que resolvemos que as nossas alianças iriam dormir juntas. Uma semana de atraso não era nada, para quem estava mais do que habituada a cenários semelhantes, mas daquela vez sentimos que era diferente. Os dois. E acordamos juntos, excitadíssimos, como quem prevê um futuro bom. No fundo, não precisávamos daquele teste para nada, porque ambos sabíamos o resultado.
E 2 tracinhos apareceram, significando um aglomerado de células capazes de me alterar as hormonas e a vida. Um projecto, um sonho, uma família que nascia ali, naquela manhã de quinta feira. Estávamos tão longe de imaginar como ia ser... mil milhões de milhões vezes melhor do que poderíamos prever.
E o tempo voou a "asas largas", e o meu bebé cada vez o é menos... Anda, corre, trepa tudo este meu Tom Sawyer, fala pelos cotovelos, saiu-me um tagarela de primeira categoria, (mesmo que aquele som não se assemelhe com nenhuma palavra conhecida). Este pequeno, que há 2 anos, crecia em mim, gosta de festinhas nas costas quando acorda e deixa-se ficar aninhado na cama a receber miminho, diz-me "Mamã, nanar" quando tem soninho e brinda-me com um "até já" quando o deito. Este rapaz que há 2 anos nos encheu de alegria pelo simples facto de existir, hoje faz-nos crer que a vida começou ali!
4 comentários:
Ohhh...e pronto lá estou a verter uma lágrima de emoção! Parabéns pelo rapagão e pelas memórias felizes.
A vida, o amor começou ali.
A minha, a nossa também.
Depois de te saber grávida, senti-me eu também assim. E estava.
E não me canso de pensar como a aleatoriedade das coisas não podia ser, no caso, tão intencional.
que lindo texto, ana!! Que lindo!!!
li este post depois de ler o mais recente e parece-me que também estás a precisar de o reler :) vais ver que daqui a uns dias ele volta a dizer "mamã! nanar!" entretanto aprende bem os truques para daqui a uns meses me ajudares ;) beijinhos a ti e a essa coisa boa*
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