
Há tantos e tantos Gustavos que me apertam o coração! Então agora... Agora que olho para o meu pequeno e penso que não o vou poder proteger sempre, não vai estar tudo ao meu alcance...
É impossível ficar indiferente ao apelo duns pais que se depararam com uma impotência imensa, é impossível não imaginar o que faríamos se o Gustavo fosse nosso. É impossível não imaginar aquela dor, aquele medo que não os deve nem deixar dormir!
Mas o que a mim me parece mesmo impossível, é que haja pessoas, em blogs, em facebooks, na imprensa e nos cafés, nas conversas de esquina, que critiquem todos os outros que responderam ao apelo dizendo: só vão doar porque ele é jogador de futebol! Gente pequenina esta!
É verdade, o pai do Gustavo é conhecido e fez uso disso quando mais precisou. E? Não fariam todos o mesmo?
É assim tão errado responder a um apelo só porque ele é conhecido? O argumento é o do costume: há tantos outros meninos... se não fosse conhecido, ninguém sabia!
Pois é, e se calhar, um ou dois desses "outros meninos" vai sair a ganhar com o pedido para o Gustavo!
E se fosse filho do Rei, não era menos menino que filho duma Maria ou Manel qualquer. E o Rei não era menos pai , não sofria menos e não dava menos a sua vida do que uma Maria ou Manel qualquer. Ser Mãe e ser Pai é um conceito que não se compadece com classes, marcas de carro ou contas de banco e o amor que se sente a um filho não é proporcional à assoalhadas da nossa casa!
4 comentários:
De total acordo!
Clap clap clap****
Perfeito!
Está tudo dito!
Ora nem mais, Ana. Eu não conseguiria escrever tão bem como tu. É isso mesmo!!!
Beijinhos,
Susana Maia.
Foi para um filho de uma Maria ou dum Manuel qualquer, que em tempos me tornei dadora, não foi preciso um apelo em massa, mas um apelo singelo de alguém que tal como sou agora, era PAI, e me fez perceber que são os pequenos gestos que nos tornam grandes!e pensei...que nunca venha a precisar de recorrer a ti, banco de medula, ou outro banco qualquer, mas para quem precisa, aqui estou eu de agulha no braço, a tentar tornar estas cruzadas em fardos menos duros e pesados. Porque é mesmo tão simples ser altruísta!
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