Há muito que me imagino como Mãe de muitos (leia-se 3 ou 4). Tenho um primeiro filho fácil e doce, sinto que ser Mãe é a coisa que faço melhor na vida, ajudas não me faltam e amigas na mesma fase de vida (parecendo que não, facilita) e, todos estes factores juntos me incentivaram para o segundo.
E o segundo veio para a minha barriga... barriga que cresce e se faz notar a uma velocidade louca! E, como já falei aqui, com a barriga, crescem alguns medos, em nada semelhantes aos de uma primeira vez. Não sinto as ansiedades nas ecografias, nos exames e rastreios, não sinto medo de fazer este ou aquele esforço.
Eu, que sempre disse e repeti que amor de mãe não se divide e que, mesmo que toda a paixão que sinto pelo Diogo fosse para dividir por 3 ou 4, ainda dava muito, agora sinto medos de amor.
Medo de não amar igual, de forma tão intensa como amo o meu mais velho(!) Quando o abraço ou o deito, penso que o meu coração pode explodir e questiono-me como se vai aguentar a sentir isso em dobro. E será em dobro?
Assusto-me com o tal desleixo de que falei, da ausência de fotos a esta barriga (com excepção daquela acima) e com o medo que isso se reflita no fim dos 9 meses. Assusta-me não sentir a euforia de tantas primeiras vezes que já vivi e de as sentir como repetidas e não únicas, como deveria ser. Assusta-me não ter novamente paciência, nem vontade ou disponibilidade para um novo Projecto 365.
Medos de amor.
Em conversa com a minha prima (mãe de 2 exactamente com a mesma diferença que os meus irão ter) ela perguntou-me se eu já tinha tido "sentimentos de culpa" em relação ao Diogo, se já me tinham ocorrido pensamentos de "mas o que é que eu lhe vou fazer?" e, curiosamente sinto tudo ao contrário. Sinto que vou dar o melhor presente possível ao Diogo (ainda que ele não o perceba logo), mas assusta-me não poder dar ao Miguel a mesma "exclusividade" que dei ao primeiro.
Depois de por os pés no chão, e a razão voltar a mim, sei que tudo não passam de medos sem lógica e lembro-me da "pontada de amor" que senti no peito ao ver este vídeo aqui, e logo me veio a emoção de ter um ser de meio metro no colo, a dar banho na shantala, o bem que me vai saber amamentar de novo e tudo que irei viver outra vez. Só de pensar em tudo isso o coração disparou, o que mostra que os primeiros parágrafos deste post não passam de devaneios...
(mães e pais de muitos façam-se ouvir)
(mães e pais de muitos façam-se ouvir)
11 comentários:
"Medo de não amar igual, de forma tão intensa como amo o meu mais velho(!) Quando o abraço ou o deito, penso que o meu coração pode explodir e questiono-me como se vai aguentar a sentir isso em dobro. E será em dobro?"
Melancia, penso tanto, mas tanto nisto... Acho que é impossível amar outro alguém assim. Mas há uns tempos li que o amor de mãe não se divide, mas sim que se multiplica e faz sentido. E depois todos os pais e mães do mundo o fazem, com aparente normalidade, pelo que também devemos conseguir, diziam-me o meu marido há dias. E não, não estou grávida nem vou ter o 2º tão cedo.
PS - A tua barriga tá linda!
Que LINDA foto!! AdOOro, Adooro a forma verdadeira, despida, transparente como escreves o que te vai na alma. Sou mãe de "primeira viagem", e sou a primeira filha, por isso o que digo não é resultado de o viver na carne, mas sinto mesmo que cada filho é único e vivido de forma diferente, mas não menos especial. Vais ver que o Miguel vai despertar sentimentos em ti não menos intensos que o teu primeiro Principezinho. Talvez não vá despertar em ti tantos "entusiasmos", ou "excitação" da primeira paixão de Mãe mas, por outro lado, vai ter uma mãe "menos preocupada" pois já sabe na pele como é, e o Amor vai jorrar igualmente como a água da torneira do vídeo e embala-lo num abraço de 4.
Eu sei que no caso do Diogo parece dificil, mas uma coisa é certa, os segundos são sempre mais bonitos e mais inteligentes! Eu sou a prova disso :)
Eu não sou mãe de muitos, mas vou comentar.
Ao contrário do que esperava, não penso nisso. Como sabes, toda a vida ouvi a minha mãe justificar a minha condição de filha única pelo facto de ter tido receio de não sentir um amor igual ao que sente por mim por aquele que seria o meu irmão. Tanto ouvi a minha mãe, tanto debati o assunto, tanto a tentei chamar à razão, que me convenci a mim própria.
É verdade que o amor que sinto pelo Pedro me basta e, nessa medida, poderia ter a tentação de pensar/sentir que é exclusivo, que é único, que é raro, que era este o filho que me estava “destinado” para me completar e que por isso nenhum outro filho teria essa dimensão. Mas não. Quando me imagino mãe de dois, imagino que o meu segundo filho estará destinado a completar-me ainda mais, a ser o meu segundo filho, a ser o irmão do Pedro. Digo muitas vezes ao Pedro baixinho “és o meu filho preferido” e sei que um dia vou passar a dizê-lo de outro modo: “és o meu filho mais velho preferido” e ao pequenino “és o meu filho mais novo preferido”. Sim, porque este amor que nos basta é tão especial que torna a relação com cada um deles exclusiva e favorita.
Acredito mesmo nisso. Sempre com a consciência, como já ouvimos entendidos a falar, que há afinidades e compatibilidades que não permitem dizer que os filhos são para nós iguaizinhos. Porque eles não são iguais. Porque cada um deles terá o seu papel. Mas quanto ao amor, sim, quanto ao amor, por imensurável que é, não vale a pena medi-lo…
P.S- Adorei o comentário da Titi.
Ontem passei por aqui e queria ter comentado, mas depois tinha que ir ter com os meus "muitos" :)E ai está o meu problema é que eu tenho 2, mas tvz por vir de uma familia de 5, não acho que eles sejam muitos! Repito que não sei se é por ser de uma familia de 5, mas nunca tive este tipo de duvidas, nunca senti que por ter mais filhos deixaria de sentir amor por qualquer um deles, porque para mim não há maior prova de amor por um filho que lhe dar o melhor que o mundo tem e para mim isso é um irmão!
Ter irmãos é aprender todos os dias a viver em comunidade, a viver a partilhar, a viver apoiado e a viver apoiando! Uma das coisas que mais me enche de orgulho enqt Mãe é ouvir de quase toda a gente à minha volta "é impressionante eles são os melhores amigos, eles protegem-se sempre". Eu sei que eles tb se pegam, sei que se pegam muitas vezes, principalmente em casa, mas também sei que se estiverem sozinhos eles se suportam, sei que detestam ver o outro de castigo, sei que detestam quando o outro não está, ou qd ameaço que o outro fica sozinho! E este amor incondicional é uma lição que lhes vai ficar para a vida!
Eles são pequenos, ainda não passaram pela fase mais dificil, mas gosto de saber que têm esta relação de confiança agora e estou quase certa que isso permitirá que a venham a ter no futuro.
Mas então porquê arriscar com mais um? Porquê ter o terceiro? Porque tenho medo que um dia aconteça alguma coisa a um deles e o outro fique sozinho! Tvz porque a minha sogra não tenha tido tios, primos ou avós pq os pais dela eram filhos unicos, ou a irmã morreu... e eu não quero que eles se sintam sozinhos em nenhuma altura da vida! Porque eu quero que os meus netos saibam o que é ter primos.
E tvz porque este viver em familia sempre tenha sido a base da minha vida e o suporte que quero dar aos meus filhos. Nunca pensei muito se amava mais um do que outro, amo-os de forma diferente, porque eles são diferentes, nasceram em contextos muito diferentes em alturas muito diferentes da nossa vida em casal e em familia alargada, mesmo só fazendo diferença de 2 anos, e por isso têm que ser tratados de maneira diferente! São a minha princesa e o meu pirata... e agora vou ter de arranjar um nome para a mais pequenina! Posso sempre dizer que são a minha predilecta e o meu favorito, porque a próxima será a minha preferida! Cada um tem o seu espaço, cada um me preocupa por coisas diferentes, cada um é digno do meu amor incondicional!
bjs MA
Vamos esclarecer:
a tua prima sentiu culpa porque a exclusividade que dava à primeira acabou qd o segundo ainda estava na barriga - fiquei cerca de 2 meses em repouso absoluto o que se traduziu na impossibilidade de "tratar"da minha menina que tinha apenas 2 aninhos. Valeu-me a minha mãe.
De resto todas essas dúvidas sobre a dimensão do amor tive-as todas e agora servem para me rir um pouco. Qd o Miguel nascer vais escrever 1 post sobre isso:))
e também tu te vais rir dessas questões.
Acho que um dia sentirei exactamente o mesmo. Faço e dou tanto de mim à minha filha que receio não fazer e dar o mesmo, um dia mais tarde. Por exemplo, um simples álbum de fotografias, já que falavas em fotografias. A M já conta com uns 6/7 álbuns, com apenas dois anos. Ao todo, tem milhares de fotos tiradas. Será que num segundo filho terei essa paciência, essa disponibilidade e esse interesse?! Uma coisa é certa, vou amá-lo da "mesma maneira", vou querer muito mimar, beijar, abraçar e contemplar.
So tenho um filho (e ha muito pouco tempo) e sou filha única por isso talvez nao seja a pessoa mais adequada a comentar. Mas olhando para a tua família e para a forma como tantas vezes falam de equipas de futebol (pequenas eu sei) penso que os teus medos não fazem sentido! Vais amar o Miguel de uma forma diferente mas com a mesma intensidade! Vais brilhar com as suas primeiras vezes porque vão ser completamente diferentes. Vais chorar e rir com intensidade porque tudo vai ser outra vez novo!
E quando for a Beatriz vai ser igual :) até porque nunca compraste vestidos lololo
Eu sinto o mesmo que tu... será que vou ser capaz de amar o Gaspar da mesma forma que amo a Carmen. Mas depois penso naquilo que sei. Sei que quando a Carmen estava na minha barriga me perguntava se a ia amar. E amo! Não é brutal? Com o que aí vem sei que vai ser igual porque, tal como a macaca diz, o amor nao se divide, multiplica-se!
O que pode acontecer é que tu te identifiques mais com um do que com outro...
Mas fica descansada - o teu coração aguenta!
Beijinhos
eu comentei e acho que nao cliquei em enviar... D'ahhh!
Seja como for, em forma de resumo escrevi que penso igual e me questiono sobre a mesma coisa. Mas eu sei que tb me questionei qd a carmen estvaa na minha barriga e se a ia amar como dizem que se ama. E só fui capaz de ter essa certeza quando ela estava cá fora, com o passar dos dias, olhando para ela.
E com o gaspar vai ser igual, sem tirar nem pôr. pq cm a macaca diz, o amor multiplica-se, nao se divide!
E tu e o teu coraçao aguentam! Sim!
:)) vos garanto que sim...mas diferente, eu amo igual mas diferente, é dificil explicar, mas é o que sinto!!
Beijinho
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