Acontece, com mais frequência do que seria de esperar, que o egoísmo se manifeste de forma totalmente contrária à sua definição normal. Longe da atitude do "não quero saber", "só penso em mim", há o outro egoísmo, que, apesar de assumir uma forma oposta, a essência é a mesma. E este vê-se naqueles momentos em que alguém diz que não lhe apetece abordar este ou aquele assunto e, nós, egoístas, assumimos que isso não é verdade e, como nos vamos sentir muito melhor por mostrarmos a nossa (genuína) preocupação e interesse, abordamos a questão, falamos, interrogamos, queremos saber mais, para depois despejarmos meia dúzia de frases simpáticas e de tentativa de conforto. Não é má intenção na verdade, é só egoísmo. Aquele egoísmo que não permite respeitar a vontade do outro, a vontade de se manter em silêncio por tempo indeterminado.
Na tentativa de "ser simpático", fica pelo caminho o "ser empático" que, para mim, seria bem mais interessante e reconfortante.
3 comentários:
na mouche minha querida, na mouche...
* perfeito!
Este post começou na minha cabeça por tua causa e apercebi-me que todos somos "vítimas" e "agressores" em diferentes momentos da vida.
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