E desde há 2 semanas que já sinto o corpo do Miguel em movimento. Começou por ser só à noite, quando me deitava para dormir, colocava a minha mão nesta imensa barriga e lá ia sentindo um gesto ou outro do meu "mais pequeno". Tudo suave, leve, bem bom de recordar...
E ontem o rapaz arrebitou durante a tarde e, enquanto dava as consultas, ia levando com pontapés e cambalhotas tropegas de quem se balança na água. Gosto tanto desta nova fase, em que, mesmo que eu me esqueça que ele ali está, levo logo uma "palmada interior" para me lembrar, e sei que pouco faltará para que deseje que fique quieto, só um bocadinho!
Curioso lembrar que, mesmo quando me queixava de mim mesma, como mãe negligente do seu segundo filho, o meu inconsciente não me deixava se-lo. Dei por mim, tantas e tantas vezes, em pequenos despertares nocturnos, daqueles que quase nem notamos, com as duas mãos sempre (sempre mesmo) pousadas sobre a barriga. Podia não tirar fotos à barriga, escrever posts ou mesmo pensar muito no Miguel durante o dia, mas mãos com mimo já ninguém lhe tira...
2 comentários:
Até me comovi porque a tua descrição fez-me lembrar a gravidez da Maria. As minhas mães na barriga como que a fazer mimos, os que hoje lhe faço vezes sem conta, e as conversas que tinha com ela... são recordações lindas e além de recordações, fazem toda a diferença. O Miguel já percebeu que tem e terá umas mãozinhas protectoras, SEMPRE. FELIZ NATAL!!! bj
Mãos com mimo, todo um corpo com mimo. Ou seja, mimo não falta ao teu pequeno Miguel.
E tenho tantas saudades desses movimentos em que somos espectadoras exclusivas.
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