sábado, 14 de abril de 2012

Porque não poderia concordar mais!

"Amo os meus filhos acima de tudo na vida. Um amor tão grande, que às vezes acho que já não me cabe. Não sei qual será a orientação sexual deles. Ainda não sei. Mas sei que se forem homossexuais, os amarei da mesma forma, sempre. Sei que os amarei sempre. Gerei-os. Ando com eles ao colo. Andarei sempre com eles ao colo pela vida. Mas não quero sequer imaginar que um dia, alguém, ou muitos, me tratem mal os filhos, seja como for, seja pelo que for.

Por isto, por tudo, mesmo antes de os ter, nunca me coube esta falta de amor só porque as pessoas não são heterossexuais. Não percebo que seja critério de opção em tantos corações. Não entendo este repudio.

E seja lá qual for a orientação deles, nunca os ensinarei a aceitar a diferença. Qual diferença? Não se trata de diferença, nem de opção, apenas natureza. Não têm de aceitar nada, nem maus tratos, nem benevolência, nem compaixão, nada. Nem dar a outra face. Nunca. Não os quero a sorrir para um mundo que não os quer. Quero que saibam ser, mais nada. Se calhar sou utópica. Acho que sou. Mas é nesta utopia que quero o mundo para os meus filhos.


Qualquer mãe não entende quem não lhe ama os filhos. Qualquer mãe não dá a outra face. Isso é muito bonito, politicamente correcto, socialmente comovente, apenas não cabe na natureza de uma mãe."



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