Trata-se da sequência lógica que me tem acompanhado nos últimos meses no que ao desporto diz respeito.
Se olhar para trás, vejo que fiz actividade física a maior parte da minha vida: natação, dança jazz, contemporânea, hip hop, capoeira, as tradicionais modalidades de ginásio, como aeróbicas, body combat, cycle, musculação, mas sem nunca ter criado aquele famoso "vício" pelo desporto. E, vendo bem, nunca pratiquei qualquer desporto que tivesse o mínimo de competição porque competitiva, definitivamente, é coisa que eu não sou. Ou não era. Há dois anos experimentei o crossfit e surpreendi-me, não por me ter tornado a típica crossfiter, mas porque comecei a treinar 3 vezes por semana às sete da manhã (ou da madrugada). Gostava daquilo, do facto de ser sempre diferente, de ir notando a minha evolução, mas sem nunca entrar em loucuras como vi muita gente fazer.. Por motivos vários, fui gradualmente abandonando a modalidade, até que dei por mim novamente a não fazer nenhum. Fui então desafiada por um amigo para experimentar o treino com electroestimulação que, de forma mais ou menos resumida, trata-se dum treino curto (+/- 30minutos), dado por um Personal Trainer, em que os pobres dos nossos músculos trabalham muito mais devido à electroestimulação e com o bónus de ser só uma vez por semana.Gostei, fiquei e mudei.
Se, no início me era completamente indiferente se conseguia fazer 20 ou 50 abdominais, se era capaz de fazer 2 ou 5 sprints, agora o pensamento mudou. Se, as minhas incursões no desporto sempre foram no sentido de cumprir os mínimos, a partir do momento que defini um objectivo para mim mesma, fui sentido a minha cabeça a mudar. Óbvio que não mudou sozinha, o facto de ter alguém que, semanalmente insiste comigo, me motiva e me manda calar de cada vez que eu digo que não vou conseguir, faz toda a diferença. No fundo, sentir que acreditam em nós e que nos acham capazes de fazer mais e melhor, é o suficiente para nós acreditarmos também. E, que fique bem claro, que esta última frase vai quase contra tudo aquilo em que eu acredito, mas nem sempre, nem nunca, certo?
E depois vem a superação. Superar-me a mim mesma deu-me uma verdadeira explosão de alegria, um boom na minha auto-estima. Pode soar a exagero, a futilidade até, mas um objectivo é um objectivo, seja ele fazer uma tese de mestrado, mudar de emprego, mudar de casa, iniciar uma dieta ou correr uma maratona, acredito que a sensação de superação seja sempre igual, que a alegria e confiança que traz não se mede pela importância do feito alcançado. E, assim sendo, eu estou muito feliz comigo própria. (e ainda não atingi o objectivo que me propus)