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terça-feira, 3 de outubro de 2017

Sou da partilha




Gosto de celebrar o meu aniversário e de juntar a mim todos os que me fazem feliz ao longo do ano, adorei o dia do meu casamento porque tive a sorte de o partilhar, de dividir a nossa alegria com todos os que aceitaram o convite, gosto de muita gente junta, não me assusta o barulho e a confusão, gosto de pretextos para jantares e almoçaradas de amigos. Gosto de contar as coisas boas e más que me acontecem, gosto de conversar, gosto de saber e ouvir e gosto também de falar. Gosto da partilha e só sou feliz nesse registo.
Quando engravidei do Diogo e do Miguel contei ao mundo no imediato, talvez nem as seis semanas ainda estivessem completas e, alheia à ideia de que nos devemos preservar no primeiro trimestre porque algo pode correr mal, sempre pensei que se alguma coisa corresse mal, quem partilhou a nossa alegria, partilharia a nossa tristeza. Mas desta vez fomos mais reservados e, pelos meninos, única e exclusivamente pelos meninos, resolvemos esperar pelas 12 semanas para contar. Com 6 e 4 anos já sabem o que é uma gravidez, conhecem mais ou menos a evolução, ou pelo menos sabem que a barriga cresce e mais tarde ou mais cedo dá para sentir o bebé e, assim sendo, achamos que não havia necessidade de colocar a hipótese deles terem de partilhar connosco uma eventual tristeza.
Confesso que não gostei de andar em segredo, de inventar desculpas e mentiras para algumas situações. Muitas vezes senti falta de partilhar o meu sono, o meu enjoo, a minha fome devoradora e as minhas angústias. Já disse muitas vezes que alegria partilhada duplica e tristeza partilhada vai para metade e por isso acho que não vivi estes três meses com a euforia que vivi das outras duas vezes. De cada vez que não aguentava mais e lá contava a uma ou outra pessoa parecia que me sentia ainda mais grávida, poder contar desde quando é que sabemos, como foram os primeiros dias, a descoberta do sexo, o nome, os planos... 
Contar aos meninos foi maravilhoso, andávamos ansiosos e parece que só aí me senti verdadeiramente grávida, saíram-me uns quilos dos ombros. Não que estivesse com medo das reacções, mas porque queria dividir as coisas do dia a dia com eles, contar-lhes o que sinto, mostrar as imagens das ecografias... E depois contar à familia foi ainda mais espectacular porque foi a "missão" dos pequenos e, dito por eles tem um impacto muito mais delicioso. Terceiro filho, neto e sobrinho para uns e quinto neto e sobrinho para outros, mas a alegria, euforia e a surpresa não diferem muito da vivida há 7 anos atrás quando soube que estava grávida do Diogo.
Oficialmente, tudo faz mais sentido na partilha.



segunda-feira, 11 de abril de 2016

Ontem foi dia dos irmãos

E eu acho que está na altura de me retratar de todo o mal que fiz à minha.
Desculpa por te ter maquilhado, vestido e fotografado em poses com gosto duvidoso quando tinhas uns cinco, seis anos. Quem conhece a minha habilidade actual para a maquilhagem, pode imaginar o jeito que tinha pelos meus quinze anos.
Desculpa por tantas vezes te ter insultado de "beautiful". Tu choravas porque não fazias a mínima ideia do que eu dizia e eu ria-me como uma perdida.
Desculpa por ter abusado do teu enorme jeito para inventar histórias. Sentava-te no sofá e, juntamente com amigas, ríamos à tua custa.
Desculpa de um dia te ter cortado um pedaço de dedo enquanto te tentava cortar as unhas.
Desculpa usar-te como minha Nenuca e enfeitar-te com praticamente todos os colares da mãe, enquanto ainda nem eras capaz de te sentar sozinha.
Desculpa falar contigo naquela pronúncia de quem mora no bairro do Cerco enquanto te dava "bainho".
Desculpa por teres que usar a minha roupa, mesmo 10 anos depois de eu a ter usado.
Desculpa por todas as vezes que te disse que eras adoptada, ou na versão mais agressiva, que foste encontrada num baldinho do lixo.

Eu sei, eu sei... Não tenho perdão. 


Amo-te miúda.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Sabes que a festa foi BEM BOA quando, quarenta e oito horas depois, ainda te doem os gémeos. 
E sabes que foi MESMO BEM BOA  porque essas dores são consequência de muita e muita dança até às cinco da madrugada.
 E tens a certeza que a festa foi MESMO PARA LÁ DE BOA quando dançaste até essas horas em cima duns tacões de 12cm e apenas te lembras-te disso quando, deitada na cama, cheia de sono, não conseguias adormecer porque as plantas dos pés ardiam.


domingo, 10 de novembro de 2013

Nomes em círculo

A Ana Cristina casou com o Pedro. A Ana Cristina casou com o Miguel. A Ana e o Pedro tiveram um filho em Março de 2011 e chamaram-lhe Diogo. A Ana e o Miguel tiveram um filho em Março de 2011 e chamaram-lhe Pedro. O Diogo tem uma avó Adelaide e um avô Albino. O Pedro tem uma avó Adelaide e um avô Albino. A Ana e o Pedro tiveram outro filho e chamaram-lhe Miguel. O Miguel é padrinho do Miguel. A Ana e o Miguel vão ter uma filha que se chamará Ana Miguel. O Pedro será padrinho da Ana Miguel.

E estes nomes em círculo são apenas coincidências destas vidas tão chegadas!

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Herdade da Matinha

Apesar de tantos serem os dias que me enchem as férias deste ano, aqueles passados na Herdade da Matinha merecem todo o destaque e, ano após ano, o Alentejo vai ganhando mais e mais destaque, mais e mais dias. Pelo silêncio, mesmo com 2 crianças de 2 anos a brincar, pela simpatia, pela praia, pelo pão (oh céus aquele pão devia ser proibido), pelos petiscos, pelo calor do dia e o frio que traz a noite.
A Matinha é um sítio para voltar, que me ficou no coração pelos recantos e pelas cores, pelo pão do pequeno almoço (não quero ser repetitiva...), pelo burro preto de máscara castanha que encontrávamos diariamente no caminho, pelas maças que iam da árvore para a boca, pela rudeza de alguns pormenores, e claro, pelos cavalos. Pela paixão do meu filho por cavalos que, suspeito que nos irá contagiar a todos!
Matinha é Natureza bruta, é liberdade, é preguiça, é sopa com cheiro de oregãos, é jazz e bossa nova pelos cantos.
Fui feliz ali! Porque a companhia era doce, os meninos encharcavam-se em brincadeiras no tanque, corriam, nadavam, gritavam, choravam, abraçavam-se e empurravam-se, porque o tempo ali é lento, porque quem ali trabalha é uma familia, porque a cozinha era aberta e porque o Alentejo é tudo isso e muito mais.



(para ver fotos com categoria e com especial destaque aos melhores amigos em versão mini, é favor clicar aqui )



quarta-feira, 24 de julho de 2013

A Rita

A Rita nasceu quando eu estava a 8 dias de completar 10 anos e lembro-me dela, muito pequena ao colo da minha Mãe, no dia do meu aniversário, no qual não faltou a festa,  a casa cheia de amigos e a mesa posta, apesar de ser tão recente.
A Rita serviu de minha boneca inúmeras vezes, punha-lhe colares quando ainda nem se sentava direito, depois vestia-lhe roupas, pintava-a e obrigava-a a fazer poses pela casa para lhe tirar fotos. 
A Rita era desprendida, ia ao colo de toda a gente e ai daquele que perguntasse "Queres vir comigo para minha casa?" e depois não cumprisse a promessa. 
A Rita contava-me histórias inventadas com palavras que eu não conhecia e fazia-me rir. Lembro-me perfeitamente de estar ao meu colo, no sofá preto do sotão, com os seus 4/5 anos e me contar a história da Mariazinha no palanque!!
A Rita fazia birras e chorava porque não gostava que eu e o Pedro lhe chamássemos beutiful, achava sempre que aquilo era insulto! Adorava (e adora) Mac Donalds e dizia "mandruga" em vez de hamburguer.
A Rita adora casacos, especialmente de Inverno, e tem uma colecção absurda dos mesmos.
A Rita sempre gostou de escrever, mas deixou-se disso bem cedo, infelizmente. Escreveu histórias quando era mais pequena e escreveu poemas de amor mais tarde.
A Rita teve um início de adolescência complicado, rebelde, fez asneiras e deu desgostos a quem mais gostava dela.
A Rita cresceu, manteve sempre o seu feitio de adolescente na idade do armário, com respostas tortas e por vezes agressivas. A Rita não engole sapos nem faz fretes a ninguém.  Cresceu, mas continua infantil. 
A Rita tornou o meu casamento inesquecível, com um discurso, o seu presente para nós, que fez muita gente ir às lágrimas
A Rita delira com o sobrinho mais velho, adora-o com todo o coração e é o único que a pode ira acordar sem levar com um mau humor desgraçado. Brinca com ele de igual para igual, corre pela casa, faz as maiores palhaçadas e ele é apaixonado pela Titi Rita.
A Rita, que adora uma boa discussão e que possuiu um excelente poder de argumentação, disse que queria ser advogada. 
A Rita entrou em Direito, com uma excelente média, na Universidade que quis e teve um percurso irrepreensível. Foi determinada, responsável e organizada. A Rita geriu o tempo de estudo e de (muita) festa e praxe duma forma perfeita. 
A Rita é minha irmã.
A Rita brindou-nos ontem com a sua excelência e com o seu amor ao curso que escolheu. A Rita teve ontem a sua oral de final de curso e convidou-nos ontem a assistir. A Rita brilhou, deixou-nos com um sorriso imenso durante aqueles 30 minutos. A postura, a confiança de quem sabe o que diz, as palavras certas ofuscaram os seus olhos azuis naquele vestido verde de menina crescida. A Rita, com as suas certezas, pos o meu pai de lágrimas nos olhos, ao fim de 2 minutos da exame. 
A Rita tirou 17, mas isso pouco importa para o caso. O Orgulho não se mede em números.
A minha Rita está uma mulher!

segunda-feira, 22 de abril de 2013

A partir corações desde Março 2011




Mas alguém conhece alguma dupla mais maravilhosa que esta? 
Lindos, cada um com as suas cores, cheios de energia, amigos carinhosos, brincalhões, inseparáveis, lindos de morrer, espertos, safadinhos, bem dispostos, lindos, lindos, lindos, felizes, manipuladores quando convém, meigos, cada um com as suas paixões, carros ou animais, lindos...
Já disse que são para lá de lindos??

(foto tirada pela, também muito linda, Tia Marta, a.ka. Martia, Tiazona)

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Amigos = Felicidade


Aprendi que a permissa que utilizei para título era verdadeira num workshop da Magda: segundo os estudos feitos acerca da felicidade e de pessoas felizes, o que estas tinham em comum e que era a maior fonte de felicidade na vida, eram os AMIGOS! 
Aprendi, mas já sabia!
Sabia porque tenho as melhores amigas do mundo, há muitos anos, outras que chegam e ficam porque querem e nós também. Tenho amigas que me nasceram no coração!
E, estas amigas irmãs, mais uma vez me surpreenderam (mesmo muito) com um baby shower pensado ao pormenor, partilhado, azul e com um sol radioso!
Foi tão bom, o meu, vosso, Miguel gostou tanto... Ele gostou das telhas de amêndoa e do sumo de ananás com hortelã e eu gostei da possibilidade deste dia ficar para sempre apreendido na lente duma máquina fotográfica!
Obrigado para as minhas amigas de sempre!
Obrigado à minha irmã de sempre!
Obrigado às minhas cunhadas, que desejo que o sejam para sempre!




segunda-feira, 18 de março de 2013

Aos 2 anos...

festeja-se a dobrar: no dia com a família que a vida escolheu e, uma semana depois, com a família que nós (tão bem) escolhemos ao longo da vida!
e festeja-se a "dobrar em dobro" porque se partilha a alegria com o melhor amigo, com aquele que cresce e brinca ao nosso lado;
enche-se a casa com os doces mais bonitos, balões com uma foto por mês,  bolo do Mickey e outro dos Piratas, bandeirolas e bandeirinhas, pompons coloridos para que tudo combine com a alegria que se sente.
festeja-se até à última hora, até as costas doerem, o sono ser um monstro grande, mas o excitamento do dia ser muito, muito maior!
tiram-se e expõem-se fotos para que todos vejam como o nosso orgulho ultrapassa a maior das molduras.
vivem-se dias de azáfama, mas termina-se a festa com o sentido de "missão cumprida" porque quem nos acompanha nestes 2 anos também merece tudo de nós!

...

E aos 2 anos, o Diogo enche os pais e o mano de mimo sem pedir, de beijos e abraços porque sim! Porque é um menino sensível (para o bem e para o mal) e, sabe distinguir cada suspiro meu, perguntando se estou cansada, chateada ou triste, e nunca errando o palpite. E aos 2 anos o Diogo brinca tão bem sozinho, vendo fotos, alinhando os seus animais,montando puzzles, inventando histórias e diálogos maravilhosos, cantando músicas, mas é claramente mais feliz quando partilha as brincadeiras com os amigos que lhe vamos apresentando! Aos 2 anos o Diogo fala pelos cotovelos, questiona cada passo nosso (Onde vais? Onde fote? O que vais fazê? Já papaste tudo? Quem é ao tepóne? Tá bonita? O remédio pésta?...) Aos 2 anos, a criatividade dele espanta-nos a cada dia, com as letras de músicas que reinventa, com aquilo que diz que desenha, com as brincadeiras, com as actividades que me diz que fez ao longo do dia. Aos 2 anos, o Diogo decora letras de músicas como gente grande e gosta de as ouvir até à náusea (minha, note-se). Aos 2 anos o Diogo tem uma paixão enorme pelos avós e pelos tios e recebe esse amor em dobro a cada dia. Aos 2 anos é o maior sacana do mundo a  cada asneira que faz, pois termina sempre com uma cara de maior arrependimento, seguido de um ndesarmante "Cucupa mamã pela aneira". Aos 2 anos os brinquedos favoritos incluem, obrigatoriamente, animais e, nunca, se sai de casa com a mochilinha recheada com a sua extensa colecção, dando sempre prioridade aos cavalos. Aos 2 anos lê-se uma história antes de ir dormir, leio eu e depois lê ele exactamente a mesma, com prefência pelos livros pop-up e sempre com a ideia de que pode entrar por eles a dentro. Aos 2 anos devoram-se azeitonas, pepino, milho, ervilhas e pipocas,faz-se a maior cara de nojo ao chocolate e a praticamente tudo o que é doce (a quem sais tu meu filho?) mas come-se toda e qualquer comida sem problema d emaior. Aos 2 anos o Diogo adora fazer "macacadas" na cama dos pais, saltar, rebolar e levar com cócegas sem parar vindas do pai. Delira com o andar de metro e autocarro, actividade que se repete todas as quintas feiras. Aos 2 anos o Diogo dorme muito, com 11 horas nocturas e mais 3h divididas por 2 sestas ao longo do dia, sempre coma "pepé" e o Pópi. Aos 2 anos não se gosta do redutor e o pote também não parece que se vá tornar num bom amigo para breve.  Aos 2 anos o Diogo quer a independência, gosta e apertar os botões do pijama, de tirar o casaco sozinho, de ser ele a carregar no botão do elevador porque já é "muito gaaande", gosta de comer sozinho, de (tentar) calçar os sapatos, de (tentar) abrir a porta de casa com a chave, de ser ele a desligar os electrodomésticos quando apitam e de crescer até ao tecto!

Aos 2 anos emociona-nos a cada instante, enche-nos os dias de amor e duma felicidade que não se explica com as letras do alfabeto.


(prometo actualizar este post com fotos, o mais breve possível)

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Alegria é #5


 receber esta mensagem da minha filha:
"Há quem goste das mães, e há que não viva sem elas, eu sou a segunda opção! És o meu pilar , amo -te"
 
 
by Estela, a.k.a minha Madrinha, a.k.a. Madrinha do meu filho, a.k.a TITÉ

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

A melhor notícia do ano chegou!

Quando, no dia 1 de janeiro de 2012, à meia noite em ponto, vejo um ninho de tartarugas eclodir e centenas de pequeninas em direcção ao mar, o meu pensamento foi o que todos sabem:
2012 é um ano de fertilidade!
E, para que não ficassem dúvidas dos meus dotes de adivinhação, escrevi aqui e, já tantas outras vezes o confirmei por este blogue.
Mas o meu primeiro pensamento foi para a Sofia e o André! Foi para eles que eu desejei, antes de todos, que a fertilidade sorrisse!
E que sorriso tão bom!
Depois de médicos pára trás e para a frente, opiniões contrárias, viagens, exames, esperas, falsos alarmes, ansiedades e desilusões, lutas pela procura de uma outra opinião, segredos, medos, muitos medos... a Sofia e o André carregam neles a melhor notícia possível. Treze semanas que viveram em silêncio e que ontem decidiram partilhar da forma que tanto caracteriza o pai da criança: personalizada e cheia de humor. E o povo gritou, chorou, abraçou, a histeria foi paralela coma  alegria que todos sentiram. A alegria que só os amigos sentem pela felicidade uns dos outros.
Confesso que ainda não me passou a excitação da novidade e, durante o dia de hoje, já pensei uma meia dúzia de vezes naquele bebé tão desejado! Bebé, que, coincidência maravilhosa, partilha com o que trago a idade e a previsão de um mês de sol para nascer!
Já disse como estou feliz?

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Estes dois



Estes dois enchem-me o coração pelo simples facto de existirem
Mas eles resolveram ir mais longe e, por diversas vezes já me vieram as lágrimas aos olhos, de alegria, daquela bem boa!
A estes 2 só lhes faltou nascerem juntos e desafiarem-se um aou outro no primeiro choro. Conheceram-se no quente da barriga das suas (lindas e maravilhosas) Mães e, desde então, é ver a amizade crescer.
Partilharam dress codes, pic nics, fotos colectivas, areia da praia e água da piscina!
É impressionante como gostam um do outro, do alto dos seus 18 meses. O Diogo gasta o nome do Pê até à exaustão, pergunta por ele, quase todos os dias desde que voltamos de férias, chora quando tem de se separar. O Pedro dança de alegria quando vê o Diogo, sorri de uma forma incrível, provoca-o em todas as suas brincadeiras, corre e espera que o Diogo o siga, esconde-se e chama para que o procure. É a verdadeira loucura quando estão juntos, brincam até ficarem de cabelo encharcado de tanto suar e ficam felizes, felizes...
Há poucas coisas boas na vida como os amigos, e ensinar a, maravilhosa, arte da amizade, desde o dia em que se nasce, é dos melhores presentes que podemos dar a um filho. Não sabemos o que o futuro lhes reserva, se um dia enjoam um do outro (ai deles...), se serão, ou não, os melhores amigos do mundo, mas por enquanto vamos bebendo um pouco desta alegria de estar por perto, deste entusiasmo e deste amor pequenino.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Pégadas

A tua família tem um problema sério, minha querida amiga Ana! Um problema de base, que é como quem diz, de pés!
Tu rompes a pele dos pés com as bolhas!
O teu marido rompe as meias com os pés!
E o teu pequeno irá romper muitos sapatos à custa de tanto caminhar!
Acho que numa vida passada foram qualquer coisa entre o podologista e o sapateiro, o que pode explicar, em boa parte, a amizade que nos une!
E esta,é apenas mais uma, fortíssima justificação, para fazermos o estudo de que tanto falamos.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Fez ontem 2 anos

que resolvemos que as nossas alianças iriam dormir juntas. Uma semana de atraso não era nada, para quem estava mais do que habituada a cenários semelhantes, mas daquela vez sentimos que era diferente. Os dois. E acordamos juntos, excitadíssimos, como quem prevê um futuro bom. No fundo, não precisávamos daquele teste para nada, porque ambos sabíamos o resultado.
E 2 tracinhos apareceram, significando um aglomerado de células capazes de me alterar as hormonas e a vida. Um projecto, um sonho, uma família que nascia ali, naquela manhã de quinta feira. Estávamos tão longe de imaginar como ia ser... mil milhões de milhões vezes melhor do que poderíamos prever.
E o tempo voou a "asas largas", e o meu bebé cada vez o é menos... Anda, corre, trepa tudo este meu Tom Sawyer, fala pelos cotovelos, saiu-me um tagarela de primeira categoria, (mesmo que aquele som não se assemelhe com nenhuma palavra conhecida). Este pequeno, que há 2 anos, crecia em mim, gosta de festinhas nas costas quando acorda e deixa-se ficar aninhado na cama a receber miminho, diz-me "Mamã, nanar" quando tem soninho e brinda-me com um "até já" quando o deito. Este rapaz que há 2 anos nos encheu de alegria pelo simples facto de existir, hoje faz-nos crer que a vida começou ali!

domingo, 3 de junho de 2012

Dos tais dias a 2




Deixamos a cria entregue a quem tanto o ama e partímos rumo um ao outro!
E, foi para lá de bom!
Deixei que o Sol entrasse em mim, sem falar, só estando ali, naquele lugar saído de um qualquer álbum de fotografias. Apanhei o vento com as mãos e gostei que me pusesse o cabelo a andar à roda. Subimos dunas e muralhas e eu fui princesa de havaianas. Vimos morangos  a nascer e estufas onde prometemos voltar para casar de novo.
Compramos 3 chaves velhas  e ferrugentas, sem pensar que eram 3 os anos que comemorávamos e, connosco, veio o nosso primeiro presépio. Vimos as Berlengas lá ao longe e tentamos, sem conseguir, disfarçar as gargalhadas que nos provocava a conversa da mesa do lado.
Brindamos à vida num círculo de fogo ao entardecer, com nozes e passas regadas a música e conversas soltas.

Foram 3 dias para lembrar porque é que 3 anos de namoro deram lugar a mais 3 de casados!

quinta-feira, 24 de maio de 2012

E, há 3 anos foi assim...


E pensavam que a festa tinha terminado?? Nada disso, toca acordar com a malta toda dentro do nosso quarto, a comer os restos do nosso pequeno almoço!
Melhor impossivel!
Querem mais?
Então siga tudo lá para casa  comer os bolos que sobraram, compra-se uns frangos e minis!
Festa com muito e festa com pouco!
Porque nunca existe tempo a mais com quem se gosta, e há ressacas que precisam ser curadas em grupo!

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Há 3 anos foi assim...


                                     









Foi o dia mais fantástico da minha vida.
Nunca sonhei muito com o dia do meu casamento, nunca fui de imaginar que queria assim ou assado e, talvez por isso, aquele dia soube-me ao melhor que a vida tem. Foi o verdadeiro "dia feliz". Não só por im, mas pelos rostos dos 280 que connosco partilharam todos os minutos.
O dia começou cedo, a calma era tanta que ainda adiei, por duas vezes, o toque do despertador. Olhei lá fora e estava nublado mas não fiquei triste. Banho, cabelo, maquiagem e sucessivas e doces mensagens que o meu telefone ia recebendo. Depois fotos em local peculiar e regresso a casa para ir para onde me esperavam!
No momento em que eu e o meu Pai nos preparávamos para sair de casa em direcção à igreja, as nuvens abrem-se e dão lugar a um céu limpo. Os dois, com os olhos em lágrimas dizemos ao mesmo tempo: Foi o avô! Foi a avó que nos mandou o sol! Tanto que lhe pedi!
A loucura na igreja e eu sentia-me verdadeiramente maravilhosa, linda, com um sorriso gigante. Estava tão feliz! Cerimónia emotiva, as nossas irmãs a ler, a minha madrinha a ler com as lágrimas embrulhadas nas palavras e a música... a música foi dos céus! Saída apoteótica e beijos e mais beijos, abraços a pertados e sentidos. Não sei se eram os meus olhos, mas nesse dia senti que todos estavam tão felizes quanto nós!
E depois a festa. Ou melhor, o FESTÃO! Não há memória de coisa igual... Foi a loucura até às 7h da manhã, dancei, dancei, dancei, dancei. Rimos tanto nesse dia!
Foi, para mim, o dia de amor pleno. Amor de dois que se querem unir para sempre, amor à nossa família que connosco encheu o coração, amor de amigos porque sem eles nada fazia sentido. Do que mais me lembro nesse dia foi mesmo do amor que senti por todos os lados, naqueles abraços, naquelas palavras que nos iam sendo ditas, nos sorrisos, na alegria, na música...
Se casasse outra vez, queria tudo igual, tudo, tudo, tudo.
Foi, sem dúvida, o dia mais feliz da minha (que virou nossa) vida!

terça-feira, 3 de abril de 2012

Sobre a arte

Foi-me oferecido pela Ana, (há séculos e séculos atrás), este selo com a implícita missão de falar sobre arte. Pouco percebo ou entendo sobre arte, mas para mim, arte é a capacidade de fazer algo que está fora do alcance do comum mortal e, com isso fazer pensar, sonhar, refletir, chorar, rir , talvez até invejar. Assim, é arte um quadro de Picasso ou Goya, como o é uma finta do Messi. Porque, por mais que qualquer um de nós passe anos a praticar, a treinar com afinco, a estudar, nunca seremos capazes de fazer igual.

No que toca às artes plásticas, sou pessoa com largo défice e, o trabalho manual é coisa que não me assiste. Não tenho jeito para desenho, para pintura (nem a dos olhos), escultura ou outras que tais. O meu pensamento abstracto é foleiro e a minha capacidade de transpor para imagem sentimentos ou ideias é reduzida. No entanto safo-me bem no Pictionary, mas duvido que alguém considere arte o desenho dum elefante a que todos aplidaram de "mochila". Adiante.

Se pudesse escolher uma arte para mim seria, sem dúvida, a da representação. Fiz Teatro durante 3 anos e deu-me um gozo imenso, deixou-me saudades e pena de não ter explorado mais esse meu lado. Gostava dos ensaios, da escolha da caracterização das nossas personagens, dos nervos antes de cada representação, mas gostava ainda mais do "durante", dos risos que suscitávamos e das palmas no final. Tivesse eu investido na minha formação e, em vez de estar num consultório, estaria nos Morangos com Açucar. Uma peninha mesmo...