sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Maternidades alheias

Ontem soube uma notícia boa e, caramba, quem não adora uma boa notícia?
A minha amiga Luisa está grávida. E a notícia é boa porque é o primeiro filho? Porque teve muita dificuldade em engravidar? Não. É o seu quarto filho, o terceiro rapaz. 
Andávamos nós na faculdade e, numa jantarada em casa de outro amigo,  e lembro.me da Luísa dizer que gostava de ter seis filhos. SEIS!! Na altura, fizemos o super científico teste da agulha e, lá apareciam os seis. Lembro-me da cara do namorado, agora marido, de enrascado e atrapalhado com a ideia, lá no meio dos seus sorrisos. Entretanto já passaram talvez uns dez anos desse jantar e a Luísa está no bom caminho e eu admiro-a muito por isso. Porque é uma Mãe divertida, com um sentido prático fora de série, corajosa,  meiga, extremamente rigorosa e muito, muito feliz nesse seu papel. A Luísa, anestesista de profissão mudou de cidade em busca dum horário de trabalho que a permita ser feliz enquanto Mãe e, também por isso a admiro.
Os meus amigos vão ter o quarto filho, vão ser seis em casa, a mesa vai estar repleta, o cesto da roupa suja vai ser sempre a transbordar, o carro vai ficar apertado, vão haver mais guerras e conflitos entre irmãos e depois abraços e brincadeiras barulhentas, o orçamento tem de ser mais controlado, mas a alegria volta a aumentar porque, naquela casa, vai bater mais um coração.

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