PRIMEIRA fila!!
Estar a planear um super fim de semana gastronómico-romântico-cultural em Lisboa para essa altura.

quarta-feira, 29 de março de 2017

Não digam que eu não sou vossa amiga #12

Descobri A água micelar e a minha pele dá pulinhos de alegria. Esta senhora para além de fazer a limpeza do rosto ainda funciona como desmaquilhante de olhos e lábios. Mas, para mim, isso nem é o melhor, o que eu adoro mesmo é a textura na pele, a sensação de hidratação com que fico no rosto depois de aplicar, sem aquela senção de repuxamento que ficava com algumas águas micelares. Além do mais, o cheirinho é  maravilhoso. Já usava o hidratante desta linha, o VitaC e adorava, mas vai-se lá saber porquê, andava a saltitar entre outras águas micelares.   A marca da água é MATIS.

quinta-feira, 23 de março de 2017

quarta-feira, 8 de março de 2017

Encerro em mim todas as Mães do Mundo

VERSÃO MÃE ZEN


Bem sei o que lhes custa acordar tão cedo, mas acima de tudo, sei que não são escravos do relógio como nós. Não sentem pressa em chegar a lado nenhum, não há urgências, o trânsito nunca entra na equação e o tempo para eles é uma medida abstracta. E que sorte a deles... Não entendem a necessidade de tomar o pequeno almoço sem brincadeiras pelo meio, porque brincar sim, é urgente. E divertem-se logo pela manhã, alheios aos ponteiros do relógio, riem-se, saem da cadeira, engasgam-se de rir. Porque haviam eles de se vestir rápido e bem, se enfiar umas cuecas na cabeça é muito mais divertido? Explico que tenho horas para começar a trabalhar, que não gosto nada de chegar tarde, escolho pequenos almoços mais rápidos para os dias em que entro mais cedo, para lhes (me) facilitar a vida. Sei que vão crescer, que me vão, eventualmente, pedir um relógio e aprender a ver as horas, que vão haver dias em que sentirão a necessidade de lutar contra o tempo, mas devia deixá-los desfrutar melhor deste tempo. Este tempo em que os pensamentos deles saltitam entre assuntos, em que uma tarefa é suspensa a meio porque outra coisa mais interessante lhes desperta a atenção, porque são tal e qual como o livro "Estava a pensar" me ensinou.




VERSÃO MÃE FORA DE ÓRBITA

Há manhãs que me deixam doente. Irrita-me ter que dizer a mesma coisa vinte vezes, irrita-me ter que ir buscar uma grua para os arrancar da cama, enquanto se queixam que ainda têm sono e eu com a certeza de que logo à noite vão adiar ao máximo a ida par a cama. E é assim tão difícil comer um prato de papas de aveia de seguida sem eu ter de mandar parar o raio da brincadeira a cada minuto? Ao tempo que a rotina é esta e, mesmo assim, ainda não conseguiram entender que eu tenho horas para ir trabalhar? Eu grito, ameaço, estabeleço novas regras, mudo a ordem dos acontecimentos (comer-vestir ou vestir-comer) para ver o que corre melhor. Mas custa assim tanto perceber que de manhã é só para acordar, comer, vestir e seguir para fora de casa? Vou trabalhar já cansada e, por mais que explique e esperneie, sinto que não me ligam nenhuma.


Vou deixar a Mãe Zen baixar em mim mais vezes que andar fora de órbita não traz nada de bom.

Alegria é #22

Receber mensagens de várias mães de colegas do Diogo, após a partilha desde artigo que escrevi para E os filhos dos Outros, a contar aquilo que já tinham testado em casa e o que tinha sido mais apreciado. Alegria é ver a ser desenhado um "workshop" entre algumas dessas mães para que para o próximo ano os lanches a enviar para a escola sejam saudáveis, diferentes e apelativos.

segunda-feira, 6 de março de 2017

Convicções


Vi o filme Hacksow Ridge por sugestão da minha irmã e, há muito que não me lembrava de ver um filme sem adormecer no sofá de minha casa. Em abono da verdade eu até adormeci, mas por opção, e continuei a ver o filme no dia seguinte. Não o fiz por sono, cansaço ou mesmo por já ser tarde, parei de ver a meio porque já não aguentava mais. O filme é gráfico, real, violento, explícito no que toca a cenário de guerra e, ao longo dos anos, fui perdendo a capacidade de ver imagens assim. Começo por ficar tensa, nervosa, angustiada e isso acontece quando tenho plena noção de que a realidade é/foi mesmo aquela. Confesso que, cada vez mais, tenho dificuldade em lidar com o mais podre da humanidade e, já confessei aqui esta minha fraqueza.
mas adiante, porque o filme é sobre muito mais do que explosões, baionetas, fogo, sangue e morte. O filme é sobre convicções, a sua força e a fé nelas mesmas. Não basta acreditar, é preciso agir de acordo e, esta história verídica, leva isto ao extremo. Um rapaz, que por convicções religiosas, não pega em armas, mas alista-se no exército americano para combater na Segunda Guerra Mundial para que, segundo ele, possa salvar vidas enquanto os outros as tiram. E se assim o desejou, assim o fez.
Emociona a força duma convicção e a forma cândida como ele nunca sequer se questionou, enquanto o mundo inteiro à volta dele o ridicularizava, o agredia, o empurrava para o lado oposto. 
Quantas das nossas convicções têm realmente esta força?

sexta-feira, 3 de março de 2017

Adenda ao post anterior

Escrever a correr (não literalmente), fez com que eu me tivesse esquecido dum pormenor extremamente importante. É que estes treininhos do demónio fizeram-me também superar as dores nas costas, tornaram-me capaz de sobreviver a dias a fio longe da minha almofada XPTO sem qualquer desconforto. E isso, para quem traz defeitos de fabrico ao nível da coluna, é uma vantagem sem preço. A verdade é que o objectivo principal a que me propus foi de saúde, de fortalecimento de algumas partes que andavam maltratadas e me causavam dor e desconforto, mas obviamente que este fortalecimento traz ganhos estéticos (óbvio, óbvio) e que também eles me deixam muito feliz (óbvio, óbvio).
Para quem me perguntou, eu treino no Efit Porto e treinarei!!

quinta-feira, 2 de março de 2017

Objectivar. Fazer. Superar.

Trata-se da sequência lógica que me tem acompanhado nos últimos meses no que ao desporto diz respeito. 
Se olhar para trás, vejo que fiz actividade física a maior parte da minha vida: natação, dança jazz, contemporânea, hip hop, capoeira, as tradicionais modalidades de ginásio, como aeróbicas, body combat, cycle, musculação, mas sem nunca ter criado aquele famoso "vício" pelo desporto. E, vendo bem, nunca pratiquei qualquer desporto que tivesse o mínimo de competição porque competitiva, definitivamente, é coisa que eu não sou. Ou não era. Há dois anos experimentei o crossfit e surpreendi-me, não por me ter tornado a típica crossfiter, mas porque comecei a treinar 3 vezes por semana às sete da manhã (ou da madrugada). Gostava daquilo, do facto de ser sempre diferente, de ir notando a minha evolução, mas sem nunca entrar em loucuras como vi muita gente fazer.. Por motivos vários, fui gradualmente abandonando a modalidade, até que dei por mim novamente a não fazer nenhum. Fui então desafiada por um amigo para experimentar o treino com electroestimulação que, de forma mais ou menos resumida, trata-se dum treino curto (+/- 30minutos), dado por um Personal Trainer, em que os pobres dos nossos músculos trabalham muito mais devido à electroestimulação e com o bónus de ser só uma vez por semana.Gostei, fiquei e mudei.
Se, no início me era completamente indiferente se conseguia fazer 20 ou 50 abdominais, se era capaz de fazer 2 ou 5 sprints, agora o pensamento mudou. Se, as minhas incursões no desporto sempre foram no sentido de cumprir os mínimos, a partir do momento que defini um objectivo para mim mesma, fui sentido a minha cabeça a mudar. Óbvio que não mudou sozinha, o facto de ter alguém que, semanalmente insiste comigo, me motiva e me manda calar de cada vez que eu digo que não vou conseguir, faz toda a diferença. No fundo, sentir que acreditam em nós e que nos acham capazes de fazer mais e melhor, é o suficiente para nós acreditarmos também. E, que fique bem claro, que esta última frase vai quase contra tudo aquilo em que eu acredito, mas nem sempre, nem nunca, certo? 
E depois vem a superação. Superar-me a mim mesma deu-me uma verdadeira explosão de alegria, um boom na minha auto-estima. Pode soar a exagero, a futilidade até, mas um objectivo é um objectivo, seja ele fazer uma tese de mestrado, mudar de emprego, mudar de casa, iniciar uma dieta ou correr uma maratona, acredito que a sensação de superação seja sempre igual, que a alegria e confiança que traz não se mede pela importância do feito alcançado. E, assim sendo, eu estou muito feliz comigo própria. (e ainda não atingi o objectivo que me propus)





This is us


"There's no lemon so sour that you can't make something resembling lemonade"

os nossos programas de quinta à noite.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Não digam que eu não sou vossa amiga #11

Nunca, mas nunca, sob nenhuma circunstância, comprem este chocolatinho aqui:


É perfeito demais para se fazer aquela coisa bonita e cheia de auto-controlo (coisa que nenhuma mulher tem na TPM), que é o "um quadradinho de vez em quando".  O teor de cacu está no ponto, está longe de ser um chocolate amargo, mas também não é nada doce e o toque do sal marinho acentua ainda mais o sabor do chocolate.E nunca o tentem barrar com uma camada de manteiga de amendoim caseirinha, fica mau de tão bom que é.

P.S.- vende-se no LIDL

sábado, 25 de fevereiro de 2017

New pancakes in the house



São a mais recente evolução das panquecas básicas cá de casa e, deixam-me muito feliz logo pela manhã! Eu adoro o sabor pouco doce dos frutos vermelhos e, o contraste com o sabor adocicado da banana fica perfeito. Ora atentem na receita "básico mais básico não há":

3 ovos
2 bananas pequenas/médias
5 colheres de sopa de farinha de aveia (ou outra qualquer a gosto)
1 iogurte grego natural
morangos, mirtilos, framboesas

Misturar tudo na varinha mágica, excepto os frutos vermelhos e o iogurte grego. Este último adicionar à mão e envolver, porque se batermos na varinha mágica fica uma massa muito liquida. Depois de colocar ao lume, numa frigideira anti-aderente, ou untada ligeiramente com óleo de coco, aguardar que a massa fique com bolhinhas e, nesse momento, juntar os frutos vermelhos a gosto em pedaços pequeninos. Virar, retirar, deixar esfriar e provar!! 
As quantidades que coloquei dão para mim e para os meninos, podendo ocasionalmente sobrar uma ou duas no máximo. 

Bom apetite

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Cavalos de corrida



Brinquei com o assunto, mas apercebo-me que, sempre que tenho uma reunião com pais de meninos da idade dos meus, fico com muita coisa a andar ás voltas na minha cabeça. Não sou melhor do que ninguém, não sou melhor mãe do que as outras, mas há coisas com as quais eu não me identifico de todo.
Tratava-se então duma reunião para apresentar, aos pais dos meninos das salas dos 5 anos, o Projecto do 1º Ciclo do colégio, quais os valores porque se regiam, os moldes e pedagogias utilizadas, a organização de horários, intervalos, refeitórios, cargas horárias por área curricular e afins... Houve quem questionasse acerca de trabalhos de casa, férias, actividades extra-curriculares... e depois houve quem questionasse acerca da possibilidade dos professores enviarem fichas para os pais fazerem em casa com os filhos como preparação para testes e, a questão ia no sentido daquela mãe querer essas ditas fichas. Estou longe de querer criticar uns pais que se querem envolver no percurso escolar dos seus filhos, que os querem ajudar no estudo, aqui o que me faz confusão é este sofrimento por antecipação, esta necessidade de, com um ano de antecedência, programar o estudo de uma criança de 6 anos. Sim, porque também foi questionado a existência ou não de aulas de revisão para testes... E o tom da questão foi bem entendido, porque, algures na resposta da coordenadora, ouviu-se  a frase "os pais devem ser pais e os professores são professores". Caramba, a criança ainda nem tem mochila e livros e já anda alguém a pensar como vão ser as vésperas dos testes. Isto é ansiedade pura, e os miúdos são esponjas, sentem, absorvem e guardam neles esse medo, essa responsabilidade desmedida. A pressão, quando bem doseada, e em algumas crianças e adultos, pode resultar bem, cria sensação de que é preciso agir, mas em outros tantos, a pressão causa uma ansiedade desmedida que bloqueia. Nós estamos longe de reagir igual e, tenho a plena noção que, no que à escola e estudo diz respeito, vou ter de ter atitudes bem diferentes com os meus dois filhos. 
O que me "incomoda" aqui é o enfoque dado em testes, avaliações e notas, quando o destaque deveria ser dado à forma como aprendem, como pensam. Bem sei que o próprio sistema está organizado desta forma e, facilmente, somos engolidos por um bicho papão de rankings e classificações, mas acredito que devemos ser mais fortes do que isso e, em vez de criarmos máquinas de repetir e papaguear conhecimento, deveríamos apostar mais em criar pessoas capazes de pensar, refletir, questionar, com vontade de saber mais.
Que fique claro que eu incuto nos meus filhos o sentido de responsabilidade, que espero que se esforcem para que façam sempre o melhor que conseguirem.E, tal como a maioria das mães, fico orgulhosa quando assim é e, facilmente espalho aos quatro ventos que o Miguel teve uma nota excelente no exame de Karaté e que o Diogo traz uma avaliação fabulosa da patinagem. Mas, o que realmente me enche de orgulho, é vir discriminado que são respeitadores das regras da aula, que são esforçados, empenhados e que colaboram em todas as actividades. Não penso com certeza de forma muito diferente dessa mãe, mas a linha que separa o querer que eles sejam o melhor deles próprios e o melhor ponto final, é muito ténue. Quero filhos capazes, bem preparados para o futuro no que ao conhecimento diz respeito, mas não quero isso a todo o custo. Isto não é simples, pois não?
 

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

A minha criança interior está viva



Reunião de apresentação do Projecto e Organização do 1º ciclo na escola dos rapazes. Algures a meio da mesma, há uma mãe, extremosa até mais não, que questiona se, os professores têm por hábito enviar fichas para os alunos fazerem em casa antes dos testes. Na minha cabeça, o primeiro pensamento foi:
- Fichas? Mas agora os putos vão jogar poker?

(amanhã escrevo, de forma mais séria, sobre este assunto que me apoquenta)

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Breackfast please

Gosto de partilhar, gosto mesmo. Tudo, ou quase tudo aquilo que acho que vai ser bom para quem me ouve, lê ou consulta. Gosto de oferecer coisas que eu própria gosto muito de ter, e dou por mim, várias vezes, a comprar presentes que já comprei para mim ou para os meus filhos. Neste contexto, partilho inúmeras vezes na minha conta de instagram os pequenos almoços lá de casa, ora meus, ora dos meninos, regra geral, bastante saudáveis, apelativos e muito variados. E, por isto mesmo, fui desafiada pelo meu amigo João Moreira Pinto, (em Outubro cof, cof cof) a escrever um post com sugestões de pequenos almoços saudáveis para os mais pequenos. Ora espreitem lá aqui!!

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Questões para lá de pertinentes #29


Como é que se explica, no segundo mês do ano de 2017, que alguém, algures nos seus 30 anos, me pergunte se o meu endereço de email leva acento?



terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Zebras, a morte, fotografias e a nossa mania de os salvar.


Quase dois meses depois tive de lhes contar que a zebra Tombi, que acompanhavam desde o segundo dia de vida, tinha morrido. No entanto, depois de tanto sofrimento a que já assisti naqueles dois por outras mortes de animais, desta vez não tive coragem para falar a verdade e disse que a Tombi já não estava na quinta porque tinha ido para um Jardim Zoológico. A primeira pergunta foi do Diogo, que quis saber se nunca mais a íamos ver, ao que o Miguel respondeu de forma muito pragmática: vamos a esse jardim zoológico e estamos com ela. Disse que não era possível, que era numa cidade muito longe e, nesse momento o Diogo desata a chorar, mas a chorar a sério. Revoltado. E eu quis um buraco para me enfiar porque me arrependi imediatamente de não ter dito a verdade, a minha mentira não lhe poupou qualquer tristeza, até acho que foi pior a emenda que o soneto, uma vez que o senti revoltado por não se ter despedido e apenas lhe terem dito na véspera de ir à quinta. 
O Miguel seguiu com a vida dele e foi, tranquilamente brincar. Mas o Diogo não. O Diogo deitou-se na cama, agarrou-se ao seu ursinho e  a mim numa tristeza... Pedi-lhe desculpa por lhe ter mentido, que não gosto mesmo nada de lhe mentir e contei-lhe o que realmente aconteceu. Pode até ter sido impressão minha, mas achei que, no meio do choro e da tristeza, se acalmou e disse logo que me desculpava, que eu menti "na hora certa", porque o Miguel estava no quarto, não ia entender a verdade e assim não ficou triste. Só este meu filho para dizer isto... Quis ficar agarrado a mim na cama, sentia-lhe a tristeza na força com que me abraçava e comovi-me também. 
Quando acalmou, sugeri-lhe imprimirmos umas fotografias que tínhamos tirado com a Tombi e colocá-las no quarto para que, desta forma, ficasse sempre presente. No dia seguinte, sem falhar, cheguei a casa com três fotos que ele emoldurou e, meticulosamente, escolheu o melhor local para pendurar.


E eu reforcei aquilo que tão bem sei, que não temos, nem devemos, nem precisamos de os salvar das tristezas da vida, das frustrações, da verdade, mesmo que isso magoe. Ele lidou, mais uma vez, com a morte,  percebeu a importância de termos momentos guardados em papel para que a saudade seja celebrada em honra de memórias felizes.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Questões para lá de pertinentes #28


O que leva alguém a criar a página de instagram do seu cão/gato/periquito/chinchila? 
Não daria para partilhar imagens do bicho na sua própria conta? E quando estes seres iluminados (e com muito tempo livre) possuem mais do que um animal e criam duas ou três páginas e, na biografia do bicho escrevem: Olá, sou o @Bobi, irmão mais novo do @Tareco, de forma a informar os visitantes que, aquele dono, administra mais do que uma página animal.
O cão/gato/piriquito/chinchila respondem às mensagens? Fazem likes nas próprias fotos? Seguem animais de outras espécies ou só da própria? Os bichinhos também terão haters que fazem comentários depreciativos à sua pelagem/plumagem ou mesmo quanto à sua forma física? Terão alguns patrocínios de marcas de ração?São eles que escolhem os filtros que mais lhes favorece o brilho do pelo/penas? Também partilham coisas no instastories? Será que, quando estes donos querem que os bichinhos procriem, lhes criam uma conta no Tinder? 

Há dias em que acordo com a cabeça carregadinha de pontos de interrogação.

Questões para lá de pertinentes #27


Sou só eu que acho estúpido quando vejo os donos da mercearia biológica da minha rua, cá porta a fumar?
É que não bate a bota com a perdigota. Estar preocupado, e bem, com todos os químicos e pesticidas presentes nas frutas e legumes e depois fazer inalações de benzeno e amigos, no mínimo é estranho.
Ou então aquilo é erva plantada no quintal das traseiras e, aí sim, há coerência.