quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Carnavalices

Sempre gostei do Carnaval e podem-se contar pelos dedos duma mãos as vezes que não me mascarei, mesmo na idade adulta. Claro que o gosto dobra quando há duas pessoas pequenas em casa para mascarar e, pelo menos uma dessas pessoas, Miguel de seu nome, costuma dar-me trabalho nesse campo. Não porque não goste de se mascarar, mas antes porque a sua criatividade e as suas ideias fixas, lhe permitem escolher personagens cujas roupas não existem. Aos 2 anos escolheu ir de Raiva, personagem do Divertidamente, aos 3 foi de Gato da Cartola, personagem dum livro que adora, e este ano quis ir de Buck a doninha louca do filme Idade do Gelo. Tenho a sorte de ter uma sogra que trata da maior parte do processo e com uma costureira maravilhosa neste campo, mas há sempre coisas e adereços que me complicam a vida. 
Este anos, uns dias antes do Carnaval, comentava este lado do Miguel com uma mãe dum menino da sala dele e como tinha dado voltas à cabeça, e aos sites todos, para arranjar a espada do Buck, que é um dente de dinossauro envolto em lianas. Disse-me que o filho dela, felizmente, ainda não escolhe as máscaras (ou não tem direito a escolher, fiquei na dúvida) e, para ela isso era uma coisa boa. Já eu, apesar da trabalheira, acho este lado do Miguel maravilhoso. Criativo, original,com ideias e opiniões muito próprias, sem seguir as cabeças e ideias alheias. Aliuás, está-se bem nas tintas quando lhe digo que os outros meninos não vão fazer a mínima ideia daquilo que ele está mascarado. Ainda por cima, escolhe personagens com as quais se identifica e com as quais eu também o identifico muito. Se aos dois anos o Miguel era bastante impulsivo e quis ir de Raiva, ao longo dos anos foi escolhendo personagens cómicas, ligeiramente loucas e com um humor bastante non sense, tal como ele. Isto para mim é fantástico e, enquanto der, não tento sequer contrariar este lado, mesmo que com uma barriga de 7 meses tenha de percorrer Santa Catarina, em vésperas de Carnaval para ir tentar comprar a última lança de guerreiro romano (coisinha mais parecida com dente de dinossauro) para a noite lhe dar uma (duas ou três...) pintadela de branco. 




1 comentário:

Pitú disse...

A criatividade dele é simplesmente maravilhosa! Um dom :)