Nuns dias em que a vida nos têm pregado partidas, daquelas que nos aceleram o coração, nos fazem ver o mundo com uns olhos mais escuros, mais pesados, esta música faz-me ainda mais sentido.
Não vivo com medo da morte, não penso neste assunto de forma espontânea, mas acredito que os anos me vão mudar noutro sentido. As dores de crescimento afinal são estas, as da alma, do coração assustado.
E, porque as últimas semanas me mostraram, por duas vezes, a imprevisibilidade em que vivemos, só me faz sentido libertar-me de coisas acessórias, relativizar problemas, destralhar a cabeça de pensamentos que não acrescentam nada, limpar a vida de sujeiras acumuladas. Não é viver como uma tolinha alienada da realidade, alheia ao que se passa, é só viver mesmo. Viver. Ser grata pelas coisas boas, mas, acima de tudo saber reconhecê-las, saber procurá-las quando parecem estar escondidas.
I don't know who's gonna kiss you when I'm gone
So I'm gonna love you now, like it's all I have
I know it'll kill me when it's over
I don't wanna think about it, I want you to love me now
1 comentário:
Nunca falaste tão certo. É tão importante sabermos viver, sabermos dar valor ao que é importante, aos momentos, aos sorrisos, às palavras especiais...E acima de tudo, aproveitar todos os dias que nos são concedidos! Porque, como dizia um grande amigo meu no outro dia, também a propósito de uma perda, "a vida é apenas um sopro".
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