Começamos esta semana a tratar das visitas a infantários para o Diogo e, obviamente, para o Pedro! Acordei com um nervoso miudinho, daqueles que sentimos quando sabemos que o dia vai ser importante.
Chegamos na hora do movimento, um rebuliço de pais e filhos que se despediam na sala de acolhimento. Deu-me um aperto, uma mini depressão intantanea só de me imaginar, em Setembro, naquele cenário. Patetice, eu sei... Até porque todos os dias me despeço dele e regresso no final do trabalho, mas aqueles instantes em que aguardávamos por quem nos acompanhasse na visita, lembraram-me que o rapaz está cada vez mais crescido, que um dia vai aprender a ler e escrever, vai trazer trabalhos de casa, marcações testes e exames... Enfim, angústias parvas!
Angústias que cedo se dissiparam durante a visita e, confesso, que passei o resto do dia a imaginá-los a brincar, no ginásio, nas actividades e, por momentos, desejei que o tempo pasasse rápido. Maluquinha esquizofrénica, é o que é!
A verdade é que adorei (adoramos) a visita do início ao fim. As salas amplas, todas com espaço exterior correspondente, os brinquedos maioritariamente feitos manuelamente, as salas cheias de cartão pintado, fantoches com rolos de papel, patchwork e muito poucos daqueles brinquedos que se compram. Gostei de todo o conceito, dos projectos que cada sala elabora, da flexibilidade dos mesmos, da tranquilidade que se respirava nos corredores, da segurança, da organização do espaço, das sanitas pequeninas... E depois encantei-me com alguns pormenores: máximo de 15 meninos na sala dos 2 anos (não é pouco, mas também não é multidão), a avaliação do comportamento diário, a partir dos 4 anos, é feita pelos próprios e não pelas educadoras, sessões, aos 4/5 anos daquilo a que chamam "Filosofia para crianças", em que, esporadicamente e consoante as necessidades da turma, se sentam para discutir temas importantes, como a chegada dum irmão, a morte dum familiar, etc..
Não sou, de todo, daquelas que iam adorar que o filho aos 4 anos já saiba escrever isto e aquilo e aos 5 já conheça os números e faça contas de somar e subtraiar, acredito que tudo tem o seu timing e, para mim, infantário é sinónimo de brincadeira, picotados, colagene s e plasticinas. e por tudo isto sempre olhei de lado quando me falavam em "projecto educativo". Preconceito e ignorancia minha... Pois bastou 1 hora d evisita e tudo aquilo fez sentido, o projecto era coerente, sem grandes ambições académicas, mas adaptado, fléxivel, era um projecto feliz!
A decisão não está tomada, mas está mesmo muito encaminhadinha...
2 comentários:
É isso mesmo, um projecto feliz. Imagino os nossos pequenos naquele local e só os imagino felizes. É assim que curo a "depressão" de os ver crescer tão rápido.
Andamos todas ao mesmo..e com o mesmo sentimento!Pena não estar aí..desejava que a Tatá procurasse o mesmo infantário que o Pedro e o diogo, mas a vida levou-me para a Póvoa, e gosto!, mas gostava que a minha filha tivesse a amizade dos 2 por perto, pois das mães só se vê coisas boas!!!e isso é genética!!
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