A linha que separa uma criança normal, espontânea, descontraída e uma mal educada é muito ténue.
E eu própria tantas vezes fico confusa com aquilo que devo ou não permitir ou repreender. Porque, às vezes, dou por mim a sentir-me uma grande chata com tantos "nãos" e imposições que talvez nem sejam assim tão necessárias. Desconheço o que seja o comportamento normal e aceitável de duas crianças de 4 e 2 anos e talvez o "aceitável" numa maioria não seja o meu. Haverá, certamente, coisas que, para a minha família sejam aceites, não se considerem problema e essa não seja a regra para os restantes. E, afinal, o que importa mais? Acredito que os nossos próprios valores valham sempre mais, mas, a verdade, é que vivemos em sociedade e, por mais que não estejamos focados no que os outros pensam, é quase inevitável que, uma vez ou outra, saia uma repreensão só para não parecer mal a terceiros. Detesto quando isto acontece, especialmente porque não sou coerente.
Ninguém disse que era fácil, pois não?
1 comentário:
Gostei tanto desta reflexão…
E não, não é fácil…
Bj, Raquel
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