terça-feira, 9 de junho de 2015

Coisas boas de não trabalhar

Quase todas as sextas vamos à feira. Escolhemos fruta e legumes para a semana e, nesse dia, o meu frigorifico fica  rebentar pelas costuras. O Miguel come cerejas e adora ir ver os patos, as galinhas e os coelhos. Empurra os carrinhos de mão que por lá andam espalhados e, mesmo sendo início da manhã, lambuza-se com azeitonas e tremoços que a senhora lhe oferece.
De longe a longe vamos a Angeiras comprar peixe. Hoje compramos sardinhas, robalo e lulinhas para grelhar. Depois subimos e fomos comprar legumes, os pepinos tinham um ar tosco e, segundo a vendedora, senhora velhinha, velhinha, tinham acabado de chegar do lavrador, tal como os pimentos. Numa banca mais à frente, fomos atendidos por um casal velhinho, velhinho e com simpatia e tranquilidade proporcional à idade. Deixaram o Miguel mexer em tudo e ainda lhe ofereceram um saquinho com tremoços e azeitonas biológicas deliciosas, bem como uma cenoura dum laranja brilhante, ainda com a rama. Foi só lavar e comer durante o regresso a casa.
Posso escolher com calma, podemos parar a conversar com quem nos atende. E, mesmo assim, com o tempo à minha disposição, ainda dou comigo muitas vezes a dizer "despacha-te", "vamos chegar atrasados", "come rápido o pequeno almoço". Isto desaparece quando?

2 comentários:

macaca grava-por-cima disse...

que inveja da boa! são essas pequenas coisas que a mim me enchem de felicidade...

Anónimo disse...

Conheceste o Sr. Chaira e a mulher! São uns queridos. Aqui também há viciados nos tremoços e azeitonas de lá! Desde pequeninos...