terça-feira, 24 de setembro de 2013

Finalmente, o infantário!

Não houve um dia do mês de Agosto em que eu não me lembrasse ou não falasse na ida do Diogo para "a escolinha" a 2 de Setembro. Estava ansiosa, emocionava-me pensar que aquele, que ainda há 2 dias, tinha crescido na minha barriga, iria estar com o polo oficial do colégio, mochila às costas e caderneta lá dentro. Tantas vezes disse que adoraria que a escola tivesse daqueles vidros com visão unilateral, como o das esquadras (pelo menos das esquadras dos filmes) para que o pudesse observar nos primeiros dias, estava curiosa para saber como seria para comer com todos os meninos, para dormir num chão cheio de crianças, para brincar e interagir com brinquedos que não os dele...
E o 2 de Setembro chegou, com uma noite quase em claro atrás dele... Fomos os dois levá-lo até a sala e, com alguma timidez, começou a brincar, saiu da nossa beira, despediu-se tranquilamente e nós saímos todos satisfeitos! Soubemos que chorou a meio da manhã pela mamã e que se fartou de pedir colinho. Mas também sabíamos que era o segundo dia a prova de fogo, para ele e para nós. Mal acordou disse : eu não quero ir para a escola e o meu coração encolheu, encolheu até não poder mais, achava eu! Mas foi quando o deixei na sala que percebi que ainda tinha muito para encolher, aquele choro gritado, com o meu nome à mistura foi violento... Chorei eu o caminho todo de regresso, questionei-me se talvez não fosse cedo demais para ele ir para o Infantário, se não poderia ficar mais um ano em casa, se, se, se...
Mas, ao quinto dia saiu de casa feliz e contente por ir para a escola, a demonstrar uma enorme ligação à educadora Joana, a pedir-me para dormir lá com os outros meninos... E até agora tem sido assim... 20 dias passados e adora a escolinha, entra sempre com um ar de reguila e corre, literalmente, para o meu pescoço quando o vou buscar!
No entanto, nem tudo é tão fácil como parece e, se a adaptação in loco foi muito fácil, à noite o pequeno ressente-se e acorda duas e três vezes por noite desde que o infantário começou. Este rapaz que já está tão crescido, que põe a mochila sozinho e se porta (na escola) como um homem grande, ainda é bebé. Um bebé pequeno e indefeso que ainda não sabe dizer que tem medo, que esta mudança é grande, que, apesar de gostar, a casa da avó Ana era sempre mais segura e só dele... Ele não diz tudo isto com as palavras, mas com os sonos recortados...
Grande, crescido, autónomo, mas ainda o meu bebé!!

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