terça-feira, 8 de julho de 2014

A alegria que se encontra na distância

No último sábado, dia 5, o Diogo rumou a sul com os avós para uns dias de praia, piscina e de "fazer o que bem lhe apetecer porque os avós são mesmo assim". Saiu de casa contente, num misto de ansiedade e apreensão de quem sabe que vai bater o recorde de dias longe dos pais. Temos falado três ou quatro vezes por dia via face time, sempre bem disposto, contente por nos ver mas sem vontade de falar durante muito tempo. E hoje,  a avó desfez-se em elogios para o comportamento do meu moreno, sem uma birra (está à minha espera, obviamente) sempre bem disposto, faz tudo o que lhe pedem e distribui simpatia. E, no meio da brincadeira disse : Vovó, estou feliz! 
Haverá melhor? O meu filho, o meu rapazinho diz que está feliz! E, mais feliz fico eu por o saber assim longe de nós, porque o interpreto como estando seguro, tranquilo, certo de que estamos sempre com ele. O meu Diogo cresce, está autónomo e tem aquele coração muito bem resolvido porque é feliz, mesmo sabendo que os pais estão longe com o mano pequeno, aquele que um dia lhe ameaçou tirar o lugar!!
Por outro lado, o Miguel ganhou uns dias de estatuto de filho único e, apesar de os olhos brilharem e o sorriso abrir em leque quando vê o Diogo pelo telemóvel, anda numa alegria só por sermos só para ele. Ri, bate palmas por tudo e por nada, faz novos sons, diz olá a tudo o que mexe e abraça-me de alegria, corre para mim e agarra-me. Está tão feliz o meu loirinho. e eu, confesso, que não podia estar a gostar mais de dedicar em exclusivo o meu tempo ao Miguel. Há muito que eu, e ele , precisávamos. Há muito que a minha consciência, e o meu coração, pediam esta disponibilidade.
E depois derreto quando vejo o Diogo, via Face Time, a fazer as palhaçadas favoritas do Miguel e derreto mais um pouco quando o pequenito dá beijos nas fotografias do mano grande. 
E, amanhã, prometo derreter o Diogo de tanto abraço e beijo que lhe vou dar..

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