sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Doce Miguel

O Miguel é doce.
E doce é, para mim, a palavra que melhor o define. 
Tem um olhar tranquilo e meigo, uma pele com cheiro a açucar e um sorriso ao acordar que me faz esquecer a noite menos tranquila.
O Miguel é observador e, quando alguém se mete com ele, olha, volta a olhar e depois abre o seu sorriso grande em forma de espanto.
O Miguel chora baixinho, de forma tranquila... a não ser quando o pousamos depois do banho ou depois dum colo quente e aí chora mais alto (mas pouco) e de um jeito tão sentido e magoado que corta o coração. Mas dura pouco o seu mal estar e, rapidamente, se acalma com algumas palavras mais meigas.
O Miguel faz o beicinho mais lindo da história, tão lindo que já tive de o fotografar vezes sem conta.
O Miguel, até há uns 2 meses atrás, chuchava no dedo e, apesar de saber o quanto isso era prejudicial, deliciava-me a vê-lo e a ouvir aquele barulhinho ritmado.
O Miguel tem uns refegos que me fazem perder as horas, tem uns pés pequenos e papudos com os seus mini dedos, quase sempre meio húmidos.
O Miguel conquista-me a cada dia, enche-me o colo como só um filho o sabe fazer, seja o primeiro, o segundo o ou décimo quinto.
Quase todos os dias lhe cheiro o pescoço, mergulho naquelas pregas na ansia de o reter para mim sempre assim pequeno... porque agora eu sei que "eles crescem tão rápido" é uma grande verdade.

1 comentário:

marta disse...

Sou suspeita por muitos motivos.
Por tu me seres quem és.
Por o Miguel me ser quem é.
Por estes pequenos, que se vão somando a "nossa família", me fazerem descobrir a cada dia mais um tipo de amor.
Mas é.
É muito doce. É um amor.
Olha-nos para a alma. Devolve em sorrisos o encanto que provoca.
É isso tudo que escreves, como melhor do que ninguém conheces.
Para mim é o Meu Miguel, o Meu Amor.

E desde que comi arroz de tamboril em tua casa sou uma Marta mais feliz <3