Tal como disse ontem, andava desconfiada que aquela falta de apetite, a repulsa e mãos na boca mal via o prato de comida, eram algo mais que "fisiológico".
Gastroenterite vírica, por provável Enterovírus. Chique o menino!
E eu, médica de profissão e mãe da criança, andei aqui a empaliar sintomas e a fazer associações erradas!
Ora vejamos: desde há 3 semanas que o rapaz iniciou o leite das vaquinhas e, desde então (mais ou menos) que a primeira fralda da manhã vinha que era uma categoria de cheia e, praticamente não se via fralda, era mesmo caquinha de uma ponta a outra (adoro escatologia!). Associei à adaptação ao novo leite e tal, nada de grave. Entretanto vamos de férias, sexta passada, e o rapaz começa com umas coisas que se assemelhavam a diarreia, mas nada de especial, e aqui e ali, com um vómito a meio da refeição. Eu, (estúpida, estúpida, estúpida), associei a recusa e choro durante a refeição à minha nova regra: acabaram-se as palhaçadas à hora da refeição, que tanto gostam de fazer para o menino enfardar tudo que está no prato. Acarabaram-se danças, gaiolas de passarinhos e tudo o mais que eu não possa fazer em público. Achava eu que, filho meu danado da breca, que é, não comia porque eu não armava o circo e os vómitos eram porque se engasgava com o choro, ou com um pedaço ou outro menos a jeito, ou mesmo que puxava do vómito (coisa que já fez) para me mostrar quem mandava ali. Pobre bichinho!
E desde há 2 dias que começamos a notar que, mesmo comendo mal, a barriga do Diogo, parecia que ia explodir após as refeições. Nos entretantos, o rapaz mantém a sua boa disposição habitual, o mesmo padrão de sono, noites óptimas, a andar cada vez mais e melhor e, sem sinais de qualquer má disposição.
Mas, ontem lá fomos, com a tia Ju, ao Senhor Doutor Pediatra das Urgências que nem queria acreditar, como é que um rapazito com aquela barriga impalpável de dura e timpanizada, tinha entrado hospital a dentro pelo próprio pé a distribuir olás e sorrisos. Foi só tentar palpar aquela barriga que o meu filho devolveu a sopa toda!
E pronto, estamos a sopas sem "verdes", motiliuns e leites sem lactose.
Conclusões minhas:
1-confiar um bocadinho mais cedo no instinto que me dizia que algo não estava bem, em vez de tentar arranjar justificações;
2- acabar definitivamente com palhaçadas (e convencer as outras fontes de alimentação a fazer o mesmo) na hora da refeição para que, quando ele chorar ou recusar, sabermos que não é por falta de brincadeira, mas sim porque não quer mesmo e, duma próxima (NOT), percebermos mais cedo.
Conclusões do Senhor Doutor Pediatra das Urgências:
1- o Diogo é um tipo muito porreiro por andar assim há dias e manter o seu bom humor, porque segundo o senhor acima citado, já não via uma barriga assim há muito tempo.
2- o rapaz é extremamente desenvolvido para a idade no que toca a vocabulário e a "habilidades" (sim, sim, a mãe também é duma inteligência atroz)
3 comentários:
As melhoras para o Sr Diogo! Que fique bem rapidinho e volte a comer como deve ser!
e para ti no dia do "beijo" um beijo
MA
E pronto, detectada a razão, agora é ver o pequerrucho (ainda mais ) bem disposto!
Porque raio insistimos em não confiar no instinto?
Bjinhos!
As melhoras do Diogo :) beijinhos
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