Quatro anos, quatro etapas, a mesma segurança e felicidade.
Tudo o resto pouco importa. Sabe o nome de todos os planetas, e de outras entidades espaciais, devorou dinossauros de todos os tipos, sabia-lhes aqueles nomes complicados e a sua forma de vida, aprendeu sobre os animais da quinta e da floresta, sobre o fundo do mar, fez uma viagem pelo mundo e provou sabores de Espanha, França, Inglaterra México, Brasil e Estados Unidos, sabe tanto sobre os descobrimentos, como construir um castelo e uma caravela, sabe sobre Reis, sobre a descoberta de África, de Terras de Vera Cruz e sobre as especiarias da Índia, sabe músicas inteiras em inglês com uma pronúncia de fazer inveja a muitos adultos, aprendeu a fazer cambalhotas, saltar ao pé coxinho e a tocar instrumentos. E, em cada coisa nova que absorveu, o Diogo foi feliz. Acredito que, se lhe desse a escolher, reduzíamos as férias e os fins de semana para metade e eu não levo a mal, da mesma forma que até achei bonito a primeira vez que me chamou o nome da educadora. E que sorte tivemos nós nesse aspecto!! Com ele, estiveram duas pessoas maravilhosas que tão bem souberam contornar objectivos, metas e planos pedagógicos implícitos a um colégio privado, tornando tudo numa suave e deliciosa brincadeira, impondo as regras certas, sendo flexíveis com a desordem própria de tanta criança junta, promovendo uma deliciosa harmonia entre todos. Que sorte a nossa, poder "emprestar" os nossos filhos a quem tem os valores em sintonia com os nossos.
Hoje, ao deixá-lo pela última vez no polo I, pedi-lhe para me abraçar e perguntei-lhe: Foste muito feliz aqui, não foste? E ele, com aquele sorriso maroto, com aquela covinha mais fofa, disse-me que sim, que foi muito feliz ali. Era uma pergunta retórica, mas ele ainda não sabe o que isso é...














