terça-feira, 3 de outubro de 2017

Sou da partilha




Gosto de celebrar o meu aniversário e de juntar a mim todos os que me fazem feliz ao longo do ano, adorei o dia do meu casamento porque tive a sorte de o partilhar, de dividir a nossa alegria com todos os que aceitaram o convite, gosto de muita gente junta, não me assusta o barulho e a confusão, gosto de pretextos para jantares e almoçaradas de amigos. Gosto de contar as coisas boas e más que me acontecem, gosto de conversar, gosto de saber e ouvir e gosto também de falar. Gosto da partilha e só sou feliz nesse registo.
Quando engravidei do Diogo e do Miguel contei ao mundo no imediato, talvez nem as seis semanas ainda estivessem completas e, alheia à ideia de que nos devemos preservar no primeiro trimestre porque algo pode correr mal, sempre pensei que se alguma coisa corresse mal, quem partilhou a nossa alegria, partilharia a nossa tristeza. Mas desta vez fomos mais reservados e, pelos meninos, única e exclusivamente pelos meninos, resolvemos esperar pelas 12 semanas para contar. Com 6 e 4 anos já sabem o que é uma gravidez, conhecem mais ou menos a evolução, ou pelo menos sabem que a barriga cresce e mais tarde ou mais cedo dá para sentir o bebé e, assim sendo, achamos que não havia necessidade de colocar a hipótese deles terem de partilhar connosco uma eventual tristeza.
Confesso que não gostei de andar em segredo, de inventar desculpas e mentiras para algumas situações. Muitas vezes senti falta de partilhar o meu sono, o meu enjoo, a minha fome devoradora e as minhas angústias. Já disse muitas vezes que alegria partilhada duplica e tristeza partilhada vai para metade e por isso acho que não vivi estes três meses com a euforia que vivi das outras duas vezes. De cada vez que não aguentava mais e lá contava a uma ou outra pessoa parecia que me sentia ainda mais grávida, poder contar desde quando é que sabemos, como foram os primeiros dias, a descoberta do sexo, o nome, os planos... 
Contar aos meninos foi maravilhoso, andávamos ansiosos e parece que só aí me senti verdadeiramente grávida, saíram-me uns quilos dos ombros. Não que estivesse com medo das reacções, mas porque queria dividir as coisas do dia a dia com eles, contar-lhes o que sinto, mostrar as imagens das ecografias... E depois contar à familia foi ainda mais espectacular porque foi a "missão" dos pequenos e, dito por eles tem um impacto muito mais delicioso. Terceiro filho, neto e sobrinho para uns e quinto neto e sobrinho para outros, mas a alegria, euforia e a surpresa não diferem muito da vivida há 7 anos atrás quando soube que estava grávida do Diogo.
Oficialmente, tudo faz mais sentido na partilha.



2 comentários:

MA disse...

Que fotografias tão giras que transmitem uma alegria contagiante! Parabéns mais uma vez!

Pitú disse...

E os que contigo partilham este momento, partilham também a vossa felicidade!
Ficamos muiiiiiiiiiiiiiito felizes com a vinda da Ana Beatriz! mesmo tendo sido comidinhas por lerdas todos os dias dos últimos tempos ;)