quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Amor e legumes

A propósito post aqui, lembrei-me dum episódio que já aconteceu há algum tempo em minha casa, mas que me faz todo o sentido. Como disse, apesar de não serem particularmente esquisitos, os meus filhos não deixam de ser crianças e, geneticamente, possuem uma "alergia" às "coisas verdes" no prato. No entanto, como os pais gostam bastante, em praticamente todas as refeições, há legumes a acompanhar o prato, e umas vezes mais discretos do que outras. Num jantar, o Diogo, em modo resmungão, perguntou porque é que a comida tinha sempre legumes e, eu respondi: 

- Porque eu te adoro mesmo muito e, por isso, quero que tu comas coisas que te fazem muito bem, que te fazem crescer forte e que te ajudem a ficar poucas vezes doente. Eu gosto tanto, tanto de ti que quero que tu comas o que há de melhor e mais saudável.

A resposta foi surpreendentemente bem recebida e não voltou a questionar a existência frequente de legumes no prato. (não que não torça o nariz de longe a longe)
E, no fundo, a resposta é mesmo verdadeira e, alimentar bem é uma forma de amor e de cuidado, tal e qual como os protegemos do calor ou do frio com roupa adequada, como quando acordamos a meio da noite para dar o antibiótico, como quando brincámos com eles para que eles se sintam importantes. Não quero com isto dizer que quem "vacila" mais vezes na alimentação dos filhos não os ame como eu amo os meus mas, para mim, sabendo o que sei, não fazia sentido ser de outra forma.


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