quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Meio ano


E passados 6 meses, olho para o Miguel e vejo açúcar!
Não me ocorre mais do que isso... Olho e vejo como ele olha o mundo e vejo doçura em cada instante. E, calculo, que o vou adjectivar desta forma aos 7, aos 8, aos 9 meses...
Continua apaixonado pelas próprias mãos e com elas tem longos monólogos.
Mantém os pés papudos que me deliciam e, às vezes, tem pedacinhos mínimos de cotão das meias entre os dedos minúsculos e eu acho que é a coisa mais fofa do meu dia.
Senta-se por microsegundos, mas já gatinha 2 ou 3 passos seguidos. 
Delira com cada gesto, cada som, cada palhaçada do irmão e olha-o com admiração e alegria.
Alterna noites péssimas com outras más e outras assim assim, com franco predomínio das más.
Continua a brindar-me com um sorriso generoso logo pela manhã e isso faz mais pelo meu despertar do que um café duplo.
É calmo, observador, tranquilo, genuinamente tranquilo.
Faz maratonas na cama antes de adormecer, sempre acompanhadas de guinchinhos fofos.
Tem 2 dentes, lindos, branquinhos, perfeitinhos mesmo!

Passaram 6 meses desde 7 de Maio e, tantas vezes dou por mim a rir, a achar que fui a maior tonta ao pensar que talvez não fosse capaz de amar tanto outro filho. Tonta! Tonta! Tonta! Apaixono-me por este menino loiro a toda a hora, sinto que cada beijo é o primeiro e continuo a espantar-me com a elasticidade que o coração duma Mãe pode ter!

2 comentários:

Marta L. disse...

Talvez (ainda) mais por estar agora eu (com as tontices habituais) à espera de ser mãe pela segunda vez, emocionam-me (como de costume...) as tuas palavras que são também elas açucar que derrete, adoça e nos lembra deste amor de que todos somos feitos. Parabéns aos 4 por este meio ano de Mais Amor.

Ana disse...

É um doce mesmo, o açúcar está-lhe na forma das bochechas, na cor da pele, na forma prolongada como sorri. E eu sou suspeita, porque nunca, mas nunca, duvidei que o vosso (nosso) coração fosse elástico.