sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

A egoista que sou

Ponho-me a pensar no porquê de gostar de certas coisas e, apenas chego a uma conclusão: por puro egoismo.
Ora vejamos:
Adoro andar grávida, saber-me responsável por um filho que é nosso, mas que só eu protejo e alimento. Só eu o sinto, e mesmo que coloquem a mão na minha barriga, é em mim que ele mexe, é contra o meu corpo que o dele se empurra. Durante 9 meses, é só meu, digam o que disserem...
Adorei amamentar, fiz questão (e tive a sorte) de amamentar em exclusivo até praticamente aos 6 meses. Aqueles momentos eram só meus. O seu crescimento e sustento, durante aqueles meses apenas a mim cabiam, sentia aquela responsabilidade, e gozo confesso, de precisar de mim. Aquela dependêcia sabia-me a mel e terminou, algures nos 8 meses.
Sem intenção de tal, mas de forma natural (rima e é verdade), criou-se a rotina do deitar, comigo . Ora com a música, ora os livros, ou novamente as músicas que invento à sua escolha, a verdade, é que, de vez em quando, o pai quer "meter o bedelho" neste nosso momento e, sempre se ouve o Diogo: a mamã deita o menino! Não nego que gosto desta frase, mas resisto ao meu impulso de o roubar do colo do pai... Gosto de saber que sou a última a quem sente o cheiro, bem agarradinhos, no cadeirão, para duas ou três músicas, e depois na cama para os miminho nas costas e um "até amanhã filho-até amanhã mamã".
Se na gravidez e na mama não há como não ceder a este egoismo, em tudo o resto sou obrigada a virar altruista! Nada que não se consiga.
Sou só eu que sou assim?

3 comentários:

Ana disse...

Não, não és só tu, minha querida. Aqui a tua irmã gémea sente-o da mesma forma. Não é que o amor precise de exclusividade, mas termos pequenas coisas que são só nossas trazem algo de especial à relação.Eu soube-me grávida antes de fazer o teste e orgulho-me de ter sido eu a primeira a senti-lo. Eu adorava esses abraços contínuos do meu pequeno quando se mexia durante a gravidez e sentia-me uma privilegiada por ser eu a recebê-los. Não tanto a amamentação, mas os momentos antes de dormir, o sentir o seu respirar junto ao meu corpo, e a procura do meu corpo com as suas mãos pequeninas, isso, isso que é só nosso, meu e do Pedro, enche-me o coração e o ego. E confesso que me sabe bem, quando o Miguel se prepara para ler a história ou para o deitar, ouvi-lo "a mamã vem?".

dizaine disse...

Sou tão egoísta como tu,e durou o meu egoísmo ate aos 17 meses mas continuo a adorar os momentos que são ao nossos e que ainda prefere a Mae apesar de todas as contradições e de Mae ser do menino e menina do pai,a minha filha ainda é Mae para tudo,e eu adoro apesar de tentar que o pai tenha muito dos papeis, o banho, a história mas no final tem de ser sempre Mae!!

XaVier disse...

és só tu és ;D ainda por cima a minha pequena adora mexer no meu cabelo ao adormecer e é uma coisa que a acalma... coisa que no pai fica um bocadinho complicada... :))