quinta-feira, 29 de março de 2012

Escrevo para não ir lá

Está, desde há 30 minutos, uma Mãe e seu filho de, aproximadamente, 12-15 meses, na sala de espera. A mãe não brinca nem conversa com ele, nem uma única vez, nem uma música, nem um passeio, nada. O pequeno está sentado no colo e a senhora exige que ele fique quieto, que se sente direito no colo, que não deixe cair o brinquedo ao chão, sob a ameaça, constante de "levar tau tau". O rapazito chora, choraminga e conforma-se depois de ouvir um "és memso chorão".

Não é nada comigo, não é minha utente, nunca a vi mais gorda, mas, se eu fosse dada a responder aos meus impulsos, já lá estava na sala de espera, a dizer àquela senhora que o filho era um santo por não estar aos berros de impaciência, que brincar com o menino ajuda a passar o tempo, falar com ele com meiguice não lhe traz nenhuma doença e passear com ele pelos corredores também não lhe vai causar danos.

E penso que, aqueles livros que tenho em cima da mesa de cabeceira, deveriam ser de leitura obrigatória, nem que fosse assim por alto, para certas e determinadas pessoas que um dia decidiram parar de tomar a pílula. Bem sei que o comportamento desta senhora não é a coisa mais grave deste mundo, mas acredito que também há "violência" na omissão, no desprezo (talvez este termo seja muito forte, mas não me ocorre outro melhor) e na falta de cuidados com amor.

3 comentários:

MA disse...

Queremos os nomes dos livros que estão na mesinha de cabeceira :)
Quanto ao começo, que corra tudo bem e que seja um sucesso a nova aventura!
Beijinhos
MA

XaVier disse...

no final do primeiro parágrafo já só me passava uma palavra pela cabeça... e era bem feia... ;) fico possuída com essas gajas!

Mum's the boss disse...

ai ai ai... que eu não sei o que lhe faria...