Há tanta coisa em mim que é o oposto do que eu era há uma meia dúzia de anos atrás e isso não é bom, nem é mau. É o que é e pouco mais.
Ando semi-viciada em exercício e treinei seis dias em duas semanas de férias e isto, estou certa, de que não iria fazer o mínimo sentido para a Ana preguiçosa de há uns anos atrás. Dei por mim, enquanto planeava as férias, a pensar nas horas e nas formas possíveis para fazer treinar e, loucura total, fui duas vezes ao ginásio do hotel enquanto os meninos dormiam a sesta.
Sempre disse que não queria ter uma casa, muito menos ter a a trabalheira de a construir. Desde os meus 12 anos que vivi em vivendas até casar e sempre fui uma medrosa de primeira e foi esse, apenas esse, o motivo que sempre me fez afirmar que iria morar em apartamentos. E, confesso, que me sinto muito segura quando estou sozinha no meu oitavo andar, coisa que não acontecia quando tinha de ficar sozinha em casa dos meus pais que ouvia barulhos e barulhinhos a toda hora, até de dia. Hoje ando em excitamento mental com o nosso terreno e com todas as ideias que tenho para a nossa casa. Construída e idealizada por nós e nada do que me assustava me passa pela cabeça neste momento. O cúmulo da mudança chega com a promessa dum cão para o Diogo quando a nossa casa for real. Eu, que sempre disse que mais do que um peixe seria impossível para mim.
Uso roupa com decotes sem ter de inventar truques para tapar a minha cicatriz de estimação, o colóide que me acompanha desde o início da adolescência. Há uns aos atrás comprar roupa era todo um drama, cheio de condicionantes no que tocava às partes de cima. E tanta coisa que gostava ficou nas prateleiras porque a cicatriz ficava visível. Neste momento estou-me bem nas tintas e os olhares já não me incomodam minimamente.
Já usei muita coisa que, em tempos, achei horrível, piroso e estéticamente reprovável: baton vermelho, acessórios dourados e preto com azul marinho, rosa com vermelho e branco com bege (não necessariamente tudo junto)
E gosto disto. Gosto de saber que amanhã eu própria me posso surpreender.
3 comentários:
verdade! é bom ter essa capacidade de renovação e sobretudo ter consciência que mudar de ideias não é sinal de fraqueza... muito pelo contrário!
Eu queria essa capacidade para o exercicio... bolas precisava tanto ;)
Mudar é muitas vezes evoluir, crescer! Acima de tudo é saber que dia a dia nos conseguimos surpreender. Gosto de amigas que se surpreendem e me surpreendem! Gosto de misturas e gostos de bons projectos de arquitectura!
P.s.- só ainda nao consegui gostar de exercício físico, mas quem sabe tambem me vou um dia surpreender???!
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