
São 40 semanas, uns falsos 9 meses em que aguardamos a chegada de meio metro de gente que mudará a nossa vida. E, à medida que vamos lendo, conversando e sabendo, a nossa cabeça funciona por etapas, aprendemos a querer que chegue "aquele dia".
Começamos por aguadar, ansiosamente, pelas 12 semanas, o fim do primeiro trimestre, altura em que, muitos casais, decidem ser a ideal para partilhar com amigos e familia que têm um bebé a caminho. O risco de o perder diminui bastante, está agora bem coladinho dentro de nós, e, na ecografia, vemos uma silhueta perfeita, igual a nossa e, com sorte, até podemos escolher o nome nesse dia. A 2 de Setembro sentimos uma enorme segurança, podíamos afirmar que estava tudo bem... com o Diogo!
Era tempo de desejar a próxima meta: as 24 semanas, quando biologica e legalmente, se considera, um "nascimento". No caso do pior acontecer, é a partir desta data, que se investe, se luta para que o coração continue a bater quando vem cá para fora! E a 24 de Novembro respiramos de alívio!
Segue-se a meta número 3, as 32 semanas, altura em que o risco dum nascimento prematuro diminui bastante e estamos perante um bebé com os pulmões minimamente preparados para o começar a trabalhar á séria. E a 18 de Janeiro ouvímos : " Está óptimo, com 1950kg... este já não me preocupa. Podem começar a pensar no próximo!!" Brincadeira, é certo, e estava longe de ser nosso desejo uma saída tão apressada, mas cada dia que passa, para além das 32 são 24h de pura evolução!
E agora, ás quase 34 semanas, sinto que não tenho uma próxima etapa em concreto. Desejo que cada dia passe tranquilamente, com o Diogo bem sossegadinho cá dentro. Se, por um lado, tenho uma vontade imensa de olhar para ele, a vontade de o ter bem aconchegado cá dentro é bem maior... pelo menos mais um mesinho. Dadas as circunstâncias do "acelaramento do processo", e, ao contrário do que oiço outras grávidas dizer, a minha grande(ás vezes, muito grande) ansiedade, é para demore muito para nascer.
E a próxima meta é amanhã!
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