quarta-feira, 31 de janeiro de 2018
segunda-feira, 15 de janeiro de 2018
Ansiedades boas
Ansiava que o Diogo soubesse ler, pelo poder e conhecimento que isso lhe traz. Ansiava que ele soubesse ler para lhe poder mandar recados surpresa na lancheira.
Hoje foi o primeiro. "Amo-te batata", para que saiba que só posso ter sido eu a escrever.
Agora anseio pelo final do dia para saber o que achou da surpresa.
sexta-feira, 5 de janeiro de 2018
Alerta #2
E cabe-me alertar-vos novamente, para produtos do demónio. Desta vez trata-se dum cocktail de frutos secos, composto por arandos e passas desidratados com pistácios, amendoas e pós mágicos viciantes (este último ingrediente não está descrito na listagem, mas eu estou muito desconfiada).
Mais vos informo que abri o pacote após o almoço, para ter um ligeiro acompanhamento do café e devorei o pacote inteiro. Ah e tal, muito saudável, gordura muito boa para o cérebro da Beatriz, açucar apenas da fruta, muita fibra e coiso e tal... mas lambuzei quase MIL CALORIAS após o almoço. MIL. MIL....
segunda-feira, 18 de dezembro de 2017
Alegria é #26
...descobrir um novo dom maravilhoso no filho mais velho e ter plena certeza que vou abusar da sua boa vontade o máximo de vezes que conseguir.
Não digam nada a ninguém, mas o Diogo faz umas massagens maravilhosas e, quem me conhece, sabe o quanto eu gosto de festinhas, miminhos, massagens, que me cocem as costas e afins.
quinta-feira, 7 de dezembro de 2017
Parem o relógio.Urgentemente.
Disse aqui, em janeiro deste ano, que lhe repeti por diversas vezes a frase "cheiras-me a filho" e, nas últimas semanas, ao regressar da escola, o rapaz cheira-me a suor. Ok, é levezinho, continua a ser o cheiro do meu filho, mas não o cheiro do meu bebé. Confesso que fui inspeccionar directamente ao sovaco para ter a certeza que não estaria com alucinações olfactivas, que o cheiro não viria da roupa por algum adulto acabado de correr a maratona se ter encostado... Como é que é possível? Não há uma lei que proíba crianças de seis anos e nove meses de terem cheiro a adolescente??
Não me conformo.
Não estou preparada.
Não quero estar e tenho raiva de que esteja.
terça-feira, 5 de dezembro de 2017
É que é tal e qual...
Li agora este post no blogue Amãezónia e, se o meu touro (a.k.a Miguel) não se enquadra praticamente nada nesta descrição, já o meu peixe (a.k.a. Diogo) não poderia estar melhor.
"Peixes: as esponjas do zodíaco infantil. Topam tudo, por isso esqueçam aquela ideia de falar sobre eles com terceiros enquanto eles brincam ao lado com legos. Eles estão ligados. O humor matinal e as explosões emocionais podem ser questões delicadas, nada de abusar. Como são ultra-sensíveis os pais têm que estar sempre atentos para não pisarem a linha. Isto pode ser esgotante para uma mãe galinha (descontrai amiga). Dizem sempre maravilhas deste signo mas por experiência própria, acreditem, podem ser um osso duro de roer. Porque vivem no mundo da imaginação há alta possibilidade de estas crianças vos imaginarem continuamente com cabeça de dinossauro ou unicórnio.
Principal característica: birras (do tipo dramático).
segunda-feira, 4 de dezembro de 2017
Homens de família
O Diogo entrou para a escola com dois anos e meio e, passados meia dúzia de meses já falava da Carolina como sendo sua namorada e, algures na sala dos 3 anos, um ano depois, perguntou-lhe se ela queria casar com ele, ela aceitou e ele disse que o Paulo Gonzo iria cantar no casamento deles. Segundo ele, iam ter 14 filhos (??) e, para esse efeito, ele ia comprar um camião (??) porque um carro normal não dava para tantas cadeirinhas. Traziam flores um para o outro, ficavam envergonhados quando se encontravam fora da escola e ai de quem dissesse ao Diogo que era melhor arranjar outra namorada, chegou a chorar de fúria quando lhe sugeriram trocar. Entretanto, no início dos 5 anos a Carolina disse que não queria namorar mais porque, segundo a irmã mais velha, os rapazes eram uns chatos. O Diogo andava triste, chorou quando me contou e o tempo fez a sua parte.
O Miguel entrou para a escola com dois anos e meio e, já quase no final do seu primeiro ano de creche, foi falando com mais amor da Beatriz, que era a melhor amiga e, resolveram assumir o namoro (de início muuuuito mais ela do que ele) já na sala dos 3 anos. Falam um do outro em casa quando estão de férias, ficam tristes quando um não vai à escola. Há duas semanas atrás começou com uma conversa acerca de casamento e de que iria casar com a Beatriz. Pela forma como me falou achei por bem perguntar-lhe se a Beatriz estava a par desses seus planos e ele disse-me que lhe iria contar. Lá lhe expliquei que tem de a pedir em casamento, que pode usar um anel para esse efeito e não apenas comunicar-lhe os factos. Dias mais tarde, trouxe da fábrica do pai uns "brilhantes" e guardou-os no bolso para oferecer e, numa sexta ao final da tarde, recebo mensagem da mãe da minha nora dizendo que a filha estava noiva e radiante com o seu "brilhante de verdade" que serviria para ela construir o anel. (adoro esta geração DIY). O Miguel já me contou que vai casar apenas quando for adulto, aos 18 anos (??) e muito desprendido diz-me que vai para outra casa e eu fico na minha (o meu bebé ultra dependente de mim foi para onde?).
Posto isto, tenho dois projectos de homens casadoiros, com vontade e planos sérios de constituir família e abandonar o meu colo... Pensando bem, não sei se acho assim tanta graça.
Posto isto, tenho dois projectos de homens casadoiros, com vontade e planos sérios de constituir família e abandonar o meu colo... Pensando bem, não sei se acho assim tanta graça.
terça-feira, 28 de novembro de 2017
Sacanas das hormonas
Hoje, em pleno trânsito, dei por mim emocionada, de olhos cheios de água enquanto me apercebia que o Miguel vai fazer 5 anos...
... em Maio do próximo ano.
domingo, 26 de novembro de 2017
As tais vinte
As vinte semanas são uma marco, quanto mais não seja porque dizem que é no meio que está a virtude. Já senti os outros "meios" ao ponto de os escrever, primeiro estes e dois anos depois estes. Nunca são iguais e, diga-se o que disser, não se vive a segunda e a terceira gravidez com a intensidade da primeira. Porque o factor novidade esmorece, porque já sabemos muito bem ao que vamos, o que é ou não normal e expectável sentir e acontecer, porque temos filhos fora de nós que nos ocupam o colo, a cabeça e as preocupações também. Não é melhor, nem pior, é apenas diferente. E apesar de o ter escrito consciência plena de que isto é o normal, por vezes tenho pena de não sentir aquele entusiasmo da primeira vez, é como se agora toda a emoção e amor estivessem guardados para quando a vir. Não sinto aquela loucura duma primeira gravidez e, contribui para isso o facto de, por ter a placenta anterior, mesmo já estando a meio (ou a mais do que isso) ainda não a sentir porque aplacenta lhe amortece os movimentos. Saber que se está grávida é bom, ver as ecos é emocionante, mas ter aqueles toques e mexidelas ao longo do nosso dia ajuda a lembrar que temos uma pequena pessoa muito nossa a crescer às nossas custas. Como se, ao longo das horas eles nos fossem lembrando que estão por ali. E, nesta fase estes movimentos são bons, ainda estou ligeiramente distante da fase em que sentimos um pé a empurrar as costelas, outro a esmagar o fígado e uns apertos no estômago. Sim, porque aí não haverá placenta que me safe...
Apesar de, em teoria, as vinte semanas marcarem o meio, eu desejo do fundo, fundinho do meu coração que o meio real desta gravidez já esteja mais do que ultrapassado. Porque a barriga está gigante, porque me basta a estria que me apareceu no finalzinho da gravidez do Miguel, porque suspeito bem que a anca me vai doer a gravidez toda com uma linda tendência para agravar à medida que a menina cresce, porque já me custam apertar as fivelas dos sapatos, porque o Miguel continua a pedir colo, porque os meninos estão ansiosos por ter a mana cá fora, porque me vai saber pela vida ter de novo um bebé colado a mim, porque estou muito curiosa para saber se desta vez vem uma loira ou morena, porque continuo sem me imaginar envolta em laços, folhos, rendas e cor de rosa, porque não queria passar dos 10 kilos. É só por isto.
terça-feira, 14 de novembro de 2017
Alerta
O demónio enfiou-se dentro dum frasco. Não comprem, não provem, desviem-se das prateleiras de supermercado, não lhe sintam sequer o cheiro.
Eu não fui a tempo, mas tu ainda tens hipóteses.
(trata-se duma manteiga de amendoim carregadinha de pequenos e crocantes pedaços dessa leguminosa safada)
sexta-feira, 10 de novembro de 2017
A aproveitar o balanço
Já que ando numa de promessas (esta estou a cumprir há dez dias), venha por este mui nobre meio prometer terminar todos os álbuns de fotografias antes da rapariga nascer.
Estou, neste preciso momento, a enviar para impressão os dois correspondentes a Setembro-Dezembro 2014 e o de Janeiro-Junho 2015. São mais de dois anos de atraso que precisam ser resolvidos em menos de seis meses. E, como há sempre um lado positivo em (quase) tudo, esta deliciosa gripe que me fechou em casa por dois dias (até ver...) já me permitiu organizar três álbuns que estavam a meio.
Façam o favor de cobrar lá para Abril e eu vou aproveitar para fazer figas para a meninas não se lembrar de nascer antes do tempo, por todos os motivos e mais este!!
segunda-feira, 6 de novembro de 2017
E às 17 semanas e 3 dias...
... visto "pela primeira vez" calças de grávida. Na verdade, tendo em conta o fim de semana, devia chamar-lhes "calças de cevadoto e de bochechas de porco assadas com arroz de açafrão e legumes salteados", mas isso é outra história.
Confesso que ainda estou na fase que me esqueço da gravidez, ao longo da maior parte do meu dia a dia, e esqueço tanto que, sexta feira passada, tive de enfiar roupa no saco para me vestir após a aula de pilates e, sem pensar duas vezes, coloco umas calças que já não devia vestir há duas, três semanas. Asneira e da grossa... tive de fazer as consultas sempre de bata abotoada porque só conseguir fechar o botão das calças com um elástico de cabelo. A verdade é que ainda não sinto a rapariga a mexer, mantenho a minha actividade física normal, as calças DE CINTA DESCIDA continuam a servir todas e estou naquela fase em que não há excesso de sono nem enjoos. O Pedro dizia-me que me esqueço porque é a terceira vez, mas eu tenho memória de ter sentido exactamente isto com os outros dois e, além do mais, não quero admitir que a discriminação de vir em terceiro vai começar já, já. Mas, a experiência diz-me que este "esquecimento" é coisa para durar pouco mais, os movimentos estão quase a ser sentidos, a barriga vai começar a incomodar de noite, vai haver muita roupa para arrumar do armário e os exercícios vão começar a ficar limitados. O que eu gostava mesmo de esquecer é que a azia vai começar a espreitar, os tornozelos a inchar, o colinho aos outros dois vai ter de ser adaptado e vou andar ainda mais com os "pés para as montras".
P.S- o que eu já em tinha esquecido mesmo é de como estas calças são muito confortáveis!
quarta-feira, 1 de novembro de 2017
Promessa pública exige cobrança
Hoje, dia 1 de Novembro, foi a última vez que comi doces durante os próximos 30 dias.
E tenho dito.
terça-feira, 31 de outubro de 2017
Na terceira gravidez já me reservo o direito de revirar os olhos
-Já sabia que estavas grávida, notava-se imenso.
-Ui, a tua barriga já está enorme.
-16 semanas? E a barriga? Não se nota nada.
-A tua cara está completamente diferente (isto dito algures às 10 semanas de gravidez)
-Nota-se mesmo que estás grávida duma menina, a tua cara está muito mais arredondada.
-Não vais querer ter mais filhos, pois não? Agora já tens a menina.
-Finalmente conseguiram ter uma menina.
-O teu nariz já mudou imenso.
-Vais sair com esses tacões?
-
sexta-feira, 13 de outubro de 2017
Standing ovation for me
Hoje completo 14 semanas de gravidez.
Aguardo para Abril a minha primeira filha, depois de dois rapazes.
Ainda não comprei UMA ÚNICA pecinha de roupa ou acessório. Nem em cor de rosa, nem noutra cor qualquer.
Exijo uma salva de palmas.
Obrigada.
quinta-feira, 12 de outubro de 2017
Questões para lá de pertinentes #32
É só o meu filho que quer ter as conversas mais profundas nos minutos imediatamente antes de dormir?
Já de luz apagada, já depois de eu ter estado na cama do irmão, basta eu entrara para a cama dele que aparecem mil coisas IMPORTANTES para me contar, desde os conflitos no recreio, as matérias novas que aprendeu, a facilidade ou dificuldade que teve em fazer as fichas, as dúvidas existenciais acerca da morte, da minha gravidez, das saudades, das reflexões que faz acerca do seu comportamento, das desculpas que tem para me pedir porque não cumpriu o castigo que lhe estava destinado e tudo e tudo e tudo... Acredito que aquele nosso aconchego o relaxe e o faça desabafar e pensar, bem sei que a almofada sempre foi boa conselheira, mas depois aquele rapaz tem uma certa dificuldade em parar de falar naquela hora e o serviço despertar cá em casa não fica nada facilitado.
É só o meu?
Pequeno guna em construção
Conversas nocturas
-Sabes Mamã, eu agora com Dinis uso uma palavra nova.
-Qual é?
-Ya.
-Como assim? Dá-me um exemplo de como a usas.
-O Dinis diz: Diogo, queres vir para o campo? E eu respondo: Ya, vamos.
-Ahhh (puro entusiasmo, só que não...)
-E com o Pedro também tenho uma palavra nova.
-Sim, qual é? (já a medo)
-Cena.
-Ai sim, e como a usam?
-Tipo, imagina que estamos a ver um filme dos Minions e eu digo: Já viste que cena fixe, Pedro?
-(desatei-me a rir, confesso)
-E o Duarte agora trata-me por "meu"
-A sério?
-Ele diz: Oh meu, vamos brincar. E eu respondo: Vamos oh meu.
(...)
Mas o que vem mesmo a ser isto? O rapaz entra para o primeiro ano para aprender a ler, escrever, fazer contas, enriquecer o seu vocabulário e, ao fim de um mês de aulas, é isto que me diz? Acho mal, acho mesmo muito mal...
terça-feira, 3 de outubro de 2017
Sou da partilha
Gosto de celebrar o meu aniversário e de juntar a mim todos os que me fazem feliz ao longo do ano, adorei o dia do meu casamento porque tive a sorte de o partilhar, de dividir a nossa alegria com todos os que aceitaram o convite, gosto de muita gente junta, não me assusta o barulho e a confusão, gosto de pretextos para jantares e almoçaradas de amigos. Gosto de contar as coisas boas e más que me acontecem, gosto de conversar, gosto de saber e ouvir e gosto também de falar. Gosto da partilha e só sou feliz nesse registo.
Quando engravidei do Diogo e do Miguel contei ao mundo no imediato, talvez nem as seis semanas ainda estivessem completas e, alheia à ideia de que nos devemos preservar no primeiro trimestre porque algo pode correr mal, sempre pensei que se alguma coisa corresse mal, quem partilhou a nossa alegria, partilharia a nossa tristeza. Mas desta vez fomos mais reservados e, pelos meninos, única e exclusivamente pelos meninos, resolvemos esperar pelas 12 semanas para contar. Com 6 e 4 anos já sabem o que é uma gravidez, conhecem mais ou menos a evolução, ou pelo menos sabem que a barriga cresce e mais tarde ou mais cedo dá para sentir o bebé e, assim sendo, achamos que não havia necessidade de colocar a hipótese deles terem de partilhar connosco uma eventual tristeza.
Confesso que não gostei de andar em segredo, de inventar desculpas e mentiras para algumas situações. Muitas vezes senti falta de partilhar o meu sono, o meu enjoo, a minha fome devoradora e as minhas angústias. Já disse muitas vezes que alegria partilhada duplica e tristeza partilhada vai para metade e por isso acho que não vivi estes três meses com a euforia que vivi das outras duas vezes. De cada vez que não aguentava mais e lá contava a uma ou outra pessoa parecia que me sentia ainda mais grávida, poder contar desde quando é que sabemos, como foram os primeiros dias, a descoberta do sexo, o nome, os planos...
Contar aos meninos foi maravilhoso, andávamos ansiosos e parece que só aí me senti verdadeiramente grávida, saíram-me uns quilos dos ombros. Não que estivesse com medo das reacções, mas porque queria dividir as coisas do dia a dia com eles, contar-lhes o que sinto, mostrar as imagens das ecografias... E depois contar à familia foi ainda mais espectacular porque foi a "missão" dos pequenos e, dito por eles tem um impacto muito mais delicioso. Terceiro filho, neto e sobrinho para uns e quinto neto e sobrinho para outros, mas a alegria, euforia e a surpresa não diferem muito da vivida há 7 anos atrás quando soube que estava grávida do Diogo.
Oficialmente, tudo faz mais sentido na partilha.
Confesso que não gostei de andar em segredo, de inventar desculpas e mentiras para algumas situações. Muitas vezes senti falta de partilhar o meu sono, o meu enjoo, a minha fome devoradora e as minhas angústias. Já disse muitas vezes que alegria partilhada duplica e tristeza partilhada vai para metade e por isso acho que não vivi estes três meses com a euforia que vivi das outras duas vezes. De cada vez que não aguentava mais e lá contava a uma ou outra pessoa parecia que me sentia ainda mais grávida, poder contar desde quando é que sabemos, como foram os primeiros dias, a descoberta do sexo, o nome, os planos...
Contar aos meninos foi maravilhoso, andávamos ansiosos e parece que só aí me senti verdadeiramente grávida, saíram-me uns quilos dos ombros. Não que estivesse com medo das reacções, mas porque queria dividir as coisas do dia a dia com eles, contar-lhes o que sinto, mostrar as imagens das ecografias... E depois contar à familia foi ainda mais espectacular porque foi a "missão" dos pequenos e, dito por eles tem um impacto muito mais delicioso. Terceiro filho, neto e sobrinho para uns e quinto neto e sobrinho para outros, mas a alegria, euforia e a surpresa não diferem muito da vivida há 7 anos atrás quando soube que estava grávida do Diogo.
Oficialmente, tudo faz mais sentido na partilha.
domingo, 1 de outubro de 2017
Não há dois sem três
Sempre me imaginei como mãe de meninas, aliás, tinha três nomes já escolhidos desde a infância/adolescência para quando elas me viessem parar aos braços, Beatriz, Carolina e Catarina, exactamente por esta ordem de preferência. Entretanto engravido dum primeiro rapaz e fiquei radiante, engravido do segundo e desejei secretamente que fosse outro rapaz. Eles cresceram e, o Diogo, com os seus 6 anos feitos pedia-me ocasionalmente uma mana e, mesmo depois de eu explicar e ele aceitar que não daria para escolher, manteve sempre essa preferência contagiando o Miguel. Queríamos mais filhos, e para nós seria totalmente indiferente e eu confesso que achava alguma graça a ser a única mulher no meio de mais quatro homens, mas o destino e a Natureza acharam por bem fazer a vontade aos meninos e a Beatriz já está a caminho.
Ana Beatriz para que se mantenha a tradição.
E eu, que tal como disse em cima, sempre me imaginei rodeada de meninas, dou por mim a pensar que não sei como me vou encaixar num mundo cor de rosa (não necessariamente, é certo), mas estou determinada a não me perder entre folhos, laços e rendas. A ver vamos...
segunda-feira, 25 de setembro de 2017
segunda-feira, 4 de setembro de 2017
Ano novo
Desde os tempos de escola que vivo o ano novo escolar de forma mais marcante do que o ano novo civil. Terminei os estudos há mais de dez anos e, mesmo assim, sinto sempre Setembro como um recomeço, apesar da minha vida nada mudar nessa altura, mas é o mês em que me escuto a ter planos, a encetar mudanças, a pensar em arrumações, projectos...
Entretanto chega Setembro de 2017 e o mundo redondo que gira, traz-me de volta o sentido dos recomeços de Setembro: o Diogo entra para o primeiro ano e com isso uma imensidão de novas rotinas. Nova hora para despertar, preparação de lanches, arrumação de espaço no escritório para que possa ter o seu cantinho de trabalho, horário afixado no frigorífico, compra de material, livros, encadernação, etiquetar tudo e mais alguma coisa, reorganizar horários de dormir, refeições, actividades extra-curriculares... Adoro tudo isto, e acho que, mais uma vez, me vou emocionar na próxima quinta feira, quando o acompanhar à sala no seu primeiro dia do Primeira Ciclo, como agora se diz.
E já sonho com o momento em que será ele a ler-me a história ao deitar, deliro com a possibilidade de poder trocar recados escritos. Acho que ele ainda não sabe os super poderes que vai ganhar este ano, mas desejo que sinta a escrita e a leitura como tal, como uma ferramenta poderosa para toda a vida.
E que aventura comece!!
segunda-feira, 7 de agosto de 2017
Aleatoriedades minhas #32
Regra geral, gosto de toda a gente até que me provem o contrário, salvo das honradíssimas excepções:
- pessoas que dão apertos de mão em que a mesma parece uma lula morta,
-pessoas que ao falar invadem o meu espaço de forma demasiado assertiva e, mesmo que eu me vá progressivamente afastando, elas vão entusiasticamente avançado na minha direcção.
segunda-feira, 31 de julho de 2017
2B, 3B, 4B e 5B
Quatro anos, quatro etapas, a mesma segurança e felicidade.
Tudo o resto pouco importa. Sabe o nome de todos os planetas, e de outras entidades espaciais, devorou dinossauros de todos os tipos, sabia-lhes aqueles nomes complicados e a sua forma de vida, aprendeu sobre os animais da quinta e da floresta, sobre o fundo do mar, fez uma viagem pelo mundo e provou sabores de Espanha, França, Inglaterra México, Brasil e Estados Unidos, sabe tanto sobre os descobrimentos, como construir um castelo e uma caravela, sabe sobre Reis, sobre a descoberta de África, de Terras de Vera Cruz e sobre as especiarias da Índia, sabe músicas inteiras em inglês com uma pronúncia de fazer inveja a muitos adultos, aprendeu a fazer cambalhotas, saltar ao pé coxinho e a tocar instrumentos. E, em cada coisa nova que absorveu, o Diogo foi feliz. Acredito que, se lhe desse a escolher, reduzíamos as férias e os fins de semana para metade e eu não levo a mal, da mesma forma que até achei bonito a primeira vez que me chamou o nome da educadora. E que sorte tivemos nós nesse aspecto!! Com ele, estiveram duas pessoas maravilhosas que tão bem souberam contornar objectivos, metas e planos pedagógicos implícitos a um colégio privado, tornando tudo numa suave e deliciosa brincadeira, impondo as regras certas, sendo flexíveis com a desordem própria de tanta criança junta, promovendo uma deliciosa harmonia entre todos. Que sorte a nossa, poder "emprestar" os nossos filhos a quem tem os valores em sintonia com os nossos.
Hoje, ao deixá-lo pela última vez no polo I, pedi-lhe para me abraçar e perguntei-lhe: Foste muito feliz aqui, não foste? E ele, com aquele sorriso maroto, com aquela covinha mais fofa, disse-me que sim, que foi muito feliz ali. Era uma pergunta retórica, mas ele ainda não sabe o que isso é...
terça-feira, 4 de julho de 2017
Aleatoriedades minhas #31
Há duas coisas sem as quais eu tenho a certeza que seria magérrima, tonifcada e com baixos níveis de gordura corporal:
Amigos e Tensão pré-menstrual
Os primeiros devido à quantidade de festas, aniversários, lanches, encontros, convívios, jantares e afins que me preenchem os fins de semana e, ocasionalmente, alguns dias da semana. O segundo por motivos que uma boa parte das mulheres do mundo, em idade fértil, entendem perfeitamente. Uma vez que os kilos ganhos com os primeiros trazem agarrados a si uma alegria imensa, era mulher para dar um prémio Nóbel a quem encontrar solução para o meu segundo problema.
Alegria é #25
Aos 6 anos e 4 meses acreditar na Fada dos Dentes. Esta inocência, que sei que tem os dias contados, é tão linda e, provavelmente, a melhor coisa da infância.
Subscrever:
Mensagens (Atom)





